Covid Flashcards

(49 cards)

1
Q

O que é o SARS-CoV-2?

A

Betacoronavírus da família Coronaviridae, com RNA como material genético.

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2
Q

Qual é o principal componente estrutural do vírus?

A

Glicoproteína Spike (S), em forma de espícula, dá aparência de “coroa”.

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3
Q

Função da proteína Spike:

A

Liga-se à enzima ECA2, principalmente nos pulmões, facilitando a entrada viral.

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4
Q

Fases da Patogênese

Fase viral

A

Replicação → dano tecidual + inflamação.

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5
Q

Fases da patogênese

Consequência da inflamação descontrolada:

A
  • Hipercoagulabilidade e risco de trombose.
  • Lesão pulmonar difusa (↑permeabilidade capilar, edema, colapso alveolar),
  • Disfunção endotelial (reduz produção de anticoagulantes)

Inflamação descontrolada: Tempestade de citocinas

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6
Q

A inflamação alveolar leva a…

A

Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA):
- Perda da troca gasosa → hipóxia refratária,
- Formação de membranas hialinas,
- Opacidades em vidro fosco na TC,
- ↓ PaO₂/FiO₂ → necessidade de O₂ suplementar/ventilação.

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7
Q

Fases da patogênese

Mecanismos da resposta pró-coagulante:

A
  • Polifosfatos → ativam mastócitos, plaquetas, fator XII.
  • Sistema complemento e NETs → geram trombina.
  • Trombose como amplificação imune → tromboinflamação.

NET: Armadilha Extracelular Neutrofilica

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8
Q

Complicações associadas ao COVID-19 (5)

A

Embolia pulmonar, CIVD, trombose microvascular, dano alveolar com edema e hemorragia.

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9
Q

Sintomas sistêmicos possíveis:

A

Disfunção olfativa, gastrointestinal, cardíaca, hepática e renal.

Proteína spike do vírus liga-se a enzima ACE2 em vários tecidos, levando à complicações sistêmicas

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10
Q

Formas de transmissão:

A
  1. Contato direto: mão → mucosas (boca, nariz, olhos).
  2. Gotículas respiratórias: fala, tosse, espirro; <2m por >15 min; sem EPI.
  3. Aérea (aerossóis): procedimentos como intubação e aspiração.
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11
Q

Período de transmissão:

A
  • Pré-sintomático: 24–48h antes dos sintomas. (incubação tbm transmite)
  • Pico de transmissão: 48–72h iniciais da doença.

Duração:
- Casos leves/moderados: deixam de transmitir até 10º dia.
- Casos graves/imunossuprimidos: trasmitem até 20 dias.

Periodo de incubação: 4 a 5 dias, pode variar de 2 a 14, geralmente desenvolve sintomas ate 7° dia

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12
Q

Quando surgem os sintomas gripais em casos sintomáticos?

A

Geralmente após 3 dias da infecção.

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13
Q

Quando surgem manifestações que indicam internação?

A

Entre o 5º e 7º dia dos sintomas.

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14
Q

Assintomático

A

Teste positivo + Sem sintomas

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15
Q

Caso leve (9)

A
  • Tosse
  • Dor de garganta
  • Coriza
  • Anosmia e ageusia
  • Diarreia/dor abdominal
  • Febre/Calafrios
  • Mialgia
  • Fadiga
  • Cefaleia
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16
Q

Caso moderado

A

Acometimento pulmonar sem sinais de gravidade + Piora progressiva

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17
Q

Caso grave

A

SRAG
- SpO2 < 85%
- Dispneia
- Cianose

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18
Q

Caso crítico

A

Sepse + Insuficiência respiratória + Necessidade de suporte intensivo

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19
Q

Sintomas da Síndrome Gripal

A
  • Febre
  • Calafrios
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Tosse
  • Coriza
  • Distúrbios olfativos ou gustativos

Pelo menos 2 ou mais

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20
Q

Evolução Temporal dos Sintomas

A

Tosse:
Início precoce, dura até 3 semanas.

Febre:
Presente na maioria, pode durar até 14 dias.

Dispneia:
Surge entre o 6º e 8º dia.

Internação em UTI:
10º a 12º dia de evolução.

SDRA (Síndrome do desconforto respiratório agudo):
Geralmente 10º a 12º dia.

21
Q

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG):

A

Síndrome gripal + pelo menos 1 dos seguintes:
- Dispneia ou desconforto respiratório
- Dor/pressão torácica persistente
- SpO₂ < 95% em ar ambiente
- Cianose de lábios ou face

22
Q

Critérios de Gravidade Clínica

A
  • FR > 24 irpm
  • SatO₂ < 93%
  • Dispneia significativa
  • Sinais de hipoperfusão
  • Alteração do nível de consciência
  • Oligúria
  • Presença de múltiplas comorbidades
23
Q

Sintomas Neurológicos Possíveis

A
  • Cefaleia
  • Disfunção cognitiva/mental
  • Distúrbios olfativos/gustativos
    → Podem ser causados por neuroinflamação via cavidade nasal ou sangue.

Neuroinflamação: invasão viral ao neuroepitélio e papilas gustativas

24
Q

Complicações graves de COVID-19 (4)

A
  • Cardiovasculares: arritmias, miocardite, IC
  • Tromboembólicas: TVP e TEP
  • Neurológicas: Encefalopatia, AVE, Meningoencefalite, Ansiedade, Depressão, Alterações no olfato e paladar
  • Infecções secundárias: Bacterianas e Fúngicas (aspergilose e mucormicose)
25
Fatores de risco para Covid-19 (10)
Câncer Diabetes Doença hepática crônica DRC DC Gestação Idade > 60 anos Imunossupressão Obesidade Pneumopatia crônica
26
Complicações Pulmonares Tardias
- Fibrose pulmonar: Após inflamação e lesão grave → resposta desregulada ao reparo. - Distúrbios vasculares pulmonares: → Hipertensão pulmonar. - Dispneia sem lesão pulmonar: → Disfunção do SNA (regulação ventilatória alterada).
27
Diagnóstico Virológico Direto
**RT-PCR e RT-LAMP** - Detectam RNA viral - Amostra: swab de nasofaringe - Melhor período: 3º ao 7º dia de sintomas - Padrão-ouro para diagnóstico inicial **Teste de Antígeno Viral** - Detecta proteínas virais - Mais rápido, menos sensível que RT-PCR (risco de falso negativo é maior)
28
# Diagnóstico Sorológico Quando aparecem os anticorpos?
Após o 8º dia de sintomas
29
Tipos de teste sorológico:
- Imunocromatografia (teste rápido) - ELISA - Quimioluminescência (CLIA) ## Footnote Não diferencia infecção ativa de passada
30
Hemograma - Alterações comuns em Covid
- Linfopenia - Leucopenia - Plaquetopenia moderada (< 100.000/mm³)
31
Marcadores de inflamação e lesão tecidual aumentados:
- PCR - VHS - Ferritina - LDH - AST / ALT (aminotransferases) ## Footnote D-Dímero ↑ → Marcador de lesão endotelial e trombose
32
# Gasometria Indicativos de Insuficiência respiratória
- pO₂ < 60 mmHg - SatO₂ < 90% - pH < 7,30 - pCO₂ > 50 mmHg
33
O que a PaO2/FiO2 avalia?
PaO₂ = Pressão parcial de oxigênio no sangue arterial (mede quanto O₂ está efetivamente no sangue). FiO₂ = Fração inspirada de oxigênio (quanto O₂ está sendo oferecido ao paciente – varia de 0,21 [ar ambiente] a 1,0 [100% O₂]). A relação PaO₂/FiO₂ mede a eficiência da oxigenação dos pulmões. 👉 Quanto menor o valor, pior está a troca gasosa alveolar.
34
Faixa de normalidade: HCO3, pH, pO2, pCO2, BE, Saturação O2
HCO3: 22-26 pH: 7,35-7,45 pO2: 90-100 pCO2: 35-45 BE: -3 a +3 SatO2: 93,5-98,%
35
Acidose metabólica
- pH < 7,35 - HCO3 < 22 meq/L - PaCO2 < 35mmHg
36
Acidose respiratória
- pH < 7,35 - HCO3 > 27 mEq/L - PaCO2 > 45mmHg
37
Alcalose metabólica
- pH > 7,45 - HCO3 > 27 mEq/L - PaCO2 > 45 mmHg
38
Alcalos respiratória
- pH > 7,45 - HCO3 < 22 mEq/L - PaCO2 < 33 mmHg
39
Classificação da SDRA com base nos achados da gasometria | SDRA: Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo
- SDRA **leve**: PaO2 /FiO2 entre 200 e 300mmHg (com pressão positiva ao final da expiração (PEEP) ou CPAP ≥ 5 cmH2O, 7 ou sem suporte ventilatório). - SDRA **moderada**: PAO2 /FIO2 entre 100 e 200mmHg (com PEEP ≥ 5 cmH2O, 7 ou sem suporte ventilatório). - SDRA **grave**: PaO2 /FiO2 ≤ 100 mmHg com PEEP ≥ 5 cmH2O. | PEEP: Pressão expiratória final positiva
40
Explique o PEEP
PEEP (Positive End-Expiratory Pressure) = pressão positiva mantida nas vias aéreas no final da expiração. Função: - Evita o colabamento alveolar - Aumenta a área de troca gasosa - Melhora a oxigenação (↑ PaO₂) - Reduz o shunt pulmonar (áreas perfundidas, mas não ventiladas) ➡️ Na SDRA, os alvéolos tendem a colapsar por edema e inflamação. O PEEP ajuda a mantê-los abertos e funcionantes. ⚠️ Obs: O uso do PEEP é considerado nas classificações de SDRA porque influencia diretamente a PaO₂, então é necessário padronizar para comparar pacientes.
41
Radiografia de Tórax
Baixa sensibilidade e especificidade Pode mostrar infiltrado bilateral e consolidações (padrão de pneumonia viral)
42
Exame de escolha para avaliação pulmonar
Tomografia Computadorizada de Tórax (sem contraste)
43
TC - Achados
- Vidro fosco bilateral periférico (mais frequente) - Padrão em pavimentação (crazy paving) - Sinal do halo reverso - Consolidações - Espessamento pleural ou septal - Broncogramas aéreos
44
Acidose/Alcalose respiratória relaciona-se diretamente com...
Ventilação alveolar - Hipoventilação → ↑ pCO₂ → acidose respiratória - Hiperventilação → ↓ pCO₂ → alcalose respiratória
45
Acidose/Alcalose metabólica relaciona-se diretamente com...
alterações no metabolismo e função renal, que altera níveis de HCO3- e/ou H+ Sepse, hipóxia tecidual → acidose lática → acidose metabólica Perda de H⁺ (vômitos, diuréticos) → alcalose metabólica
46
Conduta - Paciente com acidose respiratória e alcalose respiratória
🔹 Acidose respiratória: Você precisa melhorar a ventilação, precisa de suporte ventilatório (VNI, IOT), não de administrar HCO3-. 🔹 Alcalose respiratória: É autolimitada na maioria das vezes. Se por ansiedade, controle emocional e respiração lenta resolvem. Se por hipóxia → precisa de oxigênio!
47
Conduta - Paciente com acidose metabólica e alcalose metabólica
🔹 Acidose metabólica: Tratar a causa metabólica. Exemplo: acidose lática por sepse → trata com volume, antibiótico, vasopressor. 🔹 Alcalose metabólica: Pode ser por vômito, diuréticos, hipocalemia. Corrige com hidratação com soro fisiológico, reposição de K⁺, e tratar causa de base.
48
Função do BE
Estima quanto ácido ou base precisa ser adicionado ao sangue para corrigir o pH para o normal (7,40), mantendo a pCO₂ constante (em 40 mmHg). Ele representa o **componente metabólico** do distúrbio ácido-base. BE < -3: indica acidose metabólica BE > +3: indica alcalose metabólica ## Footnote o HCO3- pode estar alterado em disturbios respiratórios crônicos, por isso a importância do BE, para isolar o componente metabólico e dizer se há uma alteração metabólica
49
Paciente com pH baixo (acidose) e pCO₂ alto. ➡️ Mas o BE está -8 O que significa?
pCO2 alto: Acidose respiratória BE -8: Há uma acidose metabólica associada Ou seja, o paciente tem duplo distúrbio ácido-base, e o BE ajuda a perceber isso.