Epilepsia -> Definição, Tipos e Atividade Elétrica
● A epilepsia não é definida por exames, mas sim pelos sintomas.
● A epilepsia é uma doença que se caracteriza pelo sintoma crise epiléptica.
● Existem vários tipos de crises epilépticas:
● Síndrome do córtex duplo: neurônios que pararam antes de chegar no córtex externo →
ficam fora de lugar → normalmente causa crises generalizadas
● Conforme o tipo e localização da lesão, sabe-se se é focal ou generalizada.
● Os neurônios podem hiperexcitar em razão de um estímulo muito intenso (ex.: luzes
fortes, videogame, estímulo auditivo).
○ Epilepsia fotossensível: o estímulo luminoso é o disparador da crise, não é exclusiva da luz → a medicação ajuda a evitar que ocorra uma crise mesmo que esteja diante de um cenário que reduz o limiar
○ Conforme a genética, tem maior ou menor propensão para um estímulo vindo do ambiente desorganizar a atividade elétrica.
Causas da Epilepsia, Frequencia, Resposta Fisiologica, Diagnostico, Causa mais frequente
● Para que ocorra um influxo enorme de íons (despolarização intensa), deve haver uma lesão/doença em determinada área do cérebro.
● Epilepsia é uma valsa de duas doenças:
1. Precisa ter crise epiléptica.
2. Para ter crise epiléptica, precisa ter alteração elétrica na região do cérebro, e para ter alteração elétrica deve ter uma doença.
● Quem tem epilepsia tem 2 doenças: epilepsia + doença número 1 (alguma outra doença que afete a eletricidade).
○ A doença número 1 é o que determina todo o resto que a pessoa vai apresentar, e possui variadas apresentações clínicas.
● Porque as crises ocorrem só de vez em quando? Porque o cérebro tem mecanismos que tentam limitar o processo, ele tenta lutar contra a instabilidade elétrica. Além disso, o tratamento é com medicação anti crise epiléptica, o cérebro e a medicação trabalham em conjunto.
● Muitas pessoas têm pequenas alterações/mutações em genes → causa importante de epilepsia.
○ Às vezes a crise começa em um lugar “silencioso” do cerebro e se espalha por todo o cérebro. a velocidade de propagação depende de cada paciente, e isso tem influência genética.
● É muito incomum ter apenas 1 crise epiléptica na vida. A taxa de recorrência em 2 anos é de cerca de 70%.
● Sempre que existe alguma doença identificável que mexe no potencial convulsivo, basta ter 1 crise para diagnosticar epilepsia, embora a definição seja ter crises recorrentes ou
1 crise (crise não provocada!!!) + lesão. Importante tratar logo na primeira crise!
● Causa mais frequente de crise epiléptica provocada: convulsão febril (crianças com suscetibilidade genética a fazer crise com a mudança de temperatura).
● Crise de ausência:
○ É um subtipo específico de crise, não é o oposto de convulsão.
○ Crises em que a pessoa desconecta por um momento mais longo (cerca de 2 min).
● Crise focal com alteração da consciência (não significa perda da consciência) é diferente de crise de ausência!
●** Crise generalizada motora tônico clônica = convulsão.**
● Crise focal secundariamente generalizada: começa focal e depois de alguns segundos se espalha pelo cérebro → o remédio para crises generalizadas não trata a crise! Quando uma pessoa relata crises generalizadas, tem que perguntar se começa a se
debater desde o início ou se há um período inicial de desconexão (sugere crise focal).
● Automatismos: ações automáticas que fazemos sem nos darmos conta → saem da consciência.
○ Quando as crises não envolvem áreas motoras, envolvem essas áreas que contém os automatismos;
○ Ex: mastigação, esfregar mãos, genitálias…
● Desvio do olhar conjugado: pode ocorrer por lesão do lobo frontal (área do movimento versivo dos olhos para o outro lado) e do lado occipital.
● Algumas crises ativam área pré-motora (aumenta o tônus) e outras áreas geram movimento descontrolado
Diagnostico
●O EEG não é suficiente para diagnosticar epilepsia, pois muitas pessoas apresentam alterações no exame sem realmente terem a doença.
○ Ex.: crianças com autismo e TDAH.
● Ter descargas epileptiformes não quer dizer ter epilepsia
● Dropp attacks (crises atônicas) = hiperativação dos neurônios inibitórios.
● Psicose: tipo de pensamento fora da realidade; desarranjo no processo de integração neuronal.
● O cérebro tem muito mais neurônio inibitório do que excitatório, porque, para fazer um movimento mais delicado (ex.: tocar piano, violão), tem que inibir todos os movimentos antagonistas a ele!
Aura
● Aura: parte inicial da crise epiléptica em que a pessoa mantém seu entendimento (está consciente) consegue entender e reportar o que ela está sentindo.
● Dejavu: tipo de aura mais comum. É uma ilusão de memória; ocorre a ativação de neurônios que representam uma memória; a pessoa tem uma memória do presente.
● Aura da enxaqueca: redução aguda (depressão) cortical. É diferente da aura epiléptica (excesso de excitabilidade).
○ Ocorre antes da dor pulsátil, representa o início da crise de enxaqueca.
● Aura epiléptica: antes das outras manifestações da crise (já é o começo da crise).
Esclerose Hipocampal
● Esclerose hipocampal = atrofia do hipocampo (um lado do hipocampo é maior que o outro).
● Fator de risco para esclerose hipocampal: convulsões febris na infância.
● Lesões cerebrais primárias (ex.: tumor, lesão vascular…) podem levar à esclerose do hipocampo.
● Epilepsia de lobo temporal por alteração hipocampal é comum!
● Síndrome do córtex duplo: neurônios que pararam antes de chegar no córtex externo → ficam fora de lugar → normalmente causa crises generalizadas
● Conforme o tipo e localização da lesão, sabe-se se é focal ou generalizada.
● Os neurônios podem hiperexcitar em razão de um estímulo muito intenso (ex.: luzes fortes, videogame, estímulo auditivo).
○ Epilepsia fotossensível: o estímulo luminoso é o disparador da crise, não é exclusiva da luz → a medicação ajuda a evitar que ocorra uma crise mesmo que esteja diante de um cenário que reduz o limiar
○ Conforme a genética, tem maior ou menor propensão para um estímulo vindo do ambiente desorganizar a atividade elétrica.
Tratamento
● O tratamento da epilepsia trata o futuro → reduz a probabilidade de que aconteça um evento no futuro.
● Tem remédios que servem melhor para crise focal e outros para crise generalizada.
● Os remédios diminuem a entrada de cargas positivas (Na+ e K+) ou aumentam a entrada de cargas negativas (Cl-).
● Associações de medicamentos.
● ¼ dos pacientes consegue controlar de primeira.
● ¼ dos pacientes nunca controla a crise.
○ Objetivo: trazer o paciente para algum grau de controle. Existem possibilidades cirúrgicas
● A medicação tenta ter especificidade para áreas patológicas, mas ainda não consegue → gera efeitos adversos cognitivos comportamentais.
○ Recomendação: usar doses eficazes sem deprimir tanto a atividade de outros neurônios
● Existem remédios para crises focais e para crises generalizadas! (NÃO PRECISA SABER QUAIS SÃO OS MEDICAMENTOS).
○ Valproato de sódio: contraindicado para mulher em idade fértil!