Sobre rinossinusite:
Inflamação da mucosa do nariz e seios paranasais
Classificação das sinusite:
Sinais e sintomas
Rinossinusite aguda: predominante viral, superinfecção bacteriana, obstrução nasal e congestão facial são inespecíficos - crise alérgica, rinorréia: anterior ou posterior, dor ou pressão facial, hiposmia
Rinossinusite crônica: obstrução e congestão nasal: menos frequente - associada a outros fatores, rinorréia: menor quantidade - aquosa, mucosa ou mucopurulenta, tosse improdutiva - exacerbação noturna, rinorreia retronasal: Inflamação secundária da laringe, dor facial: reagudização
Diagnóstico da sinusite:
Endoscopia Nasal: Permite identificar eritema, edema, pólipos, crostas, sinéquias, cicatrizes, o aspecto do muco nasal e a presença de muco, pus ou secreção
Rinoscopia:
TC: Técnica de imagem de escolha. Indicada nos casos de difícil resposta ao tratamento clínico, nos casos recorrentes ou crônicos, na vigência de complicações e para o planejamento cirúrgico
Tratamento AGUDA:
Agentes etiológicos mais comuns: Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae
Crônica
Terapia adjuvante:
Corticoide Anti-histaminico Descongestionantes Mucolíticos Antagonistas de leucotrienos IBP Lisados bacterianos
Tipos de rinites
1) rinites infecciosas: coronavírus, vírus da parainfluenza, adenovírus, enterovírus, vírus da influenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório
- não há febre ou complicações
- resolução espontâneo
- tratamento deve ser sintomático
2) rinite alérgica
3) rinite não alérgica não infecciosa: hormonal - estrógenos, induzida por fármacos como AINES, BB, antidepressivos, gustativa, emocional atrófica
4) rinite mista
Diagnóstico da sinusite:
Basicamente clínico, com a presença de sintomas cardinais: espirros em salva, prurido nasal intenso, coriza clara e abundante e obstrução nasal
Identificação do possível alérgeno desencadeante pelo teste cutâneo de hipersensibilidade imediata ou IgE específica
- Avaliação da Cavidade Nasal: Citologia Nasal, Exame bacteriológico, Teste de permeabilidade, Rinomanometria Computadorizada, Pico de fluxo nasal, Rinoscopia
- TC e RM: complicações
- Biópsia
- Testes cutâneos de hipersensibilidade imediata (TCHI): evidenciam reações alérgicas mediadas por IgE
* Determinação de IgE sérica total e específica
* Diagnóstico por componentes moleculares alergênicos (Microarray)
* Teste de provocação nasal
Sintomas associados
O prurido nasal → “saudação alérgica”
Prurido ocular e de lacrimejamento, conduto auditivo externo, palato e faringe
Ocular: hiperemia conjuntival, lacrimejamento, fotofobia e dor local
Obstrução nasal
Pode ser intermitente ou persistente, sazonal ou perene
Tratamento farmacológico:
Tratamento farmacológico
Avaliação do controle clínico
Grupos especiais
Idosos: os anti-H1 de segunda geração são mais seguros nos idosos - retenção
urinária e problemas de acomodação visual
Gestantes: Solução salina e cromoglicato dissódico, corticosteróides tópico nasais: budesonida, amoxicilina
Cirurgias
Considerações gerais- sinusites:
Etiologia: principalmente aguda que dura até 4 semanas, que devem ser cobertas:
streptococcus pneumoniae e haemophilus influenza.
● Iniciar beta lactâmico e penicilinas: amoxicilina.
Se uso recente de antibiótico (4 a 6 semanas) ou local com resistência, penicilina com inibidor de beta lactamase (amoxicilina com clavulanato) ou cefalosporinas de 1 e 2 geração; na alergia, fluoroquinolona respiratória (moxi, gemi, levo).
● Pode ser necessária terapia adjuvante, se necessário, corticoide (preferencialmente
tópico/nasal). Anti Histamínico se houver rinite associada a rinossinusite.
Considerações gerais - rinites:
A infecção é causada principalmente por vírus, que podem levar à pneumonia.
Farmacos, hormonais, descongestionantes nasal.
● Na não alérgica, tratamento não farmacológico (mudança ambiental e exposição à
alérgenos) e farmacológico (anti histamínicos h1, descongestionantes e corticoides).
● Anti Histamínicos: preferir os de 2 geração, menos efeito sobre o SNC,
especialmente para idosos.
● Descongestionantes: preferir os de via oral, pois os inalatórios aumentam risco de
rinite. A combinação com anti histamínico é muito boa.
● Corticoides: preferir os nasais aos sistêmicos.