Prova Final Flashcards

(157 cards)

1
Q

A ATM é que tipo de articulação e por que recebe esse nome?

A

Articulação sinovial gínglimo-modificada → permite rotação (gínglimo) e translação (plana).

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2
Q

Quais estruturas ósseas participam da ATM?

A

Côndilo da mandíbula, fossa mandibular e tubérculo articular do osso temporal.

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3
Q

O que divide a ATM em compartimento superior e inferior, e quais movimentos ocorrem em cada um?

A

Disco articular. Inferior → rotação; Superior → translação.

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4
Q

Quais nervos levam propriocepção a ATM?

A

N. Temporal profundo anterior, n. Temporal profundo posterior, n. Massetérico e n. Auriculotemporal

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5
Q

Quais ligamentos estão relacionados à ATM e qual sua função principal?

A

• Lateral (temporomandibular) → reforça cápsula, limita movimento posterior.
• Esfenomandibular → referência anatômica para anestesia alveolar inferior.
• Estilomandibular → limita protrusão excessiva.

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6
Q

Qual músculo se insere no disco articular e por que isso é importante?

A

Pterigoideo lateral. Ao contrair, traciona o disco e o côndilo para frente → essencial na abertura.

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7
Q

Quais músculos fecham a boca?

A

Temporal, masseter, pterigoideo medial.

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8
Q

Quais músculos abrem a boca?

A

Pterigoideo lateral + abaixadores da mandíbula (digástrico, milo-hióideo, gênio-hióideo).

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9
Q

Qual músculo é principal na protrusão da mandíbula?

A

Pterigoideo lateral.

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10
Q

Qual músculo é responsável pela retrusão da mandíbula?

A

Fibras posteriores do temporal (auxiliado pelo ventre posterior do digástrico).

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11
Q

Quais músculos participam da lateralidade da mandíbula?

A

Pterigoideos (lateral e medial) atuando alternadamente.

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12
Q

O que acontece na luxação da ATM?

A

Côndilo desloca-se anteriormente ao tubérculo articular → boca trava aberta.

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13
Q

O que pode causar hipertrofia do masseter?

A

Bruxismo e apertamento dentário.

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14
Q

Quais são os músculos extrínsecos da língua e suas funções?

A

• Genioglosso → protrai a língua.
• Hioglosso → deprime e retrai a língua.
• Estiloglosso → retrai e eleva a língua.
• Palatoglosso → eleva a base da língua e fecha o istmo das fauces.

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15
Q

Qual a inervação dos músculos extrínsecos da língua?

A

Todos pelo nervo hipoglosso (XII), exceto o palatoglosso (inervado pelo plexo faríngeo – nervo vago X).

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16
Q

Quais são os músculos intrínsecos da língua?

A

Longitudinal superior, longitudinal inferior, transverso e vertical.

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17
Q

Qual é a função geral dos músculos intrínsecos da língua?

A

Alterar a forma da língua (encurtar, alongar, achatar, estreitar, enrolar).

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18
Q

Qual artéria é a principal responsável pela irrigação da língua?

A

Artéria lingual (ramo da carótida externa).

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19
Q

Como se subdivide o trajeto da artéria lingual em relação ao músculo hioglosso?

A

Parte posterior (até hioglosso), parte profunda (passa sob o hioglosso) e parte anterior (artéria profunda da língua/ranina).

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20
Q

Como é feita a drenagem venosa da língua?

A

Veias raninas → veia lingual → veia jugular interna.

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21
Q

Quais são os principais linfonodos da drenagem da língua?

A

• Ápice → submentais.
• Margem lateral → submandibulares.
• Corpo e raiz → submandibulares - jugulodigástricos (cervicais profundos).

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22
Q

Como se distribui a inervação sensitiva geral e gustativa da língua?

A

• 2/3 anteriores: sensibilidade geral → nervo lingual (V3); gustativa → corda do tímpano (VII).
• 1/3 posterior: sensibilidade geral + gustativa → glossofaríngeo (IX).
• Raiz e epiglote: nervo vago (X).

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23
Q

O que acontece à língua em lesão unilateral do nervo hipoglosso (XII)?

A

Ao protrair, a língua desvia para o lado lesado (ação não compensada do genioglosso contralateral).

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24
Q

Qual a importância clínica da rica vascularização e drenagem da língua?

A

Explica a rápida absorção de medicamentos por via sublingual e também a alta propensão a metástases em câncer de língua.

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25
Quais são as partes do palato e sua constituição?
• Palato duro → processo palatino da maxila + lâmina horizontal do osso palatino. • Palato mole → tecido fibromuscular móvel, sem suporte ósseo.
26
Qual a função principal do palato mole?
Separar nasofaringe da orofaringe durante deglutição e fala.
27
Quais músculos formam o palato mole?
Levantador do véu palatino, tensor do véu palatino, músculo da úvula, palatoglosso, palatofaríngeo.
28
Qual músculo do palato é inervado pelo nervo mandibular (V3) e não pelo plexo faríngeo?
Tensor do véu palatino.
29
Quais músculos do palato estão envolvidos no fechamento do istmo das fauces?
Palatoglosso e palatofaríngeo.
30
Qual músculo do palato fecha a nasofaringe durante a deglutição?
Levantador do véu palatino.
31
Qual a inervação dos músculos do palato (exceto o tensor)?
Plexo faríngeo → ramos do nervo vago (X).
32
Onde se localizam as tonsilas palatinas?
Na fossa tonsilar, entre os arcos palatoglosso (anterior) e palatofaríngeo (posterior).
33
Quais complicações podem ocorrer na cirurgia de tonsilectomia?
Hemorragia (plexo venoso, artéria tonsilar), risco de lesão da artéria carótida interna se muito medial.
34
O que é o anel linfático de Waldeyer?
Conjunto de tonsilas (faríngea, palatinas, linguais) que formam barreira imunológica no limite da cavidade oral/faringe.
35
Explique a importância dos músculos supra-hióideos na deglutição.
Elevam o hióide e, consequentemente, a laringe, ajudando a proteger as vias aéreas durante a passagem do bolo alimentar.
36
Qual músculo supra-hióideo está mais relacionado com o assoalho da boca e por quê?
Milo-hióideo → forma o assoalho da boca, sustentando língua e estruturas orais.
37
Qual a diferença funcional entre o gênio-hióideo e o ventre anterior do digástrico?
Ambos deprimem a mandíbula e elevam o hióide, mas o gênio-hióideo atua mais próximo da sínfise mandibular, enquanto o ventre anterior do digástrico está relacionado à região submentoniana.
38
Por que o músculo estilohióideo pode ser confundido com o ventre posterior do digástrico durante a dissecação?
Ambos se originam próximos ao processo estilóide e têm trajetos paralelos, mas o estilohióideo divide-se em duas alças que circundam o tendão do digástrico.
39
Qual músculo é fundamental para o fechamento palpebral e qual nervo o inerva?
Orbicular dos olhos; nervo facial (VII).
40
Um paciente apresenta escape de saliva pelo canto da boca ao falar. Qual músculo está paralisado e qual nervo pode ter sido lesado?
Orbicular da boca; lesão do nervo facial (VII).
41
Diferencie a função do bucinador em relação aos músculos mastigatórios.
O bucinador mantém o alimento entre os dentes durante a mastigação, mas não eleva a mandíbula; por isso não é considerado músculo mastigatório.
42
Por que a paralisia do nervo facial (paralisia de Bell) pode provocar ressecamento ocular?
Porque o orbicular dos olhos perde a capacidade de fechar a pálpebra → olho fica exposto → risco de lesão da córnea.
43
Qual a importância clínica do platisma em lesões cervicais?
Está logo abaixo da pele; sua lesão em cortes cervicais superficiais facilita abertura da ferida e sangramento.
44
O que diferencia os músculos da mímica de outros músculos do corpo?
Inserem-se na pele (não em ossos), permitindo expressões faciais
45
Quais são os limites superior e inferior da faringe e com quais estruturas ela se continua?
Superior → base do crânio; inferior → margem inferior da cartilagem cricóidea (continua-se com o esôfago).
46
Cite as 3 partes da faringe e suas principais funções.
• Nasofaringe → respiratória. • Orofaringe → respiratória e digestória. • Laringofaringe → digestória (continua com o esôfago).
47
Onde está localizada a tonsila faríngea e qual condição clínica sua hipertrofia pode causar?
No teto da nasofaringe; hipertrofia = adenoide → obstrução nasal e ronco em crianças.
48
Como se explica anatomicamente a ocorrência de otite média após infecções da nasofaringe?
Através da tuba auditiva, que comunica nasofaringe com a orelha média.
49
O que é o istmo das fauces e como ele é fechado durante a deglutição?
Comunicação entre cavidade oral e orofaringe; fechado pela contração dos músculos palatoglosso e palatofaríngeo.
50
Quais estruturas formam o anel linfático de Waldeyer e qual sua importância?
Tonsilas faríngea, palatinas, linguais e tubárias → defesa imunológica da via aerodigestiva.
51
O que é o recesso piriforme e qual seu significado clínico?
Depressão lateral da laringofaringe; local de retenção de corpos estranhos (ex: espinha de peixe) → risco de lesão do nervo laríngeo superior.
52
Cite os músculos constritores da faringe e seus pontos de origem principais.
• Superior → hâmulo pterigóideo, rafe pterigomandibular, linha milo-hióidea, língua. • Médio → cornos do osso hióide. • Inferior → cartilagem tireóide (tireofaríngeo) e cartilagem cricóide (cricofaríngeo).
53
Qual a função do músculo cricofaríngeo?
Atua como esfíncter faringoesofágico → impede entrada de ar no esôfago e refluxo de conteúdo gástrico.
54
Quais músculos da faringe são considerados longitudinais e qual sua função?
Estilofaríngeo, salpingofaríngeo e palatofaríngeo → elevam e alargam a faringe durante a deglutição.
55
Qual músculo da faringe é inervado pelo IX (glossofaríngeo) e não pelo vago?
Estilofaríngeo
56
Como ocorre a drenagem linfática da faringe e qual linfonodo é mais importante clinicamente?
Vai para linfonodos retrofaríngeos → jugulodigástrico (cervical profundo superior), importante em tumores de orofaringe.
57
Cite as principais artérias da irrigação da faringe.
Faríngea ascendente, palatina ascendente, ramos tonsilares, ramos dorsais da lingual, palatina descendente.
58
Explique a importância clínica da proximidade da faringe com a bainha carotídea.
Infecções faríngeas podem se propagar para espaços profundos do pescoço e afetar vasos/nervos (carótida, jugular interna, nervos IX, X, XI, XII)
59
Quais são os limites ósseos da órbita?
• Teto → frontal e asa menor do esfenoide. • Assoalho → maxila, zigomático e palatino. • Parede medial → etmóide, lacrimal, esfenoide e maxila. • Parede lateral → zigomático e asa maior do esfenoide.
60
Quais são os principais forames/fissuras da órbita e suas comunicações?
• Canal óptico → comunica órbita com fossa craniana média (nervo óptico II, artéria oftálmica). • Fissura orbital superior → comunica órbita com fossa craniana média (nervos III, IV, VI, V1 e veia oftálmica superior). • Fissura orbital inferior → comunica órbita com fossa pterigopalatina e infratemporal (nervo infraorbitário, nervo zigomático, vasos infraorbitários).
61
Qual nervo passa pelo canal óptico junto com a artéria oftálmica?
Nervo óptico (II).
62
Quais ramos do nervo oftálmico (V1) passam dentro e fora do cone dos músculos retos?
Nasociliar → dentro; Frontal e Lacrimal → fora.
63
Qual a importância clínica de saber quais estruturas passam dentro do cone muscular da órbita?
Tumores ou processos inflamatórios do cone comprometem precocemente visão e sensibilidade da córnea (nervo óptico II, artéria oftálmica, nervo nasociliar, nervos oculomotores III, IV, VI).
64
Quais nervos cranianos controlam os músculos extrínsecos do bulbo ocular?
• Oculomotor (III) → todos exceto oblíquo superior e reto lateral. • Troclear (IV) → oblíquo superior. • Abducente (VI) → reto lateral.
65
Qual o trajeto da veia oftálmica e sua importância clínica?
Veia oftálmica superior drena órbita → seio cavernoso. Comunica-se com veia facial → risco de propagação de infecções da face (“triângulo da morte”).
66
Por que uma infecção no lábio superior pode levar a complicações intracranianas graves?
Pela comunicação da veia facial com as veias oftálmicas e o seio cavernoso → risco de trombose séptica do seio cavernoso.
67
Qual nervo é responsável pela sensibilidade da córnea e qual o reflexo associado?
Nervo nasociliar (ramo do V1). Reflexo córneo-palpebral → aferência pelo V1, eferência pelo VII (orbicular dos olhos).
68
Quais são os músculos extrínsecos do bulbo ocular e suas ações principais?
• Reto superior → eleva e aduz. • Reto inferior → deprime e aduz. • Reto lateral → abduz. • Reto medial → aduz. • Oblíquo superior → deprime e abduz. • Oblíquo inferior → eleva e abduz.
69
Qual sinal clínico ocorre na lesão do nervo abducente (VI)?
Estrabismo convergente (olho não abduz).
70
Qual sinal clínico ocorre na lesão do nervo troclear (IV)?
Diplopia ao olhar para baixo e medial (dificuldade em descer escadas).
71
Qual sinal clínico ocorre na lesão do nervo oculomotor (III)?
Ptose palpebral, olho desviado para baixo e lateral, midríase, perda da acomodação.
72
Quais são os limites da cavidade nasal?
• Teto → lâmina cribiforme do etmóide. • Assoalho → processos palatinos da maxila e lâminas horizontais do palatino. • Parede medial → septo nasal (vômer + lâmina perpendicular do etmóide + cartilagem septal). • Parede lateral → cornetos e meatos nasais.
73
Quais são os seios paranasais e suas comunicações com a cavidade nasal?
• Seio maxilar → meato médio. • Seio frontal → meato médio (via infundíbulo). • Seio esfenoidal → recesso esfenoetmoidal. • Células etmoidais anteriores → meato médio. • Células etmoidais posteriores → meato superior.
74
Qual seio paranasal mais acometido por sinusite e por quê?
Seio maxilar → drenagem difícil (óstio no meato médio, situado alto em relação ao assoalho do seio).
75
Qual a importância clínica da proximidade do seio maxilar com os ápices dentários?
Infecções dentárias dos molares superiores podem se propagar para o seio maxilar (sinusite odontogênica).
76
O que é a área de Kiesselbach e sua importância clínica?
Região anteroinferior do septo nasal, rica em anastomoses arteriais (esfenopalatina, etmoidal anterior, labial superior, palatina maior) → local mais comum de epistaxe.
77
Qual a artéria mais importante na epistaxe posterior grave?
Artéria esfenopalatina (ramo da maxilar).
78
Como a comunicação entre seio etmoidal e órbita explica complicações de sinusite?
Parede medial da órbita (lâmina papirácea) é extremamente fina → infecção etmoidal pode causar abscesso orbitário.
79
Como o seio esfenoidal se relaciona com estruturas neurológicas importantes?
Está próximo à hipófise (sela túrcica), nervo óptico e seio cavernoso → risco em cirurgias transesfenoidais e sinusites esfenoidais.
80
Qual nervo é responsável pela sensibilidade da mucosa nasal?
Ramos do nervo oftálmico (V1) para porção anterossuperior; nervo maxilar (V2) para porção posteroinferior.
81
Qual nervo conduz a informação olfatória da mucosa nasal?
Nervo olfatório (I), através da lâmina cribiforme do etmóide.
82
Quais são os limites da cavidade oral propriamente dita?
• Anterior e lateral → dentes e processos alveolares. • Superior → palato duro e mole. • Inferior → assoalho da boca (milo-hióideo, gênio-hióideo). • Posterior → istmo das fauces.
83
O que forma o assoalho da cavidade oral e qual sua importância clínica?
Principalmente o músculo milo-hióideo; sustenta a língua e delimita os espaços sublingual e submandibular (fundamentais em infecções odontogênicas).
84
Diferencie o espaço sublingual do submandibular em termos de drenagem de infecções dentárias.
• Espaço sublingual → ápices de pré-molares e primeiros molares inferiores quando raízes estão acima da linha milo-hióidea. • Espaço submandibular → ápices de segundos e terceiros molares inferiores quando raízes estão abaixo da linha milo-hióidea.
85
Onde desemboca o ducto da glândula parótida (Stensen)?
Na mucosa vestibular, ao nível do 2º molar superior.
86
Onde desemboca o ducto da glândula submandibular (Wharton)?
Na carúncula sublingual, ao lado do frênulo da língua.
87
Onde desembocam os ductos da glândula sublingual?
Principal → ducto maior (Bartholin), que pode se unir ao da submandibular; vários ductos menores ao longo das pregas sublinguais.
88
Qual a importância clínica do ducto submandibular em relação à sialolitíase (cálculos salivares)?
Tem trajeto longo, tortuoso e ascendente → favorece estase e formação de cálculos.
89
Qual a relação clínica do nervo lingual com o ducto submandibular?
O nervo lingual passa por baixo → risco de lesão em cirurgias de glândulas salivares.
90
Qual a irrigação principal da língua e do assoalho da boca?
Artéria lingual (ramo da carótida externa), com suas divisões posterior, profunda e anterior (ranina).
91
Por que a região sublingual é favorável para administração de medicamentos?
Rica vascularização venosa superficial → rápida absorção direta para circulação sistêmica.
92
Qual a relação anatômica da glândula parótida com estruturas neurovasculares importantes?
Dentro da parótida passam nervo facial (dividindo-se em ramos), artéria carótida externa e veia retromandibular.
93
Por que tumores da glândula parótida podem provocar paralisia facial?
Porque o nervo facial se divide dentro do parênquima da glândula → compressão ou lesão direta.
94
Qual a relação medial da parte profunda da parótida e por que é importante clinicamente?
Músculo constritor superior da faringe e espaço parafaríngeo → tumores profundos podem se expandir para a faringe.
95
Quais são os dois principais troncos arteriais que irrigam a face e qual a importância disso?
Carótida externa e carótida interna → fornecem circulação dupla e anastomoses importantes (ex: área de Kiesselbach).
96
Quais são os principais ramos da carótida externa relevantes para a odontologia?
• Artéria maxilar (inclui alveolares superiores e inferiores). • Artéria lingual. • Artéria facial. • Artéria temporal superficial.
97
Descreva o trajeto da artéria maxilar em suas 3 porções.
• Mandibular → próxima ao colo da mandíbula (ramos alveolar inferior, meníngea média). • Pterigoidea → próxima aos músculos pterigoideos (ramo pterigoide, bucal). • Pterigopalatina → dentro da fossa pterigopalatina (alveolares superiores, infraorbital, palatina descendente, esfenopalatina).
98
Quais são as artérias principais para irrigação da cavidade nasal?
Esfenopalatina (maxilar), etmoidais anterior e posterior (oftálmica)
99
Quais são as veias principais da drenagem da face?
Veia facial, veia retromandibular, plexo pterigoideo e veia oftálmica superior.
100
Como se explica anatomicamente o “triângulo da morte da face”?
Veia facial → comunica com veias oftálmicas → seio cavernoso. Infecções nessa área (nariz e lábio superior) podem causar trombose séptica do seio cavernoso.
101
Qual a diferença entre drenagem venosa superficial e profunda da face?
• Superficial → veia facial. • Profunda → plexo pterigoideo, comunicação com seio cavernoso e faringe.
102
Qual a relação clínica da artéria alveolar inferior em odontologia?
Responsável por irrigar os dentes inferiores; seu trajeto está relacionado ao bloqueio anestésico do nervo alveolar inferior.
103
Qual a importância da artéria lingual no contexto cirúrgico?
Irriga língua e assoalho da boca → risco de hemorragia em procedimentos cirúrgicos (ex: ressecções de tumores).
104
Quais são as principais anastomoses venosas da face com o crânio?
Veia facial ↔ veia oftálmica ↔ seio cavernoso; plexo pterigoideo ↔ veia faríngea ↔ seios durais.
105
Qual o risco de uma sinusite etmoidal em relação às veias orbitárias?
Pode evoluir para trombose do seio cavernoso devido à comunicação venosa sem válvulas.
106
Qual é a via final comum da drenagem linfática da cabeça e pescoço?
Linfonodos cervicais profundos → troncos jugulares → ducto torácico (lado esquerdo) e ducto linfático direito (lado direito).
107
Quais são os principais grupos linfonodais superficiais da face e sua área de drenagem?
• Submentais → região do queixo, lábio inferior, ápice da língua, dentes anteriores inferiores. • Submandibulares → dentes superiores (exceto terceiros molares), gengiva, língua lateral anterior, lábio superior. • Parotídeos → região lateral da face, pálpebras, couro cabeludo temporal.
108
Para onde drenam principalmente os terceiros molares superiores e inferiores?
Para os linfonodos submandibulares - cervicais profundos (jugulodigástricos e jugulo-omo-hióideos).
109
Qual é o linfonodo considerado o principal da drenagem da língua e qual sua importância clínica?
Linfonodo jugulodigástrico (cervical profundo superior) → recebe drenagem da base da língua → muito envolvido em câncer de orofaringe.
110
Explique como o posicionamento do ápice radicular dos dentes inferiores em relação à linha milo-hióidea influencia a drenagem de infecções.
• Raízes acima da linha milo-hióidea → drenagem para espaço sublingual. • Raízes abaixo da linha milo-hióidea → drenagem para espaço submandibular.
111
Quais linfonodos recebem drenagem do assoalho da boca e glândulas sublinguais?
Submentais e submandibulares.
112
Como ocorre a drenagem linfática do lábio inferior?
• Centro → linfonodos submentais. • Lateral → linfonodos submandibulares.
113
Qual o trajeto de drenagem do câncer de língua lateral?
Língua lateral → linfonodos submandibulares → cervicais profundos (jugulodigástricos).
114
Quais linfonodos recebem drenagem da região faríngea e tonsilar?
Linfonodos retrofaríngeos → jugulodigástricos.
115
Qual a importância clínica da drenagem linfática cruzada da língua?
Lesões malignas na língua podem metastatizar bilateralmente → prognóstico mais grave.
116
Após pancada na região frontal, paciente apresenta hematoma na tela subcutânea do túber frontal. Como ele tende a se comportar nos dias seguintes?
O hematoma se espalha pela tela subcutânea frouxa da face → pode descer para pálpebras (equimose periorbitária, “olhos de guaxinim”), pois não há barreiras musculares na fronte.
117
Cite 3 artérias principais da região frontal envolvidas nesse hematoma.
Supraorbital, supratroclear (ramos da oftálmica) e temporal superficial.
118
Um paciente com sinusite etmoidal evolui com edema palpebral e diplopia. Qual a explicação anatômica?
A parede medial da órbita (lâmina papirácea do etmóide) é muito delgada → infecção pode se propagar para órbita (celulite ou abscesso orbitário).
119
Por que infecções da região do lábio superior podem se propagar para o intracrânio?
Veia facial ↔ veias oftálmicas ↔ seio cavernoso (sem válvulas). Isso permite trombose séptica do seio cavernoso.
120
Paciente apresenta desvio da língua para a direita ao protrair. Qual nervo está lesado e por quê?
Nervo hipoglosso (XII) direito → genioglosso paralisado do lado lesado → ação contralateral não compensada puxa a língua para o lado lesado.
121
Lesão do nervo acessório (XI) leva a quais déficits musculares?
Fraqueza do trapézio (dificuldade em elevar ombro) e do esternocleidomastóideo (dificuldade em girar a cabeça contra resistência).
122
Explique a relação anatômica que justifica a dor referida para o ouvido em casos de inflamação da faringe.
Nervo glossofaríngeo (IX) inerva faringe e também envia fibras sensitivas para o ouvido médio → dor referida.
123
Paciente apresenta voz rouca e disfagia após cirurgia de tireoide. Qual nervo pode ter sido lesado?
Nervo laríngeo recorrente (ramo do vago X) → paralisia de músculos da laringe.
124
Por que a drenagem submandibular é relevante em odontologia?
Porque infecções de segundos e terceiros molares inferiores podem se propagar para o espaço submandibular, com risco de evoluir para angina de Ludwig (infecção difusa cervical grave).
125
Em fratura do arco zigomático, qual músculo pode ter seu funcionamento prejudicado e qual a consequência?
Músculo masseter → dificuldade na elevação da mandíbula.
126
Explique por que uma lesão da fissura orbital superior pode causar oftalmoplegia completa.
Porque por ela passam III, IV, VI e V1, além da veia oftálmica → lesão causa paralisia de quase todos os músculos do olho, perda de reflexo córneo-palpebral e congestão venosa orbitária.
127
Durante extração de 3º molar inferior, paciente apresenta parestesia no lábio inferior. Qual estrutura foi provavelmente lesionada?
Nervo alveolar inferior (ramo do V3).
128
Em um bloqueio do nervo alveolar inferior, qual estrutura anatômica é utilizada como referência principal e qual nervo pode ser anestesiado inadvertidamente?
Forame mandibular (língula da mandíbula) é a referência; pode ocorrer anestesia do nervo lingual se o anestésico se espalhar medialmente.
129
Durante anestesia infiltrativa em molares superiores, qual complicação pode ocorrer se a agulha penetrar além do ápice radicular?
Perfuração do seio maxilar → risco de infecção ou enfisema subcutâneo.
130
Por que é necessário cuidado ao realizar bloqueio do nervo alveolar inferior em pacientes com variações anatômicas da mandíbula?
O forame mandibular pode estar mais alto ou mais baixo, alterando a eficácia da anestesia → risco de falha.
131
Em qual músculo da face a toxina botulínica é aplicada para tratamento de bruxismo e qual a justificativa anatômica?
Músculo masseter → reduz hiperatividade muscular, diminuindo apertamento dentário e hipertrofia.
132
Quais são as possíveis complicações da aplicação de botox no músculo orbicular dos olhos?
Ptose palpebral, diplopia ou ectrópio, se a toxina difundir para músculos vizinhos (ex: levantador da pálpebra superior, reto inferior).
133
Quais estruturas podem ser afetadas em uma fratura do assoalho da órbita (“blow-out fracture”)?
Nervo infraorbitário (parestesia do lábio superior, asa do nariz), músculos reto inferior e oblíquo inferior (diplopia ao olhar para cima).
134
Explique a importância clínica do plexo venoso pterigoideo em cirurgias odontológicas.
Comunica-se com o seio cavernoso → infecções da região oral podem se disseminar intracranianamente.
135
Em epistaxe grave posterior, qual artéria deve ser ligada e por quê?
Artéria esfenopalatina (ramo terminal da maxilar) → principal responsável pela irrigação da parte posterior do septo nasal.
136
Após trauma facial, paciente apresenta dificuldade de abrir a boca, dor pré-auricular e desvio mandibular. Qual articulação foi afetada e por quê?
Articulação temporomandibular (ATM); pode ter ocorrido luxação anterior do côndilo mandibular.
137
Por que fraturas do arco zigomático podem prejudicar a mastigação?
Porque o arco zigomático é ponto de inserção do masseter → fratura compromete sua função de elevação da mandíbula.
138
Qual nervo é mais suscetível a lesão em fraturas do ângulo da mandíbula?
Nervo alveolar inferior (ramo do V3).
139
Qual nervo é mais vulnerável em trauma no forame estilomastóideo e quais as consequências clínicas?
Nervo facial (VII) → paralisia da mímica facial do mesmo lado.
140
Explique a relação anatômica que justifica a anestesia palatina para extrações de pré-molares superiores.
O anestésico é depositado próximo ao forame palatino maior, bloqueando o nervo palatino maior → anestesia da mucosa e gengiva do palato duro até caninos.
141
Qual complicação pode ocorrer se, durante anestesia do nervo alveolar inferior, o anestésico for injetado no músculo pterigoideo medial?
Trismo (espasmo doloroso) devido à irritação muscular.
142
Como uma fratura de base de crânio envolvendo o canal óptico pode se manifestar clinicamente?
Perda súbita da visão ipsilateral (lesão do nervo óptico II) + possível comprometimento da artéria oftálmica.
143
Como uma infecção no lábio superior pode atingir o seio cavernoso?
Veia facial → veia angular → veias oftálmicas → seio cavernoso (via sem válvulas).
144
Qual o caminho venoso pelo qual uma infecção odontogênica de molares superiores pode atingir o seio cavernoso?
Plexo venoso pterigoideo ↔ veia oftálmica ↔ seio cavernoso.
145
Diferencie a drenagem venosa superficial e profunda da face.
• Superficial → veia facial. • Profunda → plexo pterigoideo, que comunica com seio cavernoso e veias faríngeas.
146
Para onde drenam infecções provenientes do ápice de dentes incisivos inferiores?
Linfonodos submentais.
147
Para onde drenam infecções de dentes posteriores inferiores (segundos e terceiros molares)?
Linfonodos submandibulares → cervicais profundos (jugulodigástricos).
148
Qual a diferença clínica entre raízes de molares inferiores acima ou abaixo da linha milo-hióidea?
• Acima → drenagem e infecção para espaço sublingual. • Abaixo → drenagem e infecção para espaço submandibular.
149
Qual a drenagem linfática da língua e por que ela é clinicamente importante?
• Ápice → submentais. • Margens laterais → submandibulares. • Base → jugulodigástricos. ➡ Importância: drenagem cruzada → câncer de língua pode metastatizar bilateralmente.
150
Qual linfonodo cervical profundo é considerado “sentinela” de câncer de orofaringe?
Jugulodigástrico.
151
Qual o trajeto venoso que explica edema palpebral em sinusite etmoidal?
Veias etmoidais ↔ veia oftálmica superior ↔ seio cavernoso
152
Qual a drenagem linfática do assoalho da boca e glândulas sublinguais?
Submentais e submandibulares.
153
Um paciente com infecção do segundo molar inferior apresenta dor e rigidez cervical. Qual espaço foi acometido e qual a complicação grave associada?
Espaço submandibular → risco de angina de Ludwig (infecção difusa cervical com risco de asfixia).
154
Qual a via de disseminação linfática de infecção na região de tonsilas palatinas?
Linfonodos retrofaríngeos → jugulodigástricos.
155
Quais são os dois principais “atalhos” venosos para disseminação de infecção da boca/face para o intracrânio?
1. Veia facial ↔ veias oftálmicas ↔ seio cavernoso. 2. Plexo pterigoideo ↔ seio cavernoso.
156
Qual a drenagem venosa e linfática do palato duro?
Veias → plexo pterigoideo; linfa → submandibulares → cervicais profundos.
157
Em caso de celulite odontogênica na região anterior da mandíbula, qual linfonodo é o primeiro a ser acometido?
Submentais.