A falsidade da identificação civil do réu não é apta a invalidar o processo, nem permite o manejo de revisão criminal por terceiro que teve o nome indevidamente utilizado.
Deve-se aplicar, no caso, o art. 259 do CPP:
Art. 259. A impossibilidade de identificação do acusado com o seu verdadeiro nome ou outros qualificativos não retardará a ação penal, quando certa a identidade física. A qualquer tempo, no curso do processo, do julgamento ou da execução da sentença, se for descoberta a sua qualificação, far-se-á a retificação, por termo, nos autos, sem prejuízo da validade dos atos precedentes.
A prova oriunda do exterior, quando utilizada apenas como notitia criminis, não compromete a validade das provas colhidas em território nacional, desde que estas sejam produzidas sob o devido processo legal.
CERTO
Qual é o valor probatório da confissão extrajudicial no processo penal?
A confissão extrajudicial possui imprestabilidade probatória por si só, não sendo suficiente para sustentar uma condenação. Deve estar corroborada por outros elementos de prova que confirmem a culpabilidade do acusado, como testemunhos e demais evidências produzidas em juízo.
Como deve ser valorado o testemunho policial no processo penal?
O testemunho policial não deve ser automaticamente aceito nem rejeitado. Pode servir como prova em processo criminal, desde que seu conteúdo seja racionalmente valorado pelo magistrado, evitando-se extremos de credibilidade automática ou rejeição sistemática da palavra do policial.
O testemunho policial pode, sim, servir de prova em um processo criminal, devendo, para tanto, ter seu conteúdo racionalmente valorado.
CERTO
A ausência de mandado físico, ainda que com autorização judicial prévia, compromete a legalidade da busca e apreensão, tornando ilícitas as provas obtidas.
CERTO
Art. 184.SALVO o caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial negará a perícia requerida pelas partes, quando não for necessária ao esclarecimento da verdade.
Juiz // Autoridade policial = delegado»_space;»> Pode recusar tudo, menossss….. EXAME DE CORPO DE DELITO.
CERTO
Qual a essência da teoria dos frutos da árvore envenenada e onde está consagrada no ordenamento jurídico brasileiro?
A teoria dos frutos da árvore envenenada, de origem norte-americana, está consagrada no art. 5º, LVI, da Constituição Federal e proclama a mácula de provas supostamente lícitas e admissíveis que foram obtidas a partir de provas declaradas nulas pela forma ilícita de sua colheita. A essência da teoria impõe que provas derivadas de uma fonte ilícita também devem ser consideradas inadmissíveis.
Quais são as duas principais exceções à teoria dos frutos da árvore envenenada previstas no direito brasileiro?
As exceções estão previstas no art. 157, § 1º, parte final, e § 2º, do CPP e consistem em:
a) descoberta inevitável (inevitable discovery) - quando a prova ilicitamente obtida seria inevitavelmente descoberta de outro modo, a partir de outra linha legítima de investigação; e
(b) fonte independente (independent source) - quando a prova, embora guarde alguma conexão com a original ilícita, não tem relação de total causalidade com aquela, pois outra fonte a sustenta.
Como se determina a existência de nexo causal entre a prova ilícita e as provas derivadas?
A inexistência de nexo causal pode ser evidenciada através de um juízo hipotético de eliminação, típico da apuração da causalidade simples (causa como conditio sine qua non do evento). Pergunta-se: se o meio ilícito não tivesse sido empregado, ainda assim as provas incriminatórias teriam sido produzidas? Se a resposta for positiva, não há nexo causal entre a ilicitude e as provas obtidas.
Art. 184.Salvo o caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial negará a perícia requerida pelas partes, quando não for necessária ao esclarecimento da verdade.
Juiz // Autoridade policial = delegado»_space;»> Pode recusar tudo, menossss….. EXAME DE CORPO DE DELITO.
CERTO
Conforme as circunstâncias em que se der a prisão, o condutor da prisão em flagrante pode ser um agente público ou um particular.
CERTO
É permitido o acesso ao whatsapp, mesmo sem autorização judicial, em caso de telefone celular encontrado no interior de estabelecimento prisional. STJ
CERTO
É permitido o acesso ao whatsapp, mesmo sem autorização judicial, em caso de telefone celular encontrado no interior de estabelecimento prisional. STJ
CERTO
1•Polícia acessa oWhatsAppdo investigado sem autorização judicial ou do réu, mesmo que preso em flagrante:
PROVA ILÍCITA.
2•Polícia,com autorização de busca e apreensão, apreende celular do investigado. Em seguida,mesmo sem nova autorização judicial, acessa oWhatsApp:
PROVA VÁLIDA.
3•Polícia acessa oWhatsAppda vítima morta, com autorização do cônjugedo falecido, mas sem autorização judicial:
PROVA VÁLIDA.
Lembrando que o registro dasligaçõestelefônicas é permitido, pois não tem acesso ao conteúdo em si, somente aos registros telefônicos.
CERTO
1º A busca é determinada pelo Juiz.
Art. 242: a busca domiciliar pode ser determinada de ofício de pela autoridade judiciária ou a requerimento das partes.
2º A busca é executada durante o dia.
Art. 245. As buscas domiciliares serão executadas de dia, salvo se o morador consentir que se realizem à noite, e, antes de penetrarem na casa, os executores mostrarão e lerão o mandado ao morador, ou a quem o represente, intimando-o, em seguida, a abrir a porta.
CERTO
Meio de prova inominado nada mais é aquele que não está expressamente previsto no CPP, no entanto são admitidos no Direito por serem moralmente legítimos, haja visto o princípio da verdade real dos fatos.
CERTO
Inf. 944 STF: “É nulo o interrogatório travestido de entrevista realizado pela autoridade policial com o investigado, durante a busca e apreensão em sua residência, sem assistência de advogado e sem a comunicação de seus direitos”
CERTO
No sistema de prova tarifada, cada espécie de prova tem um valor, suprimida a discricionariedade do juiz de decidir através do livre convencimento, precisando fundamentá-la com elementos de convicção incorporados ao processo.Significaria dizer que determinadas provas são mais valiosas que as demais, o que não é adotado pelo sistema jurídico brasileiro.O depoimento do policial possui presunção relativa de veracidade, considerando que este tem fé pública. Entretanto, não chega a ser mais valioso que as demais provas colhidas nos autos, não sendo, portanto, exceção para a aplicação do sistema da prova tarifada em detrimento da persuasão racional do juiz
CERTO
1- JUIZ INCOMPETENTE– PROVA ILÍCITA
2- JUIZ COMPETENTE À ÉPOCA DOS FATOS, CONSIDERADO INCOMPETENTE DEPOIS– PROVA LÍCITA. (“Teoria do Juízo aparente”)
CERTO
Resuminho de Interceptação telefônica:
1 - a solicitação deve ser feita de 15 em 15 dias;
2 - quantas vezes forem necessárias;
3 - o prazo de 15 dias começa a contar a partir do momento da primeira escuta e não da autorização;
4 - a autorização tem que ser judicial;
5 - o crime investigado deve ter a pena de reclusão e não de detenção;
6 - não tem que ter outro meio de prova;
7 - tem que ter quase certeza que o investigado é um bandido;
8 - o juiz pode utilizar apenas o que interessa na escuta e descartar o resto a qualquer hora do processo;
9 - a gravação é sigilosa e deve ser guardada separadamente;
10 - O princípio da serendipidade pode ser utilizado quando o crime está relacionado. Ex.: lavagem de dinheiro.
CERTO
C) ERRADO. Art 206, CPP -Quando não for possível obter ou integrar a prova do fato e de suas circunstâncias por outros meios, o ascendente ou descendente do réu não poderá ser eximido de depor.
CERTO
C) ERRADO. Art 206, CPP -Quando não for possível obter ou integrar a prova do fato e de suas circunstâncias por outros meios, o ascendente ou descendente do réu não poderá ser eximido de depor.
CERTO
A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor. Poderão, entretanto, recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado, salvo quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias”.
CERTO