Quais são as características do CTB quanto a sensibilidade e especificidade?
Quais os parâmetros a serem analisados em uma CTB?
Quais são os parâmetros de normalidade quanto ao BCF?
Quais são os parâmetros de normalidade quanto a aceleração transitória?
Quais são os parâmetros de normalidade quanto a variabilidade?
Defina a desaceleração tipo 1 e sua patogênese?
I. Precoce: Compressão do polo cefálico, em maior frequência quando já houve perda de líquido, ativando os baroceptores fetais que percebem o aumento de pressão e respondem com ativação parassimpática. Pico da contração se encontra com o nadir da desaceleração.
Quais são os tipos de categoria de classificação de uma CTB?
I. Normalidade: BCF normal, variabilidade presente, DIP I.
II. Tudo aquilo que não se encaixa na normalidade (categoria I) e na anormalidade sugestiva de hipóxia (categoria III). Mudar decúbito, suspender ocitocina, introduzir cateter nasal e continuar CTB observando evolução para DIP III ou regressão para DIP I.
III. Variabilidade ausente + DIP II/III ou bradicardia. Mudar decúbito, suspender ocitocina, cateter nasal e resolução da gestação pela via mais rápida.
o Padrão sinusoidal isoladamente já configura categoria III.
o Preditores de mortalidade fetal: Bradicardia, ausência de variabilidade, DIP II/III e padrão sinusoidal.
Defina a desaceleração tipo 2 e sua patogênese?
II. Tardia: Desaceleração tardia visto baixa reserva de O2 do feto, usualmente em RCIU por insuficiência placentária (estase do espaço interviloso), somado a uma contração uterina que diminui o aporte de oxigênio deixando o feto em ↓pO¬2 e ↑pCO¬ com consequente acidose. Essa ultima por sua vez é percebido por quimioceptores que respondem através de vasoconstrição periférica. Por sua vez os baroceptores percebendo o aumento de pressão advindo da vasoconstrição promove ativação parassimpática, resultando em uma desaceleração tardia motivada por uma cascata mais longa até a resposta parassimpática. O pico da contração antecede o nadir da desaceleração.
Defina a desaceleração tipo 3 e sua patogênese?
III. Variável: Desacelerações variáveis, por compressão do cordão umbilical (funículo) interrompendo a passagem sanguínea através do mesmo, desencadeando resposta parassimpática via ativação dos baroceptores. As compressões geralmente ocorrem por mudança de posição materna, escassez do líquido, nós de cordão, etc.
o Padrão sinusoidal: Por anemia fetal, geralmente advindo de incompatibilidade do fator Rh.