ATLS 1 Flashcards

- ABCDE - Via aérea - Choque - Trauma torácico - Trauma Abdominal pt 1 (64 cards)

1
Q

Qual a prioridade no atendimento do politraumatizado?

A

Vias aéreas e colar cervical

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2
Q

Quando suspeitar que a via aérea não está pérvia?

A

Respiração ruidosa, hipoxemia, cianose, taquidispneia, utilização de musculatura acessória

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3
Q

Como evitar broncoaspiração no paciente vomitando?

A

Lateralizar a cabeça e aspirar com sonda rígida

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4
Q

Manobras que podem ajudar na desobstrução da via aérea

A

Elevação do Mento

Tração da Mandíbula

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Q

Qual a utilidade da cânula de Guedel?

A

Evitar que a língua obstrua a via aérea no paciente com rebaixamento da consciência

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6
Q

Quais vias aéreas avançadas não são definitivas?

A

Máscara laríngea e crico por punção

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7
Q

O que é define uma via aérea definitiva?

A

Presença de tubo com cuff insuflado abaixo das cordas vocais, conectado a alguma forma de ventilação

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8
Q

Qual a primeira opção de via aérea definitiva?

A

Intubação orotraqueal ou nasotraqueal.

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9
Q

Quando intubar um paciente com TCE?

A

Glasgow < ou = a 8

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10
Q

Pode intubar via orotraqueal paciente com trauma extenso de face?

A

SIM, deve-se partir para a via cirúrgica apenas se não conseguir fazer a IOT

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11
Q

Qual a primeira opção de via aérea cirúrgica?

A

Cricotireodostomia

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12
Q

Quais as contraindicações da cricotireoidostomia?

A
  • crianças < 12 anos

- trauma de laringe

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13
Q

Contraindicações da intubação nasotraqueal

A
  • sinais de fratura em base do crânio e apneia
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14
Q

Quais são os sinais de fratura em base do crânio?

A
  • sinal do guaxinim
  • sinal de Battle - equimose em mastoide
  • rinorreia
  • otorreia
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15
Q

Quais indicações de via aérea definitiva?

A
  • fraturas faciais graves
  • risco de obstrução
  • estridor
  • risco de aspiração
  • Glasgow 8
  • apneia
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16
Q

Sequência rápida de intubação

A
1 - preparação
2 -oxigenação com O2 1OO%
3 - manobra de Sellick e BURP
4 - Sedação
5 - Analgesia
6 - BNM
7 - Intuba
8 - Ausculta
9 - RX
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17
Q

Qual o melhor sedativo para a sequência rápida de intubação?

A

Etomidato, porque não causa vasodilatação ou depressão miocárdica

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18
Q

Porque fazer Sequência rápida de intubação no ATLS?

A

Porque diminui o risco de broncoaspiração pois geralmente o paciente não está em jejum

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19
Q

Como sabemos que a succinilcolina está fazendo efeito?

A

Paciente apresenta fasciculações

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20
Q

O que é a manobra de Sellick?

A

Compressão do esôfago para evitar broncoaspiração

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21
Q

O que é a manobra de BURP?

A

Aumento da pressão da tireóide para visualizar melhor as cordas vocais

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22
Q

Avaliação de via aérea difícil

A
L ook -> mandíbula pequena, dentes grandes,...
E valuete -> 3-3-2 dedos
M allampati
O bstruction
N eck mobility -> imobilidade cervical
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23
Q

Sequência ABCDE

A
A: via área e colar cervical
B: ventilação - avaliação do tórax
C: circulação
D: Glasgow
E: exposição e evitar hipotermia
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24
Q

Qual a utilidade do toque retal/ vaginal?

A
  • detectar sangramentos
  • avaliar o tônus esfincteriano
  • aviliar fratura pélvica
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25
Mortalidade trimodal
1 - imediata; fazer prevenção 2 - primeiras horas; ATLS 3 - tardia; ATLS + suporte hospitalar adequado
26
Quais pacientes morrem no segundo pico?
Pacientes com lesões fatais, mas potencialmente tratáveis, como: pneumotórax hipertensivo, hemotórax maciço.
27
História AMPLA
``` A: alergia M: medicação P: passado médico/ prenhez L: líquidos e alimentos ingeridos A: ambiente/ mecanismo de trauma ```
28
Qual a principal causa de choque no paciente politraumatizado?
Hemorragia
29
O que fazer quando não conseguimos o acesso periférico?
Punção intraóssea - permite as mesmas drogas que o EV; Dissecção de safena - pouco realizado; Acesso central - corre pouco volume
30
Como realizar a reposição volêmica?
Puncionar 2 acessos periféricos calibrosos e correr 1L de solução cristalóide aquecida a 39°: ringer lactato ou soro fisiológico
31
O que é hipotensão permissiva?
Aceitar uma PA pouco abaixo do normal para evitar um sangramento maior
32
Qual a única contraindicação da hipotensão permissiva?
TCE para não diminuir o fluxo sanguíneo cerebral
33
Quando transfundir?
Concentrado de hemácias para os pacientes com choque grau III ou IV
34
Quais o principal sinal de melhora após reposição volêmica?
Diurese > O,5mL/kg/h
35
Choque neurogênico
- acontece quando há lesão medular alta - até T6; - perda do tônus simpático: paciente fica quente e úmido - tto: drogas vasoativas
36
Principais causas de choque obstrutivo no trauma
- pneumotórax hipertensivo, - TEP; - tamponamento cardíaco
37
Principais causas de choque cardiogênico no trauma
- contusão miocárdica -> paciente se apresenta com fratura de esterno, hipotensão e arritmia
38
Definição de Pneumotórax
Ar entre as pleuras parietal e visceral No hipertensivo há desvio de estruturas contra-lateral - não há alteração na relação ventilação/perfusão
39
Clínica pneumotórax simples x hipertensivo
- Simples: MV diminuido ou abolido {ipsilateral} e hipertimpanismo - Hipertensivo: MV diminuido ou abolido {ipsilateral}, hipertimpanismo, hipotensão e turgência jugular
40
Tratamento pneumotórax simples x hipertensivo
- Simples: drenagem {5° EI entre linhas axilar média e anterior} - Hipertensivo: toraconcentese de alívio {5° EI linha hemiclavicular} -> drenagem
41
Cuidados com o dreno de tórax
- colocar selo d'água sempre abaixo do nível do paciente - fisioterapia respiratória - deambulação - analgesia { para evitar atelectasia}
42
Critérios para a retirada do dreno do tórax
- etiologia revertida - dreno < 1OOmL/ 24h - aspecto não pode estar hemático ou purulento - RX: pulmões totalmente expandidos - sem escape aéreo por mais de 24h - paciente sem pressão positiva
43
Hemotórax
- sangue na cavidade pleural - clínica: sinais de choque {jugular colabada}, MV diminuídos e macicez - RX: velamento torácico - Tto: drenagem
44
Definição de hemotórax maciço
> 2OOmL nas primeiras horas | > 1,5L/ 24h
45
Indicações da toracotomia de urgência
- hemotórax maciço - ruptura de grandes vasos com instabilidade hemodinâmica - tamponamento cardíaco - grandes feridas na parede torácica - lesões traqueobrônquicas extensas - evidência de lesão esofagiana
46
Tórax instável e contusão pulmonar
tórax instável: fratura de pelo menos 2 arcos costais consecutivos contusão pulmonar: lesão do parênquima pulmonar - geralmente quando há fratura de costela há contusão pulmonar - clínica: dispneia {respiração paradoxal} e dor intensa
47
Tratamento do tórax instável e contusão pulmonar
- analgesia intensa - não fazer reposição volêmica rigorosa - fisioterapia respiratória
48
Pneumotórax aberto
- ar entra pela cavidade torácica quando a lesão for maior que 2/3 da luz traqueal - tto imediato: curativo em 3 pontas {evita a evolução para pneumotórax hipertensivo} -> drenagem por novo orifício
49
Ruptura de aorta
- mecanismo de desaceleração - ruptura no ligamento arterioso - clínica de hipotensão e dor - RX inespecífico { aumento do mediastino, perda do botão aórtico, desvio da traqueia} - diagnóstico: TC com contraste - tto inicial: manter PAM e FC baixas para evitar ruptura do hematoma e buscar outras lesões {seguir ABCDE}
50
Indicação da toracotomia de reanimação
Pacientes com ferimentos penetrantes em PCR com atividade elétrica miocárdica sem pulso
51
Tamponamento cardíaco
- mecanismo de trauma penetrante na Zona de Ziedler - hipotensão, turgência jugular, abafamento de bulhas, pulso paradoxal - tto inicial: pericardiocentese {punção de Marfan} ou janela pericárdica - diagnóstico FAST
52
Tríade de Beck
hipotensão, abafamento de bulhas, turgência jugular
53
Limites da Zona de Ziedler
2EI {superior} Processo xifóide {inferior} Borda lateral do esterno Linha axilar anterior
54
Lesão diafragmática
- trauma perfurante na região de transição abdominal {abaixo do 5° EI} ou trauma contuso com aumento súbito da pressão intra-abdominal - mais comum á esquerda - RX: bolha gástrica intratorácica, alças no tórax - conduta: videolaparoscopia ou toracoscopia
55
Vísceras mais acometidas no trauma abdominal
Batida -> baço Facada -> fígado Tiro -> tripas {ID}
56
Tipos de Trauma abdominal
- contuso/fechado {mais comum}: acidente automobilístico -> brigas -> quedas {idosos e crianças}. Lesão de órgãos parenquimatosos {baço e fígado} - aberto/ penetrante: tiro ou facada
57
FAST
- janelas: pericárdica, espaços hepatorrenal e esplenorrenal - + se líquido livre na cavidade abdominal - rápido, sensível, barato, não invasivo - pouco específico, operador dependente
58
LPD
- feito no paciente instável, na ausência de FAST - é um exame invasivo - rápido, acessível, sensível e +/- específico - contra-indicações relativas: gravidez, obesidade, cirurgia prévia e ausência de cirurgião - contra-indicações absolutas: indicação de laparotomia e estabilidade + se: 1OmL de sangue, presença de fezes, bile, > 1OOmil hemácias, > 5OO leucócitos
59
TC no trauma abdominal
- com contraste - padrão-ouro - apenas no paciente ESTÁVEL - avalia melhor retroperitôneo
60
Lesões de fígado, baço e rim na TC
- se paciente clinicamente bem, estável, com boa perfusão, pouca dor e sem peritonite -> tto conservador: UTI e Hb seriados - baço: I a V {ruptura do hilo vascular} - fígado: I a VI {avulsão hepática} - rim: I a V - Blush arterial: extravasamento do contraste na fase arterial -> embolização {radiologia intervencionista}
61
Líquido livre na cavidade com ausência de lesão em vísceras sólidas
- lesões mais comuns: ID, mesentério e serosa da bexiga | - conduta: videolaparoscopia ou observação clínica
62
Estenose de traqueia pós intubação | endotraqueal
- causa benigna mais comum de estenose de vias aéreas superiores, sendo observada em 1-4% de indivíduos submetidos à intubação prolongada. - manifestações costumam ocorrer cerca de 5 semanas após a extubação - conduta: intubação orotraqueal com um tubo de calibre mais reduzido
63
Composição do ringer lactato
Cloreto de potássio, cloreto de sódio, cloreto de cálcio e lactato de sódio.
64
Qual o problema da Cricotireoidostomia por Punção?
Retenção de CO2, uma vez que a fase expiratória é curta. - Uma PaO2 pode ser mantida em níveis adequados por somente 30 a 45 minutos. - Ao contrário da cricotireoidostomia cirúrgica, a cricotireoidostomia por punção pode ser empregada em crianças menores de 12 anos.