PRÁTICA - BEATRIZ Flashcards

(50 cards)

1
Q

O que é toracocentese?

A

Punção da cavidade pleural para aspirar líquido (derrame pleural) ou ar (pneumotórax), com finalidade diagnóstica e/ou terapêutica.

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2
Q

Qual o principal “ponto fraco” da toracocentese como tratamento?

A

É uma medida temporária/ponte: estabiliza, mas não é o tratamento definitivo.

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3
Q

Qual o principal “ponto forte” da toracocentese?

A

Procedimento minimamente invasivo, útil para diagnóstico e alívio rápido de sintomas.

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4
Q

Indicações diagnósticas de toracocentese eletiva (3)

A

Derrame pleural de etiologia indeterminada;
Suspeita de empiema/hemotórax/quilotórax; investigação de neoplasias pleurais.

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5
Q

Indicações terapêuticas de toracocentese eletiva (3)

A

Derrame pleural volumoso com repercussão clínica (dispneia);
Pneumotórax espontâneo primário pequeno;
Alívio sintomático em derrames recidivantes.

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6
Q

Contraindicações relativas de toracocentese eletiva (4)

A

Coagulopatia não corrigida;
Infecção de pele no local da punção;
Paciente não cooperativo;
Ausência de confirmação por imagem da coleção.

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7
Q

O que é pneumotórax hipertensivo ?

A

Emergência com ar sob pressão na pleura → colapso pulmonar ipsilateral, desvio do mediastino, compressão de grandes vasos e choque obstrutivo.

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8
Q

Qual é a regra de ouro no pneumotórax hipertensivo quanto a exames?

A

Diagnóstico é clínico: NÃO aguardar radiografia de tórax (RX) para tratar.

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9
Q

Quais achados clínicos sugerem pneumotórax hipertensivo (10)

A

Hipotensão e taquicardia;
Turgência jugular;
Desvio traqueal contralateral;
Dispneia grave/progressiva;
Dor torácica intensa;
Ausência de murmúrio vesicular ipsilateral;
Hipertimpanismo à percussão;
Cianose/dessaturação;
Agitação/alteração do nível de consciência;
Piora rápida.

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10
Q

Materiais mínimos para toracocentese descompressiva de emergência (4)

A

Agulha grossa 14G ou 16G (ou cateter sobre agulha/jelco 14G);
Seringa 10–20 mL;
Antisséptico (álcool 70% se der tempo);
EPI.

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11
Q

Por que a assepsia e anestesia podem ser “simplificadas” na descompressão?

A

Porque é procedimento salva-vidas e precisa ser imediato (prioridade é descompressão rápida).

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12
Q

Local clássico de punção na descompressão do pneumotórax hipertensivo

A

2º espaço intercostal (EIC), linha hemiclavicular, no lado acometido.

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13
Q

Local alternativo de punção na descompressão (alívio).

A

4º ou 5º espaço intercostal (EIC), linha axilar anterior.

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14
Q

Como localizar o 2º espaço intercostal (EIC) rapidamente?

A

Palpa a clavícula, acha a linha hemiclavicular e conta:
1º espaço abaixo da clavícula → 2º espaço.

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15
Q

Onde entrar com a agulha em relação à costela e por quê?

A

Na borda superior da costela (evita o feixe vasculonervoso intercostal).

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16
Q

Técnica essencial da agulha na descompressão (2)

A

Agulha conectada à seringa;
Aspirar continuamente durante a introdução.

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17
Q

Sinais de confirmação da descompressão (alívio) (3)

A

Escape audível de ar sob pressão;
Aspiração de ar livre na seringa;
Melhora clínica imediata.

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18
Q

Quais parâmetros de melhora imediata você espera após descompressão (alívio) (5)

A

Melhora da saturação;
Redução da frequência cardíaca (FC);
Aumento da pressão arterial (PA);
Melhora da expansibilidade torácica;
Redução da turgência jugular.

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19
Q

Melhora da saturação;
Redução da frequência cardíaca (FC);
Aumento da pressão arterial (PA);
Melhora da expansibilidade torácica;
Redução da turgência jugular.

A

Sentado, inclinado à frente, com braços apoiados (mesa/travesseiro) para abrir espaços intercostais.

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20
Q

Locais possíveis de punção na toracocentese eletiva (2)

A

2º EIC na linha hemiclavicular; ou 6º–8º EIC na linha axilar média/posterior.

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21
Q

Materiais básicos para toracocentese eletiva (10)

A

Luvas e campos estéreis;
Antisséptico (clorexidina alcoólica ou PVPI);
Lidocaína 1–2%;
Agulhas para anestesia (ex.: 40×12, 25×8, 13×4,5);
Agulha 16–18G ou cateter sobre agulha (jelco 14–16G);
Seringas 5/10/20 mL;
Torneira de três vias;
Sistema coletor a vácuo/frasco coletor;
Tubos para análise laboratorial;
Gaze estéril e curativo adesivo.

22
Q

Materiais complementares na toracocentese eletiva (3)

A

Ultrassom (US) portátil para guiar;
Oxímetro de pulso;
Monitor cardíaco + aparelho de pressão.

23
Q

Passos-chave de execução na toracocentese eletiva (7)

A

Anestesiar pele/subcutâneo/pleura parietal;
Introduzir a agulha na borda superior da costela;
Aspirar continuamente;
Confirmar retorno de líquido/ar;
Coletar amostras;
Drenar o necessário (o mínimo para alívio de sintomas);
Curativo oclusivo ao final.

24
Q

Qual o volume máximo recomendado por vez na drenagem de líquido e por quê?

A

Máximo 1.500 mL por vez, pelo risco de edema pulmonar de reexpansão.

25
O que pedir depois de uma toracocentese eletiva?
Radiografia de tórax (RX) para checar expansão pulmonar e excluir pneumotórax iatrogênico.
26
Quanto tempo observar clinicamente após toracocentese eletiva?
2 a 4 horas.
27
Que tipos de análise do líquido pleural são citados como essenciais (3)
Bioquímica; citologia; microbiologia.
28
O que é drenagem pleural (toracostomia fechada)?
Inserção de dreno tubular na cavidade pleural conectado a sistema fechado, permitindo saída contínua de ar/sangue/fluidos e mantendo expansão pulmonar.
29
Principal “ponto forte” da drenagem pleural vs toracocentese:
É tratamento definitivo para várias condições torácicas.
30
Principal “ponto fraco” da drenagem pleural vs toracocentese
Procedimento mais complexo e invasivo, com mais risco e mais demanda técnica/material.
31
Materiais para toracostomia fechada (10)
EPI + Campo; Antisséptico; Dreno torácico; Fita métrica/régua + caneta estéril (ou fio/pinça para marcar o dreno). Pinça Kelly curva e reta; Porta-agulha + fio (nylon 2.0 ou 3.0); Anestésico local (lidocaína 2% em maior volume); Bisturi (lâmina 11 ou 15); Gazes estéreis + ataduras;
32
Nome do sistema de drenagem
Frasco coletor em selo d’água;
33
Tamanho de dreno recomendado para pneumotórax (3)
Primeira escolha: 20–24 Fr; Magros/pediátricos: 16–20 Fr; Grande porte: 24–28 Fr.
34
Tamanho de dreno para derrame pleural simples (2)
20–28 Fr; 20–24 Fr para transudatos/não complicados; 24–28 Fr para exsudatos (maior “segurança”).
35
Tamanho de dreno para empiema (2)
Primeira escolha: 28–32 Fr; Pode precisar 32–36 Fr se empiema mais denso.
36
Tamanho de dreno para hemotórax (2)
Primeira escolha: 32–36 Fr; Em trauma grave com sangramento ativo: 36–40 Fr.
37
Tamanho de dreno para quilotórax (1)
24–28 Fr.
38
Tamanho de dreno no pós-operatório de cirurgias torácicas (2)
28–32 Fr; frequentemente 2 drenos (apical para ar e basal para líquido).
39
O que é o “triângulo de segurança” para inserção do dreno?
Área segura no 4º ou 5º espaço intercostal (EIC), linha axilar anterior/média.
40
Limites do triângulo de segurança (3)
Anterior: borda lateral do peitoral maior; Posterior: borda anterior do grande dorsal; Inferior: mamilo (homem) ou prega inframamária (mulher).
41
Posicionamento do paciente para drenagem pleural (4)
Tórax exposto (mulher: cobrir mamas com compressa); decúbito dorsal (supino) ou lateral; braço do lado afetado elevado e abduzido; marcar o ponto de inserção.
42
Antissepsia de campo na drenagem pleural: até onde vai? (5)
De forma ampla até referências: Fúrcula esternal; Infraclavicular; Linha axilar posterior; Rebordo costal e esterno.
43
Como deve ser a incisão de pele (3)
Horizontal; 2–3 cm; Sobre a borda superior da costela; Orientada no sentido do espaço intercostal.
44
Sequência técnica da drenagem pleural por dissecção digital (8)
Dissecção romba com Kelly por subcutâneo e músculos; Digitação para criar túnel; Perfurar pleura com pinça fechada; Confirmar escape de ar (se houver); Introduzir o dreno pela borda superior da costela inferior; Direcionar o dreno; Fixar na pele; Conectar ao sistema e testar.
45
Direcionamento do dreno: ar vs líquido (2)
Ar (pneumotórax): apical (para cima e anterior); Líquido/sangue: basal (para baixo e posterior).
46
Como fixar o dreno na pele (2)
Sutura em bolsa de tabaco + ponto em U.
47
Como testar se o sistema está funcionando (2)
Observar oscilação da coluna de líquido e/ou borbulhamento no frasco com selo d’água ao liberar a pinça.
48
Como deve ser o curativo ao final (3)
Oclusivo; Gaze estéril + fita adesiva; Conexão dreno–sistema bem segura (ideal com data/hora no curativo).
49
O que deve ser registrado no acompanhamento do dreno (3)
Débito; Aspecto; Oscilação da coluna de líquido (em geral, checar/anotar a cada 12h).
50
Critérios de retirada do dreno (4)
Expansão pulmonar completa (RX); Débito <50–100 mL/24h (líquido); Cessação de fuga aérea por 24–48h (pneumotórax); Ausência de sinais de infecção.