O que a guarnição deve fazer ao chegar à cena?
Avaliar os riscos inerentes e decorrentes do evento, confirmando a segurança da cena antes do atendimento.
Qual é o principal objetivo da avaliação primária?
Identificar e corrigir condições clínicas com potencial risco à vida em curto prazo.
CONCEITOS IMPORTANTES
Qual sequência de prioridades é usada na avaliação primária?
XABCDE:
X (eXsanguination) – Hemorragias exsanguinantes;
A (Airway) – Abertura da via aérea e estabilização da coluna cervical;
B (Breathing) – Ventilação;
C (Circulation) – Circulação;
D (Disability) – Estado neurológico → ECG-P;
E (Exposition) – Exposição e ambiente → ALICA.
X → HEMORRAGIAS EXANGUINANTES
A → ABERTURA DAS VIAS AÉREAS + ESTABILIZAÇÃO DA CERVICAL
B → Boa ventilação
Quando oferecer oxigênio suplementar?
Quando SpO₂ ≤ 95% ou houver dificuldade respiratória, a um fluxo de 10 a 15 L/min por máscara facial.
Quais sinais indicam obstrução parcial da via aérea?
Respiração ruidosa, que pode evoluir para obstrução total.
C → CIRCULAÇÃO
Qual é o primeiro sinal de choque?
Taquicardia.
D → DISFUNÇÕES NEUROLÓGICAS
AVALIAR O NÍVEL DE CONSCIÊNCIA POR MEIO DA ESCALA DE COMA DE GLASGOW (ECG-P).
Qual escala é usada para avaliação do nível de consciência?
Escala de Coma de Glasgow (ECG-P).
Pontuação mínima 1 e máxima 15. Sendo, grave <8, moderado de 9 a 12 e leve de 13 a 15.
Obs.: Deve-se subtrair da ECG a reatividade da pupila (-2, -1 e 0).
ECG-P Abertura Ocular?
1- Abertura ocular espontânea = 4;
2- Abertura ocular ao estímulo sonoro = 3;
3- Abertura ocular ao toque físico = 2;
4- Ausência de abertura ocular, mesmo após estímulo = 1;
5- Não testável por algum fator impeditivo = NT.
ECG-P Resposta Verbal?
1- Resposta adequada relativamente ao nome, ao local e à data (orientada) = 5;
2- Resposta não orientada, mas comunicação coerente (confusa) = 4;
3- Palavras isoladas inteligíveis = 3;
4- Apenas gemidos = 2;
5- Ausência de resposta audível, sem fatores de interferência = 1;
6- Não testável por algum fator impeditivo = NT.
ECG-P Resposta Motora?
1- Obedece a comandos motores de forma satisfatória = 6;
2- Localiza estímulo de pressão = 5;
3- Demonstra interação por meio da flexão normal de membros superiores = 4;
4- Tendência a flexão involuntária de membros superiores (decorticação → Hemisfério Cerebral) = 3;
5- Tendência a extensão (descerebração → Mesencéfalo e ponte) de membros (padrão anormal) = 2;
6- Ausência de movimentos dos membros superiores/inferiores, sem fatores de interferência = 1;
7- Não testável por algum fator impeditivo = NT.
ECG-P Reatividade Pupular?
1- Não reagente = -2;
2- Reagente unilateral = -1;
3- Reagente bilateral = 0.
E → EXPOSIÇÃO DA VÍTIMA + CONTROLE DE TEMPERATURA
No item E (Exposição), qual mnemônico é utilizado para investigar dor?
ALICIA;
A – Aparecimento: “Como começou essa dor?” ou “o que aconteceu?”
L – Localização: “Onde está doendo (especificamente)?”
I – Intensidade: “De 0 a 10, qual a intensidade da sua dor?” (vide – Escala de dor)
C – Cronologia: “Desde quando está doendo?”
I – Incremento: “Tem algum fator que faça piorar essa dor”?
A – Alívio: “Tem alguma posição que melhore essa dor?”
Escala de Dor (Intensidade)
Leve → 0, 1 e 2;
Moderada → 3, 4, 5, 6, e 7;
Intensa → 8, 9 e 10.
Qual medida deve ser tomada para prevenir hipotermia?
Cobrir o paciente com cobertor térmico logo após a avaliação e tratamento.
O que é a avaliação secundária no APH?
A avaliação secundária é uma etapa complementar à avaliação primária. Nela é possível verificar possíveis alterações que não foram constatadas na avaliação primária, principalmente quanto às alterações de mucosas, pele, assimetrias morfológicas e instabilidade hemodinâmica.
Como é realizado o exame físico na avaliação secundária?
Na avaliação secundária é realizado um exame físico crânio-caudal detalhado, permeado principalmente na inspeção, na palpação, nos sinais vitais e na anamnese, buscando alterações que na avaliação primária não trouxeram riscos ao paciente, mas que podem evoluir desfavoravelmente.
Onde e quando a avaliação secundária pode ser realizada?
Ela pode ser realizada na cena de emergência ou durante o transporte, conforme a gravidade do estado clínico do paciente. Esta etapa não deve atrasar a decisão de transporte, principalmente em pacientes graves.