O que é toracocentese?
Punção da cavidade pleural para aspirar líquido (derrame pleural) ou ar (pneumotórax), com finalidade diagnóstica e/ou terapêutica.
Qual o principal “ponto fraco” da toracocentese como tratamento?
É uma medida temporária/ponte: estabiliza, mas não é o tratamento definitivo.
Qual o principal “ponto forte” da toracocentese?
Procedimento minimamente invasivo, útil para diagnóstico e alívio rápido de sintomas.
Indicações diagnósticas de toracocentese eletiva (3)
Derrame pleural de etiologia indeterminada;
Suspeita de empiema/hemotórax/quilotórax; investigação de neoplasias pleurais.
Indicações terapêuticas de toracocentese eletiva (3)
Derrame pleural volumoso com repercussão clínica (dispneia);
Pneumotórax espontâneo primário pequeno;
Alívio sintomático em derrames recidivantes.
Contraindicações relativas de toracocentese eletiva (4)
Coagulopatia não corrigida;
Infecção de pele no local da punção;
Paciente não cooperativo;
Ausência de confirmação por imagem da coleção.
O que é pneumotórax hipertensivo ?
Emergência com ar sob pressão na pleura → colapso pulmonar ipsilateral, desvio do mediastino, compressão de grandes vasos e choque obstrutivo.
Qual é a regra de ouro no pneumotórax hipertensivo quanto a exames?
Diagnóstico é clínico: NÃO aguardar radiografia de tórax (RX) para tratar.
Quais achados clínicos sugerem pneumotórax hipertensivo (10)
Hipotensão e taquicardia;
Turgência jugular;
Desvio traqueal contralateral;
Dispneia grave/progressiva;
Dor torácica intensa;
Ausência de murmúrio vesicular ipsilateral;
Hipertimpanismo à percussão;
Cianose/dessaturação;
Agitação/alteração do nível de consciência;
Piora rápida.
Materiais mínimos para toracocentese descompressiva de emergência (4)
Agulha grossa 14G ou 16G (ou cateter sobre agulha/jelco 14G);
Seringa 10–20 mL;
Antisséptico (álcool 70% se der tempo);
EPI.
Por que a assepsia e anestesia podem ser “simplificadas” na descompressão?
Porque é procedimento salva-vidas e precisa ser imediato (prioridade é descompressão rápida).
Local clássico de punção na descompressão do pneumotórax hipertensivo
2º espaço intercostal (EIC), linha hemiclavicular, no lado acometido.
Local alternativo de punção na descompressão (alívio).
4º ou 5º espaço intercostal (EIC), linha axilar anterior.
Como localizar o 2º espaço intercostal (EIC) rapidamente?
Palpa a clavícula, acha a linha hemiclavicular e conta:
1º espaço abaixo da clavícula → 2º espaço.
Onde entrar com a agulha em relação à costela e por quê?
Na borda superior da costela (evita o feixe vasculonervoso intercostal).
Técnica essencial da agulha na descompressão (2)
Agulha conectada à seringa;
Aspirar continuamente durante a introdução.
Sinais de confirmação da descompressão (alívio) (3)
Escape audível de ar sob pressão;
Aspiração de ar livre na seringa;
Melhora clínica imediata.
Quais parâmetros de melhora imediata você espera após descompressão (alívio) (5)
Melhora da saturação;
Redução da frequência cardíaca (FC);
Aumento da pressão arterial (PA);
Melhora da expansibilidade torácica;
Redução da turgência jugular.
Melhora da saturação;
Redução da frequência cardíaca (FC);
Aumento da pressão arterial (PA);
Melhora da expansibilidade torácica;
Redução da turgência jugular.
Sentado, inclinado à frente, com braços apoiados (mesa/travesseiro) para abrir espaços intercostais.
Locais possíveis de punção na toracocentese eletiva (2)
2º EIC na linha hemiclavicular; ou 6º–8º EIC na linha axilar média/posterior.
Materiais básicos para toracocentese eletiva (10)
Luvas e campos estéreis;
Antisséptico (clorexidina alcoólica ou PVPI);
Lidocaína 1–2%;
Agulhas para anestesia (ex.: 40×12, 25×8, 13×4,5);
Agulha 16–18G ou cateter sobre agulha (jelco 14–16G);
Seringas 5/10/20 mL;
Torneira de três vias;
Sistema coletor a vácuo/frasco coletor;
Tubos para análise laboratorial;
Gaze estéril e curativo adesivo.
Materiais complementares na toracocentese eletiva (3)
Ultrassom (US) portátil para guiar;
Oxímetro de pulso;
Monitor cardíaco + aparelho de pressão.
Passos-chave de execução na toracocentese eletiva (7)
Anestesiar pele/subcutâneo/pleura parietal;
Introduzir a agulha na borda superior da costela;
Aspirar continuamente;
Confirmar retorno de líquido/ar;
Coletar amostras;
Drenar o necessário (o mínimo para alívio de sintomas);
Curativo oclusivo ao final.
Qual o volume máximo recomendado por vez na drenagem de líquido e por quê?
Máximo 1.500 mL por vez, pelo risco de edema pulmonar de reexpansão.