formas de apresentação do t.cruzi na cadeia de transmissão e quais formas de contaminacao
⏺️ Tripomastigotas : forma infectante e que circula na corrente sanguínea apos picada
⏺️ Amastigotas: formas intracelulares nos tecidos
⏺️ Epimastigotas: no intestino do barbeiro antes de virar tripomastigotas
CONTAMINACAO
◾️ picada vetor (relato do paciente)
◾️ via oral alimentos contendo barbeiro
◾️ transplacentaria (avaliar sorologia mãe)
◾️ transfusão ou transplante (relato ou historico do paciente)
fases da doenca de chagas
FASE AGUDA
Após período de incubação seguida da picada, paciente pode se apresentar com sintomas ou oligossintomático (PI vetor 4-15d; PI VO 3-21d )
◾️ sintomas febre, cefaleia, mialgia (95%)
* diferencial com doencas virais agudas mas aqui a febre pode durar > 7dias
* edema de mmii em tornozelo, frio, indolor e sem cacifo e apos periodo febril
* exantemas podem ser vistos nos surtos de transmissão oral
* hepatomegalia pode acontecer
◾️ miocardite e pericardite agudas
* dispneia, dor toracica, arritmias, derrame pericárdico e suas repercussões, insuficiencia cardiaca aguda
◾️ meningoencefalite (raro)
◾️ alta parasitemia
FASE CRONICA
- evolução lenta e baixa parasitemia
Caso não haja tratamento específico na fase agida o paciente pode apresentar-se assintomático e sem alterações eletrocardiográficas e/ou radiológicas, sendo o diagnóstico feito pela positividade sorológica e/ou parasitológica
◾️ forma cronica indeterminada 59%
◾️ forma cronica determinada 41%
- forma cronica cardiaca 21%
- forma cronica digestiva (esofago, itntestino)
- forma mista
manifestação de maior morbimortalidade da doenca de chagas e quais alteracoes podem ser avaliadas
forma cardiaca
▪️ECG : taqui sinusal/ Bloqueios de ramo/ diminuicao da voltagem qRS/ BAV
▪️ECO: derrame pericárdico, cardiomegalia
▪️ RX de torax : aumento da area por derrame pericárdico ou por cardiomegalia
confirmar casos suspeitos de doença de Chagas aguda (DCA) segundo critério laboratorial
◾️exames parasitológicos diretos para detectar o parasita no sangue
+
◾️ sorologia IgM reagente ≥ 1: 40
◾️ sorologia IgG (≥1:80) em 2 amostras com intervalo de 15 dias entre elas demonstrando
- soroconversao IgG ou aumento dos títulos em 2 ou mais diluições (por exemplo, de 1:80 para 1:320 sendo primeira e da segunda no mesmo ensaio para efeitos comparativos)
✅ Hemograma, creatinina, TGO e TGP. antes do inicio do travento e repetido no 30º e 60º dia de tratamento [1,3]
OBS.:
🟥 Exames laboratoriais complementares a serem solicitados para avaliação inicial do paciente com diagnóstico confirmado de doença de Chagas aguda:
– Hemograma
– AST e ALT
– Tempo de protrombina (TAP ou TP) (quando houver sangramento ou suspeita de hemorragias)
– Troponina; mioglobina; CK-MB
– ureia e creatinina
– Glicemia ou hemoglobina glicada
diferenciais de chaga aguda
Febre, mialgia, cefaleia
Edema de membros inferiores e de face
palidez, cansaço, dispneia
Hipofonese de bulhas cardíacas.
Exantema ( nos surtos por transmissão oral)
▪️ dengue
porem tem febre. > 7 dias e sorolgoai dengue negativa
▪️ Leishmaniose
principal diferencial
▪️ malaria
contexto epidemiologico
▪️ celulite periorbitaria
(na fase de sinal de romana)
tratamento farmacologico chagas
Benznidazol 100mg ou 12,5mg
▪️Crianças 5-10mg/kg/dia, fracionado em 2 a 3 doses, por 60 dias.
– Entre 2,5-5 kg: 1cp (12,5 mg), 2x ao dia
– Entre 5-10 kg: 2cp (25 mg), 2x ao dia
– Entre 10-15 kg: 3cp (37,5 mg), 3x ao dia
▪️ Adultos 5mg/kg/dia, dividida em 1 a 3 vezes ao dia, por 60 dias. A dose máxima diária é 300mg/dia ou maximo 300mg/dia pelo maximo de 80 dias (ou pelo número de dias equivalente ao peso do indivíduo até o máximo de 80 dias.)
✅ Fase aguda para todos
✅ Fase Crônica indeterminada ou digestiva
▪️ Crianças e adolescentes < 18 anos
▪️ adultos < 50anos
❗️ Pode considerar tratar cardiopatia chagásica cronica com alteracoes ECG com (FE) < 40%, ausência de IC e ausência de arritmias graves
❗️ nao tratar gestantes
COLATERAIS
⛔️ evitar uso de alcool (antabuse)
⛔️ neuropatia
⛔️ sintomas TGI
⛔️ prurido e rash
⛔️ leucopenia (suspender se. > 14dias)
NAO OFERECER
⛔️ Cardiopatia grave ou IC estabelecida
⛔️ acometimento TGI grave
⛔️ gestantes com formas crônicas
notificacao de chagas
◾️ imediata : AGUDA
◾️semanal : CRONICA
investigação sorológica em familiares
complicacao mais temida da chagas aguda
miocardite aguda
forma cronica da doenca chagas
✅ 2 testes sorológicos positivos por métodos diferentes
✅ Se os testes forem inconclusivos ou discordantes, sugere-se realizar avaliação com um terceiro teste com metodologia diferente dos primeiros realizados
🟦 Assintomáticos: ECG + RX de torax + esofagograma + Rx de colon
▪️ Se ECG alterado : ECO e Holter
🟨 se sintomas TGI : Esofagograma. +/- EDA + manometria +/- Rx de colon com enema opaco/ Rx de abdome
INDETERMINADA
▪️ Sorologia sem outras alteracoes /sintomas
▪️ ECG anual e reavaliar surgimento de sintomas cardíacos ou digestivos.
CARDIACA
▪️ sorologia + alteracoes ECG/ECO TT
- palpitações, sincope, angina, IC, fenômenos tromboembolicos cardíacos e pulmonares
- avaliacao cardiologista
DIGESTIVA
▪️ sorologia + sintomas gastrointestinais (disfagia, odinofagia, regurgitação, dor torácica) ou constipação
- avaliação com gastro (esôfago)
- avaliação com proctologista (colon)
MISTA
▪️ Sorologia + alteracoes cardiaca e TGI
metodos laboratoriais diangosticos
▪️Hemaglutinação Indireta (HAI);
▪️ Imunofluorescência indireta (IFI);
▪️ ELISA
▪️ Quimioluminescência.
principal causas de mortalidade das formas crônicas e qual fisiopatologia e suas alteracoes
Cardiaca
inflamação com fibrose, isquemia e necrose são os principais responsáveis tanto pela lesão direta provocada pelo parasito quanto por mecanismos indiretos sejam no músculo cardiaco ( com hipocinesia cardiaca segmentar e que evolui para IC) quanto no sistema de conducao (gerando arritmias mesmo quando não há disfunção ventricular)
Aneurismas ventriculares e dialtacao das camaras favorecem surgimento de trombos intracavitarios que geram fenómenos embolados como AVC, TEP
alteracoes ECG e ECO da cardiopatia chagasica e avaliacao adicional
ECG
▪️Bradicardia sinusal/BAVT
▪️ BRD
▪️ BRD + BDASE/BDPI
▪️ Extrassistoles ventriculares /supraventricular
▪️ Fibrilacao atrial
ECO
▪️ disfunção segmentar inferior e inferolateral do VE, disfunção global do VE
▪️ aneurismas apicais e dilatacao amaras
Se ECG alterado, ECO TT para classificar
➖ A: eco normal
➖ B: eco alterado com FEVE ≥ 45% sem IC
➖ C: eco alterado e IC compensada
➖ D: eco alterado e IC refrataria
Escore de Rossi oara estimar mortalidade
baixo ≤ 6 ptos
alto ≥ 12 pontos
Para a indicação de anticoagulação:
≥ 4 pto com varfarina
- Disfunção sistólica do VE — 2 ptos
- Aneurisma apical —————- 1 ponto
- Alteração prim repolarização vent —— 1 pto
- Idade > 48 anos —————— 1 ponto
Para o tratamento específico das arritmias, o fármaco de uso mais rotineiro e indicado para os pacientes com cardiopatia chagásica ainda é a amiodarona.
Chagas digestivo
O comprometimento do sistema digestivo pela doença de Chagas ocorre devido às lesões do sistema nervoso autônomo do trato gastrointestinal, levando a alterações na absorção, secreção e, principalmente, na motilidade dos órgãos acometidos. O esôfago e o intestino grosso sao os mais afetados
◾️ disfagia, sialorreia
◾️regurgitação, dor alimentar
◾️ constipacao ou diarreia alternando periodos de constipacao
RX contraste para classificacao
EDA para diferencial com outras causas disfagia
TC de abdome para avaliar megacolon
Colnoscopia para diferencias
◾️ Nifedipino 10mg ou dinitrato de isssorbida 5mg 15-30min antes das refeições
◾️ CArdiomiotomia heller
◾️ POEM nos refratários
considera-se contato com barbeiro qualquer relato de …
picada ou ter encontrado inseto no dormitório ou ter ingerido alimento supeito de contaminacao
considera-se transmissão vertical
RN de mãe com exame positivo a partir do 9 mes de vida ate os 3 anos idade
considerar caso suspeito de formas crônicas de chagas
◾️ Indivíduos que residiram na infância ou residem em área rural com relato de presença de vetor transmissor da doença de Chagas e/ou residem em habitações onde possa ter ocorrido o convívio com vetor transmissor (casas de estuque, taipa sem reboco, sapê, pau-a-pique, de madeira e suspensas em rios nos cenários ribeirinhos da Amazônia, entre outros modos de construção que permitam a colonização por triatomíneos);
◾️ Indivíduos residentes em (ou procedentes de) áreas com registro de transmissão ativa e com histórico epidemiológico sugestivo da ocorrência da transmissão da doença, como consumo frequente de frutos in natura ou carne de caça no contexto da Região Amazônica;
◾️ Indivíduos que realizaram transfusão sanguínea antes de 1992;
◾️ Indivíduos com parentes ou pessoas do convívio que tenham diagnóstico de doença de
Chagas, em especial filhos de mães com a infecção
considerar reativação de chagas
indivíduo sabidamente forma cronica
+ encefalite ou miocardite