P3 Flashcards

(280 cards)

1
Q

Qual é a principal função integradora do sistema nervoso?

A

Captar e interpretar estímulos, formulando e encaminhando respostas aos órgãos efetuadores.

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2
Q

Qual é a unidade funcional do sistema nervoso?

A

Neurônio

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3
Q

Qual a ordem correta do trajeto do estímulo nervoso dentro do neurônio?

A

Dendrito - pericário - axônio

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4
Q

O que é sinapse?

A

É a comunicação entre dois neurônios, podendo ser elétrica ou química.

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5
Q

Qual a diferença entre fibras mielínicas e amielínicas?

A

As mielínicas têm bainha de mielina (condução rápida); as amielínicas não têm (condução mais lenta).

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6
Q

Qual a diferença entre neurônios sensitivos, motores e de associação?

A

Sensitivos: conduzem estímulos da periferia ao SNC (aferentes); Motores: do SNC para órgãos (eferentes); Associação: fazem conexão entre os dois.

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7
Q

O que é um neurônio pseudounipolar?

A

Possui apenas um prolongamento que atua como dendrito e axônio ao mesmo tempo.

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8
Q

O que é o arco reflexo?

A

Mecanismo rápido e involuntário com ou sem neurônio de associação.

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9
Q

Qual é a função das células da neuróglia?

A

Suporte, proteção, produção de mielina, regulação do meio extracelular e defesa imunológica.

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10
Q

Onde está a substância cinzenta no encéfalo e na medula?

A

Encéfalo: na periferia (córtex); Medula: central (formato de H).

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11
Q

O que é um gânglio?

A

Conjunto de corpos neuronais (pericários) na periferia.

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12
Q

Qual a diferença entre núcleo, córtex e gânglio?

A

Núcleo e córtex estão no SNC; gânglio, na periferia.

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13
Q

Qual a diferença estrutural entre o sistema nervoso central e periférico?

A

Central: encéfalo e medula; Periférico: nervos e gânglios.

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14
Q

Onde é produzido o líquor (líquido cerebrospinal)?

A

Nos plexos corióides dos ventrículos encefálicos.

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15
Q

Quais são as meninges?

A

Dura-máter, aracnoide-máter e pia-máter.

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16
Q

Onde está o espaço subaracnoideo e o que ele contém?

A

Entre a aracnoide e a pia-máter; contém o líquor.

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17
Q

O que é um dermátomo?

A

Área da pele inervada por um único nervo espinal.

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18
Q

Qual a diferença entre estímulo sensitivo geral e especial?

A

Geral: dor, tato, pressão; Especial: visão, audição, olfato, paladar e equilíbrio.

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19
Q

Quais tipos de terminações nervosas eferentes existem?

A

Placas motoras (músculo esquelético) e varicosidades (músculo liso, cardíaco e glândulas).

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20
Q

Onde estão os neurônios pré-ganglionares da via simpática?

A

Na coluna lateral da medula espinal, entre T1 e L2.

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21
Q

Qual o principal neurotransmissor pós-ganglionar da via simpática?

A

Noradrenalina

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22
Q

Onde estão os gânglios da via simpática?

A

Paravertebrais (tronco simpático) e pré-vertebrais (abdominais).

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23
Q

Onde estão os neurônios pré-ganglionares da via parassimpática?

A

Tronco encefálico (pares III, VII, IX, X) e medula sacral (S2–S4).

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24
Q

Qual o neurotransmissor da via parassimpática?

A

Acetilcolina

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25
Onde estão os gânglios parassimpáticos? Quais são os principais gânglios parassimpáticos cranianos?
Próximos ou dentro das vísceras. Ciliar, pterigopalatino, submandibular e ótico.
26
Quais são os principais gânglios parassimpáticos cranianos?
Ciliar, pterigopalatino, submandibular e ótico.
27
Justifique por que as fibras simpáticas pré-ganglionares são curtas e as pós-ganglionares são longas.
Porque os gânglios simpáticos (paravertebrais/pré-vertebrais) estão próximos à medula espinal (origem das fibras pré) e distantes dos órgãos-alvo, exigindo fibras pós-ganglionares longas.
28
Diferencie as ações catabólicas e anabólicas das divisões simpática e parassimpática, respectivamente.
O simpático prepara o organismo para luta ou fuga (catabólico: aumenta FC, dilata pupilas, inibe digestão); o parassimpático promove repouso e digestão (anabólico: reduz FC, estimula peristaltismo e secreção).
29
Analise por que as fibras simpáticas pós-ganglionares podem alcançar órgãos torácicos, abdominais e até intracranianos.
Porque podem seguir por nervos independentes ou acompanhar vasos sanguíneos, formando plexos que permitem sua distribuição extensa, como os plexos carotídeos e mesentéricos.
30
Um paciente sofreu lesão nos ramos comunicantes brancos em T5. Que tipo de fibra foi comprometida e qual o efeito esperado?
Fibras simpáticas pré-ganglionares e fibras viscerais aferentes; pode haver prejuízo na inervação simpática de vísceras abdominais, além de alteração na percepção de dor visceral nessa faixa.
31
Explique como as fibras parassimpáticas podem atingir glândulas localizadas em regiões diferentes do crânio, mesmo saindo do tronco encefálico por um nervo específico.
Elas formam anastomoses complexas com ramos do nervo trigêmeo, permitindo que as fibras alcancem gânglios específicos (submandibular, pterigopalatino, etc.) e sigam por trajetos mistos até as glândulas.
32
Justifique por que a via simpática é responsável por fenômenos como midríase, sudorese e taquicardia.
Porque libera noradrenalina em órgãos-alvo que possuem receptores adrenérgicos (α e β), ativando reações típicas de preparação para estresse físico ou emocional.
33
Compare os efeitos de uma lesão no gânglio cervical superior com uma lesão no nervo vago.
Gânglio cervical superior: perda de função simpática na cabeça (ex.: ptose, miose, anidrose – síndrome de Horner); Nervo vago: disfunções parassimpáticas em vísceras torácicas e abdominais (ex.: redução de peristaltismo, bradicardia).
34
Diferencie os gânglios do sistema simpático (cervicais, torácicos, abdominais) quanto à posição e função.
Gânglios cervicais e torácicos (paravertebrais) controlam estruturas da cabeça, pescoço, membros e tronco; gânglios abdominais (pré-vertebrais) inervam vísceras abdominais e pélvicas.
35
Um bloqueio farmacológico dos receptores muscarínicos afeta qual divisão do SNA e com que efeitos clínicos?
Afeta a via parassimpática (onde o neurotransmissor é acetilcolina); efeitos incluem boca seca, taquicardia, midríase e redução da motilidade intestinal.
36
O que são as intumescências da medula espinal e para que servem?
Dilatações da medula (cervical e lombossacral) onde há maior quantidade de neurônios, relacionadas aos plexos que inervam membros superiores e inferiores.
37
Quais estruturas emergem dos sulcos anterolateral e posterolateral da medula?
Sulco anterolateral: raízes ventrais (motoras) Sulco posterolateral: raízes dorsais (sensitivas)
38
Quais são as três partes do cerebelo segundo a divisão filogenética?
Arquicerebelo (equilíbrio) Paleocerebelo (tônus e postura) Neocerebelo (movimentos finos e voluntários)
39
Quais são os três pedúnculos cerebelares e suas conexões?
• Inferior: medula e bulbo • Médio: ponte • Superior: mesencéfalo
40
Qual núcleo do bulbo recebe impulsos gustativos?
Núcleo do trato solitário (AVE e AVG)
41
Qual núcleo do bulbo está relacionado à secreção da parótida?
Núcleo salivatório inferior (EVG)
42
Quais são os núcleos sensitivos do nervo trigêmeo e suas funções principais?
• Núcleo do trato espinal do trigêmeo: dor e temperatura • Núcleo principal (pontino): tato epicrítico • Núcleo mesencefálico: propriocepção
43
Qual a diferença funcional entre o trato espinotalâmico lateral e o trato espinotalâmico anterior?
• Lateral: dor e temperatura • Anterior: tato protopático (tosco e pressão)
44
Por que lesões no cerebelo causam sintomas no mesmo lado do corpo?
Porque o cerebelo tem controle homolateral, diferente do telencéfalo que é contralateral.
45
Qual estrutura separa o tálamo do hipotálamo na parede lateral do III ventrículo?
Sulco hipotalâmico.
46
Qual a função da glândula pineal e com qual ritmo ela está relacionada?
Secreta melatonina e regula os ritmos circadianos (ciclo sono-vigília).
47
Qual giro contém a área motora primária e qual a sua localização?
Giro pré-central, anterior ao sulco central, no lobo frontal.
48
Qual formação conecta o hipocampo aos corpos mamilares?
Fórnice.
49
Qual estrutura separa os ventrículos laterais e está localizada entre o corpo caloso e o fórnice?
Septo pelúcido
50
Qual é o principal feixe comissural que conecta os hemisférios cerebrais?
Corpo caloso
51
O giro do cíngulo faz parte de qual sistema funcional e com que estrutura se comunica inferiormente?
Faz parte do sistema límbico, e se comunica com o giro parahipocampal pelo istmo do giro do cíngulo.
52
O fórnice é classificado como que tipo de fibra e qual sua função principal?
É uma fibra de associação (alguns consideram projeção), conecta o hipocampo aos corpos mamilares.
53
A lesão do hipocampo compromete qual tipo de memória?
Memória recente e a capacidade de consolidar novas memórias.
54
O líquor circula do III para o IV ventrículo por qual estrutura?
Aqueduto cerebral (de Sylvius)
55
Cite 3 funções do hipotálamo.
1. Regulação da temperatura 2. Controle da sede e fome 3. Regulação do sistema nervoso autônomo e comportamentos emocionais
56
Qual a principal função dos núcleos talâmicos de associação?
Integrar e modular informações entre áreas do córtex cerebral e outras estruturas.
57
Qual o trato sensitivo responsável por conduzir dor e temperatura?
Trato espinotalâmico lateral
58
Em quais níveis o corno lateral está presente?
Torácico e lombar superior — contém neurônios do sistema simpático.
59
O que forma a substância branca da medula espinal e como ela está organizada?
Axônios mielinizados, organizados em funículos anterior, lateral e posterior.
60
Em qual região da medula se encontram os neurônios pré-ganglionares parassimpáticos?
• Tronco encefálico (núcleos dos nervos III, VII, IX e X) • Medula sacral (S2 a S4), no núcleo parassimpático sacral
61
Qual a diferença entre os gânglios paravertebrais e pré-vertebrais simpáticos?
• Paravertebrais: formam a cadeia simpática lateral à coluna • Pré-vertebrais: situam-se anterior à coluna, próximos aos grandes vasos abdominais (ex: gânglio celíaco)
62
O que são ramos comunicantes brancos e cinzentos?
• Brancos: fibras pré-ganglionares simpáticas (mielinizadas) → entram nos gânglios • Cinzentos: fibras pós-ganglionares simpáticas (amielínicas) → saem dos gânglios para os nervos espinais
63
Quais são os três ramos do nervo trigêmeo e suas principais áreas de atuação?
• V1 (oftálmico): sensitivo → fronte, couro cabeludo, olhos • V2 (maxilar): sensitivo → maxila, palato, dentes superiores • V3 (mandibular): sensitivo e motor → mandíbula, língua (sensibilidade), músculos da mastigação
64
Qual nervo transmite fibras parassimpáticas para a glândula parótida?
Nervo glossofaríngeo (IX) → gânglio ótico → nervo auriculotemporal (V3)
65
Qual nervo transmite fibras parassimpáticas para as glândulas submandibular e sublingual?
Nervo facial (VII) → corda do tímpano → gânglio submandibular
66
Qual estrutura do sistema nervoso regula reflexos salivares?
Os núcleos salivatórios superior (VII) e inferior (IX), localizados no tronco encefálico.
67
Em uma lesão unilateral do nervo mandibular (V3), quais sintomas podem surgir?
Parestesia (perda sensitiva) em hemilábio inferior, hemiqueixo e dentes inferiores Dificuldade na mastigação (músculos da mastigação)
68
Qual nervo está envolvido na inervação do músculo milo-hióideo e do ventre anterior do digástrico?
Nervo do milo-hióideo, ramo motor do nervo alveolar inferior (V3)
69
Qual a relação entre nervos cranianos e salivação em odontologia?
Nervos VII e IX transmitem fibras parassimpáticas para as glândulas salivares Lesões nesses nervos comprometem a produção de saliva, alterando funções mastigatórias, gustativas e de proteção da mucosa
70
Quais nervos passam pela fissura orbital superior?
Nervos III (oculomotor), IV (troclear), VI (abducente) e V1 (oftálmico do trigêmeo).
71
Quais ossos formam a parede medial da órbita?
Osso lacrimal, lâmina orbital do etmóide, processo frontal da maxila e asa menor do esfenoide.
72
A fissura orbital inferior comunica a órbita com quais fossas?
Fossa infratemporal e fossa pterigopalatina.
73
Qual músculo extrínseco do olho eleva o bulbo ocular?
Músculo reto superior.
74
Qual é a ação do músculo reto medial do olho?
Adução do bulbo ocular.
75
Qual nervo inerva o músculo oblíquo superior?
Nervo troclear (IV par craniano).
76
Qual nervo cruza superiormente ao nervo óptico e segue para a parede medial da órbita?
Nervo nasociliar (ramo do V1 - oftálmico).
77
Qual é a continuação do nervo nasociliar?
Nervo infratroclear.
78
Quais nervos emergem do gânglio ciliar?
Nervos ciliares curtos.
79
Quais são os ramos do nervo frontal?
Nervo supratroclear (medial) e nervo supraorbitário (lateral).
80
Qual é o conteúdo do gânglio trigeminal?
Corpos celulares dos neurônios sensitivos pseudounipolares.
81
O nervo mandibular atravessa qual forame? E o que o acompanha?
Forame oval; acompanhado pela raiz motora do trigêmeo.
82
Qual estrutura intracraniana está diretamente relacionada com a drenagem venosa da órbita e pode ser afetada por infecções faciais?
Seio cavernoso.
83
Que sintomas podem surgir com fratura do osso zigomático?
Alterações na mastigação, diplopia e xeroftalmia (olho seco).
84
Quais estruturas passam pelo canal óptico para atingir a órbita?
Nervo óptico (II) e artéria oftálmica.
85
Qual nervo percorre lateralmente à órbita, fora do cone muscular?
Nervo lacrimal (ramo do V1 - oftálmico).
86
Quais ossos formam o assoalho (parede inferior) da órbita?
Maxila (maior parte), zigomático e pequena parte do palatino.
87
Qual osso forma a maior parte da parede lateral da órbita?
Osso zigomático e asa maior do esfenoide.
88
Qual forame localiza-se na asa menor do esfenoide?
Canal óptico
89
Quais estruturas passam pela fissura orbital superior fora do anel tendíneo comum?
Nervo lacrimal, nervo frontal, veia oftálmica superior e nervo troclear (IV).
90
Quais estruturas passam pela fissura orbital superior dentro do anel tendíneo comum?
Nervos oculomotor (III), nasociliar (ramo do V1), abducente (VI) e raízes dos músculos extrínsecos do olho.
91
Qual músculo extrínseco do olho é responsável pela abdução?
Músculo reto lateral (inervado pelo nervo abducente – VI).
92
Qual músculo gira o olho para baixo e para fora?
Músculo oblíquo superior.
93
Qual músculo gira o olho para cima e para fora?
Músculo oblíquo inferior.
94
Qual músculo eleva a pálpebra superior? E qual sua inervação?
Músculo levantador da pálpebra superior (inervado pelo III par).
95
Qual nervo carrega fibras parasimpáticas pré-ganglionares para o gânglio ciliar?
Nervo oculomotor (III par craniano).
96
O que inerva os músculos retos superior, inferior e medial?
Nervo oculomotor (III).
97
Qual nervo fornece inervação sensitiva para a região da fronte e couro cabeludo?
Nervo supraorbitário (ramo do frontal – V1).
98
Qual nervo sensitivo atravessa o osso lacrimal e vai até a região da raiz do nariz?
Nervo infratroclear (ramo do nasociliar).
99
O nervo ciliar longo carrega que tipo de fibras?
Sensitivas e fibras simpáticas pós-ganglionares para a pupila dilatar.
100
O que pode acontecer com uma fratura do assoalho da órbita (blowout fracture)?
Enoftalmia, limitação do olhar superior (encarceramento do m. oblíquo inferior) e parestesia infraorbital.
101
Por que uma infecção no sulco nasolabial pode ser perigosa?
Pode atingir o seio cavernoso via veia angular → veia oftálmica superior → seio cavernoso.
102
Uma lesão no nervo oculomotor causa que alterações oculares?
Ptose, estrabismo divergente (olho “para fora e para baixo”), midríase e perda da acomodação.
103
Um paciente apresenta diplopia ao olhar para baixo. Qual músculo e nervo devem ser avaliados?
Músculo oblíquo superior e nervo troclear (IV).
104
Qual o trajeto do nervo maxilar desde sua origem até sua chegada à órbita?
Gânglio trigeminal → Forame redondo → Fossa pterigopalatina → Fissura orbitária inferior
105
Qual a terminologia anatômica atual para o local onde repousa o gânglio trigeminal?
Impressão trigeminal ❗Observação: Evite usar “Cavo trigeminal” ou “Cavo de Meckel”, pois são eponímicos e desatualizados.
106
Qual é o primeiro ramo emitido pelo nervo maxilar antes de passar pelo forame redondo?
Ramo meníngeo (inerva a dura-máter)
107
Quais são os principais ramos do nervo maxilar?
• Ramo meníngeo • Zigomático • Infraorbital • Alveolares superiores (posterior, médio, anterior) • Pterigopalatinos
108
Quais estruturas podem ser inervadas pelo nervo maxilar?
• Dura-máter • Palato duro e mole • Dentes do arco superior • Lábio superior • Parte da cavidade nasal • Face média • Pálpebra inferior
109
O que ocorre com os dentes anteriores próximos à linha mediana quanto à inervação?
Podem ser inervados por nervos do lado oposto devido ao cruzamento de fibras.
110
Quais nervos devem ser anestesiados para extração do dente 16 (primeiro molar superior)?
• Nervo alveolar superior posterior • Nervo alveolar superior médio • Nervo palatino maior
111
Quais nervos devem ser bloqueados para anestesiar o lábio superior em harmonização orofacial?
• Ramo labial superior • Nervo alveolar superior anterior
112
O que é a neuralgia do trigêmeo e qual sua manifestação mais comum no ramo maxilar?
Dor facial intensa e súbita na região média da face; desencadeada por ações como falar, mastigar ou escovar os dentes, geralmente por compressão do nervo por uma artéria.
113
De onde se originam os ramos zigomático, pterigopalatinos e alveolares superiores?
Fossa pterigopalatina
114
O que acontece quando o nervo alveolar superior médio está ausente?
Suas funções são assumidas pelos nervos alveolares superior anterior e posterior.
115
Qual ramo do V2 inerva a mucosa palatina de dentes anteriores?
Nervo nasopalatino.
116
Qual ramo do V2 inerva o palato mole?
Nervo palatino menor.
117
Qual tipo de fibras o nervo maxilar (V2) conduz?
Somatossensitivas gerais (sensibilidade da pele, mucosas, dentes, etc.).
118
O nervo maxilar possui fibras motoras?
Não. Ele é exclusivamente sensitivo.
119
O que o nervo infraorbitário se torna ao emergir no forame infraorbitário?
Ramos palpebrais inferiores, nasais externos e labiais superiores.
120
Quais nervos inervam o seio maxilar?
Ramos alveolares superiores (posterior, médio e anterior) do V2.
121
O nervo zigomático se divide em quais ramos?
Zigomático-facial e zigomático-temporal.
122
Qual ramo do nervo zigomático pode contribuir com a inervação da glândula lacrimal?
Nervo zigomático-temporal (via ramo comunicante com o nervo lacrimal - V1).
123
Qual gânglio está associado ao nervo maxilar, mesmo sem sinapse direta?
Gânglio pterigopalatino.
124
O nervo nasopalatino inerva os dentes incisivos centrais e laterais?
Não diretamente; ele inerva a mucosa palatina dessa região, não os dentes.
125
Quais nervos deverão ser anestesiados para instalação de um implante em um molar inferior?
Nn. Alveolar inferior, lingual e bucal
126
Qual nervo deve ser anestesiado para remoção de um toro mandibular na gengiva lingual dos dentes inferiores?
N. Lingual
127
Qual o território sensitivo do nervo mandibular (V3)?
Lábio inferior, mucosa labial, dentes inferiores, parte da língua (⅔ anteriores), pele da região temporal, região da mandíbula exceto ângulo (gônio).
128
Qual nervo inerva o ângulo da mandíbula (gônio)?
Nervo auricular magno (plexo cervical, nervo espinal).
129
O nervo mandibular é motor, sensitivo ou misto?
É o único ramo misto do nervo trigêmeo (V).
130
Por onde o nervo mandibular sai da cavidade craniana?
Forame oval.
131
Onde o ramo meníngeo do n. mandibular se forma e qual sua função?
Forma-se na fossa infratemporal e retorna pelo forame espinhoso para inervar a dura-máter.
132
Em qual região anatômica ocorre a maior parte do trajeto do n. mandibular?
Fossa infratemporal.
133
Em que troncos o n. mandibular se divide na fossa infratemporal?
Tronco anterior (principalmente motor) e tronco posterior (principalmente sensitivo).
134
Quais ramos do tronco anterior são motores?
N. massetérico, n. temporais profundos (ant. e post.), n. do m. pterigoideo lateral.
135
Qual o único ramo sensitivo do tronco anterior?
Nervo bucal.
136
Quais ramos saem do tronco posterior?
N. auriculotemporal, n. lingual, n. alveolar inferior.
137
Qual o único ramo motor do tronco posterior?
Nervo milo-hióideo (ramo do n. alveolar inferior).
138
O n. bucal passa entre quais estruturas?
Entre as cabeças superior e inferior do m. pterigoideo lateral e segue até o m. bucinador (apenas sensitivo!).
139
Relação anatômica entre n. lingual e terceiro molar?
O n. lingual passa cerca de 1 cm inferior à coroa do 3º molar — atenção durante exodontia.
140
O n. alveolar inferior percorre qual trajeto?
Entra no forame da mandíbula, percorre o canal mandibular e se divide em n. mentual (sensitivo da pele do queixo) e n. incisivo (dentes anteriores).
141
Como a glândula parótida recebe inervação parassimpática?
Fibras do n. glossofaríngeo → gânglio ótico → pegam carona com n. auriculotemporal.
142
Como a glândula submandibular e sublingual são inervadas?
Fibras do n. facial (via corda do tímpano) → juntam-se ao n. lingual → gânglio submandibular.
143
O que pode acontecer em uma lesão do n. lingual durante cirurgia de 3º molar?
Parestesia ou anestesia da mucosa lingual e ⅔ anteriores da língua.
144
Como deve ser feita a anestesia do n. alveolar inferior?
Antes de sua entrada no forame da mandíbula, atravessando o m. bucinador e a fossa infratemporal.
145
Quais nervos devem ser anestesiados para extrair um 1º molar inferior?
N. alveolar inferior, n. lingual e n. bucal.
146
Como se anestesia o n. mentual?
Inserir a agulha no sentido póstero-superior, próximo ao forame mentual.
147
Quando utilizar a anestesia troncular em vez da infiltrativa?
Para procedimentos mais amplos na mandíbula, como exodontia de molares.
148
Qual região NÃO é inervada pelo n. trigêmeo e sim pelo n. auricular magno?
Região do ângulo da mandíbula (gônio).
149
Qual a posição do n. mandibular na fossa média do crânio?
Mais lateral que os outros dois ramos do trigêmeo; não tem relação com plexo pterigoideo.
150
Onde o ramo meníngeo do n. mandibular aparece?
Na fossa infratemporal (não no trajeto intracraniano).
151
Por onde o ramo meníngeo retorna para o crânio? Inerva o que?
Pelo forame espinhoso, para inervar a dura-máter.
152
Qual nervo “enrola” a artéria meníngea média antes de se dirigir à face?
Nervo auriculotemporal.
153
O n. bucal atravessa quais estruturas musculares para alcançar a mucosa da bochecha?
Cabeça superior e inferior do m. pterigoideo lateral e o m. bucinador.
154
O que o n. bucal faz ao chegar no m. bucinador?
Recolhe apenas a sensibilidade da mucosa da bochecha, sem função motora.
155
Como é a relação topográfica entre os nervos bucal, lingual e alveolar inferior?
N. bucal (mais anterior e medial), n. lingual (meio), n. alveolar inferior (mais posterior e lateral).
156
Onde o n. lingual se junta com a corda do tímpano?
Na fossa infratemporal, entre a cabeça inferior do m. pterigoideo lateral e o m. pterigoideo medial.
157
Por que a seringa não é posicionada reta ao anestesiar o n. alveolar inferior?
Pode entrar com a agulha reta e depois virar a seringa para medial, levando à agulha para lateral para atingir o forame da mandíbula
158
Qual é a direção da abertura do forame mentual?
Para superior, posterior e lateral.
159
Como anestesiar apenas a mucosa lingual do canino inferior, sem bloqueio troncular?
Aplicar anestésico diretamente na mucosa lingual adjacente ao canino.
160
Em qual espaço anatômico se encontram n. bucal, n. lingual e n. alveolar inferior juntos?
Espaço pterigomandibular (dentro da fossa infratemporal).
161
Qual estrutura se localiza entre o gânglio trigeminal e a origem aparente do nervo V no tronco encefálico?
Raiz sensitiva do n. Trigêmeo
162
Qual relação anatômica do n. Lingual é o ducto da gl. Submandibular?
O nervo cruza o ducto de posterior para anterior, lateral para medial e, quando chega na glândula, se curva inferiormente ao ducto da gl. Submandibular.
163
Qual o trajeto do n. Zigomático dentro da órbita após sua entrada pela fissura orbital inferior?
Entre o periósteo e o m. Reto lateral
164
A secção do núcleo mesencefálico do n. Trigêmeo resultaria em prejuízo de qual função?
Propriocepção dos mm. Mastigatórios
165
No bloqueio do n. Mandibular, a falha em anestesiar o n. Auriculotemporal pode resultar em qual queixa do paciente?
Sensibilidade da região temporal e pré-auricular
166
167
Por que não é possível anestesiar os dentes inferiores da mesma forma que os superiores?
A mandíbula é mais espessa e a anestesia infiltrativa não alcança o canal mandibular.
168
Em que momento deve-se anestesiar o n. bucal durante um procedimento em molar inferior?
Após o n. alveolar inferior, pois o bucal inerva a mucosa vestibular dos molares até o 2º pré-molar.
169
Qual músculo e ligamento estão lateral e medial à rafe pterigomandibular, respectivamente?
Lateral: m. bucinador | Medial: m. constritor superior da faringe.
170
Como ocorre a anestesia do n. lingual especificamente?
Aponta-se a agulha 1 cm inferior à coroa do 3º molar inferior para acessar sua posição.
171
Fibras parassimpáticas do n. glossofaríngeo (não pertencem ao n. auriculotemporal).
172
Como é feita a anestesia dos dentes anteriores da mandíbula?
Aplicação de anestésico próximo ao forame mentual, o que também atinge o n. incisivo.
173
Como o n. lingual participa na inervação das glândulas submandibular e sublingual?
Recebe a corda do tímpano (n. facial), leva fibras parassimpáticas até o gânglio submandibular.
174
O n. lingual recolhe a gustação dos ⅔ anteriores da língua?
Sim, mas as fibras gustativas pertencem ao n. facial (via corda do tímpano).
175
Qual a origem aparente e a origem real do n. glossofaríngeo?
Origem real: sulco pós-olivar do tronco encefálico. Origem aparente óssea: forame jugular.
176
O n. glossofaríngeo passa entre quais músculos na faringe?
Entre o m. constritor superior da faringe e o m. constritor médio.
177
Qual músculo é referência anatômica para o n. glossofaríngeo?
M. estilofaríngeo (o nervo passa posteriormente e depois lateralmente a ele).
178
Que estruturas o n. glossofaríngeo inerva?
Tonsila palatina, faringe e terço posterior da língua.
179
Quais são os gânglios do n. glossofaríngeo?
Um gânglio superior e um gânglio inferior.
180
Quais são os ramos do n. glossofaríngeo após passar pela faringe?
Ramo para tonsila, ramo para faringe, ramo para o seio carotídeo e glomo carotídeo.
181
Qual ramo forma um plexo no interior da orelha e gera o n. petroso menor? Q: Qual nervo inerva sensibilidade e gustação da língua? A: ⅔ anteriores: sensibilidade = n. lingual / gustação = n. facial ⅓ posterior: n. glossofaríngeo (sensibilidade e gustação).
Ramo timpânico.
182
Q: Qual o caminho das fibras EVG do glossofaríngeo até a gl. parótida?
N. timpânico → plexo timpânico → n. petroso menor → gânglio ótico → pegam carona com n. auriculotemporal → gl. parótida.
183
Quais músculos são inervados pelas fibras EVE do IX?
M. estilofaríngeo e parte do m. constritor superior da faringe.
184
Quais estruturas fornecem sensibilidade AVG ao IX?
Parte nasal da faringe, tonsila palatina, parte oral da faringe e terço posterior da língua.
185
186
Qual nervo inerva sensibilidade e gustação da língua?
⅔ anteriores: sensibilidade = n. lingual / gustação = n. facial ⅓ posterior: n. glossofaríngeo (sensibilidade e gustação).
187
Qual a origem aparente do n. vago?
No sulco retro-olivar do tronco encefálico, e óssea: forame jugular.
188
O n. vago desce por qual estrutura no pescoço?
Bainha carótica (junto com a v. jugular interna e a a. carótida comum).
189
Até onde o n. vago se estende?
Vai do tronco encefálico até o abdome, atravessando o diafragma.
190
Quais os principais ramos do n. vago?
Ramos faríngeos (formam plexo faríngeo com o IX), laríngeo superior (interno e externo), e laríngeo recorrente.
191
Qual o trajeto do nervo laríngeo recorrente?
Desce até o arco da aorta ou a. subclávia e depois sobe para inervar a laringe.
192
Quais fibras e funções o n. vago possui?
EVG: inervação parassimpática para coração, vísceras e glândulas EVE: inervação motora de faringe e laringe (exceto m. estilofaríngeo) AVG: sensibilidade visceral AVE: gustação da epiglote ASG: sensibilidade do pavilhão auricular
193
Qual músculo do palato mole não é inervado pelo vago?
M. tensor do véu palatino (inervado pelo n. pterigóideo medial do n. mandibular - trigêmeo V3).
194
Quais são as origens aparentes do n. acessório?
Sulco retro-olivar do tronco encefálico e sulco posterolateral da medula espinal.
195
Qual a origem aparente óssea do n. acessório?
Forame jugular.
196
O n. acessório possui quantas raízes e quais suas funções?
Duas raízes: • Raiz craniana: junta-se ao vago para inervar palato, faringe e laringe • Raiz espinal: inerva m. esternocleidomastoideo e trapézio (ESG)
197
O n. acessório possui fibras motoras ou sensitivas?
Somente motoras.
198
Quais tipos de fibras estão presentes no XI?
EVG (junto ao vago) EVE (para musculatura estriada derivada de arco faríngeo) ESG (raiz espinal → mm. ECM e trapézio)
199
Qual a origem aparente do n. hipoglosso?
Sulco pré-olivar do bulbo (tronco encefálico).
200
Qual a origem aparente óssea do n. hipoglosso?
Canal do hipoglosso.
201
Por onde passa o n. hipoglosso no pescoço?
Passa profundamente ao m. esternocleidomastoideo e ao ventre posterior do m. digástrico.
202
Qual a relação do n. hipoglosso com a v. jugular interna e a. carótida interna?
Passa entre ambas, seguindo para anterior.
203
Qual a relação do hipoglosso com a a. occipital?
Faz um “ganchinho” ao redor dela, passa sobre a a. carótida externa.
204
Onde termina o trajeto do n. hipoglosso?
Profundamente ao m. hioglosso, chega à língua.
205
Que músculos o hipoglosso inerva?
Toda musculatura intrínseca e extrínseca da língua.
206
Qual nervo se associa ao hipoglosso para formar a alça cervical?
Ramos espinhais de C1 (sem troca de fibras, apenas relação anatômica).
207
Que tipo de fibra o hipoglosso carrega?
ESG — para músculos não derivados de arcos faríngeos (língua).
208
Qual a origem aparente do nervo facial no tronco encefálico?
Sulco bulbo contínuo (junto com os nervos abducente - VI e vestibulococlear - VIII)
209
Qual a origem aparente óssea do nervo facial?
Forame estilomastóideo
210
Por onde o nervo facial entra no crânio?
Meato acústico interno
211
Qual estrutura o nervo facial contorna dentro do tronco encefálico?
Núcleo do nervo abducente (formando o “joelho interno” do nervo facial)
212
O que é o gânglio geniculado e onde ele está localizado?
É o “joelho externo” do nervo facial, contém neurônios sensitivos e está na parte petrosa do osso temporal
213
Quais ramos o nervo facial dá dentro da parte petrosa do osso temporal?
Nervo petroso maior (sai pelo forame lacerado), corda do tímpano (sai pela fissura petrotimpânica) e nervo para m. Estapédio.
214
Quais músculos recebem inervação motora logo após o nervo facial sair do forame estilomastóideo?
Ventre posterior do músculo digástrico e músculo estilo-hióideo
215
O que acontece com o nervo facial dentro da glândula parótida?
Forma o plexo intraparotídeo (troncos temporofacial e cervicofacial), que dá origem aos ramos da mímica
216
Quais são os ramos terminais do plexo intraparotídeo?
Ramos temporais, zigomáticos, bucais, marginal da mandíbula e cervical
217
Qual o trajeto do nervo facial na glândula parótida?
Após sair do forame estilomastóideo, vai para fossa infratemporal e entra no parênquima da glândula parótida e segue seu trajeto: De posterior para anterior De lateral para medial
218
Qual núcleo estão as fibras EVE do nervo facial e o que elas inervam?
Núcleo motor do facial. Músculos da mímica, ventre posterior do digástrico e músculo estilo-hióideo.
219
Quais glândulas recebem fibras EVG do nervo facial?
Glândulas salivares (exceto parótida), glândulas do palato e glândula lacrimal
220
Como o nervo facial leva inervação parassimpática para as glândulas submandibular e sublingual?
Corda do tímpano → junta-se ao nervo lingual → gânglio submandibular → fibras pós-ganglionares
221
Como o nervo facial leva inervação para glândulas do palato e glândula lacrimal?
Nervo petroso maior → gânglio pterigopalatino → glândulas do palato e lacrimal
222
Quais fibras gustativas (AVE) estão no nervo facial?
Corda do tímpano → junta-se ao nervo lingual → leva gustação dos ⅔ anteriores da língua
223
O nervo facial é responsável pela gustação dos ⅔ anteriores da língua?
Sim, por meio da corda do tímpano; as fibras pertencem ao nervo facial mesmo que passem pelo nervo lingual
224
O nervo facial possui fibras AVG e ASG?
Sim, recolhe pequena sensibilidade da parte nasal da faringe e do palato mole (AVG), e do pavilhão auricular (ASG) — pouco importante
225
De onde partem os comandos para a musculatura da mímica?
Do giro pré-central (área motora primária do córtex cerebral)
226
Como ocorre o cruzamento das fibras motoras do nervo facial?
Cruzam na decussação das pirâmides, por isso um lado do córtex comanda o lado oposto da face
227
Como é a inervação do terço superior da face?
Bilateral — recebe fibras dos dois lados do córtex cerebral
228
Como diferenciar paralisia facial central de periférica?
Central: afeta apenas terço médio/inferior da hemiface (superior preservado); Periférica: toda a hemiface afetada
229
Qual o tipo de lesão mais grave: central ou periférica?
Lesão central, por ocorrer no encéfalo
230
Quais fatores influenciam na recuperação da função do nervo facial após lesão?
Tipo de lesão, idade do paciente e tempo até o tratamento
231
Qual a principal causa da lesão no nervo facial?
Idiopática (desconhecida) na maioria dos casos
232
Dos 12 pares de nervos cranianos, quantos tem sua origem no tronco encefálico?
10, apenas I (se origina no telencéfalo) e o II (se origina no diencéfalo) não tem origem no tronco encefálico.
233
O que trouxe o Arquicerebelo?
Equilíbrio.
234
O que trouxe o Paleocerebelo?
regulação de tônus muscular e postura
235
O que trouxe o Neocerebelo?
coordenação e aprendizado motor.
236
Função do verme e hemisférios do cerebelo:
Hemisférios: planejam ⟶ telencéfalo ⟶ ordem Verme: confere o movimento e replaneja ⟶ conexão com a medula
237
Função do corpo caloso:
conecta os dois hemisférios cerebrais → integração motora, sensitiva e cognitiva.
238
Ventrículos laterais são separados pelo que:
formato em “C”, contêm LCR. Separados anteriormente pelo septo pelúcido.
239
Quais as divisões do córtex cerebral:
Dividido em áreas primárias, secundárias e terciárias: • Áreas primárias: recebem estímulos ou iniciam ações → ex.: área motora (giro pré-central), área somestésica (giro pós-central), visual, auditiva, olfatória. • Áreas secundárias: interpretação específica → ex.: reconhecimento de sons, formas, objetos. (Área somestésica secundária - interpreta a dor; área visual secundária - interpreta visão) • Áreas terciárias: integração de múltiplas funções → memória, raciocínio, tomada de decisões (ex.: área pré-frontal).
240
Cite as estruturas principais do diencéfalo e de sua função:
Estruturas principais: • Tálamo: centro de retransmissão de estímulos sensitivos (exceto olfato). Participa da atenção, consciência e parte do sistema límbico (núcleo anterior). • Hipotálamo: regula homeostase (fome, sede, sono, temperatura), controle autonômico (frequência cardíaca, PA), comportamento emocional e controla a hipófise. • Epitálamo: contém a glândula pineal, que produz melatonina e regula o ritmo circadiano (luz e sombra).
241
Com o que o terceiro ventrículo se comunica e como?
3º ventrículo → comunica-se com os ventrículos laterais (forames interventriculares) e IV ventrículo (aqueduto cerebral).
242
Onde todas as fibras sensitivas se cruzam - exceto olfato?
Tálamo
243
Componentes do sistema límbico:
Tálamo Giro do cíngulo Giro parahipocampal Hipocampo ⟶ memória recente Área septal Corpos mamilares Corpo amigdaloide - medos que não temos explicação Hipotálamo
244
Áreas de Broca (áreas 44 e 45), o que ocorre se lesionar?
produção da linguagem. Lesão → afasia de Broca (entende mas fala com dificuldade).
245
Formação reticular, defina:
Rede de neurônios no tronco encefálico. Funções: vigília (SARA), regulação de tônus muscular e reflexos, controle da dor e de funções viscerais.
246
Quais são os 4 núcleos diretamente relacionados com o trigêmio?
um motor - núcleo motor do trigêmio, origem real das fibras motoras do trigêmio; núcleo mesencefálico - propriocepção -; núcleo sensitivo principal - tato epicrítico - núcleo do tratoespinal do n. trigêmio - dor e temperatura - (também associado ao tato) as fibras que se bifurcam em ambos os núcleos (do trato espinal e sensitivo principal) relacionam-se com tato protopático e pressão.
247
Origem aparente e real do trigêmeo:
Aparente craniana: entre ponte e pedúnculo cerebelar médio Real sensitiva: gânglio trigeminal Real motora: núcleo motor do trigêmeo
248
Últimos nn. espinais + filamento terminal = cauda equina, e qual a importância clínica de se saber isso?
Pois se tiver que anestesiar a medula, será preferível anestesiar essa região, pois se anestesiar acima de L2 pode ser perfurada a medula, nesse local a chance de perfurar é menor.
249
Hérnia na lombar o prognóstico é melhor ou pior do que se fosse na torácica?
Melhor, se for anterior, devido a proximidade das torácicas com a medula espinhal. Porém não terá diferença se a hérnia for lateral, pois vai pressionar o forame intervertebral, que é onde sai o n. espinal, ou seja irá pressionar do mesmo jeito.
250
Relações anatômicas do tronco encefálico:
inferiormente se continua com a medula espinal (ponto de divisão entre os dois é o forame magno), superiormente temos o diencéfalo, posteriormente está o cerebelo e o IV ventrículo, anteriormente está a parte basilar do osso occipital e o dorso da sela turca.
251
Diga onde está localizado o trato corticoespinal e sua função:
Nas pirâmides bulbares é onde passa o trato corticoespinhal (classificação funcional: motor, ele que leva motricidade para os mm. estriados esqueléticos), sendo a decussação das pirâmides local onde se cruzam o trato corticoespinhal
252
O cerebelo recebe e envia informações para diversas regiões da parte central do sistema nervoso. Para tanto, o cerebelo liga-se ao mesencéfalo, à ponte e ao bulbo/medula espinal. Como se chamam as estruturas anatômicas que estabelecem essas conexões (respectivamente)?
Pedúnculo cerebelar superior – conecta o cerebelo ao mesencéfalo; Pedúnculo cerebelar médio – conecta o cerebelo à ponte e Pedúnculo cerebelar inferior – conecta o cerebelo ao bulbo (e também com a medula espinal indiretamente).
253
Quais as principais funções do cerebelo.
Coordenação motora: O cerebelo ajusta a força, direção e duração dos movimentos voluntários, promovendo precisão e suavidade nos movimentos; Manutenção do tônus muscular: Controla o grau de contração dos músculos em repouso para manter a postura corporal adequada. Equilíbrio: Atua em conjunto com o sistema vestibular, regulando o equilíbrio e a orientação espacial do corpo. Planejamento e aprendizado motor: O cerebelo participa do aprendizado de novos movimentos e da automatização dos movimentos já aprendidos (ex: andar de bicicleta, escrever). Ajuste em tempo real dos movimentos: O cerebelo recebe feedback sensorial (propriocepção) e ajusta continuamente a execução motora.
254
Cite as regiões que formam o diencéfalo
Tálamo, Hipotálamo, Epitálamo (inclui glândula pineal) e Subtálamo.
255
Cite o nome da cavidade situada entre as paredes do diencéfalo bem como, os locais com os quais ela se comunica.
A cavidade é o terceiro ventrículo. Ele se comunica com: ventriculos laterais, através dos forames interventriculares e IV ventrículo, através do aqueduto cerebral (de Sylvius), que atravessa o mesencéfalo.
256
Cite a região do diencéfalo onde se localizam as seguintes estruturas: glândula hipófise, corpos mamilares, glândula pineal, aderência intertalâmica.
Glândula hipófise: localizada no hipotálamo, ligada pelo infundíbulo (ou haste hipofisária) Corpos mamilares: também situados no hipotálamo, fazem parte do sistema límbico Glândula pineal: está no epitálamo Aderência intertalâmica: situa-se no tálamo, unindo as massas talâmicas direita e esquerda (nem sempre presente)
257
Cite as funções essenciais que o hipotálamo exerce no organismo.
Centro da sede, fome, vigília, sono, saciedade e homeostase - extremamente ligado a divisão autônoma do SN.
258
Cite e comente, de maneira bem sucinta, as funções da glândula pineal.
Produz a melatonina, um hormônio que regula o ritmo circadiano (ciclo sono-vigília), em resposta à luminosidade ambiental.
259
Cite e comente, de maneira bem sucinta, as funções do tálamo.
Centro de integração de impulsos nervosos, todos os estímulos sensitivos fazem sinapse no Tálamo antes de irem ao Córtex (com exceção do olfato - faz no bulbo olfatório).
260
O que são os núcleos da base? Qual a sua localização?
Núcleos da base (ou gânglios da base) são massas de substância cinzenta localizadas profundamente no interior dos hemisférios cerebrais.
261
Anatomicamente como podemos dividir o telencéfalo?
Telencéfalo é dividido em: Córtex cerebral (substância cinzenta periférica) Substância branca Núcleos da base (substância cinzenta profunda) Ventrículos laterais
262
Cite a localização e a função do corpo caloso.
Localização: estrutura mediana e profunda que liga os dois hemisférios cerebrais. Função: permite a comunicação entre os hemisférios (intercâmbio de informações motoras, sensitivas e cognitivas).
263
Cite a localização e a função do hipocampo.
Localização: parte medial do lobo temporal, no assoalho do corno inferior do ventrículo lateral. Função: papel essencial na formação de novas memórias e aprendizado, além de participar do sistema límbico.
264
Cite a função das áreas de Broca. Explique os principais sintomas que acometem um indivíduo com lesões nestas áreas.
Função: produção da linguagem falada e escrita Lesão: afasia de Broca – o paciente compreende a linguagem, mas tem dificuldade para falar ou escrever (fala lenta, truncada e com esforço).
265
Quais nervos precisamos anestesiar para extração do ICS?
N. alveolar superior anterior direito e esquerdo e n.nasopalatino
266
Quais nervos precisamos anestesiar para a extração do 1MS?
N. alveolar superior médio e posterior e n.palatino maior
267
Qual nervo devemos anestesiar para tratamento de canal/remoção de cárie no elemento 12?
N alveolar superior anterior
268
Dê as classificações funcionais do n.palatino maior.
ASG, EVG e AVE → ele recebe fibras parassimpáticas, levando fibras gustativas e secretoras para as glândulas salivares menores.
269
Dê a(s) classificação(ões) do nervo alveolar superior posterior e quais estruturas ele inerva.
ASG. Penetra os forames alveolares e recolhe sensibilidade de molares superiores (exceto raiz mesiovestibular do 1MS), do periodonto, da gengiva vestibular desses molares, do tecido ósseo da maxila dessa região e da parte posterior da mucosa do seio maxilar
270
Dê as classificações do nervo nasopalatino e suas áreas de inervação.
ASG, EVG e AVE. O nervo nasopalatino recebe fibras parassimpáticas, trazendo fibras EVG e AVE. Ele recolhe sensibilidade do septo nasal e do palato até a face distal do canino, leva fibras pós ganglionares parassimpáticas para as glândulas salivares menores e recolhe gustação do palato por fibras gustativas.
271
Para extração de canino superior, devemos anestesiar quais nervos?
N. nasopalatino, n. palatino maior, n. alveolar superior anterior
272
Explique o trajeto do nervo mandibular (V3) desde sua origem até sua divisão
O nervo mandibular (V3) é o terceiro ramo do nervo trigêmeo (V par craniano). Ele emerge do crânio pelo forame oval, sendo o único ramo do trigêmeo com fibras motoras e sensitivas. Ao sair do forame oval, V3 se divide em um tronco anterior (predominantemente motor) e um tronco posterior (predominantemente sensitivo). Seus principais ramos incluem: nervo bucal, auriculotemporal, lingual, alveolar inferior e milo-hioideo. O nervo alveolar inferior entra no canal mandibular e termina como nervo mentual.
273
Diferencie as funções motoras e sensoriais do ramo mandibular do trigêmeo (V3)
As fibras motoras de V3 inervam os músculos da mastigação (masseter, temporal, pterigoideos), além do milo-hioideo e o ventre anterior do digástrico. Já as fibras sensitivas fornecem inervação à pele da mandíbula, mento, orelha, mucosa oral, língua anterior (sensibilidade geral), mucosa jugal e aos dentes inferiores.
274
Descreva a função do nervo lingual e sua relação com o nervo corda do tímpano.
O nervo lingual é um ramo sensitivo do V3 que inerva os 2/3 anteriores da língua com sensibilidade tátil, térmica e dolorosa. Ele recebe fibras do nervo corda do tímpano (ramo do nervo facial), que conduzem as fibras gustativas e parassimpáticas para glândulas submandibulares e sublinguais. Assim, o lingual atua como “via de passagem” dessas fibras.
275
Explique a importância anatômica do forame oval em relação ao nervo V3.
O forame oval é a abertura na base do crânio pela qual o nervo mandibular (V3) sai da fossa craniana média. É uma estrutura-chave que permite a passagem das fibras mistas do V3 em direção à fossa pterigopalatina, possibilitando suas funções motoras e sensitivas.
276
Cite e descreva duas funções do nervo auriculotemporal.
Inervação sensitiva da pele da região auricular, temporal e meato acústico externo // Transporte de fibras parassimpáticas (provenientes do nervo glossofaríngeo) para a glândula parótida, regulando sua secreção.
277
Qual a importância clínica do nervo alveolar inferior em procedimentos odontológicos como anestesia?
O nervo alveolar inferior é responsável pela sensibilidade dos dentes inferiores, seus tecidos de suporte e mandíbula, além de emitir o n. mentual, que recolhe sensibilidade de lábio inferior. Em procedimentos odontológicos como extrações, é comum realizar o bloqueio anestésico desse nervo por meio da anestesia pterigomandibular, garantindo a anestesia do hemiarco mandibular.
278
Descreva o trajeto do nervo mentual e o que ele inerva.
O nervo mentual é o ramo terminal do nervo alveolar inferior, após este sair do forame mentual. Ele inerva o lábio inferior e a mucosa gengival vestibular anterior.
279
A partir de uma extração de 3MI, foi lesionado o nervo lingual. Explique por que a lesão do nervo lingual pode afetar tanto a sensibilidade quanto o paladar e porque devemos tomar cuidado ao fazer extrações deste elemento dentário
O nervo lingual carrega fibras sensitivas (do V3) e gustativas (do nervo facial via corda do tímpano). Assim, uma lesão nesse nervo pode resultar em perda de sensibilidade geral (dor, temperatura, tato) e de paladar nos 2/3 anteriores da língua. Devemos tomar cuidado pois o nervo lingual passa muito superficial nessa região, podendo ser lesionado com facilidade.
280
Relacione o nervo milo-hioideo com sua função motora e seu trajeto.
O nervo milo-hioideo é um ramo motor do nervo alveolar inferior, que se destaca antes deste entrar no forame mandibular. Ele percorre a face medial da mandíbula e inerva o músculo milo-hioideo e o ventre anterior do digástrico, atuando na elevação do assoalho bucal e no início da deglutição.