Equilíbrio Químico Flashcards

(24 cards)

1
Q

Até o presente momento o estudo da reação química conduziu a ideia de que, misturado os reagentes a reação iria se processar até os reagentes acabarem.
Essa ideia, infelizmente, nem sempre corresponde à realidade da maioria das reações que ocorrem em sistemas fechados.

Muitas reações químicas, em sistemas fechados, tendem a serem reversíveis.
Reações reversíveis são reações na qual os reagentes se transformam nos produtos, e estes, à medida que se formam, regeneram os reagentes

A

Por exemplo:

CO(g) + NO₂(g) ⇄ CO₂(g) + NO(g)

Nesse caso, estão ocorrendo simultaneamente a reação da esquerda para a direita e da direita para a esquerda.

Mas porque chamar reações reversíveis de reações em equilíbrio?
Quando falamos de equilíbrio químico estamos de falando de equilíbrio dinâmico.

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Q

Consequentemente estamos falando de reações reversíveis.

No caso anteriormente citado, temos dois sentidos, Direto e Inverso, são eles:

Direto: CO(g) + NO₂(g) → CO₂(g) + NO(g)

Inverso: CO₂(g) + NO(g) → CO(g) + NO₂(g)

A

O que isso realmente significa?

Vamos detalhar um pouco mais o que acontece com as quantidades dos reagentes e dos produtos ao longo do tempo.

Imaginemos a seguinte experiência com a reação:

N₂(g) + 3 H₂(g) ⇄ 2 NH₃(g)

Serão colocados inicialmente 1 mol de Nitrogênio e 3 mols de Hidrogênio em um recipiente fechado.

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3
Q

Conforme visto, para essas reações estarem em equilíbrio as velocidades devem ser iguais (Vdireto = Vinverso).

Podemos usar a fórmula da velocidade (V = K · [A]ˣ · [B]ᶻ) para estimar a velocidade de cada sentido:

Utilizando, como exemplo a reação:

NO2 + CO ⇌ CO2 + NO

A

A reação direta corresponde:
NO2 + CO → CO2 + NO

A reação inversa será representada como:
CO2 + NO → NO2 + CO

Vd = Kd · [CO]ᵃ · [NO₂]ᵇ
VI = KI · [CO₂]ᶜ · [NO]ᵈ

Igualando as duas equações (Vdireto = Vinverso), temos:

Kd · [CO]ᵃ · [NO₂]ᵇ = KI · [CO₂]ᶜ · [NO]ᵈ

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4
Q

Isolando os termos, e generalizando a fórmula – [CO]ᵃ = [A]ᵃ e [NO₂]ᵇ = [B]ᵇ /
[CO₂]ᶜ = [C]ᶜ e [NO]ᵈ = [D]ᵈ – teremos o seguinte resultado:

𝐾𝑑 [𝐶]𝑐.[𝐷]𝑑
—————
𝐾𝐼 = [𝐴]𝑎.[𝐵]𝑏

O resultado da divisão de duas constantes gera uma nova constante.
[𝐶]𝑐.[𝐷]𝑑
𝐾𝑐 = ————
[𝐴]𝑎.[𝐵]

A

[𝐶]𝑐.[𝐷]𝑑 [𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜𝑠] 𝑝
𝐾𝑐 = ———— ou. 𝐾𝑐 = ————
[𝐴]𝑎.[𝐵] [𝑅𝑒𝑎𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠] 𝑟

Essa constante é a constante de equilíbrio em relação ao sentido direto.
Essa constante é chamada de constante de equilíbrio, em função da concentração.

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5
Q

Essa constante serve para indicar qual material (reagente ou produto) está em maior quantidade no equilíbrio. Essa avaliação é feita através do valor da constante.

Se Kc>1, a concentração dos produtos é maior do que a dos reagentes ([P]>[R]).

Se Kc<1, a concentração dos produtos é menor do que a dos reagentes ([P]<[R]).

Se Kc =1, a concentração dos produtos e reagentes são iguais ([P]=[R])

A

Dessa forma, podemos visualizar qual material está em maior quantidade no equilíbrio. Tendo essa noção, podemos ter uma estimativa do rendimento da reação.
Essa perspectiva é realizada através da análise da constante de equilíbrio.
Por exemplo:

H2 + Cl2 ⇌ 2 HCl. Kc = 4,0 · 10³¹
F2 ⇌ 2 F. Kc = 7,3 · 10¯¹³

Kc = grande - reação de alto rendimento
Kc = pequeno - reação de baixo rendimento

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6
Q

Podemos também calcular a constante de equilíbrio envolvendo as pressões dos materiais, quando a reação ocorre com gases.
A definição da constante de equilíbrio, K, em termos de pressão parcial, Kp, é análoga à de Kc.
Tomemos o seguinte exemplo:

N2(g) + 3 H2(g) ⇌ 2 NH3 (g)

A

Dada a reação genérica, elementar e reversível, na qual todas as substâncias
participantes estão no estado gasoso, temos:
N2(g) + 3 H2(g) ⇌ 2 NH3(g)
𝐾𝑝 = —————————————
[𝑃(𝑁𝐻3 )]2 [𝑃(𝑁2) ]1.[𝑃(𝐻2) ]3

Onde P indica a pressão parcial das substâncias participantes da reação química em equilíbrio

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7
Q

Em relação às constantes de equilíbrio Kc e Kp, devem ser observados os
seguintes fatores:

Só devem fazer parte da expressão de Kc as concentrações que podem sofrer variações (substâncias em soluções).

A

Na expressão de Kp entram apenas as substâncias que se encontram no estado
gasoso.

A constante de equilíbrio é característica de cada reação e também da temperatura.

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8
Q

Atingindo o equilíbrio, as velocidades, das reações direta e inversa permanecem iguais.
Como consequência, a reação química fica “como se estivesse parado” e a quantidade de reagentes e produtos não mais se alteram.
A partir do instante do equilíbrio o rendimento não altera mais.

A

É muito importante saber como seria possível “perturbar” um equilíbrio aumentando a velocidade de uma de suas reações.

Assim, por exemplo, se conseguirmos aumentar a velocidade da reação direta iremos aumentar o rendimento da reação.
Isso é muito importante do ponto de vista econômico, pois na indústria é necessário alcançar altos rendimentos para o processo ser viável.

Este “truque” é denominado deslocamento do equilíbrio.

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9
Q

Se a velocidade da reação direta aumenta, dizemos que o equilíbrio está se
deslocando para a direita.

Se a velocidade da reação inversa aumenta, dizemos que o equilíbrio está se deslocando para a esquerda.

A

Porém, essa alteração na concentração conduz o sistema a um novo estado de
equilíbrio.

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10
Q

Podemos dizer então que o deslocamento do equilíbrio é toda e qualquer alteração da velocidade da reação direta ou inversa.
Essa alteração provoca modificações nas concentrações das substâncias, levando o sistema a um novo estado de equilíbrio.
O princípio geral que trata dos deslocamentos dos estados de equilíbrio é chamado de Princípio de Le Chatelier.

Esse princípio também é reconhecido como “Princípio de fuga ante a força

A

A citação do princípio é a seguinte:

“Quando uma força externa age sobre um sistema em equilíbrio, ele se desloca,
procurando anular o fator aplicado.”
Por “força” pode-se usar também a palavra “fator”, e quais são os fatores que
deslocam o equilíbrio?
São eles: As concentrações (ou pressões) dos participantes, a pressão total do
sistema e a temperatura do sistema

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11
Q

Influência da concentração:

Adicionando qualquer participante, o equilíbrio se desloca no sentido de consumi-lo.
Retirando qualquer participante, o equilíbrio se desloca no sentido de recolocá-lo.
Essas conclusões se encaixam no Princípio de Le Chatelier, pois, a “força” é a
concentração de cada substância que participa do equilíbrio.

A

Considere a seguinte equação:

Ácido acético + Álcool ⇌ Acetato de etila + água.
E vamos considerar que esse equilíbrio será perturbado pela adição de ácido.
Qual alteração ocorrerá no equilíbrio com a adição de ácido?
Momentaneamente, o equilíbrio “se desequilibra” e aumenta a velocidade do sentido direto.

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12
Q

Pelo princípio de Le Chatelier, a adição de ácido desloca o equilíbrio no sentido
de consumi-lo.

A

Influência da Temperatura:

A variação da temperatura provoca variação no valor da constante de equilíbrio.
O aumento da temperatura desloca o equilíbrio no sentido endotérmico.
A diminuição da temperatura desloca o equilíbrio no sentido exotérmico.
Isto também se encaixa perfeitamente no Princípio de Le Chatelier, a “força”
externa é a temperatura.

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13
Q

Aumentando-se a temperatura, o sistema, para “fugir” do aumento de temperatura, irá se deslocar no sentido que absorve calor.

Diminuindo-se a temperatura, o sistema, para “fugir” da diminuição de temperatura, irá se deslocar no sentido de liberar calor.

A

Influência da pressão:

O aumento da pressão total desloca o equilíbrio no sentido de menor volume.
A redução da pressão total desloca o equilíbrio no sentido de maior volume.
Se a reação se processa sem variação de volume, a pressão não exerce nenhuma influência.
Novamente, estas ideias se encaixam perfeitamente no Princípio de Le Chatelier.

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14
Q

A “força” externa é a pressão e aumentando-se a pressão, o sistema, para “fugir” do aumento de pressão, irá se deslocar no sentido de menor volume.

Quando trabalhamos com líquidos e sólidos, cujos os volumes praticamente não varias com a pressão, o equilíbrio não sofre tanta influência.

Todas estas considerações tem grande aplicação industrial, visto que, é possível alterar todos esses fatores de forma simples.

Um exemplo clássico da utilização desses fatores voltam para a síntese da amônia.

A

Avaliemos todos esses casos na síntese da amônia.

ΔN2(g) + 3 H2(g) ⇌ 2 NH3(g) H = – 92,22 kJ

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15
Q

Iremos trabalhar a partir de agora uma forma particular de equilíbrio químico, conhecido como Equilíbrio Iônico.
Equilíbrio iônico é o caso particular de equilíbrio químico que aparece íons.
Os equilíbrios iônicos mais importantes são aqueles que ocorrem com ácidos e bases.

A

Por exemplo:
H2SO4 + H2O ⇌ H3O⁺ + HSO4⁻
NH4OH ⇌ NH4⁺ + OH⁻

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16
Q

Nos equilíbrios iônicos citados a reação direta representa a “quebra” das moléculas.

A constante de ionização, Kc, irá receber nomes particulares.
Nesse caso, ela pode ser representada por Ki, ou Ka, no caso de ácidos e Kb, no caso de bases.
A constante de ionização segue o padrão já determinado para a constante de equilíbrio.

A

Para os casos mencionados, temos:
[H³ 𝑂+] .[𝐻𝑆𝑂⁴_ ]
H² SO⁴ + H²O ⇌ H³O⁺ + H SO⁴⁻ 𝐾𝑐= ———————–
[𝐻² 𝑆𝑂⁴] .[𝐻²𝑂]

                                                [𝑁𝐻⁴⁺] . [𝑂𝐻_ ] NH⁴ OH ⇌ NH⁴⁺ + OH⁻       𝐾𝑐 =----------------------
                                                    [𝑁𝐻⁴ 𝑂𝐻] Todas essas informações demonstram que a ionização é um fenômeno tipicamente reversível. Só se fala de constantes de ionização para eletrólitos fracos e soluções diluída.
17
Q

Kc = grande - reação de alto rendimento
No caso de Kc grande, dizemos que o eletrólito é forte.

Kc = pequeno - reação de baixo rendimento.
No caso de Kc pequeno, dizemos que o eletrólito é fraco.

A

Para soluções diluídas o valor de Ka e Kb tendem a ser muito baixos.
Dessa forma, torna-se usual, expressá-los por meio de logaritmos.
Sendo que:
pKa = – log Ka e pKb = – log Kb

Nota-se que, quanto menor for o Ka ou Kb, maior será o valor correspondente de
pK.

18
Q

Desse modo temos:

Se o Ka do HCl for igual a 1,0 · 10⁷, o seu pKa é igual a – 7 ( Ka = 1,0 · 10⁷ → pKa = –7).

Se o Ka do HNO2 for igual a 4,7 · 10⁻⁴, o seu pKa é igual a + 3,3 ( Ka = 4,7 · 10⁻⁴ → pKa = + 3,3).

Se o Ka do HCN for igual a 4,9 · 10⁻¹⁰, o seu pKa é igual a + 9,3 ( Ka = 4,9 · 10⁻¹⁰ → pKa = + 9,3)

A

Quando temos soluções diluídas é comum utilizarmos a lei de diluição de Ostwald.
Essa lei relaciona o grau de ionização com o volume (diluição) da solução.
O grau de ionização de um eletrólito aumenta à medida que a solução se dilui.
Podemos deduzi-la usando uma tabela que explique os cálculos do equilíbrio estudado.

19
Q

Para eletrólitos muito fracos será muito pequeno e podemos admitir 1 – ≈ 1 α². Sendo assim, a Lei de Ostwald fica: K = Cm x .
α O grau de ionização (α) de um eletrólito aumenta, tendendo para 100%, à medida que se dilui a solução.

A

Outro equilíbrio iônico importante é o equilíbrio iônico da água.

Nesse processo, uma molécula de água provoca a ionização da outra molécula.

20
Q

Porém, a ionização da água pura é extremamente baixa.
A constante de ionização
𝐻⁺ .[𝑂𝐻_]
𝐾𝑐 = ————– é igual a 1,81·10⁻¹⁶.
𝐻2𝑂
Isso equivale dizer que de cada 555.000.000 de moléculas de água apenas uma se ioniza.
Por ser muito baixo o Kc, podemos concluir que a concentração da água ([H2O]) quase não varia.

A

Dessa forma, podemos seguir o seguinte raciocínio:
Esse produto constante é chamado de produto iônico da água e é representado por Kw.
A 25 ºC o produto iônico da água vale 1,0·10⁻¹⁴

21
Q

Assim como todas as constantes, o Kw também varia com a temperatura.
Quando a água é pura, na ionização H2O ⇌ H⁺ + OH⁻ temos que: [H⁺] = [OH⁻].
Como vimos anteriormente, Kw = [H⁺]·[OH⁻], o produto iônico da água vale 1,0·10⁻¹⁴.

Dessa foram, [H⁺] = [OH⁻] = 1,0·10⁻⁷ mol/L.
Porém, em soluções ácidas, a quantidade de íons H⁺ ionizadas é bastante alta.
Sendo assim, a concentração dos íons H⁺ aumentam em solução

A

Dessa forma, segundo o princípio de Le Chatelier, o aumento da concentração dos íons H⁺ desloca o equilíbrio no sentido do H2O.
Com o deslocamento do equilíbrio para a esquerda, o processo consome íons OH⁻.
Dessa forma, teremos, em soluções ácidas a concentração de íons H⁺ maior do que de íons OH⁻.

22
Q

Raciocínio semelhante teremos com soluções básicas, porém, nesse caso, os íons OH⁻ estarão em maior quantidade.
Resumindo:

Soluções aquosas ácidas:

[H⁺] > 1,0·10⁻⁷ mol/L.

[OH⁻] < 1,0·10⁻⁷ mol/L.

A

Soluções aquosas básicas:

[H⁺] < 1,0·10⁻⁷ mol/L.

[OH⁻] > 1,0·10⁻⁷ mol/L

23
Q

A relação entre pH e pOH: pH + pOH = 14 (a 25°C)
Interpretação da escala de pH:
- pH < 7: solução ácida
- pH = 7: solução neutra
- pH > 7: solução básica
Cálculo da concentração de íons H+ a partir do pH: [H+] = 10^(-pH)

A

Comparação de acidez entre soluções:
Deve-se usar as concentrações de H+, não os valores de pH diretamente

24
Q

pOH
Ácido. 7 Neutro. Base
13-12-11-10 -9- 8-7- 6- 5 -4- 3. -2- 1
1- 2. - 3- 4- 5 -6-7 -8 -9- 10-11-12-13-
pH

A

A soma de um pelo outro tem que dá 14