USP Flashcards

(53 cards)

1
Q

Em um lactente de 2 meses com bronquiolite que precisa de oxigênio e desenvolve desconforto moderado, ingesta oral reduzida e oligúria, qual é a melhor conduta?

A

Iniciar reposição de fluidos intravenosos de manutenção. Explicação: A bronquiolite viral não necessita de antibióticos nem broncodilatadores. A redução da ingesta e da diurese indica desidratação, portanto devem-se administrar líquidos de manutenção para evitar hipovolemia. O salbutamol e antibióticos são inadequados porque a bronquiolite é viral e broncodilatadores não mostram benefício; apenas manter a prescrição ignoraria a desidratação.

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2
Q

Lactente com bronquiolite em cateter nasal 2 L/min apresenta SpO2 90%. Qual o próximo suporte respiratório adequado?

A

Iniciar oxigenoterapia em cateter nasal de alto fluxo a 2 L/kg/min. Explicação: O alto fluxo nasal melhora a oxigenação e reduz a necessidade de intubação na bronquiolite moderada. Máscara de não-reinalação ou Venturi fornecem FiO2 não controlada e causam desconforto; cateter simples de alto fluxo não fornece pressão; 2 L/kg permite fluxo e umidificação adequados.

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3
Q

Uma criança de 3 anos com exacerbação grave de asma está em corticoterapia sistêmica. Qual tratamento adicional deve ser administrado?

A

Nebulização com beta-agonista de curta duração associado a brometo de ipratrópio. Explicação: A combinação de salbutamol e anticolinérgico inalados promove broncodilatação e é de primeira linha. Beta-agonistas intravenosos ou ventilação não invasiva são reservados para falha do tratamento inalatório. BiPAP é usado apenas em insuficiência respiratória após inalação.

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4
Q

Ao alta de um lactente internado por exacerbação de asma, como deve ser feita a prescrição de corticoide inalatório de manutenção?

A

Prescrever corticoide inalatório em baixa dose. Explicação: Crianças com exacerbações frequentes necessitam terapia controladora contínua. Baixas doses de corticoide inalatório reduzem a inflamação das vias aéreas. Beta-agonista de longa ação não deve ser usado isoladamente ou em menores de 6 anos e antileucotrieno é segunda linha. Suspender a profilaxia aumenta risco de recaída.

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5
Q

Lactente de 10 meses tosse após aspirar amendoim, apresenta estridor, cianose mas mantém ventilação. Qual conduta inicial?

A

Manter a criança calma e preparar broncoscopia rígida urgente; não realizar manobras de desobstrução. Explicação: Os sinais de obstrução parcial incluem tosse eficaz e entrada de ar; intervenções como manobra de Heimlich, tapotagem dorsal ou ventilação com máscara podem transformar em obstrução completa. O tratamento definitivo é remover o corpo estranho por broncoscopia sob controle.

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6
Q

Uma menina com encefalopatia crônica severa e pneumonias recorrentes está sendo avaliada para cuidados paliativos. Quando esses cuidados são apropriados?

A

Ela é elegível desde agora. Explicação: Cuidados paliativos são indicados para crianças com condições crônicas ameaçadoras à vida para melhorar qualidade de vida, independentemente da expectativa de morte. Não se limitam ao final da vida ou à concordância com abreviação terapêutica. A equipe deve introduzir suporte paliativo precocemente.

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7
Q

Lactente saudável de 2 meses, amamentado exclusivamente, apresenta hemoglobina 9,8 g/dL e VCM 77 fL. O que fazer?

A

Apenas observar sem tratamento. Explicação: A anemia fisiológica do lactente ocorre aos 2–3 meses quando a hemoglobina atinge nadir. O bebê é assintomático e cresce normalmente; não é necessária suplementação de ferro ou investigação. A anemia se resolve espontaneamente.

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8
Q

Menino de 8 anos em quimioterapia apresenta febre e odinofagia, mas está estável. Qual a conduta inicial adequada?

A

Internar e iniciar antibiótico intravenoso de amplo espectro (ex.: cefalosporina de 4ª geração) após coletar culturas. Explicação: A febre neutropênica é emergência oncológica; mesmo pacientes estáveis requerem antibióticos IV direcionados a gram-negativos. Antibióticos orais ou antivirais ambulatoriais são insuficientes. A terapia imediata reduz risco de sepse.

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9
Q

Criança de 5 anos inconsciente com pele avermelhada, mucosas secas, midríase e retenção urinária. Qual a síndrome tóxica?

A

Intoxicação anticolinérgica com bloqueio muscarínico. Explicação: A síndrome anticolinérgica apresenta hipertermia, pele seca, pupilas dilatadas, taquicardia, íleo e retenção urinária. Intoxicação por opioide cursa com miose e depressão respiratória; hemorragia intracraniana causa déficits focais.

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10
Q

Lactente de 7 meses com derivação ventrículo-peritoneal apresenta irritabilidade, sonolência e aumento do perímetro cefálico; imagem mostra cateter no lugar mas hidrocefalia persistente. O que isso indica?

A

Disfunção do shunt causando hipertensão intracraniana apesar do posicionamento correto. Explicação: Um shunt bem posicionado pode falhar por obstrução ou infecção. Sinais clínicos de pressão intracraniana elevada e ventriculomegalia persistente indicam mau funcionamento que necessita avaliação neurocirúrgica.

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11
Q

Após púrpura de Henoch‑Schönlein, quais exames devem ser monitorados nos meses seguintes?

A

Função renal e urinálise para detectar hematúria ou proteinúria. Explicação: A nefropatia é a complicação mais grave da vasculite IgA; monitorar creatinina e exame de urina detecta envolvimento glomerular tardio. Hemograma, ASO, ecocardiograma ou complementos não são seguimento de rotina.

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12
Q

Recém-nascido a termo de cesárea após polidrâmnio está apneico com frequência cardíaca 50 bpm após secagem e estimulação. Qual o próximo passo?

A

Ventilar com pressão positiva por máscara facial usando técnica C-E. Explicação: FC <100 bpm após medidas iniciais indica ventilação; intubação é para ventilação ineficaz; compressões torácicas só se FC mantiver <60 bpm após ventilação adequada. Cateterismo umbilical não é imediato.

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13
Q

Neonato com história de polidrâmnio apresenta salivação excessiva e cianose ao tentar mamar. Como confirmar atresia de esôfago?

A

Introduzir sonda orogástrica e fazer radiografia de tórax e abdome para visualizar a sonda enrolada no coto proximal. Explicação: A radiografia após tentativa de passar sonda mostra falha em chegar ao estômago e pode mostrar bolhas de ar sugerindo fístula distal. Estudos contrastados têm risco de aspiração e não são necessários inicialmente.

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14
Q

Prematuro filho de mãe diabética apresenta convulsões com cálcio baixo. Como tratar?

A

Administrar gluconato de cálcio 10% intravenoso (0,8 mL/kg) com monitorização cardíaca. Explicação: Hipocalcemia neonatal precoce é comum em prematuros e filhos de diabéticas e pode causar convulsões. O cálcio IV corrige rapidamente a hipocalcemia sintomática. Bolo de fluidos ou magnésio não tratam hipocalcemia.

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15
Q

Recém-nascido de gestante com VDRL em ascensão (1/32) apresenta VDRL 1/8 e LCR alterado. Qual conduta?

A

Tratar com penicilina cristalina intravenosa por 10 dias. Explicação: Titulação materna em ascensão e anormalidades no neonato sugerem sífilis congênita/neurosífilis. A penicilina IV atinge níveis adequados no LCR. Penicilina benzatina em dose única ou procaína IM são insuficientes; não tratar arriscaria progressão.

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16
Q

Criança de 5 anos com encefalopatia e diarreia permanece hipotensa após primeiro bolo de cristalóide e tem hipernatremia. Qual conduta imediata?

A

Realizar novos bolos de solução isotônica até estabilizar hemodinamicamente. Explicação: Em choque séptico ou hipovolêmico, é necessário repetir bolos de cristalóide; a correção da hipernatremia é feita após estabilização. Soluções hipotônicas ou via oral são inadequadas no choque.

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17
Q

Após estabilização de criança com hipernatremia (Na 160 mEq/L), como corrigir o sódio?

A

Calcular o déficit de água livre e repor gradualmente em 48–72 horas (por exemplo, via gastrostomia) monitorando o sódio. Explicação: Correção rápida pode causar edema cerebral; a redução controlada (no máximo 10–12 mEq/L/dia) é essencial. O líquido deve ser dado por via enteral se possível; soluções hipotônicas IV são usadas se via oral indisponível.

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18
Q

Criança de 2 anos em crise convulsiva sem acesso venoso. Qual medicação e via devem ser usadas?

A

Administrar midazolam por via intramuscular ou intranasal. Explicação: Quando o acesso IV não está disponível, midazolam IM/IN é eficaz e seguro. Diazepam não é recomendado IM por absorção errática; vias intraóssea ou retal são alternativas secundárias.

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19
Q

Após controle da convulsão, a criança permanece taquicárdica, com perfusão periférica lenta e suspeita de sepse. Qual a conduta?

A

Administrar bolo de cristalóide (20 mL/kg de Ringer lactato) e iniciar antibióticos de amplo espectro imediatamente. Explicação: Trata-se de choque séptico inicial que requer reposição de volume e antibióticos precocemente. Flumazenil reverte benzodiazepínicos mas não trata sepse. Intubação sem sedação é inadequada.

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20
Q

Criança pequena com convulsões recorrentes, vômitos e alteração do sensorium após episódio febril necessita de qual investigação?

A

Realizar punção lombar para avaliação do líquor. Explicação: Convulsões febris complexas (prolongadas, múltiplas, exame neurológico anormal) podem indicar meningite ou encefalite; a punção lombar é indicada. EEG ou exames virais isoladamente não excluem infecção do SNC.

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21
Q

Deve-se administrar ibuprofeno profilático antes das vacinas de 2 meses para prevenir febre e dor?

A

Não; antitérmicos profiláticos são desaconselhados porque não previnem eventos adversos e podem reduzir a imunogenicidade das vacinas. Explicação: Use antitérmicos apenas após surgirem sintomas. A evidência mostra que a premedicação não reduz reações febris e pode diminuir a resposta de anticorpos.

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22
Q

Aos 9 anos, uma garota apresenta mama e aréola aumentadas sem contornos distintos. Qual seu estágio de Tanner e situação do crescimento?

A

Estágio M3 de Tanner, correspondente ao pico de estirão de crescimento. Explicação: A mama e aréola aumentadas sem separação indicam M3; a menarca ocorre por volta do M4. A velocidade de crescimento aumenta no M3. No M2 há apenas broto mamário.

23
Q

Menino de 9 anos com volume testicular <4 mL e ausência de pelos pubianos. Em que estágio de Tanner ele se encontra?

A

Estágio G1P1 (pré-púbere). Explicação: O aumento testicular >4 mL marca início da puberdade. Ausência de aumento e de pelos indica que ele não iniciou a puberdade, o que é normal aos 9 anos.

24
Q

Quais vacinas os gêmeos de 9 anos devem receber agora e quais aos 11 anos?

A

Aplicar vacina HPV agora e programar vacina meningocócica ACWY aos 11 anos. Explicação: A vacina contra o HPV é indicada a partir dos 9 anos. O reforço contra meningococo ACWY é administrado aos 11. Aplicar ACWY aos 9 ou adiar o HPV não é recomendado.

25
Paciente de 61 anos com adenocarcinoma de sigmoide e múltiplas metástases hepáticas deve receber qual terapia inicial?
Quimioterapia sistêmica como tratamento de primeira linha. Explicação: Múltiplas metástases hepáticas impedem ressecção curativa; a quimioterapia proporciona paliatividade e eventual downstaging. Ressecção cirúrgica ou radioterapia são para controle de sintomas ou doença limitada. Colostomia profilática não é indicada.
26
Idosa com volvo de sigmoide sem sinais de isquemia. Como deve ser tratada?
Descompressão endoscópica com sigmoidoscopia flexível ou colonoscopia. Explicação: Na ausência de peritonite, a descompressão endoscópica alivia a obstrução e evita cirurgia. Ressecção ou colectomia são reservadas para casos recorrentes ou complicados. Lavagem colônica não é adequada.
27
Homem com icterícia indolor, prurido, fezes acólicas e vesícula palpável. Em que região provavelmente está o tumor?
Região periampular (cabeça do pâncreas ou ampola de Vater). Explicação: O sinal de Courvoisier (vesícula palpável e indolor) e colestase obstrutiva sugerem obstrução distal próxima à ampola, não colangiocarcinoma hilar (tumor de Klatskin) que normalmente não distende a vesícula.
28
Hérnia femoral assintomática descoberta incidentalmente em tomografia. Qual a conduta?
Reparo cirúrgico eletivo independentemente de sintomas. Explicação: Hérnias femorais têm alto risco de encarceramento/estrangulamento; mesmo casos assintomáticos devem ser operados. Observação é reservada para hérnias inguinais de baixo risco, não femorais.
29
Após desbridamento de gangrena de Fournier do períneo, qual intervenção cirúrgica é indicada para evitar contaminação?
Realizar colostomia em alça para desviar o trânsito fecal. Explicação: A derivação fecal previne contaminação da ferida e facilita a cicatrização. Enxertos de pele e retalhos são feitos posteriormente; oxigenoterapia hiperbárica é adjuvante, não definitiva.
30
Após toracotomia por ferimento penetrante na região toracoabdominal direita, o cirurgião visualiza diafragma e órgãos abdominais íntegros. Qual a conduta?
Não realizar intervenção abdominal; lesões abdominais podem ser descartadas. Explicação: Uma inspeção torácica completa permite visualizar o diafragma e órgãos. Se estão intactos, laparotomia é desnecessária. CT adicional ou exploração cirúrgica seriam redundantes.
31
Paciente estável com ferimento por arma de fogo na zona II do pescoço sem sinais graves de lesão vascular. Qual exame deve ser realizado?
Angiotomografia de pescoço com contraste IV. Explicação: A angiotomografia avalia estruturas vasculares e aerodigestivas em traumas penetrantes de pescoço. A exploração cirúrgica imediata é reservada a instáveis ou com sinais graves. Endoscopia isolada pode não identificar lesões vasculares.
32
Idoso submetido a procedimento de Hartmann por perfuração do sigmoide e metástases hepáticas. Por que não foi feita anastomose primária?
Ele estava hemodinamicamente instável e necessitava de vasopressores durante a cirurgia, o que torna insegura a anastomose. Explicação: Instabilidade hemodinâmica e vasoconstrição prejudicam a cicatrização do anastomose; por isso realiza-se Hartmann. Metástases extensas por si só não contra-indicam se o paciente estiver estável.
33
Paciente de 23 anos com fratura exposta de tíbia >10 cm decorrente de acidente de moto. Qual a classificação de Gustilo e a conduta inicial?
Tipo IIIA e proceder a alinhamento e imobilização urgente. Explicação: Fraturas tipo IIIA são lesões de alta energia >10 cm com cobertura de partes moles adequada. A conduta inicial na emergência é estabilizar e imobilizar; a lavagem e desbridamento definitivos são feitos no centro cirúrgico. A antibioticoterapia também é necessária; grande desbridamento ou fechamento imediato não são realizados.
34
Paciente com hematoma subdural, ruptura diafragmática com hérnia gástrica e hemotórax direito. Qual a sequência correta de manejo?
Primeiro realizar craniotomia para descompressão do hematoma subdural, depois laparotomia para reparar a ruptura diafragmática e, por último, drenagem torácica. Explicação: A hipertensão intracraniana é prioridade; a correção do diafragma e o hemotórax são tratados após estabilização neurológica. Atrasar a craniotomia aumenta o risco de dano neurológico.
35
Onde o lençol ou fixador pélvico deve ser aplicado para estabilizar fratura pélvica do tipo 'livro aberto'?
No nível dos grandes trocânteres (posição 3), e não nas cristas ilíacas. Explicação: A compressão sobre os grandes trocânteres reduz o volume pélvico e controla sangramento venoso. Posicionamento sobre abdome ou cristas ilíacas é ineficaz. Duas pessoas são necessárias para a aplicação correta.
36
Homem de 37 anos com sarcoma de coxa posterior confirmado por biópsia. Qual próximo passo antes da cirurgia definitiva?
Realizar estadiamento com tomografias de tórax e abdome para avaliar metástases. Explicação: Sarcomas de partes moles de alto grau metastatizam para pulmões e abdome; a imagem orienta o tratamento. Cintilografia óssea ou ressecção imediata sem estadiamento são inadequadas.
37
Paciente com nutrição parenteral total via PICC desenvolve febre e leves alterações laboratoriais. O que deve ser feito?
Retirar o PICC e coletar hemoculturas; adiar antibiótico empírico amplo até resultado, salvo deterioração clínica. Explicação: O PICC é considerado cateter de curto prazo; suspeita de infecção relacionada exige remoção. Cobertura antifúngica de rotina não é indicada. Um cateter tunelizado deve ser colocado após resolver a infecção.
38
Paciente na UTI em uso de vasopressores desenvolve distensão abdominal; tomografia mostra pneumatoses intestinais sem trombo. Qual diagnóstico provável?
Isquemia mesentérica não oclusiva secundária a hipoperfusão induzida por vasopressores. Explicação: No choque, a vasoconstrição esplâncnica causa isquemia e pneumatoses. Síndrome de Ogilvie é pseudo-obstrução colônica sem necrose; pancreatite e abscesso apresentam outras características. O reconhecimento precoce é crítico.
39
Após colecistectomia laparoscópica sem complicações, quais ordens pós-operatórias são adequadas?
Permitir dieta leve precoce conforme tolerado, oferecer analgesia e estimular deambulação precoce; não manter antibióticos de rotina ou jejum prolongado. Explicação: Protocolos de recuperação acelerada permitem alimentação e mobilização precoces para reduzir complicações. Manter antibióticos além da dose profilática ou manter NPO é desnecessário.
40
Paciente transplantado em UTI apresenta febre, leucocitose e parede da vesícula espessada sem cálculos na tomografia. Qual diagnóstico mais provável?
Colecistite aguda alitiásica. Explicação: Pacientes graves podem desenvolver inflamação da vesícula por estase e isquemia sem cálculo. Úlcera perfurada mostraria pneumoperitônio; íleo metabólico ou colangite têm diferentes achados clínicos e radiológicos.
41
Mulher quatro anos após bypass gástrico refere fadiga, unhas quebradiças e queda de cabelo. Qual o diagnóstico e tratamento?
Anemia ferropriva por malabsorção; tratar com reposição de ferro intravenosa. Explicação: O bypass de Y-de-Roux contorna locais de absorção de ferro; o ferro oral pode não ser suficiente. Deficiência de B12 apresentaria sintomas neurológicos; deficiência de folato causa anemia macrocítica sem alterações ungueais.
42
Adolescente de 15 anos com dor e tumefação sacrococcígea, área flutuante. Qual manejo correto?
Realizar incisão e drenagem do abscesso pilonidal. Explicação: Abscessos agudos necessitam drenagem; excisão ampla deve ser adiada até resolução da infecção. Antibióticos isolados não são curativos; aspiração percutânea é insuficiente.
43
Mulher de 26 anos usuária de anticoncepcional oral apresenta nódulo hepático hipervascular de 4,8 cm na ressonância. Como manejar?
Provável adenoma hepático; suspender o anticoncepcional e acompanhar. Explicação: Adenomas são sensíveis a hormônios; lesões <5 cm podem regredir após interrupção de estrogênio. Ressecção é indicada para lesões >5 cm, em crescimento ou sintomáticas. Hiperplasia nodular focal e hemangioma normalmente são manejados de forma conservadora.
44
Paciente com dor epigástrica crônica, emagrecimento e etilismo. Qual achado em TC sugere pancreatite crônica?
Calcificações pancreáticas com atrofia da glândula. Explicação: A pancreatite crônica apresenta calcificações parenquimatosas e dilatação ductal; a aguda mostra inflamação difusa. Câncer pancreático se apresenta como massa obstrutiva.
45
Idoso com grande lesão ulcerada na bochecha diagnosticada como carcinoma espinocelular, sem invasão óssea ou linfonodos. Como tratar?
Ressecção cirúrgica com margens adequadas e fechamento com retalho local. Explicação: Lesões grandes requerem excisão ampla; cirurgia de Mohs é para áreas de alto risco ou margens mal definidas. Crioterapia é para lesões superficiais pequenas; retalhos livres microvasculares são para defeitos extensos.
46
Mulher com histórico de carcinoma papilar de tireoide apresenta lesão cística próxima à bifurcação carotídea. Qual diagnóstico mais provável?
Metástase linfonodal cística de carcinoma papilar. Explicação: O carcinoma papilar metastatiza para linfonodos cervicais, que podem se tornar císticos. Cisto branquial e cisto epidermóide são congênitos e menos prováveis nesse contexto.
47
Ao realizar bloqueio anestésico digital, qual anestésico utilizar?
Lidocaína sem adrenalina. Explicação: Vasoconstritores como adrenalina são contraindicados em áreas de circulação terminal como dedos pelo risco de isquemia. Bupivacaína ou ropivacaína podem ser usadas mas têm início mais lento; benzocaína é apenas tópica.
48
Paciente necessita hemodiálise imediata e não possui acesso vascular. Qual dispositivo deve ser colocado?
Cateter tunelizado de alto fluxo (Permcath). Explicação: Para hemodiálise urgente de longo prazo, um cateter tunelizado com cuff oferece acesso confiável enquanto a fístula arteriovenosa amadurece. Port-a-cath é para quimioterapia; cateter duplo-lúmen simples é para uso temporário.
49
Mulher com artralgia migratória, derrame purulento no joelho e lesões pustulosas. Qual diagnóstico e tratamento iniciais?
Infecção gonocócica disseminada; iniciar ceftriaxona e cobertura para Staphylococcus até cultura. Explicação: Tríade de tenossinovite, poliartralgia e pústulas sugere gonococemia. O gram pode mostrar diplococos gram-negativos. Artrite séptica estafilocócica é menos provável com padrão migratório; gota apresenta-se de forma diferente.
50
Mulher de 60 anos com lúpus, diabetes, hipertensão e osteopenia, em múltimas medicações, apresenta mau controle glicêmico e T‑score −2,8. Quais alterações devem ser feitas?
Adicionar inibidor da ECA (enalapril) para proteção renal, substituir simvastatina por estatina de alta potência (atorvastatina), iniciar insulina basal para controle glicêmico e iniciar bisfosfonato (alendronato) para osteoporose. Explicação: Proteinúria requer IECA; alto risco cardiovascular requer estatina potente; HbA1c >8% justifica insulina; baixa densidade mineral óssea indica bisfosfonato. Manter terapia atual negligencia essas necessidades.
51
Mulher de 65 anos com insuficiência cardíaca sistólica (FE 33%) em doses otimizadas de carvedilol, enalapril, espironolactona e diuréticos permanece sintomática. Qual a próxima terapia conforme diretrizes?
Trocar o IECA por sacubitril/valsartana ou adicionar inibidor de SGLT2. Explicação: ARNI e inibidores de SGLT2 reduzem mortalidade em IC com FE reduzida além do benefício do IECA. Ivabradina é considerada apenas se FC >70 bpm apesar de beta-bloqueador; aumentar diurético trata congestão mas não reduz mortalidade.
52
Homem de meia idade com dispepsia persistente apesar de IBP e anemia microcítica precisa de qual investigação?
Endoscopia digestiva alta com biópsia para avaliar úlcera péptica ou câncer gástrico. Explicação: Sinais de alerta (anemia, perda de peso) requerem endoscopia; continuar ou aumentar IBP sem investigação pode retardar o diagnóstico. Testes para Helicobacter isoladamente não descartam malignidade.
53
Mulher relata episódios recorrentes de vertigem rotatória com zumbido e flutuação auditiva. Qual é o diagnóstico provável?
Doença de Ménière; solicitar audiometria e orientar dieta hipossódica e diuréticos. Explicação: Ménière caracteriza-se por vertigem episódica, perda auditiva sensorioneural e plenitude auricular. VPPB causa vertigem posicional breve sem sintomas auditivos; causas centrais apresentam déficits neurológicos.