P4 Flashcards

(275 cards)

1
Q

O que define as regiões infraorbital e zigomática?

A

Regiões da face relacionadas ao assoalho da órbita e ao osso zigomático, envolvendo músculos de expressão facial e estruturas neurovasculares.

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2
Q

Quais são os limites da região infraorbital?

A

Entre a região da bochecha (inferior), região nasal (medial) e margem inferior da órbita (superior).

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3
Q

Quais músculos têm origem na região infraorbital?

A

M. levantador do lábio superior, M. levantador do ângulo da boca e M. Levantador do lábio superior e da asa do nariz.

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4
Q

Origem e ação do M. levantador do lábio superior e da asa do nariz?

A

Origem: processo frontal da maxila. Ação: dilata a narina e eleva o lábio superior.

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5
Q

Origem do M. levantador do lábio superior (ramo infraorbitário)?

A

Margem inferior da órbita, superiormente ao forame infraorbital.

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6
Q

Origem e ação do M. levantador do ângulo da boca?

A

Origem: fossa canina, inferior ao forame infraorbital. Ação: eleva o ângulo da boca.

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7
Q

Quais são os músculos zigomáticos principais e suas funções?

A

Zigomático maior: traciona o ângulo da boca para cima/lateral (sorriso). Zigomático menor: eleva o lábio superior.

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8
Q

Como é formado o plano ósseo da região infraorbital?

A

Terço superior da face anterior da maxila, forame infraorbital e porção adjacente do osso zigomático.

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9
Q

Artérias relevantes da região infraorbital?

A

Artéria zigomático-orbital (ramo da artéria temporal superficial) e artéria infraorbital (ramo da artéria maxilar).

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10
Q

Trajeto e ramos da artéria infraorbital?

A

Origina-se da artéria maxilar na fossa pterigopalatina, percorre o canal infraorbital, emerge no forame infraorbital e irriga lábio superior, pálpebra inferior e asa do nariz.

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11
Q

Veias principais da região infraorbital/zigomática?

A

Veia infraorbital (tributária do plexo pterigoideo), anastomoses com veia facial e veia oftálmica inferior.

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12
Q

Para onde drenam os linfáticos da região infraorbital?

A

Parte posterior → linfonodos parotídeos superficiais; parte anterior → linfonodos submandibulares.

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13
Q

Ramos motores presentes na região infraorbital?

A

Ramos terminais do nervo facial para os músculos da expressão facial.

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14
Q

Ramos sensitivos do n. Infraorbital?

A

Nervo alveolar superior anterior, médio, Ramos palpebrais inferiores, Ramos nasais (externos e internos) e Ramos labiais superiores

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15
Q

Importância clínica do canal infraorbital?

A

Local para bloqueio do nervo infraorbital em anestesia odontológica.

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16
Q

O que forma o plexo dental superior?

A

Nervos alveolares superiores anterior, médio e posterior.

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17
Q

Sinais clínicos de fratura do osso zigomático?

A

Edema, hematoma, afundamento do zigomático, equimose subconjuntival, trismo.

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18
Q

Como é feita a fixação de fraturas zigomáticas?

A

Cirurgia com placas e parafusos de titânio.

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19
Q

Limites da região temporal (superior e posterior)?

A

Superior/posterior: linha temporal superior até o astério.

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20
Q

Camadas da região temporal?

A

Pele → tela subcutânea → fáscia temporoparietal → tecido subaponeurótico → fáscia temporal → m. Temporal → periósteo → plano ósseo

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21
Q

Limites da região temporal (superior e posterior)?

A

Superior/posterior: linha temporal superior; anterior: processo frontal do zigomático; inferior: arco zigomático.

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22
Q

Formato e função do nariz externo?

A

Formato piramidal; início do sistema respiratório.

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23
Q

Limites da região nasal?

A

Superior: raiz do nariz (sutura frontonasal).
Inferior: uma linha imaginária horizontal que passa pela base do nariz.
Laterais: uma linha imaginária oblíqua que se estende do ângulo medial do olho até à parte mais inferior da asa do nariz, unindo as linhas que constituem os limites superior e inferior. Tal linha coincide em seu segmento inferior com o sulco nasolabial (nasolabiogeniano)

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24
Q

Pele do nariz: características e importância clínica?

A

Rica em glândulas sebáceas; predisposta a acne e carcinomas devido à exposição solar.

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25
O que constitui a parte móvel inferior do nariz?
Arco cartilaginoso.
26
Função do músculo nasal?
Parte transversa comprime; parte alar dilata as narinas.
27
Origem e inserção do abaixador do septo nasal?
Origem: eminências alveolares dos incisivos centrais superiores; Inserção: cartilagem do septo nasal.
28
Ossos que delimitam a abertura piriforme?
Maxilas e ossos nasais.
29
Cartilagens principais do nariz?
Alares maiores e menores; projeção lateral da cartilagem do septo nasal.
30
Principais artérias do nariz?
Artéria dorsal do nariz, ramos do septo nasal e nasal lateral, ramo nasal.
31
Drenagem venosa do nariz?
Veia angular e veia facial (sulco nasolabial).
32
Drenagem linfática superior do nariz?
Da raiz para linfonodos parotídeos e submandibulares.
33
Drenagem linfática inferior do nariz?
Do ápice para linfonodos submandibulares (via veia facial).
34
Inervação motora do nariz?
Ramos bucais e zigomáticos do nervo facial.
35
Inervação sensitiva do nariz externo?
Nervo infratroclear, nasal externo, ramos nasais, nervo alveolar superior anterior.
36
Justifique por que a pele da parte superior do nariz é mais aderente e espessa do que na parte inferior, e explique a importância clínica dessa diferença.
A parte superior está sobre arcabouço ósseo, tornando a pele mais aderente e espessa; a parte inferior, sobre cartilagem, é mais móvel e fina. Clinicamente, isso influencia no espalhamento de edemas e infecções, além de diferenciar o comportamento em traumas e cirurgias.
37
Compare o suprimento arterial do dorso do nariz e da asa nasal, citando as artérias envolvidas e suas origens.
Dorso: artéria dorsal do nariz (ramo terminal da artéria oftálmica, da carótida interna). Asa nasal: ramos da artéria facial (da carótida externa) — ramo do septo nasal e ramo nasal lateral.
38
Explique o trajeto e a importância clínica do “triângulo perigoso da face” em relação à drenagem venosa da região nasal.
Veias faciais e angulares comunicam-se com o seio cavernoso via veias oftálmicas, sem válvulas, permitindo que infecções do nariz/face se propaguem intracranialmente, causando trombose séptica.
39
Diferencie a drenagem linfática superior e inferior do nariz quanto à área drenada e linfonodos de destino.
Superior: raiz do nariz → linfonodos parotídeos/submandibulares; Inferior: ápice → linfonodos submandibulares via trajeto da veia facial.
40
Relacione a função dos músculos nasal, abaixador do septo nasal e levantador do lábio superior e asa do nariz com suas origens e inserções.
Nasal: origina-se na eminência canina e alveolar, comprime/dilata narinas; Abaixador do septo nasal: eminência alveolar → cartilagem do septo, estreita narinas; Levantador do lábio sup./asa nasal: processo frontal da maxila → eleva lábio e dilata narinas.
41
Limites da região oral:
Superior: linha imaginária horizontal que passa pela base do nariz (limite inferior da região nasal) Inferior: o sulco mentolabial prolongado a direita e à esquerda até o sulco nasolabial. Lateral: sulco nasolabial.
42
Característica da pele dos lábios?
Fina, queratinizada, rica em folículos pilosos, glândulas sudoríparas/sebáceas.
43
O que caracteriza a zona vermelha dos lábios?
Coloração avermelhada, rica em terminações nervosas sensitivas.
44
Origem e inserção do músculo orbicular da boca?
Origem: maxila, mandíbula, septo nasal, modíolo; Inserção: pele dos lábios
45
Ação do músculo orbicular da boca?
Oclusão da boca, protrusão dos lábios e resistência à distensão.
46
Divisão do músculo orbicular?
Parte marginal (profunda à zona vermelha) e parte labial/periférica.
47
O que é o modíolo?
Local de entrelaçamento das fibras do orbicular com outros músculos da mímica.
48
O que são glândulas labiais e importância clínica?
Pequenas glândulas salivares que podem originar mucocele.
49
Vascularização arterial dos lábios?
Artérias labiais sup. e inf. (ramos da facial), ramo mentual, ramo labial sup., ramos da artéria bucal.
50
Drenagem venosa dos lábios?
Veias labiais sup. e inf. (tributárias da facial).
51
Drenagem linfática do lábio superior?
Segue a veia facial até linfonodos submandibulares.
52
Drenagem linfática do lábio inferior?
Vai para linfonodos submentuais e submandibulares, podendo cruzar para o lado oposto.
53
Inervação motora dos lábios?
Ramos bucais do nervo facial.
54
Inervação sensitiva dos lábios?
Ramos labiais superiores e inferiores.
55
Quais são as causas mais comuns de fissuras e ulcerações nos lábios?
Transtornos de desenvolvimento, traumatismos, infecções e neoplasias.
56
Onde os transtornos de desenvolvimento labiais se localizam mais frequentemente e com qual malformação podem se associar?
No lábio superior, frequentemente associados à fissura mediana palatina (fenda labial e palatina).
57
Quais as infecções mais comuns dos lábios?
Candida albicans (fungo) e vírus do herpes.
58
Por que uma injúria grave nos lábios pode levar a deformidades?
Pela ausência de fixações ósseas, a cicatrização leva a contratura muscular, alterando a morfologia e regiões adjacentes.
59
Qual lábio é mais acometido pelo carcinoma e por quê?
Lábio inferior; maior exposição solar e irritação crônica pelo cigarro.
60
Quais são os sinais iniciais do carcinoma de lábio?
Fissura, úlcera ou área leucoplásica que evolui para lesão maligna.
61
O que causa as variações de fenda labial e palatina?
Falha ou fusão incompleta dos processos maxilares e frontonasal.
62
Quais áreas podem ser modificadas por preenchimento e remodelamento facial?
Lábios, nariz, sulco nasolabial, pálpebras inferiores e região temporal.
63
Qual é o risco se a substância modeladora for introduzida inadvertidamente em um vaso?
Interrupção do fluxo sanguíneo, podendo causar necrose extensa e até cegueira
64
Explique por que a zona vermelha dos lábios é mais sensível que outras áreas da pele facial.
Epitélio fino e queratinizado, rica rede vascular superficial e elevada densidade de terminações nervosas sensitivas, especialmente na zona vermelha.
65
Relacione a drenagem linfática dos lábios com a disseminação de carcinomas.
Lábio superior → linfonodos submandibulares; Lábio inferior → submentuais e submandibulares (com possibilidade de cruzar para o lado oposto); metástases podem atingir linfonodos cervicais profundos superiores.
66
Explique como a inserção anômala do frênulo labial superior pode causar diastema e como é corrigida.
Inserção baixa entre incisivos centrais provoca afastamento dentário; correção por frenectomia labial.
67
Descreva a fisiopatologia que explica por que lesões profundas nos lábios podem resultar em deformidades mesmo após cicatrização.
Ausência de fixação óssea → cicatrização com contratura muscular, alterando morfologia e regiões adjacentes.
68
Justifique por que o carcinoma de lábio inferior é mais prevalente e quais fatores etiológicos contribuem.
Maior exposição solar e irritação crônica pelo cigarro; inicia com fissura/úlcera/leucoplasia e evolui para malignidade.
69
Cite riscos graves associados a procedimentos de preenchimento facial e explique o mecanismo.
Necrose tecidual e cegueira; ocorrem se substância for injetada inadvertidamente em vaso arterial, interrompendo fluxo.
70
Compare as implicações clínicas de uma lesão no ramo bucal do nervo facial com lesão nos ramos sensitivos labiais.
Lesão motora (facial): paralisia da musculatura dos lábios, prejudicando fala e vedamento oral; Lesão sensitiva: perda de sensibilidade, comprometendo reflexos protetores e percepção tátil.
71
Onde está situada a fossa infratemporal e por que é importante para o cirurgião-dentista?
Situada profundamente à face; importante pois contém o nervo mandibular e seus ramos, artéria maxilar (1ª e 2ª partes), músculos pterigoideos, parte do músculo temporal, corda do tímpano, gânglio ótico e plexo venoso pterigoideo.
72
Limite superior da fossa infratemporal?
Face infratemporal da asa maior do esfenóide e margem inferior do arco zigomático.
73
Limite inferior da fossa infratemporal?
Margem inferior da mandíbula até a inserção do músculo pterigoideo medial.
74
Limite lateral da fossa infratemporal?
Face medial do ramo da mandíbula e processo coronóide.
75
Limite medial da fossa infratemporal?
Face lateral da lâmina lateral do processo pterigoideo e parede da faringe.
76
Por que é difícil a exploração clínica da fossa infratemporal?
Está profundamente ao ramo da mandíbula, sem camadas individualizadas.
77
Origem e ação do músculo pterigoideo medial?
Origem na tuberosidade da maxila, processo piramidal do palatino (cabeça superficial) e face medial da lâmina lateral do processo pterigoideo (cabeça profunda). Eleva a mandíbula, protrusão e lateralidade.
78
Origem e ação do músculo pterigoideo lateral?
Cabeça superior na crista infratemporal, cabeça inferior na face lateral da lâmina lateral do processo pterigoideo. Abertura e protrusão da mandíbula, lateralidade contralateral.
79
Quais as três partes da artéria maxilar e relações com o m. pterigoideo lateral?
1ª parte (mandibular) – posterior ao músculo 2ª parte (pterigoidea) – superficial ou profunda ao músculo 3ª parte (pterigopalatina) – anterior ao músculo.
80
O que irriga a artéria meníngea média?
Meninges, periósteo, osso, medula óssea, dura-máter, gânglio trigeminal, nervos facial e glossofaríngeo, cavidade timpânica e m. tensor do tímpano.
81
Ramos principais da parte mandibular da artéria maxilar?
Artéria meníngea média, artéria alveolar inferior.
82
O que é o plexo venoso pterigoideo e o que drena?
Rede venosa que drena músculos da mastigação, dentes, gengiva, mucosa, periodonto e face. Comunica-se com seio cavernoso e veia oftálmica.
83
Onde emerge o nervo mandibular e como se divide?
Emerge pelo forame oval, divide-se em tronco anterior (predominantemente motor) e tronco posterior (predominantemente sensitivo).
84
Cite ramos do n. Mandibular importantes na fossa infratemporal.
N. meníngeo, n. pterigoideo medial, n. pterigoideo lateral, n. bucal, n. auriculotemporal, n. lingual, n. alveolar inferior.
85
Função do nervo lingual?
Sensibilidade para 2/3 anteriores da língua, gengiva lingual, assoalho da boca; fibras gustativas e secretomotoras (carreiam do n. Facial)
86
Função do nervo alveolar inferior?
Inerva dentes inferiores posteriores, gengiva, periodonto, metade inferior da face e região mentual.
87
Localização e função do gânglio ótico?
Inferior ao forame oval, medial ao nervo mandibular; recebe fibras parassimpáticas pré-ganglionares do n. glossofaríngeo e envia para a glândula parótida via n. auriculotemporal.
88
Qual a importância da fossa infratemporal para anestesia odontológica?
Permite bloqueio simultâneo dos nervos lingual e alveolar inferior com uma única punção, acessando entre as cabeças do m. pterigoideo lateral.
89
Risco da anestesia pterigomandibular?
Lesão da artéria maxilar ou plexo pterigoideo, causando hematoma.
90
O plexo venoso pterigoideo se comunica com quais estruturas intracranianas e qual a implicação clínica dessa comunicação?
Comunica-se com o seio cavernoso e a veia oftálmica, permitindo a disseminação de infecções da face para o interior do crânio (via “triângulo da morte” da face).
91
Qual o trajeto das fibras parassimpáticas destinadas à glândula parótida que passam pela fossa infratemporal?
Originam-se no nervo glossofaríngeo (IX), passam pelo nervo petroso menor, chegam ao gânglio ótico e seguem pelo nervo auriculotemporal até a glândula parótida.
92
Como se dá a drenagem linfática na região infratemporal?
A drenagem linfática da região infratemporal vai para os linfonodos cervicais profundos, que ficam ao longo da veia jugular interna — é como se fossem 'estações de filtragem' da linfa. Dois linfonodos se destacam: ● O jugulodigástrico: fica logo abaixo do músculo digástrico. Ele é o 'principal' quando pensamos em infecções de garganta, amígdalas ou parte da face. ● O júgulo-omo-hióideo: fica mais embaixo, próximo ao músculo omo-hióideo. Ele recebe linfa da língua, do assoalho da boca e da região submandibular. Ou seja, esses linfonodos são importantes porque ajudam a combater infecções e também podem indicar problemas como inflamações ou tumores nessas regiões.
93
O que é a fossa pterigopalatina e com qual fossa ela se comunica lateralmente?
É considerada por muitos como extensão da fossa infratemporal, com quem se comunica lateralmente pela fissura pterigomaxilar.
94
Qual é o limite anterior da fossa pterigopalatina?
Face posterior da maxila.
95
Qual é o limite posterior da fossa pterigopalatina?
Face anterior do processo pterigoide.
96
Qual é o limite medial da fossa pterigopalatina?
Face maxilar da lâmina perpendicular do osso palatino.
97
Qual é o limite lateral da fossa pterigopalatina?
Sem limite demarcado, continua-se com a fossa infratemporal via fissura pterigomaxilar.
98
Qual é o limite superior da fossa pterigopalatina?
Asa maior do esfenóide e fissura orbital inferior.
99
Cite as comunicações da fossa pterigopalatina e as estruturas envolvidas.
• Lateral: fossa infratemporal via fissura pterigomaxilar. • Anterossuperior: órbita via fissura orbital inferior. • Medial: cavidade nasal via forame esfenopalatino. • Posterosuperior: fossa média do crânio via canal pterigoide e forame redondo. • Inferior: palato via canal pterigopalatino → canais palatinos maior e menor.
100
Qual o formato da fossa pterigopalatina e como é o acesso cirúrgico?
Forma piramidal; clinicamente inacessível, mas acessada cirurgicamente via seio maxilar.
101
Qual é o principal conteúdo vascular da fossa pterigopalatina?
3ª parte da artéria maxilar.
102
Cite dois ramos importantes da 3ª parte da artéria maxilar.
Artéria alveolar superior posterior e artéria infraorbital.
103
Que estruturas a artéria alveolar superior posterior irriga?
Dentes posteriores, periodonto, gengiva, mucosa vestibular, mucosa do seio maxilar.
104
A artéria infraorbital irriga quais regiões?
Assoalho da órbita, mucosa do seio maxilar, dentes anteriores, periodonto, gengiva.
105
Para onde drenam as veias da fossa pterigopalatina?
Para o plexo venoso pterigoideo.
106
Para onde drenam os linfonodos da região pterigopalatina?
Linfonodos retrofaríngeos e cervicais laterais profundos superiores.
107
Qual é o nervo principal da fossa pterigopalatina?
Nervo maxilar (V2).
108
Cite um ramo do nervo maxilar que atravessa o forame esfenopalatino.
Nervo nasopalatino.
109
Função dos nervos palatinos menores?
Inervar mucosa e glândulas do palato mole, levam fibras secretomotoras provenientes do n. Facial para as glândulas salivares menores do palato.
110
Função dos nervos alveolares superiores posteriores?
Inervar molares superiores (exceto raiz mesiovestibular do 1º molar).
111
Qual ramo do nervo maxilar inerva incisivos e canino superiores?
Nervo alveolar superior anterior.
112
Qual é a função do gânglio pterigopalatino?
Distribuir fibras parassimpáticas, simpáticas e sensitivas para glândulas, cavidades nasais, órbita e palato.
113
O tecido adiposo da fossa pterigopalatina é contínuo com qual região?
Região infratemporal.
114
Explique como a fossa pterigopalatina se relaciona topograficamente com a fossa infratemporal e a órbita, citando as aberturas envolvidas
Continua-se lateralmente com a fossa infratemporal pela fissura pterigomaxilar e comunica-se anterossuperiormente com a órbita pela fissura orbital inferior.
115
Qual estrutura óssea forma simultaneamente o limite superior da fossa pterigopalatina e participa da comunicação com a órbita?
Asa maior do esfenóide, associada à fissura orbital inferior.
116
Por que a fossa pterigopalatina é considerada “absolutamente inacessível” clinicamente, e qual via cirúrgica permite seu acesso?
Está localizada profundamente na face, cercada por estruturas ósseas; só é acessada cirurgicamente via seio maxilar.
117
Durante seu trajeto na fossa pterigopalatina, a artéria maxilar emite ramos que irrigam estruturas odontológicas. Cite quais dentes são irrigados pela artéria alveolar superior posterior e quais pela artéria alveolar superior anterior.
A. Alveolar superior posterior → molares superiores (exceto raiz mesiovestibular do 1º molar); Artéria alveolar superior anterior → dentes anteriores e canino superior.
118
Explique a importância da drenagem venosa da fossa pterigopalatina para a disseminação de infecções.
As veias drenam para o plexo venoso pterigoideo, que se comunica com o seio cavernoso via veia oftálmica, permitindo disseminação de infecção odontogênica para o SNC.
119
Que estrutura e forame permitem a passagem do nervo nasopalatino e qual seu trajeto final?
Forame esfenopalatino; desce pelo septo nasal, emerge no forame incisivo e inerva mucosa palatina anterior.
120
Quais fibras o gânglio pterigopalatino distribui para a glândula lacrimal e de onde elas se originam?
Fibras parassimpáticas pós-sinápticas oriundas do nervo petroso maior (nervo facial), que seguem pelo nervo zigomático até o nervo lacrimal.
121
Além da sensibilidade facial, qual outra função importante o nervo zigomático desempenha?
Transporta fibras parassimpáticas pós-sinápticas para a glândula lacrimal.
122
Explique por que o nervo infraorbital é relevante em anestesias odontológicas para o arco anterior superior.
Emite ramos alveolares superiores anterior e médio, que inervam incisivos, canino e parte dos pré-molares, além de mucosa vestibular.
123
De onde vêm as fibras simpáticas que passam pelo gânglio pterigopalatino e qual sua função?
Vêm do nervo petroso profundo (plexo carotídeo interno); inervam vasos sanguíneos e glândulas da face, modulando secreção.
124
Qual é a importância clínica do tecido adiposo contínuo entre a fossa pterigopalatina e a fossa infratemporal?
Facilita a propagação de processos inflamatórios ou infecciosos entre as duas regiões.
125
Qual forame conecta a fossa pterigopalatina à fossa média do crânio e qual estrutura nervosa o atravessa?
Forame redondo; atravessado pelo nervo maxilar (V2).
126
Qual é a constituição anatômica da região palatina e como ela é comumente denominada?
Constituída pela parede superior da cavidade própria da boca e assoalho da cavidade nasal, formada em 2/3 anteriores pelo palato duro e no terço posterior pelo palato mole; comumente denominada “palato”.
127
Onde está situada a região palatina e quais são seus limites anterior, lateral e posterior?
Situada inferiormente às cavidades nasais, continua-se anterior e lateralmente com a região gengivodental e posteriormente termina na margem livre do palato mole, onde está a úvula na linha mediana.
128
Quais são as diferenças estruturais entre o palato duro e o palato mole e suas funções?
O palato duro é resistente e fixo; o palato mole é móvel e elástico. Ambos participam da sucção, deglutição e fonação.
129
Quais são as características da mucosa oral do palato duro?
Rosa clara, mais espessa lateralmente, resistente e aderente ao periósteo na parte mediana; apresenta papila incisiva, pregas palatinas transversas e rafe palatina mediana.
130
Qual é a composição da submucosa do palato duro e onde ela é mais desenvolvida?
Composta principalmente por glândulas palatinas, mais numerosas lateralmente à linha mediana, com máximo desenvolvimento na parte posterior do palato duro.
131
Por que as anestesias na parte anterior do palato duro são mais dolorosas?
Porque próximo à face lingual dos dentes anteriores não há camada glandular e a mucosa está aderida diretamente ao periósteo (mucoperiósteo).
132
Quais ossos e estruturas formam o plano ósseo do palato duro?
Processos palatinos da maxila e lâminas horizontais dos ossos palatinos, unidos pela sutura palatina mediana; pode haver toro palatino.
133
Como é a mucosa oral do palato mole?
Fina, mais flexível e avermelhada em comparação ao palato duro.
134
Qual é a espessura e a composição da submucosa do palato mole?
Espessa, com numerosas glândulas palatinas, medindo cerca de 4–5 mm.
135
Qual é a função da aponeurose palatina?
Estrutura fibrosa de sustentação do terço anterior do palato mole, fixando-se no hâmulo pterigoide e na margem posterior do palato duro, onde se prendem músculos.
136
Origem, inserção e ação do músculo da úvula.
Origem: espinha nasal posterior e aponeurose palatina; Inserção: membrana mucosa da úvula; Ação: eleva a úvula.
137
Origem, inserção e ação do músculo tensor do véu palatino.
Origem: fossa escafóide, tuba auditiva e espinha do esfenóide; Inserção: aponeurose palatina após contornar o hâmulo pterigoide; Ação: tenciona o palato mole e auxilia na abertura do óstio faríngeo da tuba auditiva.
138
Origem, inserção e ação do músculo levantador do véu palatino.
Origem: superfície inferior da parte petrosa do temporal e cartilagem da tuba auditiva; Inserção: aponeurose palatina e músculo do lado oposto; Ação: eleva e desloca posteriormente o palato mole.
139
Qual a ação principal do músculo palatoglosso?
Aproxima pregas palatoglossas, eleva parte posterior da língua e abaixa o palato mole, estreitando o istmo das fauces.
140
Origem, inserção e ação do músculo palatofaríngeo.
Origem: margem posterior do palato ósseo e aponeurose palatina; Inserção: parede lateral da faringe e cartilagem tireoidea; Ação: aproxima pregas palatofaríngeas e traciona a faringe para cima, frente e medialmente na deglutição.
141
Quais são as principais artérias da região palatina?
Artéria palatina maior, artérias palatinas menores, artéria faríngea ascendente e artéria palatina ascendente.
142
Para onde drenam as veias e linfáticos da região palatina?
Veias drenam para plexo venoso pterigóideo; linfáticos para linfonodos do colar pericervical e cadeias cervicais laterais superficiais e profundas.
143
Quais nervos são responsáveis pela sensibilidade da região palatina?
Nervo nasopalatino, nervo palatino maior e nervos palatinos menores.
144
Qual é a inervação motora da região palatina?
Todos os músculos pelo plexo faríngeo (glossofaríngeo + vago) exceto o tensor do véu palatino, inervado por ramo do nervo mandibular.
145
Quais nervos alveolares suprem a sensibilidade óssea da região palatina?
Nervos alveolares superiores anteriores, médios e posteriores.
146
Qual relação clínica existe entre obstrução nasal crônica e a morfologia do palato?
Pode causar palato estreito e aprofundado, com abóbada ogival.
147
O que compreende a região gengivodental e quais estruturas ela inclui?
Compreende as gengivas, mucosa oral e processo alveolar da maxila e da mandíbula sobre os quais os dentes estão implantados.
148
Como a região gengivodental é subdividida e qual a relação de continuidade entre seus segmentos?
Subdividida em segmento superior e segmento inferior, sem relação de continuidade. O superior inicia-se no fórnice superior do vestíbulo, e o inferior no fórnice inferior do vestíbulo.
149
Quais são os limites da região gengivodental superior?
Superior: fórnice superior do vestíbulo; anterior: mucosa da bochecha; posterior: região palatina; a transição gengiva–mucosa palatina não é visível clinicamente
150
Quais são os limites da região gengivodental inferior?
Inferior: fórnice inferior do vestíbulo; anterior: mucosa da bochecha; posterior: sulco onde a mucosa alveolar reflete para o assoalho da boca.
151
Quais são os tipos de mucosa oral presentes na região gengivodental?
Mucosa especializada, mucosa de revestimento e mucosa mastigatória.
152
Onde é encontrada a mucosa especializada e por que não é descrita nessa região palatina?
Encontrada no dorso e margens da língua, com papilas gustativas; não descrita nessa região por não estar presente nela.
153
Quais as características histológicas da mucosa de revestimento?
Elástica, delgada, coloração avermelhada, com camada submucosa que facilita difusão de anestésicos e reduz dor, mas facilita disseminação de infecções.
154
Caracterize a mucosa mastigatória.
Queratinizada, reveste palato duro e processos alveolares; cor rosa clara, firme, resistente (“casca de laranja”); quando inflamada, fica avermelhada, hemorrágica e flutuante.
155
Qual é a principal característica da mucosa gengival nos recém-nascidos?
Recobre toda a extensão da margem livre da maxila e mandíbula.
156
Qual a relação entre perda dentária e mucosa gengival?
Sem dentes, os processos alveolares reabsorvem-se, tornando a mucosa semelhante ao período pré-eruptivo.
157
O que caracteriza a gengiva palatina e qual é sua aderência?
É espessa, aderida intimamente ao periósteo, sem tecido conjuntivo submucoso; na linha mediana do palato, submucosa ausente.
158
O que são processos alveolares e qual sua importância?
Estruturas da mandíbula e maxila que contêm os alvéolos dentários; fundamentais para suporte e fixação dos dentes e preservação da dimensão vertical.
159
Como é constituído o osso alveolar em corte sagital?
Por tecido compacto (compacta vestibular e lingual) e tecido esponjoso; compacta alveolar (interna) reveste o alvéolo e insere fibras colágenas do ligamento periodontal.
160
Qual é a diferença entre compacta vestibular e compacta lingual em espessura e resistência?
Compacta vestibular é mais delgada, sendo ponto mais frequente de perfuração de abscessos periapicais.
161
Quais artérias irrigam o osso, dentes, gengiva e mucosa vestibular da maxila?
Artérias alveolares superiores (posterior, média, anterior) e artéria labial superior (ramo da artéria facial).
162
Qual artéria irriga o osso e gengiva lingual (palatina) da maxila?
Artéria palatina maior (ramo da artéria palatina descendente).
163
Quais artérias irrigam o osso, dentes, gengiva e mucosa vestibular da mandíbula?
Artéria alveolar inferior, artéria mentual, artéria incisiva, artéria bucal e artéria labial inferior.
164
Quais artérias irrigam o osso, dentes, gengiva e mucosa lingual da mandíbula?
Artéria alveolar inferior, artéria sublingual e artéria submentual.
165
Para onde drenam as veias da região gengivodental?
Plexo pterigóideo, veia facial e veia lingual.
166
Quais são os linfonodos que recebem drenagem da região gengivodental?
Submandibulares, submentuais, cervicais laterais superficiais e cervicais laterais profundos.
167
Quais nervos suprem o dente, periodonto, osso, gengiva e mucosa vestibular da maxila?
Nervos alveolares superiores (posterior, médio, anterior).
168
Quais nervos suprem o periósteo e gengiva lingual (palatina) da maxila?
Nervo nasopalatino e nervo palatino maior.
169
Quais nervos suprem o dente, ligamento periodontal e osso adjacente da mandíbula?
Nervo alveolar inferior (molares e 2º pré-molar), nervo incisivo (incisivos, caninos e 1º pré-molar).
170
Quais nervos suprem o periósteo, gengiva e mucosa vestibular da mandíbula?
Nervo bucal (molares até 2º pré-molar) e nervo mentual (do 1º pré-molar até linha mediana).
171
Qual nervo supre o periósteo, gengiva e mucosa lingual da mandíbula?
Nervo lingual.
172
O que é um abscesso periapical e qual sua causa mais frequente?
Infecção causada por necrose da polpa dentária com acúmulo de exsudato purulento junto ao ápice radicular.
173
Como o abscesso periapical progride e quais complicações pode causar?
Invade periodonto e tecido compacto alveolar; pode perfurar para vestíbulo, palato, cavidade nasal ou seio maxilar; pode evoluir para empiema.
174
Qual é a diferença de evolução entre abscesso periapical na maxila e na mandíbula?
Na maxila, menos extenso devido a maior irrigação; na mandíbula, progride mais para vestíbulo, face, região submandibular e assoalho da boca.
175
Definição geral da região tonsilar
A região tonsilar é par, geralmente simétrica e de pequena extensão, possuindo como estrutura mais importante as tonsilas palatinas.
176
A região tonsilar é transição anatômica principal de que?
É uma área de transição entre a cavidade própria da boca e a faringe, sendo então denominada de fauces; comunica-se amplamente com a cavidade própria da boca.
177
Situação – posição anteroposterior da região tonsilar
Está situada posteriormente à cavidade própria da boca e anteriormente à parte oral da faringe, com quem se comunica através do istmo das fauces (orofaríngeo).
178
Limites superiores e inferiores da região tonsilar
Superiormente é contínua com o palato mole e inferiormente com a língua.
179
Limites anterior e posterior da região tonsilar
Anteriormente a região está limitada pelo arco (prega) palatoglosso e posteriormente pelo arco (prega) palatofaríngeo.
180
Tonsilas palatinas – natureza e localização
Massa de tecido linfóide localizada na fossa tonsilar, espaço delimitado pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo.
181
Tonsilas palatinas – forma e variações
De formato pouco definido; pode apresentar-se aumentada de tamanho e invadir o dorso da língua, o palato mole e o arco palatoglosso; seu tamanho é variável, dependente da idade e do estado inflamatório, podendo permanecer hipertrofiada mesmo em condições normais.
182
Tonsilas – face lateral (relação muscular)
A face lateral, profunda, relaciona-se com o músculo constritor superior da faringe.
183
Inervação das tonsilas palatinas
É inervada por ramos do gânglio pterigopalatino (n. maxilar) e por ramos tonsilares, ramo do n. glossofaríngeo, que por sua vez também supre a mucosa da cavidade timpânica; desse modo uma tonsilite pode provocar uma dor referida na orelha.
184
Irrigação das tonsilas palatinas
Sua irrigação é feita pela artéria tonsilar (r. da artéria facial).
185
Drenagem venosa das tonsilas
A drenagem venosa é feita pelas veias tonsilares (tributárias da veia jugular interna).
186
Drenagem linfática das tonsilas
Drena para os linfonodos cervicais profundos superiores, em especial o jugulodigástrico.
187
O anel linfático faríngeo (Waldeyer) é formado pelo que?
As tonsilas palatinas fazem parte do anel linfático da faringe junto às tonsilas faríngeas, tubárias e linguais.
188
189
A região tonsilar pode ser acometida por infecções, como é feita a drenagem?
A região pode ser acometida por infecções; a drenagem é comumente realizada através de incisões verticais no arco palatoglosso, a fim de drenar a secreção purulenta via cavidade própria da boca.
190
Definição/limitação geral da região sublingual
Pequena área limitada pela mucosa oral e o músculo milo-hióideo e que encerra importantes estruturas como a glândula sublingual, a parte profunda da glândula submandibular, os ramos da artéria lingual e os nervos lingual e hipoglosso.
191
A região sublingual tem comunicação com o pescoço?
Sim. Localiza-se entre a cavidade própria da boca e o pescoço, com quem se comunica livremente em sua extremidade posterior.
192
Parede medial da região sublingual
Formada pelos músculos genioglosso e gênio-hióideo e hioglosso, este último mais posteriormente.
193
Parede lateral e inferior da região sublingual
Parede lateral: de constituição óssea e formada pela fossa sublingual. Parede inferior: formada pelo músculo milo-hióideo.
194
Parede superior e extremidades da região sublingual
Parede superior: mucosa do assoalho da cavidade própria da boca. Extremidade anterior: centrada e comunica-se na linha mediana com a região do lado oposto. Extremidade posterior: ampla, comunicando-se livremente com a região submandibular.
195
Forma e exploração clínica da região sublingual
A região tem um formato piramidal, cujo ápice está voltado para o mento e a base voltada para posterior; é de fácil exploração clínica, porém a realização de procedimentos cirúrgicos na região necessita de grande cautela com o intuito de preservar seu conteúdo vasculonervoso e glandular.
196
Conteúdo principal do assoalho da boca
Além dos vasos e nervos, o assoalho da boca contém a glândula sublingual e a parte profunda da glândula submandibular, com o seu ducto.
197
Glândula sublingual – relações
Relação com a mucosa do assoalho da boca (superiormente), com os vasos da região (inferior e medialmente), com a parte profunda da glândula submandibular (posteriormente), com a face posterior do corpo da mandíbula – mento – (anteriormente), com a fossa sublingual da mandíbula (lateralmente) e com o músculo genioglosso (medialmente), do qual está separada pelo ducto da glândula submandibular e o nervo lingual.
198
Glândulas sublinguais – onde desembocam seus ductos?
Secretam saliva do tipo mista; seus pequenos ductos sublinguais (cerca de 10 a 40) desembocam na prega sublingual.
199
Suprimento arterial da região sublingual
É irrigada pela artéria sublingual (ramo da a. lingual)
200
Controle nervoso das glândulas salivares
O controle nervoso é derivado dos nervos lingual, corda do tímpano (parassimpática) e fibras provenientes do plexo carotíco (simpáticas), que chegam à glândula através dos vasos sanguíneos.
201
Músculo milo-hióideo – O, I, A
→ Origem → “linha milo-hióidea da mandíbula.” → Inserção → “na rafe milo-hióidea e no corpo do osso hióide.” → Ação → “eleva o assoalho da boca, o osso hióide e a língua; auxilia no abaixamento da mandíbula, contra uma resistência.”
202
Músculo gênio-hióideo – O, I, A
→ Origem → “espinha geniana inferior.” → Inserção → “no corpo do osso hióide.” → Ação → “traciona anterossuperiormente o osso hióide, diminuindo a distância anteroposterior do assoalho.”
203
Músculo genioglosso – O, I, A
→ Origem → “espinha geniana superior.” → Inserção → “face inferior da língua.” → Ação → “protrai e abaixa a língua.”
204
Músculo hioglosso – O, I, A
→ Origem → “corno maior do corpo do osso hióide.” → Inserção → “face lateral e inferior da língua.” → Ação → “abaixa a parte lateral da língua.”
205
Tecido adiposo da região sublingual – continuidade e clínica
Envolve os elementos que formam o conteúdo da região, sendo contínuo com o tecido adiposo da região submandibular; pode ser invadido por abscessos que se originam nos dentes inferiores, que poderão drenar para o pescoço (regiões submental e submandibular).
206
Artéria lingual – importância e trajeto essencial
Principal artéria para a língua e o assoalho da cavidade própria da boca; penetra profundamente ao músculo hioglosso, envia ramos para o dorso da língua e continua anteriormente para terminar próximo ao ápice da língua como artéria profunda da língua (ranina). Emite ramos: ramo supra-hióideo (trajeto cervical), ramos dorsais da língua, artéria sublingual (para a glândula sublingual) e artéria profunda da língua.
207
Veias da região sublingual
São tributárias da veia lingual; acompanham o nervo hipoglosso e drenam comumente para a veia jugular interna.
208
Linfáticos da região sublingual
Drenam para os linfonodos submandibulares e cervicais laterais profundos superiores (da cadeia jugular).
209
Nervo lingual – funções na região sublingual
Recolhe a sensibilidade geral dos dois terços anteriores da hemilíngua, gengiva lingual e demais estruturas da região sublingual; através da corda do tímpano, recolhe a sensibilidade especial dos 2/3 anteriores da hemilíngua e leva fibras parassimpáticas pré-ganglionares para o gânglio submandibular.
210
Gânglio submandibular – posição e fibras
Situa-se superiormente à parte profunda da glândula submandibular e inferior ao nervo lingual, ao qual anatomicamente está associado por dois filamentos; suas fibras parassimpáticas (pré-sinápticas) são provenientes do nervo facial e alcançam o gânglio via corda do tímpano, que antes de chegar ao gânglio se associa ao nervo lingual; inerva a glândula submandibular e a sublingual.
211
Nervo hipoglosso – função e relação
É o nervo motor para todos os músculos da língua; na região submandibular posiciona-se lateralmente ao músculo hioglosso, em um plano inferior ao nervo lingual.
212
Clínica – Explique a Angina de Ludwig (via de propagação e risco)
Abscessos oriundos de dentes inferiores invadem os tecidos vizinhos da região sublingual, agudizando e rapidamente se espalhando para as regiões adjacentes; caracteriza-se pelo acúmulo de secreção no assoalho da boca e regiões adjacentes, elevando a língua e formando volumoso edema sob o assoalho; pode progredir até o mediastino; tratamento com antibióticos e drenagem da secreção, comumente realizada através do pescoço.
213
Clínica – Explique a Pericoronarite (característica e risco)
Caracteriza-se pela existência de um capuz gengival (opérculo) sobre o dente, o que favorece o acúmulo de alimentos e a proliferação de bactérias; geralmente associada ao 3º molar inferior; quando negligenciada, a infecção pode se expandir para as regiões vizinhas, semelhante ao que acontece na Angina de Ludwig.
214
Clínica – Explique a Sialolitíases (glândula mais acometida e manejo)
Formação de cálculos que obstruem a saída da saliva, acometendo mais frequentemente a glândula submandibular; clinicamente, elevação do assoalho da boca; métodos diagnósticos por imagem; ‘ordenha’ do ducto ou incisão simples através da mucosa removem o cálculo quando pequeno.
215
Composição anatômica da região submandibular
Também denominada de região supra-hióidea, a região submandibular compreende os trígonos submandibular e submental, compondo a região cervical anterior; apresenta importância clínica para o cirurgião-dentista.
216
Limites – superior e inferior da região submandibular
Superior: margem inferior da mandíbula e linha imaginária que se estende do ângulo da mandíbula ao processo mastoide. Inferior: ventre posterior do músculo digástrico (posteroinferiormente, bilateralmente) e o osso hióide (anteroinferiormente).
217
Forma e exploração clínica da região submandibular
Região de formato triangular; o teto é formado em sua maior parte pelo músculo milo-hióideo e o assoalho é representado pela pele da região; é de fácil exploração clínica.”
218
Camadas – pele e tela subcutânea da regiao submandibular, defina:
Pele fina, móvel e bastante distensível. A tela subcutânea é geralmente delgada e contínua com a tela subcutânea do restante do pescoço e da face, o que facilita a propagação de infecções; nela encontra-se o músculo platisma, além de vasos e nervos superficiais.
219
Fáscia cervical – lâmina superficial, defina-a na região submandibular
Circunda todo o pescoço e situa-se profundamente à tela subcutânea; na região submandibular desdobra-se para formar lojas (compartimentos fasciais) para as glândulas submandibular e parótida.
220
Músculos do conteúdo e comunicação da região submandibular com a região sublingual
Milo-hióideo, hioglosso, digástrico e estilo-hióideo; deixam um espaço entre eles que permite a livre comunicação entre as regiões sublingual e submandibular; por este espaço passam a parte profunda da glândula submandibular, o nervo lingual, o nervo hipoglosso e as veias linguais
221
Músculo digástrico – O, I, A
→ Origem → “incisura mastoidea do temporal (ventre posterior) e fosseta digástrica da mandíbula (ventre anterior).” → Inserção → “tendão intermediário preso ao osso hióide.” → Ação → “abaixa a mandíbula (ventre anterior), contra uma resistência, e eleva e puxa para posterior o osso hióide (ventre posterior).”
222
Músculo estilo-hióideo – O, I, A
→ Origem → “processo estiloide do osso temporal.” → Inserção → “no corpo do osso hióide, dividindo-se para envolver o tendão do músculo digástrico.” → Ação → “desloca o osso hióide para superior e posterior, alongando o assoalho da boca.”
223
Glândula submandibular, cite suas partes
Compreende um corpo e uma parte profunda.
224
Corpo da Glândula submandibular – faces e relações
O corpo possui uma face medial relacionada com os músculos digástrico, estilo-hióideo, milo-hióideo e hioglosso e uma face lateral, cujo terço superior se relaciona com a fossa submandibular da mandíbula e a metade inferior com a lâmina superficial da fáscia cervical.
225
Relação da parte profunda da gl. Submandibular:
A parte profunda localiza-se na região sublingual entre os músculo milo-hioideo (lateralmente) e hioglosso e genioglosso (medialmente). Superiormente relaciona-se com o nervo lingual e inferiormente com o nervo hipoglosso. Da parte profunda parte o ducto da glândula submandibular; com 5 cm de comprimento caminha no espaço entre os músculos milo-hioideo e hioglosso, onde cruza superiormente o nervo lingual. Se abre no assoalho da boca lateralmente ao frênulo da língua, na carúncula (papila) sublingual.
226
Vascularização da região submandibular:
Artéria milo-hióidea (origem) - “Ramo da artéria alveolar inferior.” Artéria facial – “Apresenta um trajeto cervical e um trajeto facial; no trajeto cervical origina a artéria palatina ascendente, o ramo tonsilar, a artéria submental e ramos glandulares.” Artéria submental – “Ramo do trajeto cervical da artéria facial; localiza-se na face inferior do músculo milo-hióideo, na região submandibular; vasculariza o músculo milo-hióideo e a glândula submandibular.”
227
Veias da região submandibular
Veia submental (tributária da veia facial) e veia facial.
228
Linfáticos da região submandibular
Drenam para os linfonodos submentuais, submandibulares, cervicais anteriores superficiais (ao longo da veia jugular anterior) e cervicais laterais profundos superiores.
229
Nervos da região submandibular
Nervo milo-hióideo → “Ramo do nervo alveolar inferior; inerva o músculo milo-hióideo e o ventre anterior do músculo digástrico.” Nervo hipoglosso → “Percorre a região para alcançar o assoalho da boca, onde foi descrito; acompanha a face lateral do músculo hioglosso.”
230
Por que incisões no pescoço são realizadas horizontalmente e o que podem afetar?
No pescoço, as incisões horizontais respeitam as linhas de tensão natural da pele e permitem amplo acesso. Para melhor resultado estético, ainda devem ser realizadas nas dobras naturais do pescoço (sulcos cervicais). Deve-se atentar para evitar a secção de vasos e nervos que transitam verticalmente no pescoço, sobretudo os elementos da bainha carotídea.
231
Quais são os músculos da região mentual? Qual o mais superficial? Qual nervo os inervam?
Mm. Mentual, abaixador do lábio inferior e abaixador do ângulo da boca, o mais superficial é o m. Abaixador do ângulo da boca. O nervo é o ramo marginal da mandíbula do n. Facial
232
Região submandibular- cite 3 nervos que passam por ela:
N. Hipoglosso, ramo cervical do n. Facial e n. Milo-hiodeo
233
Glândula submandibular - quem a inerva?
N. Lingual
234
Em quais regiões o n. lingual passa?
Região infratemporal, sublingual e gengivodental
235
Abscesso no 2° molar inferior, para qual região é mais provável ir?
Região sublingual
236
Estratimeria da bichectomia:
Mucosa - submucosa - fáscia bucofaringea- m. Bucinador - corpo adiposo da bochecha
237
Ac. Hialurônico na região do septo nasal (porém mais externa), quais ramos sensitivos devem ser anestesiados?
Ramo nasal externo do n. Infraorbital, n. Infratroclear, n. Alveolar superior anterior e ramo nasal externo do n. Nasociliar
238
Região parotideomassetérica: quais artérias passam nessa região? (Pelo menos duas)
A. Massetérica, a. Temporal superficial e a. Facial transversa
239
Diferença de extensão do n. Palatino maior e da a. Palatina maior
O n. Palatino maior vai até a altura do 1° pré-molar superior, a parte da gengiva palatina dos dentes caninos e incisivos que inerva é o n. Nasopalatino, enquanto a a. Palatina maior está em todo palato duro, indo até o canal incisivo.
240
Estratimeria do lábio superior? Qual parte possui mais glândulas?
Pele - tela subcutânea - camada muscular- submucosa (onde tem mais glândulas) e mucosa.
241
Em qual parte da estratimeria do lábio passa a a. Labial superior?
Submucosa.
242
Fulano levou um soco na órbita, fraturando sua parede lateral e seu assoalho, lesionando essas regiões, em quais regiões vão ter parestesia?
Região zigomatica, região infraorbital, região oral e região nasal
243
Região tonsilar - se tiver uma infecção quais músculos serão atingidos?
Mm. Palatoglosso, palatofaríngeo e constritor superior da faringe
244
Quais regiões o m. Milo-hióideo separa? Por que ele facilita disseminação de infecções?
Região submandibular e sublingual. Por conta do seu formato de calha.
245
Origem e ação do m. Masseter:
Origem: parte superficial na margem inferior nos dois terços anteriores do arco zigomático e parte profunda na margem inferior nos 1/3 posteriores do arco zigomático. Ação: eleva, protrai (fibras anteriores) e retrai (fibras posteriores) a mandíbula
246
O que se localiza na região parotídeomassetérica?
Nela se localizam a glândula parótida, o músculo masseter e a articulação temporomandibular.
247
Como a região parotídeomassetérica se relaciona posteriormente e anteriormente?
Posteriormente se relaciona com a orelha e anteriormente é contínua com a região da bochecha, não havendo um limite preciso entre elas.
248
Quais são os limites superior e inferior da região parotídeomassetérica?
Superiormente é contínua com a região zigomática e inferiormente, já no pescoço, com o trígono submandibular.
249
Como é compreendida a região parotídeomassetérica?
É compreendida pelo ramo da mandíbula, incluindo o côndilo em seu limite posterosuperior, e os tecidos moles que os recobrem lateralmente.
250
A região parotídeomassetérica é de fácil exploração clínica?
Sim, podendo ser palpada ao longo de toda sua extensão.
251
A pele da região da bochecha apresenta qual característica nos indivíduos do sexo masculino?
Grande quantidade de folículos pilosos.
252
O que a tela subcutânea da região apresenta na sua parte posterior?
Normalmente é delgada, sobreduro em sua parte posterior.
253
A que fáscias a tela subcutânea está aderida profundamente?
Às fáscias massetérica e parotídea.
254
Onde a fáscia parotídea se prende no folheto superficial?
No arco zigomático (superiormente), ângulo da mandíbula e processo estiloide (posteriormente).
255
Onde a fáscia parotídea se prende no folheto profundo?
É mais delgado e contínuo com a fáscia massetérica.
256
A glândula parótida está envolvida por qual fáscia?
Pela fáscia parotídea.
257
Onde se prende a fáscia massetérica superiormente?
No arco zigomático.
258
Quais são as partes do músculo masseter?
Parte superficial (mais volumosa, fibras de direção oblíqua) e parte profunda (menos volumosa, fibras mais verticalizadas).
259
Qual a origem do músculo masseter?
Parte superficial: margem inferior e face medial dos 2/3 anteriores do arco zigomático; parte profunda: superfície medial e margem inferior do 1/3 posterior do arco zigomático.
260
Qual a inserção do músculo masseter?
Face lateral do ramo da mandíbula (tuberosidade massetérica).
261
Quais ações realiza o masseter?
Eleva a mandíbula; fibras superficiais participam da protrusão e fibras profundas participam da retrusão.
262
Quais são as principais artérias da região parotideomassetérica?
Artéria facial transversa e artéria massetérica.
263
Para onde drenam os vasos linfáticos da região parotideomassetérica?
Para os linfonodos parotídeos profundos e submandibulares.
264
Quais ramos motores o nervo facial emite na região parotideomassetérica?
Ramos temporais, zigomáticos, bucais, ramo marginal da mandíbula e ramo cervical.
265
Quais nervos sensitivos estão presentes na região parotideomassetérica?
Nervo auriculotemporal, nervo bucal e nervo auricular magno.
266
A articulação temporomandibular é morfologicamente e funcionalmente de que tipo?
Morfologicamente condilar (bicondilar) e funcionalmente triaxial.
267
O que divide a cavidade articular da ATM em duas?
O disco articular.
268
O que é ATM de trabalho?
É o lado onde ocorre maior movimento na ATM durante a mastigação.
269
Como a ATM é mantida em posição?
Por ligamentos e músculos da mastigação.
270
O que é ATM de não trabalho?
É a ATM contralateral à de trabalho.
271
Quais complicações clínicas podem ocorrer em incisões na região parotideomassetérica?
Fístula salivar, paralisia da musculatura da mímica, hemorragias e hematoma.
272
O que ocorre na luxação da mandíbula?
A cabeça da mandíbula ultrapassa o ponto mais proeminente da eminência articular e não consegue retornar à posição normal.
273
Nas fraturas de mandíbula, como se desloca o fragmento posterior em fraturas oblíquas de direção inferior para superior?
É tracionado para cima e para trás.
274
Conteúdo muscular da região submandibular
M. milo-hióideo M. hioglosso M. digástrico M. estilo-hióideo
275
Qual o trajeto do ducto parotídeo até a papila parotídea?
Sai da parótida, passa superficial ao masseter, curva-se medialmente, atravessa o bucinador e desemboca na papila parotídea, em frente ao 2º molar superior.