PRÁTICA - VINICIUS Flashcards

(31 cards)

1
Q

Quando a paracentese é “diagnóstica”? (3)

A

Ascite de início recente;
Mudança do padrão de uma ascite já conhecida (piora/melhora inesperada);
Suspeita de infecção/peritonite.

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2
Q

Quando a paracentese é “terapêutica”? (2)

A

Ascite já conhecida com objetivo de alívio de sintomas; desconforto respiratório/distensão importante.

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3
Q

Qual achado no líquido ascítico fecha peritonite bacteriana espontânea?

A

Neutrófilos > 250 células/mm³ no líquido ascítico.

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4
Q

Como é calculado o gradiente albumina soro–ascite (GASA) e para que serve?

A

Diferença entre albumina sérica e albumina do líquido ascítico;
Ajuda a separar ascite por hipertensão portal vs causas não portais.

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5
Q

Como interpretar GASA > 1,1 g/dL? (2)

A

Sugere hipertensão portal; em geral cirrose/causas portais.

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6
Q

Como interpretar GASA < 1,1 g/dL? (3)

A

Sugere doença peritoneal/não portal;
Pensar em:
- Carcinomatose;
- Tuberculose peritoneal;
- Pancreatite/ Síndrome nefrótica (baixa oncótica).

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7
Q

Quais são contraindicações absolutas “práticas” para paracentese? (4)

A

Abdome agudo com indicação cirúrgica;
Instabilidade grave não manejada;
Coagulopatia grave por coagulação intravascular disseminada;
Sinais de hiperfibrinólise (ex.: petéquias difusas com sangramento).

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8
Q

Quais são as contraindicações relativas (ou situações que exigem ajuste/ultrassom)? (6)

A

Infecção/celulite no local;
Distensão de bexiga não esvaziada;
Distensão importante de alças (risco de perfuração);
Gestação; cirurgia abdominal prévia (aderências);
Plaquetopenia importante/coagulopatia relevante (individualizar).

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9
Q

Qual preparo obrigatório antes de puncionar para reduzir complicações? (3)

A

Esvaziar bexiga;
Posicionar paciente em decúbito dorsal;
Monitorizar (pelo menos sinais vitais).

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10
Q

Materiais essenciais da paracentese (padrão prova prática) (10)

A

Equipamento de proteção individual + campo fenestrado estéril;
Degermante e solução alcoólica;
Anestésico;
Agulhas (calibres para anestesia);
Jelco 14;
Three-way;
Seringa 10–20 mL;
Equipo (se drenagem terapêutica);
3 Frascos para amostras + coletores para drenagem;
Kit de pequena cirurgia/pinças + fixação/curativo.

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11
Q

Quais são os 3 coletores clássicos na paracentese diagnóstica e seus volumes?

A

20 mL para bioquímica;
20 mL para cultura;
60-100 mL para citometria/citologia oncótica.

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12
Q

Qual é o melhor local (1ª escolha) e por quê?

A

Quadrante inferior esquerdo (ponto “inverso de McBurney” => NÃO FALAR ISSO NA PROVA);
Evita vasos epigástricos inferiores e o sigmóide é mais móvel (menor risco de perfuração).

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13
Q

Como localizar o ponto no quadrante inferior esquerdo (maneira prática)?

A

Traçar linha entre cicatriz umbilical e crista ilíaca ântero-superior esquerda;
Dividir em 3 partes e puncionar no ponto mais lateral.

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14
Q

Qual é a 2ª escolha de sítio de punção?

A

Linha média, no ponto médio entre cicatriz umbilical e sínfise púbica (com cuidado para vasos/colaterais e bexiga).

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15
Q

Qual é a 3ª escolha?

A

Quadrante inferior direito; maior risco porque o ceco é menos móvel → idealmente guiado por ultrassom.

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16
Q

Quais locais você deve evitar para punção? (4)

A

Cicatriz cirúrgica (aderências);
Massa palpável;
Área com celulite/infecção;
Veias visíveis/colaterais importantes.

17
Q

Por que “lateralizar” o ponto de punção ajuda?

A

Ajuda a fugir dos vasos epigástricos inferiores que passam posteriores ao reto abdominal.

18
Q

Qual é a técnica em “Z” e por que é usada? (2)

A

Traciona a pele (≈2 cm) antes de puncionar e mantém tração durante a entrada;
Reduz vazamento ao “desalinhar” o trajeto pele–peritônio.

19
Q

Como fazer anestesia local no passo a passo? (4)

A

“Botão” anestésico inicial;
Avançar infiltrando em planos;
Alternar aspirar e injetar para não injetar intravascular;
Anestesiar todo o trajeto até peritônio (ponto mais doloroso).

20
Q

Como é a punção com Jelco 14?

A

Técnica em “Z”;
Introduzir perpendicular (≈90°) aspirando;
Ao obter retorno de líquido, parar de avançar agulha;
Retirar agulha e avançar apenas o cateter;
Conectar o three-way.

21
Q

Quando você pode “soltar” a tração da pele na técnica em Z?

A

Após retorno do líquido e estabilização do cateter no espaço peritoneal.

22
Q

Quando parar a drenagem?

A

Interromper se sintomas aliviarem ou se houver instabilidade.

23
Q

Quando repor a albumina na paracentese de grande volume?

A

Quando retirar mais de 5 litros.

24
Q

Qual a dose prática de albumina na reposição pós-paracentese de grande volume?

A

Aproximadamente 6–10 g por litro retirado.

25
Quais complicações podem ocorrer na paracentese? (7)
Hemorragia por lesão de vasos epigástricos; Hematoma de parede; Hemoperitônio; Perfuração de alça e peritonite secundária; Infecção local; Vazamento persistente no sítio; Disfunção hemodinâmica (sobretudo após grande volume).
26
Aspecto “amarelo citrino” do líquido sugere o quê?
Ascite por cirrose sem complicações (transudativa por hipertensão portal, na maioria).
27
Líquido turvo sugere o quê?
Processo infeccioso (peritonite bacteriana espontânea ou peritonite bacteriana secundária).
28
Líquido leitoso (quilo) sugere o quê? (2)
Neoplasia/obstrução linfática; Trauma/lesão de ductos (causas linfáticas/pancreáticas).
29
Líquido marrom sugere o quê? (3)
Síndrome ictérica/alto pigmento; Perfuração de vesícula biliar; Úlcera duodenal perfurada (a depender do contexto).
30
Líquido sanguinolento sugere o quê? (4)
Punção traumática; Neoplasia; Tuberculose peritoneal (raro); Punção inadvertida de órgãos/vasos (ex.: baço em esplenomegalia).
31
O que pedir na “BIOQUÍMICA do líquido ascítico”? (7)
Proteína total; Albumina; Glicose; Desidrogenase lática; pH; Triglicerídeos e colesterol; Adenosina deaminase Fosfatase alcalina.