Rinossinusite Flashcards

(85 cards)

1
Q

O que é Rinossinusite (RS)?

A

Inflamação sintomática da mucosa do nariz e das cavidades (seios) paranasais.

A Rinossinusite pode ser aguda ou crônica, dependendo da duração dos sintomas.

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2
Q

Classificação da Rinossinusite quanto ao tempo: Aguda vs. Crônica?

A
  • Aguda: < 12 semanas de sintomas
  • Crônica: > 12 semanas de sintomas

A classificação é baseada na duração dos sintomas.

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3
Q

O que é Rinossinusite Aguda Recorrente?

A

4 ou mais episódios agudos por ano (cada um <12 semanas), com retorno à normalidade entre os episódios.

Essa condição implica em múltiplos episódios de Rinossinusite aguda.

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4
Q

Como a gravidade da RS é medida?

A

Pela Escala Analógica Visual (EVA), onde 0 é sem sintomas e 10 é o máximo.

A EVA é uma ferramenta comum para avaliar a intensidade de sintomas.

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5
Q

Quais são os escores da EVA para classificar a gravidade da RS?

A
  • Leve: 0-3 cm
  • Moderada: 3-7 cm (A partir de 5 cm, considera-se impacto na Qualidade de Vida)
  • Grave: 7-10 cm

Esses escores ajudam a determinar a necessidade de intervenção clínica.

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6
Q

Qual a principal causa dos quadros agudos de Rinossinusite?

A

Viral.

Infecções virais são responsáveis pela maioria dos casos agudos de Rinossinusite.

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7
Q

Quantos resfriados/ano são esperados para adultos e crianças?

A
  • Adultos: 2 a 5 resfriados/ano
  • Crianças: 7 a 10 resfriados/ano

A frequência de resfriados pode predispor ao desenvolvimento de Rinossinusite.

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8
Q

Qual o efeito dos vírus na mucosa nasossinusal?

A
  • Destruição do epitélio
  • Edema
  • Aumento do muco
  • Liberação de mediadores inflamatórios

Esses efeitos contribuem para a obstrução e inflamação nasossinusal.

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9
Q

Qual o impacto da infecção viral no transporte mucociliar?

A

Há perda de cílios e de células ciliadas, atingindo o máximo em uma semana. A normalização leva cerca de três semanas.

O transporte mucociliar é crucial para a defesa das vias aéreas.

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10
Q

O que é a Rinossinusite Aguda Pós-Viral?

A

Persistência dos sintomas (geralmente mais brandos) por mais de 7 a 10 dias, mesmo sem superinfecção bacteriana.

Essa condição pode ocorrer após uma infecção viral inicial.

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11
Q

Qual a porcentagem de infecções virais que evoluem para Rinossinusite Aguda Bacteriana (RSAB)?

A

0,5% a 2% dos casos.

A maioria das infecções virais não evolui para uma infecção bacteriana.

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12
Q

O que caracteriza a fisiopatologia da RSAB?

A
  • Edema viral obstrui os óstios de drenagem
  • Aumento de muco propicia a proliferação bacteriana
  • Recrudescimento dos sintomas (dor localizada, rinorreia purulenta)

Esses fatores levam à exacerbação dos sintomas.

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13
Q

Como diferenciar um quadro viral de um bacteriano?

A
  • Critério temporal
  • Localização dos sintomas

A avaliação clínica é fundamental para essa diferenciação.

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14
Q

Quais as 3 bactérias mais comuns na RSAB?

A
  • Streptococcus Pneumoniae
  • Haemophilus Influenzae
  • Moraxella Catarrhalis

Essas bactérias são frequentemente isoladas em casos de RSAB.

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15
Q

Qual das bactérias comuns na RSAB é mais frequente em crianças?

A

Moraxella Catarrhalis.

Essa bactéria é um patógeno comum em infecções respiratórias pediátricas.

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16
Q

Como a atopia (alergia) predispõe à Rinossinusite?

A

O edema da rinite alérgica na área ostiomeatal obstrui o óstio do seio, levando à retenção de muco e facilitando a infecção.

A relação entre alergia e infecções sinusais é bem estabelecida.

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17
Q

O diagnóstico da Rinossinusite Aguda é primariamente…

A

Clínico.

A avaliação dos sintomas é crucial para o diagnóstico.

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18
Q

Quais são os sintomas para o diagnóstico clínico de RS?

A
  • Bloqueio/obstrução/congestão nasal
  • Descarga nasal (anterior/posterior)
  • Pressão/dor facial
  • Redução/Perda do olfato

Dois ou mais sintomas por < 12 semanas são necessários para o diagnóstico.

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19
Q

Achados endoscópicos que confirmam o diagnóstico de RS?

A
  • Pólipos e/ou rinorreia mucopurulenta (principalmente no meato médio)
  • Edema/obstrução de mucosa (também no meato médio)

A endoscopia nasal é uma ferramenta importante no diagnóstico.

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20
Q

Achado tomográfico que confirma o diagnóstico de RS?

A

Alterações dentro do complexo ostiomeatal e/ou seios paranasais.

A tomografia é útil para avaliar complicações.

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21
Q

Critério temporal para Rinossinusite Viral Aguda (Resfriado)?

A

Tempo inferior a 7/10 dias.

Esse critério ajuda a diferenciar de outras formas de Rinossinusite.

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22
Q

Critério temporal para Rinossinusite Aguda Pós-Viral?

A

Persistência dos sintomas após 10 dias.

Esse critério é importante para o diagnóstico diferencial.

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23
Q

Critérios temporais para diagnóstico de RSAB?

A
  • Sintomas persistentes por ≥ 10 dias sem melhora
  • Sintomas graves (Febre ≥39°C + secreção purulenta/dor facial) por pelo menos 3-4 dias consecutivos no início
  • Recaída (dupla piora): Piora dos sintomas após melhora inicial de um resfriado (por volta do 5º-6º dia)

Esses critérios ajudam a identificar a necessidade de tratamento antibiótico.

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24
Q

Além dos critérios temporais, a RSAB deve ter pelo menos 3 de quais sinais/sintomas?

A
  • Secreção (predomínio unilateral ou purulenta)
  • Dor intensa localizada/unilateral
  • Febre >38°C
  • Elevação de PCR ou VHS

Esses sinais ajudam a confirmar a infecção bacteriana.

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25
O que a **Rinoscopia Anterior** pode detectar na RS?
* Hiperemia e edema de conchas * Secreção purulenta na cavidade nasal ou orofaringe * Pólipos ## Footnote A Rinoscopia Anterior é uma técnica simples e eficaz.
26
O que a **Endoscopia Nasal** avalia na RS?
* Edema e hiperemia no complexo ostiomeatal * Presença/qualidade da secreção (mucoide, purulenta) no meato médio, superior ou recesso esfenoetmoidal ## Footnote A Endoscopia Nasal fornece informações detalhadas sobre a condição das mucosas.
27
Em quais casos a **cultura microbiológica** é indicada na RS?
* Pacientes imunodeprimidos * Casos recidivantes ## Footnote A cultura não deve ser feita de rotina, mas é importante em situações específicas.
28
Qual o papel da **Radiografia Simples** no diagnóstico de RS?
Nenhum. Não há necessidade, tem baixa especificidade. ## Footnote A radiografia não é recomendada para o diagnóstico de Rinossinusite.
29
Qual o exame de imagem de escolha para avaliação dos **seios paranasais**?
Tomografia Computadorizada (TC). ## Footnote A TC é o padrão-ouro para avaliação das condições sinusais.
30
Quando a **TC** está indicada na Rinossinusite Aguda?
* Suspeita de complicações * Falha terapêutica * Suspeita de condição associada (ex: tumoral) ## Footnote A TC não é indicada para o diagnóstico inicial.
31
Qual o benefício da **lavagem nasal** com solução salina 0,9%?
Alívio sintomático, remoção de secreção e reestabelecimento da fisiologia nasossinusal. ## Footnote A lavagem nasal é uma medida simples e eficaz.
32
Quando se pode usar **solução salina hipertônica (2 ou 3%)**?
Caso haja edema importante. ## Footnote A solução hipertônica pode ajudar a reduzir o edema nasal.
33
Qual o risco dos **descongestionantes sistêmicos**?
* Efeitos colaterais sistêmicos * Espessamento das secreções (dificultando o transporte mucociliar) ## Footnote O uso excessivo pode levar a complicações.
34
Qual o tempo máximo de uso de **descongestionantes tópicos** e por quê?
Não usar por mais de 5 dias, para evitar vasodilatação de rebote (rinite medicamentosa). ## Footnote O uso prolongado pode causar dependência.
35
Quando os **anti-histamínicos** são usados na RS?
Apenas em pacientes com alergia associada, para alívio dos sintomas alérgicos (não trata a sinusite). ## Footnote Os anti-histamínicos são eficazes para sintomas alérgicos, mas não para infecções.
36
Qual o tratamento indicado para a **Rinossinusite Aguda Pós-Viral** (sintomas > 7 dias)?
Corticoides tópicos (para redução do edema e facilitação da drenagem). ## Footnote Os corticoides ajudam a controlar a inflamação.
37
Quando a **antibioticoterapia** está indicada na RSAB?
* Casos mais graves (febre >37,8°C e dor intensa) * Pacientes imunodeprimidos * Casos leves que não melhoram com tratamento adjuvante ## Footnote A decisão de iniciar antibióticos deve ser cuidadosa.
38
Qual o **antibiótico de primeira escolha** para RSAB em centros primários (sem resistência)?
Amoxicilina. ## Footnote A Amoxicilina é frequentemente eficaz contra os patógenos comuns.
39
Dose da **Amoxicilina** para RSAB (crianças e adultos)?
* Crianças: 45mg/kg/dia (dividido em 2x/dia) * Adultos: 500mg (3x/dia) ou 875mg (2x/dia) ## Footnote A dosagem deve ser ajustada conforme o peso e a gravidade da infecção.
40
Qual a dose da **Amoxicilina** em caso de falha terapêutica ou suspeita de resistência?
* Crianças: 80-90 mg/kg/dia (dividido em 2x/dia) * Adultos: 1.000 mg (3x/dia) ## Footnote A dose aumentada é necessária para superar a resistência.
41
Qual a vantagem da **Amoxicilina com Clavulanato**?
Tem cobertura aumentada contra Haemophilus Influenzae produtor de beta-lactamase. ## Footnote Essa combinação é útil em casos de resistência.
42
Qual o principal **efeito colateral** da Amoxicilina com Clavulanato?
Diarreia (10% dos pacientes). ## Footnote Efeitos colaterais devem ser monitorados durante o tratamento.
43
Qual a alternativa para pacientes com **alergia à penicilina**?
Axetil-Cefuroxima (Cefalosporina de 2ª geração). ## Footnote Essa alternativa é eficaz e segura para pacientes alérgicos.
44
Em qual situação a **Ceftriaxona (3ª geração)** é usada?
Em crianças com vômito e náusea (dose de 50mg/kg/dia IV ou IM por 1-2 dias) até poder trocar para Via Oral. ## Footnote A Ceftriaxona é uma opção para tratamento inicial em casos graves.
45
Qual o problema do uso de **Sulfametoxazol-Trimetropim** para RSAB?
Os patógenos mais prevalentes mostram grande resistência a essa medicação. ## Footnote O uso deve ser evitado devido à resistência bacteriana.
46
Quais **macrolídeos** são recomendados em caso de alergia aos beta-lactâmicos?
* Azitromicina * Claritromicina ## Footnote Esses antibióticos são eficazes contra muitos patógenos respiratórios.
47
Qual a **interação medicamentosa** importante da Claritromicina?
Adultos que usam estatina não devem tomar Claritromicina, pelo risco de toxicidade. ## Footnote A interação pode levar a efeitos adversos graves.
48
O que são **Quinolonas Respiratórias** e quando são indicadas?
* Levofloxacino * Moxifloxacino Indicadas em adultos apenas quando não houver outras opções de tratamento (risco > benefício). ## Footnote O uso deve ser cauteloso devido a potenciais efeitos colaterais.
49
Qual a indicação da **Doxiciclina**?
Regime alternativo em adultos com alergia aos beta-lactâmicos. ## Footnote A Doxiciclina é uma opção segura e eficaz.
50
Qual o principal **efeito adverso** da Doxiciclina?
Fotossensibilidade. ## Footnote Os pacientes devem ser alertados sobre a exposição ao sol.
51
Qual a principal indicação da **Clindamicina**?
Ativa contra S. Aureus, Streptococcus do grupo A e anaeróbios. (Não atua contra Gram-negativas aeróbicas). ## Footnote A Clindamicina é útil em infecções de pele e tecidos moles.
52
Resumo do Tratamento: **RSA Viral**?
* Lavagem nasal * Sintomáticos * Descongestionante tópico * Anti-histamínico (se alérgico) ## Footnote O tratamento é focado em aliviar os sintomas.
53
Resumo do Tratamento: **RSA Pós-Viral**?
* Lavagem nasal * Corticosteroides tópicos * Fitoterápicos (ex: Pelargonium) ## Footnote O tratamento visa reduzir a inflamação e facilitar a drenagem.
54
Resumo do Tratamento: **RSA Bacteriana (Sintomas Moderados)**?
* Lavagem nasal * Antibióticos (a critério médico) * Corticosteroides tópicos ## Footnote O tratamento deve ser individualizado conforme a gravidade.
55
Resumo do Tratamento: **RSA Bacteriana (Sintomas Intensos)**?
* Lavagem nasal * Antibióticos * Corticosteroides tópicos (dose normal ou dobrada) ## Footnote O tratamento intensivo é necessário para casos graves.
56
O que são as **complicações da Rinossinusite**?
Eventos graves (potencialmente fatais) consequentes à extensão extrassinusal da infecção. ## Footnote As complicações podem incluir infecções orbitárias e intracranianas.
57
Por que **crianças** são mais suscetíveis a complicações da RS?
* Sistema imune não competente * Barreiras ósseas mais frágeis (lâmina papirácea e crivosa mais porosas) ## Footnote A anatomia e a imunidade das crianças as tornam mais vulneráveis.
58
Qual a principal via de **disseminação das complicações**?
Hematogênica, pelo sistema venoso diploico (sem válvulas), permitindo fluxo retrógrado. ## Footnote Essa via facilita a propagação da infecção.
59
Quais veias se comunicam com o **seio cavernoso**, permitindo disseminação intracraniana?
* Veias oftálmicas superior * Veias oftálmicas inferior ## Footnote A comunicação venosa é um fator de risco para complicações sérias.
60
Quais são os **3 tipos de complicações da RS** e suas frequências?
* Orbitária: Mais comuns (60-75%) * Intracraniana: 15-20% * Ósseas: Mais raras (5-10%) ## Footnote A complicação orbitária é a mais frequente entre as complicações da Rinossinusite.
61
Qual o exame de imagem **mandatório** na suspeita de complicação?
TC de seios paranasais e crânio com contraste. (RM também pode ser usada, idealmente os dois). ## Footnote A tomografia é essencial para avaliar a extensão da infecção.
62
Sinais de alarme para **complicações de RS**?
* Edema/hiperemia periorbitária * Proptose * Diplopia * Oftalmoplegia * Redução da acuidade visual * Cefaleia frontal intensa * Edema em fronte * Sinais de meningite * Déficits neurológicos ## Footnote Esses sinais requerem avaliação médica imediata.
63
Quais seios estão mais comumente associados a **complicações orbitárias**?
* Seios etmoidais * Seios maxilares ## Footnote A anatomia dos seios paranasais é relevante para o desenvolvimento de complicações.
64
Principais **patógenos** em complicações orbitárias (Adultos vs. Crianças)?
* Adultos: Pneumococo * Crianças: H. Influenzae ## Footnote A etiologia das complicações varia conforme a faixa etária.
65
O que é o **Septo Orbital**?
Uma continuação do periósteo que separa a cavidade orbitária das pálpebras. Infecções pós-septais são mais graves. ## Footnote O Septo Orbital é uma barreira anatômica importante.
66
Classificação de **Chandler: Grupo 1**?
Edema inflamatório / Celulite pré-septal. (Mais frequente). Edema palpebral, hiperemia, calor. Sem limitação da mobilidade ocular ou perda visual. Tratamento clínico. ## Footnote Essa é a forma mais leve de complicação orbitária.
67
Classificação de **Chandler: Grupo 2**?
Celulite orbitária. (Comprometimento difuso do cone orbitário). Edema conjuntival, proptose. Mobilidade ocular pode estar comprometida. Tratamento clínico. ## Footnote Essa condição requer monitoramento cuidadoso.
68
Classificação de **Chandler: Grupo 3**?
Abscesso subperiosteal. (Coleção entre a lâmina papirácea e a periórbita). Proptose acentuada com deslocamento inferolateral do olho, dor e restrição da movimentação ocular. Tratamento cirúrgico. ## Footnote Essa condição é mais grave e requer intervenção cirúrgica.
69
Classificação de **Chandler: Grupo 4**?
Abscesso orbitário. (Abscesso dentro do cone orbitário). Complicação mais grave, risco de amaurose em horas. Proptose acentuada, restrição de movimento, alteração da acuidade visual. Tratamento cirúrgico. ## Footnote Essa é uma emergência médica.
70
Classificação de **Chandler: Grupo 5**?
Trombose do seio cavernoso. Disseminação pelas veias orbitárias. ## Footnote Essa condição é crítica e pode levar a complicações sérias.
71
Qual a **classificação de Chandler** para abscesso orbitário?
Grupo 4 ## Footnote Abscesso dentro do cone orbitário. Complicação mais grave, risco de amaurose em horas. Proptose acentuada, restrição de movimento, alteração da acuidade visual. Tratamento cirúrgico.
72
Qual a **classificação de Chandler** para trombose do seio cavernoso?
Grupo 5 ## Footnote Disseminação pelas veias orbitárias. Pode acometer os pares cranianos III, IV, V e VI.
73
Qual o principal **agente** na Trombose do Seio Cavernoso (Grupo 5)?
S. Aureus ## Footnote Este agente é frequentemente associado a infecções que levam à trombose.
74
Qual o tratamento geral para **complicações orbitárias** (Grupos 2-5)?
* Internação hospitalar * Antibioticoterapia EV de amplo espectro (ex: Ceftriaxona + Clindamicina em adultos; Ceftriaxona + Oxacilina em crianças) ## Footnote O tratamento visa controlar a infecção e prevenir complicações adicionais.
75
Quais são as **indicações de cirurgia** nas complicações orbitárias?
* Presença de abscesso (Grupos 3 ou 4) * Redução da acuidade visual * Ausência de melhora com 48h de ATB IV * Piora durante o tratamento ## Footnote A cirurgia é necessária para tratar complicações graves e evitar sequelas.
76
Qual a principal via de **disseminação** das complicações intracranianas?
Hematogênica ## Footnote Raramente ocorre por contiguidade.
77
Quais seios estão mais associados a **complicações intracranianas**?
* RS frontoetmoidal * Esfenoidais ## Footnote Esses seios são frequentemente implicados em infecções que se espalham para o cérebro.
78
Qual a **complicação intracraniana** mais frequente?
Empiema subdural ## Footnote Esta condição é uma coleção de pus que se forma entre as membranas que cobrem o cérebro.
79
Quais são as **características do Empiema Subdural**?
* Rápida deterioração do quadro (paciente letárgico -> coma) * Mortalidade de até 25% * Sequelas neurológicas comuns (35-55%) ## Footnote O empiema subdural é uma condição grave que requer intervenção imediata.
80
O **Abscesso Cerebral** geralmente se localiza em qual lobo, vindo da RS?
Lobo frontal ## Footnote Diferente das otites, que causam abscesso temporal.
81
Quais são os **três pilares do tratamento** para Complicações Intracranianas?
* Internação hospitalar + ATB EV por 4-8 semanas (ex: Ceftriaxona + Vancomicina/Oxacilina) * Corticoterapia (reduz edema cerebral) * Cirurgia (drenagem dos seios e das coleções intracranianas é obrigatória) ## Footnote O tratamento deve ser abrangente para abordar a infecção e suas complicações.
82
Qual a **complicação óssea** mais comum da RS?
Osteomielite do osso frontal ## Footnote Esta condição é uma infecção do osso que pode resultar de infecções sinusais.
83
Qual o **sinal clínico característico** da osteomielite frontal?
Edema mole em região frontal (chamado 'Pott's puffy tumor') ## Footnote Este sinal é indicativo de infecção óssea e requer avaliação médica.
84
Qual o principal **agente etiológico** da osteomielite frontal?
S. Aureus ## Footnote Este agente é frequentemente responsável por infecções ósseas.
85
Qual o tratamento da **osteomielite** (Complicação Óssea)?
* Tratamento cirúrgico (debridamento do osso infectado, remoção de sequestro ósseo) * ATB IV por 6 a 12 semanas após a cirurgia ## Footnote O tratamento cirúrgico é essencial para remover o tecido infectado e prevenir a recorrência.