Exame de escolha para diagnóstico de TEP
Angiotomografia computadorizada de tórax (alta sensibilidade 98% e especificidade 94%)
Cintilografia pulmonar V/Q
Alternativa quando angiotomografia é contraindicada
Angiorressonância magnética
Exame complementar possível, menos utilizado
USG Doppler de membros inferiores
Útil para identificar TVP associada
Padrão-ouro para diagnóstico de TEP
Angiografia/arteriografia pulmonar
Quais sinais radiográficos clássicos podem aparecer no TEP?
Sinal de Palla; Sinal de Hampton; Sinal de Westermark.
O padrão eletrocardiográfico S1Q3T3 aparece em que porcentagem dos casos de TEP?
Aproximadamente 10% dos casos.
O que significa o padrão S1Q3T3 em um ECG?
Indica sobrecarga aguda do ventrículo direito, podendo sugerir TEP agudo.
Qual é a utilidade do D-dímero no TEP?
Exclui TEP em pacientes de baixo risco (alta sensibilidade, baixa especificidade).
Quais achados típicos aparecem na gasometria arterial no TEP?
Hipoxemia + alcalose respiratória devido à hiperventilação.
Quais biomarcadores cardíacos podem elevar no TEP?
Troponina I, BNP e NT-pró-BNP por sobrecarga do ventrículo direito.
Qual é o papel do ecocardiograma no TEP?
Avaliar sinais de sobrecarga do ventrículo direito; eco normal em paciente instável torna TEP pouco provável.
O que indica sobrecarga do ventrículo direito no contexto de TEP?
Sugere TEP maciço/submaciço com risco de instabilidade; pode cursar com edema pulmonar.
Quais são os principais fatores de risco congênitos para TEP?
Homozigose do fator V de Leiden; mutação no gene da protrombina; deficiência de proteína S; deficiência de proteína C; deficiência de antitrombina; hiper-homocisteinemia.
O que é o fator V de Leiden e como ele aumenta o risco de TEP?
Mutação genética que torna o fator V resistente à proteína C ativada, aumentando a coagulação; risco maior em homozigose.
Qual mutação genética comum aumenta risco de eventos trombóticos, incluindo TEP?
Mutação no gene da protrombina (G20210A).
Quais são os fatores de risco adquiridos mais importantes para TEP?
Cirurgia; trauma; imobilidade >3 dias; viagens prolongadas; gestação; uso de hormônios/contraceptivos orais; neoplasia; fratura; prótese de quadril/joelho; evento tromboembólico prévio.
Por que imobilidade prolongada (>3 dias) aumenta o risco de TEP?
Redução do fluxo venoso (estase venosa), favorecendo trombose venosa profunda.
Por que neoplasia é um fator de risco importante para TEP?
Câncer aumenta estado pró-trombótico por inflamação, liberação de citocinas e compressão vascular.
Qual é o fator isolado que mais aumenta risco de TEP no futuro?
Evento tromboembólico prévio.
Por que gestação e uso de hormônios aumentam risco de TEP?
Estrogênio aumenta fatores pró-coagulantes e reduz anticoagulantes naturais.
Qual condição congênita causa hipercoagulabilidade por redução de anticoagulantes naturais?
Deficiência de proteína C, proteína S ou antitrombina.