Sopro E IC Flashcards

(87 cards)

1
Q

Conceito de Sopro Cardíaco

A

Som auscultado decorrente da turbulência do fluxo sanguíneo, podendo ser fisiológico ou patológico.

O sopro cardíaco é um sinal importante na avaliação clínica de doenças cardíacas.

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2
Q

Sinais e sintomas na anamnese que sugerem doença cardíaca (6)

A
  • Intolerância aos esforços
  • Dificuldade de ganho ponderal
  • Cianose
  • Dor precordial
  • Palpitações
  • Síncope

Esses sinais e sintomas são cruciais para o diagnóstico de doenças cardíacas.

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3
Q

Características avaliadas no Sopro Cardíaco (4)

A
  • Tempo (sistólico, diastólico, contínuo)
  • Localização (borda esternal)
  • Qualidade (forte/suave, vibra/não vibra)
  • Intensidade (1 a 6+)

A avaliação dessas características ajuda a determinar a natureza do sopro.

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4
Q

Graduação da Intensidade do Sopro (Grau 1)

A

Difícil de ser auscultado, detectável em ambientes silenciosos ou com manobras.

A graduação da intensidade do sopro é importante para a avaliação clínica.

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5
Q

Graduação da Intensidade do Sopro (Grau 2)

A

Facilmente auscultado em qualquer ambiente, mas discreto.

Essa graduação indica um sopro que pode ser percebido, mas não é muito forte.

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6
Q

Graduação da Intensidade do Sopro (Grau 3)

A

Moderadamente alto, sem frêmito, frequentemente com irradiação.

A presença de irradiação pode indicar a gravidade do sopro.

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7
Q

Graduação da Intensidade do Sopro (Grau 4)

A

Alto com frêmito e com irradiação.

Sinais de frêmito são indicativos de um sopro mais significativo.

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8
Q

Graduação da Intensidade do Sopro (Grau 5)

A

Alto, auscultado com o estetoscópio parcialmente tocando a pele, com frêmito e irradiação.

Essa graduação é crítica para a avaliação de sopros patológicos.

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9
Q

Graduação da Intensidade do Sopro (Grau 6)

A

Muito alto, ausculta com estetoscópio afastado da pele, com frêmito e irradiação.

A graduação 6 é a mais intensa e geralmente indica uma condição clínica séria.

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10
Q

Características gerais do Sopro Inocente (3)

A
  • Sistólico
  • Suave
  • Curta duração

O sopro inocente é comum em crianças e geralmente não é patológico.

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11
Q

Sopro inocente mais comum

A

Sopro de Still.

Este sopro é frequentemente encontrado em crianças e é considerado benigno.

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12
Q

Características do Sopro de Still

A
  • Início da sístole
  • Intensidade 2-3+
  • Musical ou vibratório
  • Melhor audível na borda esternal esquerda

Essas características ajudam a diferenciar o sopro de Still de outros sopros.

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13
Q

Diagnóstico diferencial do Sopro de Still (4)

A
  • CIV (Comunicação Interventricular)
  • Estenose pulmonar leve
  • Cardiomiopatia hipertrófica
  • Estenose subaórtica

O diagnóstico diferencial é essencial para determinar a causa do sopro.

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14
Q

Características do Sopro de Fluxo Pulmonar

A
  • Sistólico
  • 2-3+
  • Ejeção (crescendo-decrescendo)
  • Audível no bordo esternal esquerdo alto
  • Diminui quando o paciente levanta

Essas características são importantes para a avaliação clínica do sopro de fluxo pulmonar.

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15
Q

Diagnóstico diferencial do Sopro de Fluxo Pulmonar (2)

A
  • CIA (Comunicação Interatrial)
  • Estenose pulmonar valvar

O diagnóstico diferencial ajuda a identificar a condição subjacente.

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16
Q

Características do Sopro de Estenose de Ramo Pulmonar

A
  • Ejeção
  • 1-2+
  • Início até meio da sístole
  • Audível em região axilar e dorso
  • Comum em RN e lactentes

Este sopro deve ser investigado em recém-nascidos e lactentes.

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17
Q

Único sopro inocente NÃO sistólico

A

Venous Hum (Zumbido venoso).

O Venous Hum é um sopro contínuo que deve ser reconhecido como benigno.

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18
Q

Características do Venous Hum (Zumbido Venoso)

A
  • Contínuo (sisto-diastólico)
  • Aumenta na diástole
  • Audível na face anterior e inferior do pescoço (esternocleidomastoideo, D)

Essas características ajudam a diferenciar o Venous Hum de outros sopros.

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19
Q

Diagnóstico diferencial do Venous Hum (2)

A
  • Fístula arteriovenosa cervical
  • Persistência do Canal Arterial (PCA)

O diagnóstico diferencial é importante para excluir condições patológicas.

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20
Q

Características do Sopro Patológico (4)

A
  • Holossistólico ou diastólico
  • Intensidade ≥ 3+
  • Segunda bulha anormal
  • Não altera intensidade com posição

Essas características indicam um sopro que pode ser indicativo de doença cardíaca.

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21
Q

Conceito de Insuficiência Cardíaca Congestiva (IC)

A

Síndrome clínica complexa por anormalidades circulatórias e neuro-hormonais, decorrentes de disfunção ventricular ou sobrecarga.

A IC é uma condição crítica que requer avaliação e tratamento adequados.

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22
Q

Classificações gerais da IC (4)

A
  • IC aguda X crônica
  • IC direita X esquerda
  • IC sistólica X diastólica
  • IC de alto débito

Essas classificações ajudam a entender a apresentação e o tratamento da IC.

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23
Q

Principal etiologia da IC em crianças (60-70%)

A

Cardiopatias congênitas.

As cardiopatias congênitas são uma causa significativa de IC pediátrica.

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24
Q

Etiologias da IC (Cardiopatias Congênitas - Sobrecarga de Volume) (4)

A
  • Shunt E-D
  • Insuficiência da valva AV
  • Prolapso da mitral
  • Insuficiência da valva pulmonar ou aórtica

Essas condições podem levar à sobrecarga de volume e, consequentemente, à IC.

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25
Etiologias da **IC (Cardiopatias Congênitas - Sobrecarga de Pressão)** (2)
* Obstrução do lado esquerdo (Estenose Aórtica, Coarctação) * Obstrução do lado direito ## Footnote Essas obstruções podem causar sobrecarga de pressão e IC.
26
Etiologias da **IC (Cardiomiopatias Primárias)** (4)
* Dilatada * Hipertrófica * Restritiva * VE com miocárdio não compactado ## Footnote As cardiomiopatias primárias são uma causa importante de IC.
27
Etiologias da **IC (Cardiomiopatias Secundárias - exemplos)** (6)
* Inflamatória/imunológica * Isquêmica * Infiltrativa * Doença neuromuscular * Tóxica * Arritmias * Tireotoxicose * Anemia * DRC * Desnutrição ## Footnote Essas condições podem contribuir para o desenvolvimento de IC.
28
Fisiopatologia da **IC (Ativação SRAA)**
Redução do DC → ativa SRAA → retenção de H2O e Na+, aumento de catecolaminas → vasoconstrição, hipertrofia, apoptose e fibrose. ## Footnote A ativação do SRAA é uma resposta compensatória que pode agravar a IC.
29
Fisiopatologia da **IC (Sistema Natriurético e Neprilisina)**
Redução do DC → libera BNP (que tenta contra-regular o SRAA). Na IC crônica, aumenta a Neprilisina, que degrada o BNP. ## Footnote O BNP é um marcador importante na avaliação da IC.
30
Quadro clínico de **IC (Lactente/Pré-escolar - Mais Frequentes)** (4)
* Taquipneia * Dificuldade alimentar (vômitos, recusa, RGE) * Sudorese excessiva * Palidez ## Footnote Esses sinais são comuns em lactentes com IC.
31
Quadro clínico de **IC (Lactente/Pré-escolar - Menos Frequentes)** (4)
* Cianose * Palpitações * Síncope * Edema de face/MMII * Ascite ## Footnote Esses sinais podem indicar uma IC mais grave.
32
Quadro clínico de **IC (Crianças Maiores/Adolescentes - Mais Frequentes)** (4)
* Cansaço aos esforços * Dispneia e ortopneia * Dor abdominal * Náuseas e vômitos ## Footnote Esses sintomas são comuns em crianças maiores com IC.
33
Quadro clínico de **IC (Crianças Maiores/Adolescentes - Menos Frequentes)** (3)
* Palpitações * Dor torácica * Edema de MMII * Ascite ## Footnote Esses sinais podem ser indicativos de IC avançada.
34
Padrão de apresentação **"Úmido" (Sinais de congestão)** (4)
* Taquipneia * Ortopneia * Hepatomegalia * Edema * Ascite ## Footnote Esses sinais são típicos de congestão na IC.
35
Padrão de apresentação **"Frio" (Sinais de baixo DC)** (4)
* Hipotensão ou Taquicardia com pulsos finos * Extremidades frias * Irritabilidade * Alteração do nível de consciência ## Footnote Esses sinais indicam um estado de baixo débito cardíaco.
36
Padrão de Apresentação Clínica: **A**
Quente e Seco. ## Footnote Este padrão é geralmente considerado estável.
37
Padrão de Apresentação Clínica: **B**
Quente e Úmido. ## Footnote Este padrão pode indicar congestão.
38
Padrão de Apresentação Clínica: **C**
Frio e Úmido. ## Footnote Este padrão é crítico e pode indicar choque.
39
Padrão de Apresentação Clínica: **D**
Frio e Seco. ## Footnote Este padrão pode indicar um estado de baixo débito cardíaco.
40
Estadiamento da **IC (ISHLT) - Estágio A**
Pacientes com risco de desenvolver IC, mas com função e dimensões cardíacas normais (Ex: Duchenne, uso de antraciclinas). ## Footnote Este estágio é preventivo.
41
Estadiamento da **IC (ISHLT) - Estágio B**
Pacientes com morfologia ou função anormal, mas sem sinais clínicos de IC (Ex: dilatação de VE assintomático). ## Footnote Este estágio requer monitoramento.
42
Estadiamento da **IC (ISHLT) - Estágio C**
Pacientes com antecedentes ou sintomas atuais de IC na presença de doença cardíaca estrutural. ## Footnote Este estágio é crítico para o manejo da IC.
43
Estadiamento da **IC (ISHLT) - Estágio D**
Pacientes com IC avançada, necessitando de inotrópicos, suporte mecânico ou transplante. ## Footnote Este estágio é considerado terminal.
44
Classe Funcional (NYHA) - Classe **I**
Sem limitação para atividades físicas cotidianas. ## Footnote Este é o estágio mais leve da IC.
45
Classe Funcional (ROSS) - Classe **I**
Assintomático. ## Footnote Pacientes nesta classe não apresentam sintomas.
46
Classe Funcional (NYHA) - Classe **II**
Discreta limitação para atividades físicas (cansaço aos esforços cotidianos). ## Footnote Pacientes nesta classe podem sentir cansaço em atividades leves.
47
Classe Funcional (ROSS) - Classe **II**
Taquipneia discreta e sudorese às mamadas, com ganho ponderal adequado. ## Footnote Esses sinais são comuns em lactentes.
48
Classe Funcional (NYHA) - Classe **III**
Moderada/acentuada limitação (sintomas com atividades menos intensas que as cotidianas). ## Footnote Pacientes nesta classe têm limitações significativas.
49
Classe Funcional (ROSS) - Classe **III**
Taquipneia acentuada e sudorese às mamadas, com baixo ganho ponderal. ## Footnote Esses sinais indicam uma condição mais grave.
50
Classe Funcional (NYHA) - Classe **IV**
Sintomas em repouso, cansaço aos mínimos esforços. ## Footnote Este é o estágio mais grave da IC.
51
Classe Funcional (ROSS) - Classe **IV**
Taquidispneia, retrações intercostais, gemido e sudorese em repouso. ## Footnote Esses sinais são críticos e indicam necessidade de intervenção.
52
Exames diagnósticos para **IC** (5)
* Radiografia de tórax * ECG * ECO * Biomarcadores (BNP, troponina) * Exames laboratoriais (hemograma, eletrólitos, função renal/hepática, TSH) ## Footnote Esses exames são essenciais para o diagnóstico e manejo da IC.
53
Tratamento para **Congestão na IC** (3)
* Diuréticos (Furosemida, Hidroclorotiazida) * Restrição hídrica * Suporte ventilatório (O2, VNI, VM) ## Footnote O tratamento da congestão é crucial para aliviar os sintomas.
54
Tratamento para **Baixo Débito Cardíaco na IC** (2)
* Inotrópicos (Dopamina, Dobutamina, Epinefrina, Milrinona) * Vasodilatadores (Milrinona, Nitroprussiato) ## Footnote Esses tratamentos são importantes para melhorar o débito cardíaco.
55
Medidas adicionais importantes no tratamento da **IC** (3)
* Fórmulas hipercalóricas * Tratar anemia * Usar anticoagulantes ## Footnote Essas medidas podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes com IC.
56
Tratamento Farmacológico (Passo **1**)
Diurético (quanto mais sintomas, mais usado). ## Footnote O uso de diuréticos é fundamental no manejo da IC.
57
Tratamento Farmacológico (Passo **2**)
Inibidor de ECA (IECA) (desde assintomático). ## Footnote Os IECA são importantes para o tratamento da IC.
58
Tratamento Farmacológico (Passo **3**)
Beta-Bloqueador (desde o surgimento dos sintomas). ## Footnote Os beta-bloqueadores são essenciais no manejo da IC.
59
Tratamento Farmacológico (Passo **4**)
Antagonista da Aldosterona (desde o surgimento dos sintomas). ## Footnote Este tratamento ajuda a controlar a retenção de líquidos na IC.
60
Características do sopro sistólico supraventricular:
* Audível em região supraclavicular * sopro curto *Reduz a intensidade com a hiperextensão dos ombros * Mais comum em adolescentes e crianças mais velhas *Diagnóstico diferencial de estenose aórtica e pulmonar e da valva aórtica bicúspide
61
O sopro cardíaco é a principal causa de encaminhamento da criança para o cardiologista pediátrico e decorre de turbulência do fluxo sanguíneo podendo ser fisiológico ou patológico. (VERDADEIRO OU FALSO)
VERDADEIRO ## Footnote O sopro cardíaco é comum em crianças e pode ser benigno.
62
O sopro cardíaco, frequente na criança, muitas vezes se origina do fluxo sanguíneo normal sem anormalidade estrutural no coração, chamado sopro ________.
Inocente/fisiológico ## Footnote Este tipo de sopro é geralmente benigno.
63
Quais aspectos da anamnese devem ser investigados em crianças com sopro cardíaco? (5)
* História familiar (cardiopatia congênita em 1º grau, cardiomiopatia hipertrófica, morte súbita em lactentes) * História pessoal de condições associadas a cardiopatias congênitas (doenças genéticas, tecido conectivo, erros inatos do metabolismo, más-formações) * Doenças associadas a cardiopatias adquiridas (Kawasaki, febre reumática) * Antecedentes pré-natais e perinatais (álcool, drogas/teratógenos, infecções, diabetes gestacional) * Sinais e sintomas cardíacos (intolerância ao esforço/mamada, baixo ganho ponderal, cianose, dor precordial, palpitação, síncope) ## Footnote Esses aspectos ajudam a identificar a gravidade do sopro.
64
Quais achados gerais e pulmonares no exame físico podem sugerir doença cardíaca em criança com sopro? (3)
* Estado geral e fenótipo, coloração da pele * Dispneia, creptos, sibilos (edema pulmonar) * Hepatomegalia ## Footnote Esses sinais podem indicar problemas cardíacos subjacentes.
65
No exame cardiovascular, quais achados além da ausculta devem ser avaliados em crianças com sopro? (4)
* Inspeção do precórdio (abaulamento) * Palpação: impulsão (sobrecarga) e frêmito (turbulência importante) * Ausculta: ritmo, B3, características da B2 (desdobramento fixo, hiperfonese), estalidos * Pulsos em 4 membros (diferencial de amplitude → coarctação da aorta) ## Footnote A avaliação completa é essencial para o diagnóstico correto.
66
Quais são os quatro pontos que devem ser analisados diante da ausculta de um sopro cardíaco? (4)
* Tempo no ciclo cardíaco * Localização * Intensidade * Qualidade ## Footnote Esses pontos ajudam a caracterizar o sopro e sua possível gravidade.
67
Em relação ao tempo no ciclo cardíaco, quais são os tipos de sopro possíveis? (3)
* Sistólico * Diastólico * Contínuo ## Footnote Cada tipo de sopro tem implicações clínicas diferentes.
68
Como é classificada a intensidade dos sopros cardíacos?
De 1 a 6/+ ## Footnote A classificação ajuda a determinar a gravidade do sopro.
69
Sopro Grau I: __________.
Difícil de auscultar, detectável em ambiente silencioso ou evidenciado com manobras ## Footnote Este grau indica um sopro muito leve.
70
Sopro Grau II: __________.
Facilmente auscultado em qualquer ambiente, porém discreto ## Footnote Este grau é leve, mas perceptível.
71
Sopro Grau III: __________.
Moderadamente alto, sem frêmito, frequentemente com irradiação ## Footnote Este grau indica um sopro mais significativo.
72
Sopro Grau IV: __________.
Alto, com presença de frêmito e irradiação ## Footnote Este grau sugere um sopro potencialmente patológico.
73
Sopro Grau V: __________.
Alto, com frêmito e irradiação, audível com estetoscópio apenas parcialmente apoiado na pele ## Footnote Este grau é bastante preocupante.
74
Sopro Grau VI: __________.
Muito alto, com frêmito e irradiação, audível mesmo com estetoscópio afastado da pele ## Footnote Este grau é considerado grave.
75
Quais são os dois tipos de sopro sistólico e suas características principais? (2)
* Ejeção: intervalo após B1, crescendo-decrescendo, pode ser patológico ou inocente * Regurgitação: inicia junto à B1, geralmente holossistólico, habitualmente patológico ## Footnote A distinção entre os tipos de sopro sistólico é crucial para o diagnóstico.
76
Quais são as principais características de um sopro inocente? (5)
* Sistólico * Suave (Grau ≤2) * Curta duração * Timbre vibratório ou musical * Mínima irradiação ou nenhuma ## Footnote Esses sopros são geralmente benignos e não indicam doença cardíaca.
77
Quais são os outros achados no exame físico que sugerem sopro inocente? (4)
* Precórdio silencioso * Bulha S₂ normal, com desdobramento fisiológico * Ausência de galope, cliques ou atrito pericárdico * Febre (ou história + sinais de anemia) ## Footnote Esses achados ajudam a diferenciar sopros inocentes de patológicos.
78
Quais características de um sopro levam à suspeição de defeito cardíaco estrutural? (5)
* Holossistólico * Diastólico * Intensidade ≥ 3+/6 * Presença de segunda bulha anormal * Aumento de intensidade em posição ortostática ## Footnote Esses sinais são indicativos de possíveis problemas cardíacos.
79
Quais são os outros achados no exame físico que sugerem sopro patológico (doença cardíaca)? (5)
* Bulha B₂ anormal (fixa ou ampla, B₂ único, P₂ hiperfonético) * Ritmo de galope (B₃ ou B₄) * Estalido sistólico * Atrito pericárdico * Alterações hemodinâmicas associadas (ex.: hepatomegalia, pulsos anormais, discrepância de PA entre MMSS e MMII) ## Footnote Esses achados são preocupantes e indicam a necessidade de investigação adicional.
80
A criança assintomática com sopro cardíaco e com as seguintes características: sistólico, muda de intensidade com a posição, curta duração, sem estalidos ou galope, sem irradiação e baixa intensidade provavelmente tem um sopro inocente. (VERDADEIRO OU FALSO)
VERDADEIRO ## Footnote Essas características são típicas de um sopro inocente.
81
Quais são os principais tipos de sopros inocentes na infância? (6)
* Sopro de Still * Sopro sistólico aórtico * Sopro de fluxo pulmonar * Sopro de estenose de ramo pulmonar * Sopro sistólico supraventricular * Venous hum (zumbido venoso) ## Footnote Esses sopros são geralmente benignos e comuns em crianças.
82
Quais são as características do sopro de Still? (5)
* Início da sístole * Intensidade 2–3+/6 * Musical ou vibratório * Melhor audível em bordo esternal esquerdo baixo * Reduz intensidade do supino para sentado; comum em todas idades ## Footnote Este sopro é frequentemente encontrado em crianças e é considerado inocente.
83
Quais são as características do sopro sistólico aórtico? (3)
* Sistólico de ejeção * Audível em bordo esternal direito alto * Mais frequente em crianças maiores e adolescentes ## Footnote Este sopro pode ser benigno, mas deve ser avaliado.
84
Quais são as características do sopro de fluxo pulmonar? (4)
* Sistólico de ejeção, crescendo-decrescendo * Intensidade 2–3+/6 * Audível em bordo esternal esquerdo alto * Diminui de intensidade ao levantar-se ## Footnote Este sopro é frequentemente encontrado em crianças e pode ser benigno.
85
Quais são as características do sopro de estenose de ramo pulmonar? (4)
* Ejeção de início até meio da sístole * Intensidade 1–2+/6 * Audível em região axilar ou dorso * Mais comum em recém-nascidos e lactentes pequenos ## Footnote Este sopro pode indicar uma condição cardíaca que requer investigação.
86
Quais são as características do sopro sistólico supraventricular? (4)
* De ejeção, curto * Audível em região supraclavicular * Reduz com hiperextensão dos ombros * Mais frequente em crianças maiores e adolescentes ## Footnote Este sopro pode estar associado a condições cardíacas específicas.
87
Quais são as características do venous hum (zumbido venoso)? (4)
* Contínuo, aumenta na diástole * Audível na face anterior e inferior do pescoço * Localizado ao lado do esternocleidomastoídeo, mais à direita * Único sopro inocente não sistólico ## Footnote Este sopro é geralmente benigno, mas deve ser monitorado.