Esôfago Flashcards

(95 cards)

1
Q

Esfíncteres esofágicos (2)

A

Superior: M. cricofarínngeo
- Triangulo de Killian (zenker): tireofaríngeo + cricofaríngeo
Esfíncter inferior: cardia

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2
Q

Constrições esofágicas (3)

A
  • Arco da aorta
  • Bronquio fonte E
  • Hiato diafragmático
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3
Q

Patogenia Acalásia

A

Destruição do plexo de Auerbach
- 1° idiopatica
- 2° chagásica

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4
Q

Clínica acalásia (2)

A

Disfagia e perda de peso (anos) (DD: Ca de esôfago)

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5
Q

Diagnóstico de acalásia (3)

A

Esofagomanometria
- Peristalse simultânea
- EEI hipertônico
- Não relaxamento
EDA (afasta Ca)
Esofagografia baritada (bico de pássaro/ chama de vela)

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6
Q

Graus do megaesôfago Acalásia

A

I - <4cm
II - 4-7cm
III - 7-10cm
IV - > 10cm

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7
Q

Tratamento Acalásia grau I e/ou alto risco

A
  • Medicação ou dilatação EDA +/- botox
  • Desvantagens: mais sintomas, recidiva precoce, ruim em jovens
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8
Q

Tratamento Acalásia grau I,II,III

A

Cardiomiotomia a Heller (a melhor)

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9
Q

Tratamento Acalásia grau IV

A

Esofagectomia (>10cm ou dolicomegaesôfago) - risco de Ca

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10
Q

Complicações do tratamento cirurgico acalásia (4)

A

DRGE
Perfuração
PNTX
Recidiva:
- Miotomia incompleta → reoperar
- Fibrose → dilata
- Estenose péptica → dilata
- Ca (CEC mais comum) → esofagectomia

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11
Q

Clínica do espasmo esofageano difuso (2)

A

Disfagia e precordialgia (dd: IAM)

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12
Q

Diagnóstico espasmo esofageano difuso (3)

A
  • Esofagomanometria - peristalse simultânea, vigorosa, duradoura
  • EDA
  • Esofagografia baritada - esôfago em saca-rolhas
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13
Q

Tratamento conservador do espasmo esofageano difuso (3)

A

TCC
Ansiolítico
Nitrato

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14
Q

Tratamento cirurgico do espasmo esofageano difuso (1)

A

Miotomia longitudinal

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15
Q

O que é disfagia lusória

A

Anormalidade da a. subclávia direita que provoca disfagia (passa por detrás do esôfago)

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16
Q

Disfagia lusória: suspeita, diagnóstico, conduta

A

Suspeita: broncoscopia ou esofagografia
Diagnóstico: angiografia ou angio-TC
Conduta: reimplante de vasos aberrantes (CEC)

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17
Q

Divertículo de Zenker: Etiologia

A

Hipertonia EES - cricofaríngeo (+ tireofaringeo)

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18
Q

Divertículo de Zenker: Clínica (4)

A

Disfagia, halitose, regurgitação e broncoaspiração noturna

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19
Q

Divertículo de Zenker: Diagnóstico (2)

A

Esofagografia baritada ou EDA

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20
Q

Divertículo de Zenker: Tratamento (3)

A
  • <2cm - miotomia do cricofaríngeo
  • 2cm - miotomia + pexia ou diverticulectomia
  • Alternativa: septotomia endoscópica (>3cm)
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21
Q

Divertículo de Killian-Jamieson (Pulsão/tração, causa)

A

Pulsão
- Área de Killian-Jamieson → lateroanterior ao EES

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22
Q

Divertículo de Laimer (Pulsão/tração, localização)

A

Pulsão
- Trígono de Laimer → inferior ao EES

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23
Q

Divertículo Epifrênico (Pulsão/tração, causa)

A

Pulsão
- Hipertonia do EEI (acalásia)

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24
Q

Divertículo médio esofágico (Pulsão/tração, causa)

A

Tração
- Linfonodos inflamatórios mediastinais

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25
Tumores benignos do esôfago: epidemiologia
- <1% das neoplasias esofágicas - Mais comum: leiomioma (60%) - 2° mais: cistos - 3° mais: pólipos fibrovasculares
26
Tumores benignos da mucosa do esôfago (3)
- Cels granulares (S100) - Polipos fibrovasculares (esôfago cervical e hipofaringe) - Papiloma escamoso (esôfago distal → HPV)
27
Tumores benignos da submucosa do esôfago (3)
- Lipoma (hiperecogênico) - Hemangioma (hipoecogênico + cor vermelha/roxa - Neurofibroma e Schwannoma
28
Tumores benignos da muscular do esôfago (3)
- Leiomioma (homem + 2/3 distais + hipoecogênico) - Leiomiossarcoma - GIST
29
Tumores benignos do esôfago, melhor exame
USG EDA - Evitar Bx!! (gera aderências)
30
Tumores benignos do esôfago tratamentos (2)
- Conservador: assintomático, <2cm ou alto risco - Cirurgia: enucleação
31
Patogenia da DRGE (2)
Hipotonia do EEI ou relaxamentos transitórios
32
Clínica DRGE (típica e atípica)
Típicos: pirose + regurgitação (esofágicos) Atípicos: tosse, rouquidão, broncoespasmo, PNM… (extra)
33
Diagnóstico DRGE (3)
- Padrão (típicos): prova terapêutica (4-8 semanas) - Dúvida (atípico ou refratário): pHmetria 24h - Se sinais de alarme → EDA
34
Sinais de alarme DRGE que indica EDA (3)
- Idade ≥ 40a - Anemia/ perda ponderal/ icterícia - Odinofagia/ disfagia
35
Tratamento clínico EDA
Gerais: dieta, elevar cabeceira, perda de peso Medicamentos: IBP 1x/dia -8 semanas - Falha 1 = dobrar dose na 2° semana - Falha 2 = refratário
36
Tratamento cirúrgico DRGE: indicações (3)
- Refratário: não responde a IBP - Recorrente: não vive sem IBP - Complicado: estenose e úlcera (Barrett? → discutível)
37
Exames préoperatórios DRGE (2)
- PHmetria ou EDA (Los Angeles >C): positivos → confirmação - Manometria → escolha da técnica
38
Técnica correção DRGE se manometria normal
- Total - Manometria normal - Nissen - Valvula 360°
39
Técnica correção DRGE se manometria com dismotilidade (2)
Anterior: Dor e Thal/ Posterior: Lind e Toupet
40
Quem responde bem à cirurgia DRGE (4)
- Paciente que melhora com IBP (recorrente) - Hernia de hiato - Esofagite C ou D - Masculino
41
Classificação hérnia de hiato e respectivos tratamentos(4)
Tipo I - Deslizamento → JEG herniada + fundo normal - Tratamento: Conservador (indicação conforme DRGE) Tipo II - Rolamento → JEG normal + fundo herniado - Tratamento: Cirurgico se grande e/ou sintomática Tipo III - Mista → JEG herniado + fundo herniado - Tratamento: Cirurgico se grande e/ou sintomática Tipo IV - Outros → Estômago, cólon, baço… - Tratamento: Cirurgico se grande e/ou sintomática OBS: Assintomática e grande → questionável se > 60a
42
Definição esôfago de Barret
Metaplasia intestinal (definição por bx), escamoso → cilíndrico Barret aumenta chance de evoluir para adenocarcinoma
43
Clínica Esôfago de Barret
Assintomático
44
Diagnóstico Barret
EDA (vermelho salmão)+ bx
45
Classificação esôfago de Barret (2)
- Curto: <3cm - Longo: >3cm
46
Conduta em esôfago de Barret de acordo com displasia (4)
- Sem displasia → EDA 3-5a - Displasia de baixo grau → EDA 6-12 meses (+- ressecção endoscópica) - Displasia de alto grau ( ou adenocarcinoma in situ) → ressecção endoscópica - Adenocarcinoma invasivo → Esofagectomia
47
Etiologias perfuração esofágica (5)
- Lesão iatrogênica durante EDA (>50%) - Perfuração espontânea (15%) - Corpo estranho (14%) - Trauma (10%) - Neoplasia (1%)
48
Tríade de BoerHaave ou tríade de
Mackler
49
Triade de Mackler
- Vômitos - Dor torácica - Enfisema subcutâneo
50
Diagnóstico perfuração esofágica (2)
1- Esofagografia contrastada (bário e gastrografin) ou TC com contraste oral 2- Laringoscopia e EDA
51
Tratamento perfuração esofágica: controle da perfuração <24h (3)
- <24h → rafia em 2 planos + retalho - >24h → esofagostomia - STENT EDA → limitação cirúrgica ou pequena perfuração
52
Pontos principais do tratamento perfuração esofágica (4)
ATBterapia ampla +- antifúngico Controle da perfuração - rafia, ostomia, stent Drenagem ampla (tórax +- VATS ou toracotomia) Nutrição - jejunostomia/gastrostomia
53
O que o escore de Pittsburg prediz
Prediz mortalidade é uma ferramenta utilizada para avaliar a gravidade da perfuração esofágica e estratificar os pacientes em grupos de risco, auxiliando na tomada de decisão terapêutica
54
O que é anel de Schatzki
Anel esofágico distal que envolve toda circunferência
55
Membrana esofágica, definição
Membrana que envolve parcialmente a circunferência, em esôfago proximal
56
Causas de membrana esofágica (3)
Anemia ferropriva/ pênfigo/ doença autoimune
57
Fatores de risco Anel de Schatzki (4)
40a/ esofagite eosinofílica/ hérnia hiato e DRGE
58
Sindrome marcante do anel de Schatzki
Síndrome da churrascaria
59
Síndrome de Plummer-Vinson - tríade
Membrana esofágica + anemia ferropriva + disfagia
60
Abordagem diagnóstica dos aneis e membranas esofágicas (2)
- EDA +- esofagografia baritada - Bx: descartar esofagite eosinofílica
61
Tratamento dos aneis e membranas esofágicas (2)
Dilatação EDA IBP
62
Fatores de risco para Ca esofágico escamoso (4)
Escamoso (”fatores externos”), 1/3 proximal → mais agressivo: tabagismo, etilismo, HPV, acalásia
63
Ca esofágico escamoso se apresenta principalmente em 1/3 (proximal/distal)
Proximal
64
Fatores de risco adenocarcinoma esofágico (2)
Adenocarcinoma, 2/3 distal: DRGE e Barrett
65
Diagnóstico Ca esofágico (2)
EDA + Bx
66
Clínica Ca esofágico (2)
Disfagia + perda ponderal (meses)
67
Estadiamento Ca esofágico (5)
- USG-EDA* - TC tórax - TC abdome - Laringoscopia ou broncoscopia - PET/CCT se suspeita de MTX a distância
68
Indicação de ablação endoscópica Ca esofágico (4)
MUCOSA (todos “E”) - TIS ou T1a - CEC → T1a - Adeno → T1b SM1 (1/3 superficial) - N0 + M0 - ≤ 2cm e <1/3 circunferência - Moderado ou bem diferenciado
69
Indicação cirurgia UPFRONT Ca esofágico (4)
SUBMUCOSA (todos “E”) - T1b ou T2 - N0 + M0 - <3cm - Bem diferenciado
70
Indicação neoadjuvância +- cirurgia Ca esofágico (4)
- “O RESTO” (todos “OU”) - ≥ T3 - N+ - ≥ 3cm - Indiferenciado
71
Indicação de QT/RT definitiva (única) em Ca esofágico
CCP ou Alto risco - Esôfago cervical - PS ruim ou T4
72
Esquemas QT utilizados em Ca esofágico (2)
CROSS → CEC - 5QT/RT → CIR FLOT4 → adeno - 4QT → CIR → 4QT
73
Qual a distância da arcada dentária até o esôfago cervical em cm
20 cm
74
Cirurgias de Ca esofágico (epônimos e observações - 3)
- Orringer - transhiatal → limita linfadenectomia mediastinal, não fazer em oncológica - Ivor Lewis - anastomose intratorácica → tumor de JEG (menos fístula, mais graves) - Mckeown ou 3 campos → (mais fístulas, menos graves)
75
FR para esofagites infecciosas (4)
Imunossupressão Acalásia DM ATBterapia prolongada
76
Principais etiologias esofagites infecciosas (3)
- Candida albicans - Herpes Simplex - CMV
77
Clínica esofagite infecciosa (3)
- Odinofagia - Disfagia - Febre (+ comum nas virais)
78
Diagnóstico esofagite infecciosa (2)
EDA + Bx
79
Tratamento esofagite infecciosa por causa(3)
- Candida - Fluconazol VO 7-14d (IV se disfagia grave) - HSV - Aciclovir Vo 14-21d - Ganciclovir IV 14-21d
80
Definicação de esofagite eosinofílica
Infiltração esofágica crônica por eosinófilos imune-mediada
81
FR esofagite eosinofílica
- Atopia: alergia alimentar/asma/eczema/rinite - Sexo masculino
82
Clínica esofagite eosinofílica (3)
- Disfagia/impactação alimentar - Dor retroesternal - Dificuldade de alimentar em crianças
83
Diagnóstico esofagite eosinofílica (2)
- EDA + Bx → ≥ 15 eosinófilos por campo, traqueização do esôfago/sulcos longitudinais com exsudato/estenoses - Excluir outras causas de eosinofilia (DRGE, parasitose, malignidade)
84
Tratamento esofagite eosinofílica (3)
- Dieta - retirar gatilhos alimentares (leite, ovos, soja e trigo) - IBP - teste terapêutico por 8 semanas - Corticoide tópico (inalatório)
85
Esofagite alcalina - agente principal, tipo de necrose, principal órgao de lesão
- Soda cáustica (hidróxido de sódio) - Necrose por liquefação - Principal órgão lesionado: esôfago
86
Esofagite ácida - agente principal, tipo de necrose, principal órgao de lesão
- Clorídrico, sulfúrico ou fosfórico - Necrose por coagulação - Principal órgão lesionado: estômago
87
Clínica esofagite cáustica (ácido/alcali) (4)
- Odinofagia - Disfagia - Hipersalivação - Lesão da via aérea: estridor/rouquidão/dispneia
88
Diagnóstico esofagite cáustica (2)
- TC tórax e abdome: avaliar extensão da necrose (adultos) - EDA: em até 24-48h - Contraindicação em perfuração
89
Classificação de Zagar para esofagite cáustica (6)
- 0 - normal - 1 - edema da mucosa e hiperemia - 2A - erosões superficiais - 2B - úlcera profunda ou circunferencial - 3A - necrose focal - 3B - necrose extensa - 0, 1 e 2A → baixo grau; 2B, 3A, 3B → alto grau
90
Tratamento esofagite cáustica- medidas iniciais (3)
Medidas iniciais: - Dieta zero - Suporte clínico/analgesia - ATBprofilaxia: se suspeita de perfuração
91
Tratamento esofagite cáustica com base no grau da lesão (3) - Classificação de Zagar
Lesão baixo grau (0-2A): dieta líquida após EDA Lesão de alto grau (2B-3A): líquida após 48h, se intolerância: dieta por SNE/jejunostomia/NPT Lesão 3B ou perfuração: tratamento cirúrgico (reparo primário ou esofagogastrectomia)
92
Mallory Weiss - definição
Laceração da mucosa na JEG
93
FR Mallory Weiss (2)
- vômitos vigorosos - libação alcoólica
94
Clínica e diagnóstico Mallory Weiss
HDA EDA
95
Tratamento Mallory Weiss (2)
- Medicamentoso- IBP/antieméticos - Endoscópico- terapia hemostática se sangramento ativo