Qual a diferença anatômica fundamental entre o hematoma epidural e o subdural?
Esta distinção é crucial para o diagnóstico e manejo clínico.
Qual o diagnóstico e a conduta se o volume do hematoma epidural for > 30mL?
Hematoma Epidural
* Conduta: craniectomia e evacuação
Indicada para volumes acima de 30 mL ou Glasgow < 9 com anisocoria.
Qual o diagnóstico quando a tomografia revela sangramento intracraniano em formato de ‘crescente’?
Hematoma Subdural
Possui pior prognóstico devido a grave lesão do parênquima cerebral subjacente.
Qual a suspeita em paciente com TCE grave, em coma profundo persistente (Glasgow 4) e tomografia inicial normal?
Lesão Axonal Difusa (LAD)
Exame ideal: Ressonância Magnética, maior sensibilidade para micro-hemorragias.
Na avaliação da Escala de Coma de Glasgow, como a reatividade pupilar altera a pontuação final do paciente?
Pontuação pupilar subtraída do escore total:
* Ambas reagem = 0
* Apenas uma reage = -1
* Nenhuma reage = -2
A reatividade pupilar é um componente importante na avaliação neurológica.
Como classificar a gravidade de um paciente com TCE que apresenta abertura ocular à dor, responde com palavras inapropriadas e localiza a dor?
TCE Moderado (Glasgow total = 10)
Abertura ocular à dor (2) + Palavras (3) + Localiza dor (5) - Pupilas normais (0) = 10.
Cite pelo menos 4 critérios que tornam obrigatória a solicitação de Tomografia de Crânio em um TCE leve.
Esses critérios ajudam a identificar pacientes em risco de lesões intracranianas.
Qual o achado clínico e a conduta de imagem para paciente com TCE leve e ‘Sinal de Battle’?
Sinal de fratura de base de crânio
* Conduta: Tomografia Computadorizada de crânio
O sinal indica a possibilidade de lesão significativa.
Qual o próximo passo para paciente com TCE leve, TC normal e sem dor ou déficits?
Alta hospitalar com orientações e sob os cuidados de um acompanhante confiável por 24 horas
A observação é crucial para evitar complicações.
Qual a conduta sequencial inicial para TODOS os pacientes com TCE Moderado (Glasgow 9 a 12)?
A monitorização é essencial para a segurança do paciente.
Quais são as metas terapêuticas de oxigenação e CO2 sistêmico no paciente intubado com TCE grave?
Essas metas são importantes para prevenir danos cerebrais adicionais.
Por que a hiperventilação profilática é contraindicada no manejo do TCE grave?
Gera vasoconstrição cerebral e reduz a PIC às custas de isquemia cerebral
Deve ser usada apenas por curtos períodos como ponte de resgate.
Qual a solução hiperosmolar de escolha para reduzir a PIC em paciente com TCE grave e hipotensão?
Solução Salina Hipertônica a 3%
O Manitol é contraindicado em pacientes hipotensos.
Cite três terapias que NÃO devem ser utilizadas para controle de PIC no TCE.
Essas terapias não melhoram prognóstico e podem piorar desfecho.
Qual a indicação do uso da Fenitoína no manejo do TCE grave?
Profilaxia de crises convulsivas pós-traumáticas precoces (nos primeiros 7 dias)
Não previne o desenvolvimento de epilepsia futura.
Quais critérios tomográficos indicam drenagem emergencial de um Hematoma Subdural Agudo?
Esses critérios são independentes do status neurológico.
Cite os 5 critérios pré-requisitos para iniciar o Protocolo de Morte Encefálica.
Esses critérios garantem a precisão do diagnóstico.
Quem deve realizar os exames neurológicos para o diagnóstico clínico de Morte Encefálica?
Preferencialmente, devem ser neuro, intensivista ou emergencista.
Quais são os cinco reflexos de tronco cerebral que precisam estar ausentes para confirmar falência de tronco?
A ausência desses reflexos é crucial para o diagnóstico de morte encefálica.
Qual a sequência do ‘Teste de Apneia’ e o valor gasométrico que define teste positivo?
Teste positivo se não houver movimento respiratório com PaCO2 > 55 mmHg.
Quais são as 3 opções aceitas para o exame complementar no fechamento do Protocolo de Morte Encefálica?
Esses exames confirmam a ausência de função cerebral.