Faringotonsilites Flashcards

(109 cards)

1
Q

O que são Faringotonsilites?

A

Infecções autolimitadas que se desenvolvem nas tonsilas, faringe posterior, palato mole e órgãos linfoides; muito frequentes em crianças.

As faringotonsilites são comuns devido à exposição inicial a microrganismos.

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2
Q

Por que as tonsilas palatinas e faríngeas inflamam tão frequentemente?

A

Porque são os primeiros tecidos imunocompetentes que entram em contato com microrganismos/antígenos exógenos na entrada do aparelho respiratório/digestivo.

Essa função imunológica as torna vulneráveis a infecções.

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3
Q

Quais são as duas classificações clínicas das faringotonsilites?

A
  • Inespecífica: Sem especificidade entre o agente e o quadro clínico
  • Específica: Há correlação clínica entre o agente e o quadro clínico

Essas classificações ajudam no diagnóstico e tratamento.

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4
Q

Qual a epidemiologia das Faringotonsilites Virais?

A

Correspondem a 75% dos casos em crianças menores de 2 anos.

A alta prevalência em crianças é um fator importante para o manejo clínico.

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5
Q

Agentes etiológicos comuns da Faringotonsilite Viral (6)

A
  • Adenovirus
  • Rinovírus
  • Coronavirus
  • Influenzae
  • Parainfluenzae
  • VSR (Vírus Sincicial Respiratório)

Esses vírus são responsáveis pela maioria das infecções virais na faringotonsilite.

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6
Q

Quais outros dois vírus podem se manifestar como faringotonsilite ou estomatite?

A
  • Herpes Simples
  • Epstein-Barr (EBV)

O EBV é especialmente relevante devido à sua associação com a mononucleose infecciosa.

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7
Q

Quadro clínico geral da Faringotonsilite Viral (5)

A
  • Febre
  • Exsudato na faringe e tonsilas
  • Mialgia
  • Coriza
  • Obstrução nasal

Esses sintomas ajudam a diferenciar a faringotonsilite viral de outras condições.

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8
Q

Sintomas que sugerem fortemente uma causa viral (6)

A
  • Tosse
  • Diarreia
  • Conjuntivite
  • Rouquidão
  • Estomatite ulcerativa discreta
  • Coriza

A presença desses sintomas pode indicar uma infecção viral em vez de bacteriana.

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9
Q

Qual o principal agente etiológico da Mononucleose Infecciosa?

A

EBV (Vírus Epstein-Barr), da família Herpesviridae.

O EBV é conhecido por causar a mononucleose e está associado a várias outras condições.

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10
Q

Qual a relação entre a idade de aquisição do EBV e a gravidade dos sintomas?

A

Quanto mais jovem a aquisição do vírus, menos severos são os sintomas.

Isso sugere que a resposta imunológica pode ser mais robusta em idades mais avançadas.

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11
Q

Como a Mononucleose é transmitida?

A

Através da troca de saliva (‘doença do beijo’) ou contato próximo.

A transmissão é facilitada em ambientes onde o contato próximo é comum.

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12
Q

Qual célula o EBV infecta primariamente?

A

O Linfócito B.

A infecção dos linfócitos B é crucial para a patogênese da mononucleose.

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13
Q

Qual célula é responsável por conter a infecção por EBV em imunocompetentes?

A

O Linfócito T citotóxico (que aparecem como linfócitos atípicos no hemograma).

Os linfócitos T desempenham um papel fundamental na resposta imune contra o EBV.

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14
Q

Pródromo (sintomas iniciais) da Mononucleose (2)

A
  • Mal-estar
  • Fadiga

Esses sintomas podem durar até 6 semanas e são frequentemente subestimados.

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15
Q

Sintomas principais da fase aguda da Mononucleose (2)

A
  • Dor de garganta
  • Febre

Esses sintomas são típicos e ajudam no diagnóstico clínico.

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16
Q

Achados na orofaringe da Mononucleose (3)

A
  • Tonsilas aumentadas
  • Eritematosas
  • Exsudatos branco-amarelado

O edema de úvula e palato também pode ser observado.

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17
Q

Qual achado do exame físico ajuda a diferenciar a Mononucleose de outras infecções?

A

Adenopatia cervical envolvendo nódulos cervicais POSTERIORES (dura até 6 semanas).

Esse achado é característico e pode ser um indicativo importante.

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18
Q

Achados sistêmicos comuns na Mononucleose (2ª-4ª semana) (4)

A
  • Esplenomegalia (50% dos pacientes)
  • Hepatomegalia (30-50%)
  • Rash
  • Petéquias palatais

Esses achados são importantes para o diagnóstico e acompanhamento da doença.

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19
Q

A infecção por EBV pode ser preditora de quais condições futuras? (2)

A
  • Tonsilites recorrentes
  • Abscesso peritonsilar

Essas complicações podem ocorrer devido à inflamação crônica.

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20
Q

O EBV está relacionado a quais tipos de câncer? (4)

A
  • Linfoma de Hodgkin
  • Linfoma não Hodgkin
  • Linfoma de Burkitt
  • Carcinoma nasofaríngeo

A associação do EBV com câncer é um campo importante de pesquisa.

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21
Q

Exames diagnósticos para Mononucleose (3)

A
  • Hemograma (linfócitos atípicos)
  • Reação de Paul-Bunnel-Davidson
  • Sorologia (IgM e IgG anti-VCA)

Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico de mononucleose.

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22
Q

Tratamento da Mononucleose Infecciosa (2)

A
  • Tratamento de suporte (hidratação, analgésicos)
  • Repouso (pelo risco de ruptura esplênica)

O tratamento é geralmente sintomático, focando no alívio dos sintomas.

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23
Q

Sintomas clássicos da Faringotonsilite Bacteriana Inespecífica (4)

A
  • Dor de garganta
  • Disfagia
  • Febre
  • Gânglios submandibulares aumentados e dolorosos

Esses sintomas são típicos e ajudam na identificação da infecção bacteriana.

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24
Q

Achados do exame físico na Faringotonsilite Bacteriana (3)

A
  • Orofaringe hiperemiada
  • Tonsilas com exsudato ou criptas com pontos purulentos
  • Gânglios submandibulares aumentados e dolorosos

Esses achados são cruciais para o diagnóstico clínico.

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25
Qual o principal agente causador da **Faringotonsilite Bacteriana**?
Streptococcus Pyogenes do grupo A (GAS - Beta-hemolítico do grupo A). ## Footnote O GAS é o agente mais comum em infecções de garganta bacterianas.
26
Qual proteína está ligada à **patogenicidade** do GAS?
Proteína M. ## Footnote A proteína M é um fator importante na virulência do Streptococcus Pyogenes.
27
Quais **toxinas** do GAS lisam eritrócitos e danificam o miocárdio? (2)
* Estreptolisina O * Estreptolisina A ## Footnote Essas toxinas são responsáveis por várias manifestações clínicas da infecção.
28
Qual toxina do GAS é responsável pela **Escarlatina**?
Toxinas eritrogênicas (ou pirogênicas). ## Footnote A escarlatina é uma complicação associada à infecção por GAS.
29
Qual toxina do GAS está associada à **Síndrome do Choque Tóxico**?
Exotoxina A. ## Footnote Essa toxina é um fator de risco para complicações graves.
30
Qual a principal **complicação não supurativa** da Faringotonsilite por GAS e seu risco?
Febre Reumática (risco de 1% nas infecções NÃO tratadas). ## Footnote A febre reumática pode ter consequências graves a longo prazo.
31
O que é **PANDAS**?
Desordens neuropsiquiátricas pediátricas associadas à infecção estreptocócica (ex: surgimento abrupto de TOC ou tiques). ## Footnote PANDAS é uma condição que ilustra a complexidade das infecções por estreptococos.
32
Complicações **não supurativas** da infecção por GAS (3)
* Febre Reumática * Glomerulonefrite aguda * Escarlatina ## Footnote Essas complicações podem surgir após a infecção inicial.
33
Complicações **supurativas** da infecção por GAS (7)
* Bacteremia * Linfadenite cervical * Endocardite * Otite/Mastoidite * Meningite * Abscesso periamigdaliano/retrofaringeo * Pneumonia ## Footnote Essas complicações são graves e requerem atenção médica imediata.
34
Qual a faixa etária de maior **prevalência** da Faringotonsilite por GAS?
5 a 15 anos. ## Footnote A prevalência nesta faixa etária é um fator importante para o diagnóstico e tratamento.
35
Sinais e sintomas que sugerem **Faringotonsilite por GAS** (10)
* Início súbito de dor de garganta * Idade 5-15 anos * Febre > 38,5°C * Cefaleia * Náuseas/vômitos/dor abdominal * Inflamação de tonsilas/faringe * Exsudato faringotonsilar em placas * Petéquias no palato * Adenite cervical ANTERIOR * Exantema escarlatiniforme ## Footnote Esses sinais são críticos para o diagnóstico diferencial.
36
Transmissão e **período de incubação** do GAS
Disseminação de gotículas; incubação de aproximadamente 4 dias. ## Footnote O conhecimento do período de incubação é importante para o controle de surtos.
37
Qual o exame **padrão-ouro** para diagnóstico de GAS?
Cultura. ## Footnote A cultura é o método mais confiável para confirmar a infecção por GAS.
38
Qual o exame de **confirmação rápida** para GAS?
Teste rápido (detecção de antígeno). ## Footnote Esse teste é útil para diagnóstico rápido em ambientes clínicos.
39
Como o exame físico ajuda a **diferenciar** GAS de infecção viral?
GAS tipicamente cursa com adenopatia cervical ANTERIOR dolorosa e AUSÊNCIA de sintomas virais (coriza, rouquidão, tosse, diarreia). ## Footnote A diferenciação é crucial para o tratamento adequado.
40
Qual a **tríade** de maior valor preditivo para cultura de GAS positiva?
* Adenopatia * Febre * Exsudato faríngeo ## Footnote A presença desses três sinais aumenta a probabilidade de infecção por GAS.
41
Achado do **hemograma** na F. Bacteriana (GAS)
Leucocitose com desvio à esquerda e neutrofilia. ## Footnote Esses achados laboratoriais são típicos de infecções bacterianas.
42
Achado do **hemograma** na Mononucleose
Linfócitos atípicos. ## Footnote A presença de linfócitos atípicos é um indicativo importante para o diagnóstico.
43
Qual o papel do exame **ASLO** (Antiestreptolisina O)?
Útil para confirmar se ocorreu uma infecção estreptocócica (diagnóstico de sequelas, como Febre Reumática), mas não serve para o diagnóstico inicial da infecção aguda. ## Footnote O ASLO é um marcador importante em casos de complicações.
44
Tempo de **elevação** e pico do ASLO
Sobe cerca de 1 semana após a infecção, com pico entre 3 e 6 semanas. ## Footnote O monitoramento do ASLO é importante para avaliar a resposta à infecção.
45
Quais são os **4 critérios base** de Centor?
* Febre (+1) * Exsudato nas tonsilas (+1) * Adenopatia cervical anterior (+1) * Ausência de tosse (+1) ## Footnote Esses critérios ajudam a avaliar a probabilidade de infecção por GAS.
46
Quais são os **2 critérios de modificação de idade** (Critérios de Centor Modificado)?
* Idade < 15 anos (+1 ponto) * Idade > 44 anos (-1 ponto) ## Footnote A modificação por idade é importante para ajustar a avaliação clínica.
47
Conduta nos **Critérios de Centor**: Pontuação -1, 0 ou 1
Não é necessário cultura nem antibiótico (baixa probabilidade de GAS). ## Footnote Essa abordagem evita o uso desnecessário de antibióticos.
48
Conduta nos **Critérios de Centor**: Pontuação 2 ou 3
Realizar Cultura ou Teste Rápido. Se positivo, tratar com antibiótico. ## Footnote Essa conduta é baseada na probabilidade aumentada de GAS.
49
Conduta nos **Critérios de Centor**: Pontuação 4 ou 5
Realizar Teste Rápido ou Cultura; tratar com antibiótico (risco de GAS > 56%). ## Footnote A alta pontuação indica uma forte probabilidade de infecção por GAS.
50
Caso Clínico: Paciente de 10 anos, febre de 39°C, exsudato em tonsilas, gânglios cervicais anteriores dolorosos, sem tosse. Qual a **pontuação de Centor** e a conduta?
Pontuação 5 (Febre+1, Exsudato+1, Adenopatia+1, Sem Tosse+1, Idade<15 +1). Conduta: Coletar teste rápido/cultura e iniciar antibiótico. ## Footnote A pontuação alta justifica a intervenção imediata.
51
Objetivos do tratamento com **antibiótico** na F. por GAS (3)
* Melhorar os sintomas do quadro agudo * Reduzir o período de contágio * Prevenir as complicações (principalmente Febre Reumática e Glomerulonefrite) ## Footnote O tratamento antibiótico é fundamental para evitar complicações graves.
52
Qual a **droga de escolha** para Faringotonsilite por GAS?
Penicilina. ## Footnote A penicilina é o tratamento padrão para infecções por GAS.
53
Qual a **droga de escolha** para F. por GAS em alérgicos à penicilina?
Macrolídeos (ex: Azitromicina, Claritromicina). ## Footnote Os macrolídeos são uma alternativa eficaz em pacientes alérgicos.
54
Dose da **Penicilina G Benzatina** para F. por GAS
600.000 UI para crianças < 20kg; 1.200.000 UI para > 20kg (IM, dose única). ## Footnote A dosagem deve ser ajustada conforme o peso da criança.
55
Duração do tratamento **oral** para F. por GAS (Penicilina V ou Amoxicilina)
10 dias. ## Footnote A adesão ao tratamento é crucial para a erradicação da infecção.
56
Tratamento para casos de **recaída** de F. por GAS
Amoxicilina + Clavulanato (para cobrir bactérias produtoras de betalactamase). ## Footnote A combinação é importante para evitar falhas no tratamento.
57
O que caracteriza um **'portador assintomático'** de GAS?
Cultura positiva, mas ASLO negativo e sorologia negativa (sem resposta imune). ## Footnote O manejo de portadores assintomáticos é diferente do de pacientes com infecção ativa.
58
Portadores assintomáticos de GAS devem ser **tratados**?
Isoladamente, não, pois o risco de transmissão e complicações é muito baixo. ## Footnote O tratamento é reservado para casos específicos.
59
Quando um **portador assintomático** de GAS deve ser tratado? (4)
* História Pessoal ou Familiar de Febre Reumática/Glomerulonefrite * Em casos de surto de FR * Se trabalha em hospital * Se há disseminação familiar ## Footnote Essas situações justificam a intervenção médica.
60
Quais **bactérias** podem causar F. recorrente por produzirem betalactamase, protegendo o GAS? (3)
* Staphylococcus aureus * Haemophilus spp * Moraxella catarrhalis ## Footnote Essas bactérias podem complicar o tratamento de infecções por GAS.
61
Qual a diferença entre **Recaída** e **Recorrência** na Faringotonsilite?
* Recaída: O mesmo agente que não foi debelado ressurge * Recorrência: Um novo agente infeccioso provoca uma nova infecção ## Footnote Essa distinção é importante para o manejo clínico.
62
Quais os **Critérios de Paradise** para indicação de **Tonsilectomia** (cirurgia)?
* 7 episódios agudos em 1 ano * OU 5 episódios por ano em 2 anos consecutivos * OU 3 episódios de infecção aguda por ano em 3 anos consecutivos ## Footnote Esses critérios ajudam a decidir sobre a necessidade de cirurgia.
63
O que é a **Síndrome PFAPA**?
É a principal causa de febre periódica na infância; uma doença autolimitada e imunomediada. ## Footnote A PFAPA é importante para o diagnóstico diferencial em crianças com febre.
64
O que significa a sigla **PFAPA**?
* Febre Periódica (Periodic Fever) * Estomatite (Aphthous Stomatitis) * Faringite (Pharyngitis) * Adenite Cervical (Adenitis) ## Footnote A síndrome é caracterizada por episódios febris recorrentes.
65
Qual o padrão das **crises** de PFAPA?
Episódios febris ocorrem a cada 3 a 8 semanas e duram de 3 a 6 dias (início antes dos 5 anos). ## Footnote O padrão regular das crises é um indicativo para o diagnóstico.
66
Tratamento da **crise aguda** de PFAPA (2)
* Prednisona (1-2mg/kg) * Betametasona (0,1-0,2mg/kg) ## Footnote O tratamento é focado no alívio dos sintomas durante as crises.
67
Tratamento **profilático** (entre as crises) da PFAPA
Colchicina. ## Footnote A colchicina pode ajudar a reduzir a frequência das crises.
68
O que é **Tonsilite Crônica**?
Dor de garganta persistente por mais de 3 meses, associada a inflamação tonsilar. ## Footnote A tonsilite crônica pode impactar a qualidade de vida do paciente.
69
Sintomas associados à **Tonsilite Crônica** (4)
* Halitose * Cáseos nas criptas * Eritema peritonsilar * Adenopatia cervical persistente ## Footnote Esses sintomas são importantes para o diagnóstico clínico.
70
O que é o **Abscesso Peritonsilar**?
Uma complicação supurativa; infecção que atinge o espaço entre a cápsula tonsilar e o músculo constritor da faringe. ## Footnote O abscesso peritonsilar é uma emergência médica que requer intervenção.
71
Qual o local mais comum do **Abscesso Peritonsilar**?
No polo superior das tonsilas palatinas. ## Footnote A localização é importante para o manejo cirúrgico.
72
Qual a **fisiopatologia** do **Abscesso Peritonsilar**?
Tonsilite recorrente -> Fibrose -> Obstrução das criptas -> Retenção de exsudato -> Proliferação bacteriana. ## Footnote A compreensão da fisiopatologia é crucial para o tratamento eficaz.
73
O que é o **Abscesso Peritonsilar**?
Uma complicação supurativa; infecção que atinge o espaço entre a cápsula tonsilar e o músculo constritor da faringe ## Footnote O abscesso peritonsilar é uma condição grave que pode ocorrer após uma tonsilite.
74
Qual o local mais comum do **Abscesso Peritonsilar**?
No polo superior das tonsilas palatinas ## Footnote A localização é importante para o diagnóstico e tratamento.
75
Qual a **fisiopatologia** do Abscesso Peritonsilar?
* Tonsilite recorrente * Fibrose * Obstrução das criptas * Retenção de exsudato * Proliferação bacteriana * Celulite * Abscesso ## Footnote A sequência de eventos leva à formação do abscesso.
76
Qual a **faixa etária** mais comum do Abscesso Peritonsilar?
Adultos jovens e adolescentes ## Footnote Essa condição é mais prevalente nessa faixa etária.
77
Sintomas clássicos do **Abscesso Peritonsilar** (6)
* Dor intensa UNILATERAL (irradia para orelha) * Sialorreia (excesso de saliva) * Disfagia * Voz anasalada ('batata quente') * TRISMO (dificuldade de abrir a boca) * Febre e mal-estar ## Footnote Esses sintomas ajudam no diagnóstico clínico.
78
Achado clássico do exame físico no **Abscesso Peritonsilar**
Abaulamento unilateral que desloca a tonsila em direção à linha média ## Footnote Esse sinal é indicativo da presença do abscesso.
79
Qual exame diferencia **Celulite Peritonsilar** de **Abscesso Peritonsilar**?
TC com contraste ## Footnote A tomografia ajuda a visualizar a extensão da infecção.
80
Qual a **flora bacteriana** comum no Abscesso Peritonsilar?
Polimicrobiana, geralmente com anaeróbios produtores de betalactamase ## Footnote Conhecer a flora ajuda na escolha do tratamento antibiótico.
81
Qual o **tratamento** para Abscesso Peritonsilar? (3)
* Punção com drenagem * Antibiótico (ex: Penicilina + Metronidazol, ou Amoxicilina+Clavulanato, ou Clindamicina) * Analgésicos e anti-inflamatórios ## Footnote O tratamento é fundamental para evitar complicações.
82
Qual a **Faringotonsilite** Específica de notificação compulsória imediata?
Difteria ## Footnote A difteria é uma condição grave que requer atenção imediata.
83
Agente causador da **Difteria**
Corynebacterium diphtheriae (bacilo, Gram+) ## Footnote O reconhecimento do agente é essencial para o tratamento.
84
Sintomas da **Difteria** (4)
* Dor de garganta pouco intensa * Febre baixa * Sinais de toxemia * Prostração e palidez ## Footnote Esses sintomas podem ser confundidos com outras infecções.
85
Qual o achado **patognomônico** da Difteria?
Placas PSEUDOMEMBRANOSAS ADERENTES (firmemente presas) nas tonsilas, pilares e úvula (que sangram ao tentar retirar) ## Footnote Esse achado é crucial para o diagnóstico.
86
Tratamento da **Difteria** (2)
* Soro antidiftérico (tratamento principal, em hospital) * Antibiótico (Penicilina ou Eritromicina) como suporte ao soro ## Footnote O tratamento deve ser iniciado rapidamente para evitar complicações.
87
O que é a **Angina de Plaut-Vicent**?
Infecção ulceronecrótica causada por uma associação de bactérias saprófitas da boca, que se tornam patogênicas em condições de má higiene ## Footnote Essa condição pode ser grave e requer tratamento adequado.
88
Agentes da **Angina de Plaut-Vicent** (2)
* Fusobacterium plaut vincent (Gram-) * Spirochaeta dentium ## Footnote Esses agentes são responsáveis pela infecção.
89
Fatores de risco para **Angina de Plaut-Vicent** (3)
* Má higiene oral * Desnutrição * Mau estado dos dentes ## Footnote Esses fatores aumentam a probabilidade de desenvolvimento da infecção.
90
Sinais e sintomas da **Angina de Plaut-Vicent** (3)
* Lesão ULCERONECRÓTICA UNILATERAL * Fétida * Disfagia e odinofagia ## Footnote Esses sintomas são característicos da condição.
91
Tratamento da **Angina de Plaut-Vicent** (2)
* Penicilina (ou Cefalosporina) + Metronidazol * Higiene bucal rigorosa ## Footnote O tratamento deve ser abrangente para evitar recorrências.
92
O que é a **Angina Luética**?
Manifestação da Sífilis (Treponema pallidum) na tonsila ## Footnote Essa condição é uma complicação da sífilis não tratada.
93
Sinais e sintomas da **Angina Luética** (Sífilis) (3)
* Ulceração tonsilar UNILATERAL * Pouco dolorosa * Aspecto tumoral e endurecida à palpação ## Footnote Esses sinais ajudam no diagnóstico da condição.
94
Tratamento da **Sífilis primária** (Angina Luética)
Penicilina Benzatina, 2.400.000 UI, IM, Dose Única ## Footnote O tratamento deve ser feito de forma eficaz para erradicar a infecção.
95
O que é a **Faringite Gonocócica**?
Infecção da orofaringe pela Neisseria gonorrhoeae, transmitida por sexo oral ## Footnote Essa condição é uma infecção sexualmente transmissível.
96
Agente causador da **Faringite Herpética oral**
Vírus Herpes Simples (HSV) tipo 1 ## Footnote O HSV-1 é uma causa comum de faringite em crianças.
97
O que a infecção primária por **HSV-1** geralmente causa?
Gengivoestomatite (inflamação da gengiva e boca) ## Footnote Essa condição é frequentemente observada em crianças.
98
Sinais da **Faringite Herpética** (4)
* Mal-estar * Febre * Dor de garganta * Vesículas sangrantes ao toque ou úlceras com exsudato acinzentado ## Footnote Esses sinais são típicos da infecção herpética.
99
O que é **Herpangina**?
Infecção viral, geralmente por Coxsackie vírus, que acomete crianças de 1 a 7 anos ## Footnote A herpangina é comum em crianças e se caracteriza por lesões orais.
100
Onde se localizam as lesões da **Herpangina**?
Na orofaringe POSTERIOR (pilares das tonsilas, palato mole, úvula) ## Footnote A localização das lesões é importante para o diagnóstico.
101
Diferença de localização: **Herpangina** vs. **Faringite Herpética**
* Herpangina: Lesões posteriores (pilares, palato mole) * Herpética (Gengivoestomatite): Lesões anteriores (gengiva, lábios, mucosa oral) ## Footnote Essa diferença ajuda a distinguir as duas condições.
102
Fatores de risco para **Câncer de Tonsila** (3)
* Tabagismo * Etilismo * HPV (Papilomavirus humano) ## Footnote Esses fatores estão associados ao aumento do risco de câncer de tonsila.
103
Sinal de alerta para **Câncer de Tonsila**
Lesão ulcerada ou ulceronecrótica que NÃO MELHORA com tratamento clínico ## Footnote Esse sinal deve ser investigado com urgência.
104
Ulcerações bilaterais das tonsilas devem levantar suspeita de quais doenças sistêmicas? (2)
* Leucemia * Agranulocitose ## Footnote Essas condições sistêmicas podem se manifestar com ulcerações orais.
105
Qual protozoário causa lesões na mucosa oral/faríngea com aspecto vegetante e destruição tecidual?
Leishmania braziliensis (Leishmaniose) ## Footnote A leishmaniose pode causar complicações orais graves.
106
Tratamento para **Leishmaniose mucosa**
Antimoniais pentavalentes (Glucantime) ## Footnote O tratamento deve ser feito sob supervisão médica.
107
Qual fungo causa lesões na mucosa (pulmão, pele, boca) em homens de 30-50 anos, da zona rural?
Paracoccidioides brasiliensis (Paracoccidioidomicose) ## Footnote Essa infecção fúngica é mais comum em áreas rurais.
108
Com o que a lesão oral da **Paracoccidioidomicose** pode ser confundida?
Carcinoma espinocelular ## Footnote A semelhança entre as lesões pode levar a diagnósticos errôneos.
109
Tratamento da **Paracoccidioidomicose**
Antifúngico por longo período (ex: Itraconazol) ## Footnote O tratamento deve ser mantido por tempo suficiente para erradicar a infecção.