Zoonoses Flashcards

(260 cards)

1
Q

Qual a diferença entre teníase e cisticercose?

A

A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium (suíno) e da Taenia saginata no intestino delgado do homem. O homem (hospedeiro definitivo) ingere as larvas da carne mal cozida)

A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos (enfermidade somática). Homem ingere os ovos da T. Solium

  • Lembrar que a carne de porco é pior que a do bovino, por isso além da teníase ela causa cisticercose.
  • O suíno e o bovino são hospedeiros intermediários e abrigam a forma larvária nos tecidos. Proglótides gravídicas nas fezes humanas - animais ingerem os ovos.
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2
Q

Quais as principais características da Taenia solium?

A

SUÍNO
- 3 a 5 m (é menor pq o suíno é menor)

  • Presença de rostelo com 4 ventosas e ganchos (suíno tem todos os dentes)
  • Cisticerco tem 2 tipos:
  • Cisticerco cellulosae - mais comum (bexiga com líquido, algumas bancas consideram como sinônimo de Cisticerco solium). Escólex invaginando na vesícula
  • Forma rancemosa: é maior, bagos de uva, sem escólex
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3
Q

Quais as principais características da Taenia saginata?

A

BOVINOS
- 5 a 8 m (é maior pq o bovino é maior)

  • Ausência de rostelo e ganhos (lembrar que o bovino não tem dentes e cima, por isso a Taenia não tem ganchos)
  • Cisticerco Bovis: cisticerco maduro de cor branco-acinzentado
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4
Q

Qual o período de incubação da teníase e da cisticercose?

A

Teníase: 3 meses
Cisticercose: 15 dias a anos

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5
Q

Quais são os sinais clínicos da neurocisticercose?

A

ESMeDiForSi

  • Crises epilépticas
  • Síndrome de hipertensão intracraniana
  • Meningite cisticercócica
  • Distúrbios psíquicos
  • Forma apoplétoca ou endarrerítica
  • Síndrome medular
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6
Q

Quais são as complicações da teníase e da cisticercose?

A

Teníase: obstrução do apêndice, colédoco e ducto pancreático (*OACD)

Cisticercose: deficiência visual, loucura, epilepsia (DELEp)

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7
Q

Como é feito a confirmação do diagnóstico da neurocisticercose?

A

Estudos sorológicos do líquido cefalorraquiano (fixação do complemento, imunofluorescência e hemaglutinação)

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8
Q

Diagnóstico da cisticercose em animais?

A

ELISA e anatomopatológico

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9
Q

Tratamento da teníase e da cisticercose?

A

Teníase: mebendazol, niclosamida ou clorossalicilamida, praziquantel, albendazol.

Neurocisticercose: praziquantel e albendazol

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10
Q

Catarro de burro, lamparão, garrotilho atípico ou cancro nasal.

São sinônimos de?

A

Mormo

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11
Q

Qual o nome da bactéria causadora do mormo e quais são as suas características?

A

Burkolderia mallei

Bastonete, gram-negativa
Intracelular facultativa, imóvel (diferença da B. pseudomallei), aeróbia
Crescimento lento em meios de cultura

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12
Q

Quais as vias de infecção do mormo e qual é a mais comum?

A
  • Em equídeos a principal via de infecção é a digestiva, através de alimentos e água contaminada.
  • Raramente, a forma cutânea se desenvolve pelo contato direto com lesões na pele.
  • A disseminação por inalação (respiratória) pode também ocorrer, mas é secundária.
  • Nos seres humanos (hospedeiro acidental) o contato direto com o fluxo nasal, secreções das úlceras cutâneas, manipulação de animais infectados e por fômites.
  • Carnívoros (hospedeiro acidental): carcaças infectadas.
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13
Q

Quais são as principais fontes de transmissão do mormo?

A
  • Descargas do trato respiratório
  • Lesões de pele ulcerada de animais
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14
Q

O mormo pode tem uma forma aguda, crônica ou cutânea. Qual é mais comum em equinos e qual é mais comum em muares e asininos?

A

Equinos (mais resistentes): forma crônica
Muares e asininos (mais susceptíveis): forma aguda

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15
Q

Sinais clínicos do mormo?

A

Lesões respiratórias, linfáticas e cutâneas

Forma aguda: febre, dispneia, tosse e secreção nasal catarro-purulenta, úlceras, aumento dos linfonodos.

Forma crônica: discreto catarro nasal (frequentemente unilateral), fraqueza e sinais de comprometimento dos pulmões e bronquíolos.

Forma cutânea: abscessos interligados pelos vasos linfáticos (‘‘rosário’’), claudicação (‘‘posição de bailarina’’), edema.

Seres humanos: inflamação dolorosa e aparecimento de vesículas, nódulos e úlceras no local da infecção, linfangite e linfadenopatia regional.

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16
Q

Período de incubação do mormo?

A

Animais: alguns dias até vários meses
Seres humanos: 1-14 dias

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17
Q

Prevenção e controle do mormo?

A

Não há vacina disponível
Sacrifício de animais infectados

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18
Q

Diagnóstico do mormo?

A

Triagem: ELISA e fixação do complemento (FC)
Complementar: Western Blotting, Maleinização intrapalpebral (equídeos < 6 meses) - procedimento básico para a erradicação do mormo.

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19
Q

Etiologia da Leishmaniose Visceral?

A

Protozoários do gênero Leishmania.

Mais comum nas Américas: Leishmania infantum

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20
Q

Sobre a Leishmaniose Visceral. Quem é o reservatório urbano e quem é o reservatório silvestre?

A

Urbano: cão (Canis familiares)

Silvestre: raposas (Dusicyon vetulus e Cerdocyon thous) e os marsupiais (Didelphis albiventris)

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21
Q

Quem são os vetores da Leishmaniose Visceral?

A

Flebotomíneos: Dípteros da família Psychodidae, Subfamília Phlebotominae.

Principais espécies: Lutzomyia longipalpis, Lutzomyia cruzi, Lutzomya migonei.

Nomes populares: mosquito-palha, tatuquira e birigui.

Atividade crepuscular e noturna.

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22
Q

Modo de transmissão da Leishmaniose Visceral?

A

Picada dos vetores infectados. Não ocorre transmissão de pessoa para pessoa.

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23
Q

Período de incubação da Leishmaniose Visceral no homem e no cão?

A

Homem: 10 dias a 24 meses (média: 2-6 meses)

Cão: 3 meses a vários anos (média: 3-7 meses)

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24
Q

Sinais clínicos da Leishmaniose Visceral no homem e no cão?

A

Homem: febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia, hepatoesplenomegalia e anemia, dentre outras.

Cão: febre irregular, apatia, emagrecimento, lesões de pele, conjuntivite, paresia do trem posterior, fezes sanguinolentas e onicogrifose.

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25
Diagnóstico da Leishmaniose Visceral no homem e no cão?
Homem: * Testes rápidos imunocromatográficos (se for positivo, não precisa fazer outro) * Imunofluorescência indireta (RIFI) * ELISA (não disponível na rede pública) * Parasitológico Cão: teste imunocromatográfico rápido (TR) e ELISA.
26
Considerando o diagnóstico de Leishmaniose Visceral: Na Imunofluorescência indireta (RIFI) – Consideram-se como positivas as amostras reagentes a partir da diluição de ......... Nos títulos iguais a ........, com clínica sugestiva de LV, recomenda-se a solicitação de nova amostra em ...........
1:80 1:40 30 dias
27
Considerando o diagnóstico de Leishmaniose Visceral: Títulos variáveis dos exames sorológicos podem persistir positivos por longo período, mesmo após o tratamento. Assim, o resultado de um teste positivo, na ausência de manifestações clínicas, ................ a instituição de terapêutica.
Não autoriza
28
Considerando o diagnóstico de Leishmaniose Visceral: O teste parasitológico é a técnica padrão-ouro para a identificação de formas ............. do parasito, em material biológico obtido preferencialmente da .................. (por ser um procedimento mais seguro), ou então do ........................... Este último deve ser realizado em ambiente hospitalar e em condições cirúrgicas. Examinar o material aspirado de acordo com esta sequência: ....................., ........................... e ....................
amastigotas medula óssea linfonodo ou do baço exame direto, isolamento em meio de cultura (in vitro) e isolamento em animais suscetíveis (in vivo)
29
Enterobacteriose de curso prolongado (associação de esquistossomose com salmonela ou outra enterobactéria), malária, brucelose, febre tifoide, esquistossomose hepatoesplênica, forma aguda da doença de Chagas, linfoma, mieloma múltiplo, anemia falciforme e leucemia, entre outras. Essas doenças são diagnósticos diferenciais de?
Leishmaniose Visceral
30
Tratamento da Leishmaniose Visceral em humanos?
Antimoniato de N-metil glucamina como fármaco de primeira escolha. A anfotericina B lipossomal é a única opção no tratamento de gestantes e de pacientes que tenham contraindicações ou que manifestem toxicidade ou refratariedade relacionada ao uso dos antimoniais pentavalentes.
31
Os critérios de cura da Leishmaniose Visceral são essencialmente clínicos. O desaparecimento da febre é precoce e acontece por volta do ....... dia de medicação; a redução da hepatoesplenomegalia ocorre logo nas ........................ Ao final do tratamento, o baço geralmente apresenta redução de ..... ou mais, em relação à medida inicial. A melhora dos parâmetros hematológicos (hemoglobina e leucócitos) surge a partir da ...... semana. As alterações vistas na eletroforese de proteínas se normalizam lentamente, às vezes ao longo de meses. O ganho ponderal do paciente é visível, com retorno do apetite e melhora do estado geral. Nessa situação, o controle por meio de exame parasitológico ao término do tratamento é .......................
5° primeiras semanas 40% 2° dispensável.
32
O seguimento do paciente tratado para Leishmaniose Visceral deve ser feito aos ......, ........ e ........ meses após o tratamento, e na última avaliação, se permanecer estável, o paciente é considerado curado. O aparecimento de ................... ao final do tratamento ou ao longo dos seguimentos é sinal de .................. As provas .......... não são indicadas para seguimento do paciente.
3, 6 e 12 meses eosinofilia bom prognóstico sorológicas
33
Tratamento da Leishmaniose Visceral em animais?
A miltefosina é o princípio ativo do Milteforan, único produto autorizado no Brasil para tratamento da Leishmaniose Visceral Canina (LVC). O conselho esclarece que o tratamento dos cães não se configura como uma medida de saúde pública para controle da doença e, portanto, trata-se única e exclusivamente de uma escolha do responsável pelo animal, de caráter individual.
34
Todo indivíduo proveniente de área com ocorrência de transmissão de Leishmaniose, com febre e esplenomegalia, ou todo indivíduo de área sem ocorrência de transmissão, com febre e esplenomegalia, desde que descartados os diagnósticos diferenciais mais frequentes na região. é considerado?
Caso humano suspeito de Leishmaniose Visceral
35
A definição de caso humano confirmado para Leishmaniose Visceral pode seguir 2 critérios o laboratorial e o clínico-epidemiológico, o que é exigido em cada um deles?
1- Critério laboratorial: no mínimo um dos seguintes critérios: » Presença do parasito no exame parasitológico direto ou cultura; » Teste imunocromatográfico rápido (k39) reagente; » Imunofluorescência reagente com título de 1:80 ou mais, desde que excluídos outros diagnósticos diferenciais. 2- Critério clínico-epidemiológico: paciente de área com transmissão de LV, com suspeita clínica sem confirmação laboratorial, mas com resposta favorável ao tratamento terapêutico.
36
Os casos humanos confirmados para Leishmaniose Visceral podem ainda ser classificados como?
1- Caso novo: confirmação da doença por um dos critérios pela primeira vez em um indivíduo ou o recrudescimento da sintomatologia após 12 meses da cura clínica, desde que não haja evidência de imunodeficiência. 2- Recidiva: recrudescimento da sintomatologia, em até 12 meses após a cura clínica. 3- Infecção: todo indivíduo com exame sorológico reagente ou parasitológico positivo, sem manifestações clínicas. Esses casos não devem ser notificados e nem tratados.
37
A Leishmaniose Visceral é uma doença de notificação?
compulsória; portanto, todo caso suspeito deve ser notificado (Sinan) e investigado pelos serviços de saúde.
38
Com relação aos critérios para classificação de áreas para a vigilância e controle da LV: Municípios silenciosos: são aqueles em que?
não há conhecimento do registro de casos autóctones de LV em seres humanos ou em cães.
39
Com relação aos critérios para classificação de áreas para a vigilância e controle da LV: Vulnerabilidade: é definida pela possibilidade da introdução ou circulação de fontes de infecção por Leishmania infantum. O município é considerado vulnerável quando cumpre pelo menos um dos seguintes critérios?
1. É contíguo a município(s) com transmissão de LV canina e/ou humana, considerando o território nacional e os países de fronteira; 2. Possui fluxos migratórios nacionais ou internacionais intensos; 3. Integra o mesmo eixo rodoviário de outros municípios com transmissão canina e/ou humana.
40
Com relação aos critérios para classificação de áreas para a vigilância e controle da LV: Receptividade: a receptividade é definida pela presença confirmada de?
Lutzomyia longipalpis, ou, na ausência deste, de Lutzomyia cruzi ou Lutzomyia migonei.
41
Com relação aos critérios para classificação de áreas para a vigilância e controle da LV: Municípios com transmissão: são aqueles em que há registro de caso(s)? Municípios endêmicos: são aqueles com histórico de registro de casos? Municípios com transmissão canina: são aqueles em que há registro de apenas casos ................ com caracterização da ................... * Esses municípios são considerados .................
autóctone(s) de LV humana. autóctones de LV humana. caninos autóctones com caracterização da Leishmania infantum. enzoóticos.
42
Com relação aos critérios para classificação de áreas para a vigilância e controle da LV: Surto: * Em município silencioso? * Em município com transmissão?
quando há o registro do primeiro caso humano ou canino. quando há um incremento no número de casos humanos em relação ao esperado.
43
Na investigação entomológica da LV A coleta manual deverá ser iniciada ........ após o crepúsculo e prosseguir, se possível, até às ..........
1 hora 22 horas.
44
Caso canino confirmado para LV: 1 Critério laboratorial? 2- Critério clínico-epidemiológico? 3- Canino infectado?
1- Cão com manifestações clínicas compatíveis com LVC e que apresente teste sorológico reagente ou exame parasitológico positivo. 2- Cão proveniente de áreas endêmicas ou onde esteja ocorrendo surto e que apresente quadro clínico compatível com LVC, sem a confirmação do diagnóstico laboratorial. 3- Todo cão assintomático com sorologia reagente ou exame parasitológico positivo, em município com transmissão confirmada.
45
Na suspeita clínica de cão com LV, delimitar a área para investigação do foco. Define-se como área para investigação aquela que, a partir do primeiro caso canino (suspeito ou confirmado), estiver circunscrita em um raio de no mínimo .......... cães a serem examinados. Nessa área, deverá ser desencadeada a busca ativa de cães sintomáticos, visando à coleta de amostras para exame ............. e i.................................. Uma vez confirmada a L. infantum, coletar material sorológico em ........... cães da área, a fim de avaliar a prevalência canina e iniciar as demais medidas.
100 parasitológico e identificação da espécie de Leishmania. todos os
46
No caso do monitoramento para Leishmaniose Visceral: para cada setor, será calculada a amostra de cães, considerando-se a prevalência esperada e o número de cães do setor. Para os municípios que já tenham uma estimativa de prevalência conhecida, convém utilizar esse valor como parâmetro. Caso contrário, utilizar a prevalência de ........... Setores com população canina inferior a ....... cães deverão ser agrupados com um ou mais setores contíguos, para o cálculo da amostra e deverá ser realizado inquérito canino censitário.
2% 500
47
Sobre o inquérito sorológico censitário da Leishmaniose Visceral: por meio da identificação de cães infectados, tem por objetivo o controle para a realização da eutanásia, como também para avaliar a prevalência. Deverá ser realizado .........., por no mínimo ............... consecutivos, independentemente da notificação de novos casos humanos confirmados de LV.
anualmente 3 anos
48
Quais são os testes diagnósticos utilizados para identificar Leishmaniose Visceral na avaliação da prevalência e identificação dos cães infectados em inquéritos caninos amostrais ou censitários?
São recomendadas 2 técnicas diagnósticas: o teste imunocromatográfico rápido (TR) e o ELISA. * O TR é indicado para a triagem de cães sorologicamente negativos e o ELISA para a confirmação dos cães sororreagentes ao TR. * A triagem com o TR poderá ser realizada a partir de amostras de sangue total, soro ou plasma. Para exame confirmatório com ELISA, é indicada a utilização de amostra de soro sanguíneo, não sendo recomendado o uso de papel-filtro.
49
Medidas de prevenção e controle da Leishmaniose Visceral utilizada em cães?
Realização de exame sorológico para LV antes da doação de animais, uso de telas em canis individuais ou coletivos, uso de coleiras impregnadas com deltametrina a 4%, dentre outras medidas para o controle da doença. Ainda não há estudos que avaliem o uso das vacinas para LVC como ferramenta de controle no âmbito da saúde pública. Controle: a eutanásia é recomendada a todos os animais com sorologia reagente ou exame parasitológico positivo que não sejam submetidos ao tratamento. * A vacina está indicada somente para animais assintomáticos com resultados sorológicos não reagentes para leishmanioses visceral.
50
Leishmaniose Visceral Caninas: Somente os cães que estiverem em tratamento exclusivamente com o ............. (único aprovado pelo MAPA) não necessitarão ser encaminhados para eutanásia. A soropositividade para LVC, além de dever ser precedida de no mínimo .......... testes sensíveis e específicos, deve ser diagnosticada por médico veterinário do serviço púbico.
Milteforan 2
51
O que é a Leishmaniose tegumentar?
Doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoário do gênero Leishmania, de transmissão vetorial, que acomete pele e mucosas.
52
Úlcera de Bauru, nariz de tapir, botão do Oriente. São sinônimos de?
Leishmaniose tegumentar
53
Sobre Leishmaniose tegumentar: Quais são as 3 espécies principais?
* Leishmania (Leishmania) amazonensis; * Leishmania (Viannia) guyanensis; * Leishmania (Viannia) braziliensis.
54
Quais são os reservatórios da Leishmaniose tegumentar?
Animais silvestres: roedores, marsupiais, edentados e canídeos silvestres. Sinantrópicos: roedores Animais domésticos: canídeos, felídeos e equídeos (hospedeiros acidentais)
55
Quais são os vetores da Leishmaniose tegumentar e quais são as principais espécies do Brasil?
Os vetores da LT são insetos denominados flebotomíneos, pertencentes à ordem Diptera, família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gênero Lutzomyia, conhecidos popularmente como mosquito palha, tatuquira, birigui. No Brasil, as principais espécies são: Lutzomyia whitmani, Lu. intermedia, Lu. umbratilis, Lu. wellcomei, Lu. flaviscutellata e Lu. migonei.
56
Controle da Leishmaniose tegumentar?
Controle químico: inseticidas de ação residual.
57
Transmissão da Leishmaniose tegumentar?
Picada dos vetores infectados. Não há transmissão de pessoa para pessoa.
58
Período de incubação da Leishmaniose tegumentar?
Seres humanos: média 2 meses.
59
Prevenção da Leishmaniose tegumentar?
Seres humanos: uso de mosquiteiro, repelentes, evitar exposições em horários de atividade do vetor. Cães: telas em canis, coleiras impregnadas com deltametrina a 4%, vacinação. Manejo e saneamento ambiental: vigilância entomológica.
60
Tratamento para a forma cutânea e para a forma mucosa da Leishmaniose tegumentar?
Forma cutânea: antimoniato de meglumina ou tratamento localizado; isetionato de pentamidina. Forma mucosa: antimoniato de meglumina associado à pentoxifilina, anfotericina B lipossomal.
61
Diagnóstico da Leishmaniose tegumentar?
Parasitológico: demonstração direta do parasito; isolamento in vivo. Molecular: PCR Imunológico: intradermo reação de Montenegro (IDRM) Histopatológico: dermatite granulomatosa difusa (quadro histopatológico típico)
62
Quais os sinais clínicos da Leishmaniose tegumentar?
2 formas: * Leishmaniose cutânea: lesões únicas ou múltiplas, disseminada ou difusa, úlcera. * Leishmaniose mucosa: lesões destrutivas localizadas na mucosa, em geral nas vias aéreas superiores.
63
No Brasil, foram identificadas sete espécies, sendo uma do subgênero Viannia e seis do subgênero Leishmania. Certo ou errado?
ERRADO É apenas uma do subgênero Leishmania e seis do subgênero Viannia.
64
A principal forma de transmissão da Leishmania Tegumentar é através do contato com as feridas. Certo ou errado?
Errado. É por meio da picada de fêmeas de flebotomíneos infectadas. Não há transmissão de pessoa a pessoa.
65
Classicamente, a leishmaniose tegumentar se manifesta sob duas formas: ....................................................................., que podem apresentar diferentes manifestações clínicas. As lesões ............. podem ser únicas, múltiplas, disseminada ou difusa. Já a forma ............. caracteriza-se pela presença de lesões destrutivas localizadas na mucosa, em geral nas vias aéreas superiores.
leishmaniose cutânea e leishmaniose mucosa cutâneas mucosa
66
A úlcera típica da forma cutânea é geralmente dolorida, com formato arredondado ou ovalado, com bordas bem delimitadas e elevadas, fundo avermelhado e granulações grosseiras. Certo ou errado?
Errado. Geralmente é indolor.
67
Tuberculose, micobacterioses atípicas, paracoccidioidomicose cutânea, úlceras de estase venosa, úlceras decorrentes da anemia falciforme, picadas de insetos, granuloma por corpo estranho, ceratoacantoma, carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular, histiocitoma, linfoma cutâneo, esporotricose, = cromoblastomicose, piodermites e trauma local. Esses são diagnósticos diferenciais de qual doença?
Forma cutânea localizada da leishmaniose tegumentar
68
Na forma cutânea localizada da leishmaniose tegumentar, o tratamento é feito primordialmente de forma sistêmica com antimoniato de meglumina. Certo ou errado?
Certo.
69
Em humanos, o critério de cura para leishmaniose tegumentar é clínico, sendo indicado o acompanhamento regular por 2 meses, para verificação da resposta terapêutica e também para a detecção de possível recidiva após terapia inicial bem sucedida. Certo ou errado?
Errado. O critério de cura é clínico, sendo indicado o acompanhamento regular por 12 meses, para verificação da resposta terapêutica e também para a detecção de possível recidiva após terapia inicial bem-sucedida. Entretanto, para fins de encerramento do caso no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), não é necessário aguardar o término do acompanhamento.
70
A leptospirose é causada por uma bactéria .................................... do gênero Leptospira, do qual se conhecem ..... espécies patogênicas, sendo a mais importante a ...................
helicoidal (espiroqueta) aeróbica obrigatória 14 L. interrogans.
71
Sobre a leptospirose: A unidade taxonômica básica é o sorovar (sorotipo). Mais de ...... sorovares já foram identificados, cada um com o(s) seu(s) hospedeiro(s) preferencial(ais), ainda que uma espécie animal possa albergar um ou mais sorovares. Qualquer sorovar pode determinar as diversas formas de apresentação clínica no homem. No Brasil, os sorovares ...................... e ...................... estão relacionados aos casos mais graves.
200 Icterohaemorrhagiae e Copenhageni
72
Sobre os reservatórios da leptospirose: Animais sinantrópicos domésticos e selvagens. Os principais são os roedores das espécies? O ................... é o principal portador do sorovar Icterohaemorraghiae, um dos mais patogênicos para o homem. O homem é apenas hospedeiro ............ e .............., dentro da cadeia de transmissão.
Rattus norvegicus (ratazana ou rato de esgoto), Rattus rattus (rato de telhado ou rato preto) e Mus musculus (camundongo ou catita). R. norvegicus acidental e terminal
73
Como ocorre a transmissão de leptospirose?
Exposição direta ou indireta à urina de animais infectados. Pele com presença de lesões, pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através de mucosas.
74
Período de incubação da leptospirose?
1 a 30 dias (média entre 5 e 14 dias)
75
Descreva a fase precoce e a fase tardia da leptospirose.
Fase precoce (fase leptospirêmica): assemelha-se a uma síndrome gripal; geralmente autolimitada; sufusão conjuntival é um achado característico (aparece no final), intensa mialgia. Fase tardia (fase imune): manifestações clínicas mais graves; síndrome de Weil (icterícia, insuficiência renal e hemorragia, mais comumente pulmonar).
76
Insuficiência renal agua, miocardite, pancreatite, anemia e distúrbios neurológicos são complicações de qual doença?
Leptospirose
77
Diagnóstico de leptospirose?
Mais utilizados: ELISA-IgM e microaglutinação (MAT) Outros: exame direto, cultura, PCR
78
Tratamento de leptospirose na fase precoce e na fase tardeia?
Fase precoce: Doxiciclina, Amoxicilina Fase tardia: Penicilina, Ampicilina, Ceftriaxona, Cefotaxima.
79
Prevenção e controle da leptospirose?
Controle das fontes de infecção, cuidados com alimentos e água para consumo, saneamento ambiental.
80
Doença de Weil, síndrome de Weil, febre dos pântanos, febre dos arrozais, febre outonal, doença dos porqueiros e tifo canino são sinonímias de?
Leptospirose
81
No Brasil, os sorovares ................... e .................... estão relacionados aos casos mais graves de leptospirose.
Icterohaemorrhagiae e Copenhagen
82
O Rattus norvegicus é o principal portador do sorovar ...................... da leptospirose, um dos mais patogênicos para o homem.
Icterohaemorraghiae
83
O homem é apenas hospedeiro acidental e terminal, dentro da cadeia de transmissão da leptospirose. Certo ou errado?
Certo.
84
O período de incubação da leptospirose varia de?
1 a 30 dias (média entre 5 e 14 dias).
85
A imunidade adquirida pós-infecção de leptospirose não é sorovar-específica. Certo ou errado?
Errado A suscetibilidade é geral. A imunidade adquirida pós-infecção é sorovar-específica, podendo um mesmo indivíduo apresentar a doença mais de uma vez se o agente etiológico de cada episódio pertencer a um sorovar diferente do(s) anterior(es).
86
A fase tardia da leptospirose caracteriza-se pela instalação abrupta de febre, comumente acompanhada de cefaleia, mialgia, anorexia, náuseas e vômitos, e pode não ser diferenciada de outras causas de doenças febris agudas. Certo ou errado?
Errado. Esses são sinais da fase precoce.
87
A manifestação clássica da leptospirose grave é a síndrome de ........, caracterizada pela tríade de ..........., ................ e .............., mais comumente pulmonar. A .............. é considerada um sinal característico e apresenta uma tonalidade alaranjada muito intensa (........... rubínica). Geralmente, aparece entre o .................. da doença e sua presença costuma ser usada para auxiliar no diagnóstico da leptospirose, sendo um preditor de pior prognóstico devido a sua associação com essa síndrome. Entretanto, essas manifestações podem se apresentar concomitantemente ou isoladamente, na fase ......... da doença.
Weil icterícia, insuficiência renal e hemorragia icterícia icterícia 3º e o 7º dia tardia
88
Na fase ............, as leptospiras podem ser visualizadas no sangue por meio de exame direto, de cultura em meios apropriados, inoculação em animais de laboratório ou detecção do DNA do microrganismo pela técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR). A cultura finaliza-se (positiva ou negativa) após algumas semanas, o que garante apenas um diagnóstico retrospectivo.
precoce
89
Dengue, influenza (síndrome gripal), malária, riquetsioses, doença de Chagas aguda, toxoplasmose, febre tifoide, entre outras. São diagnósticos diferenciais da?
Fase precoce da leptospirose.
90
Doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas suas formas graves. Que doença é essa?
Febre amarela
91
O agente etiológico da febre amarela é transmitido por artrópodes (vetores), da família .........., habitualmente conhecidos como mosquitos e pernilongos. A importância epidemiológica decorre da gravidade clínica, da elevada letalidade e do potencial de disseminação e impacto, sobretudo quando a transmissão for urbana, por .............
Culicidae Ae. aegypti.
92
O vírus da febre amarela é um ........... do gênero ............., protótipo da família ................
arbovírus Flavivirus Flaviviridae
93
Reservatórios da febre amarela do ciclo silvestre e o no ciclo urbano?
Ciclo silvestre: primatas não humanos (PNH) Ciclo urbano: seres humanos
94
Como é a vacina da febre amarela?
- Vacina atenuada. - Pessoas a partir de 9 meses a 59 anos. - Dose única - Anticorpos aparecem entre o 7° e 10° dia - Eventos adversos pós-vacinação: reações de hipersensibilidade, doença viscerotrópica aguda, doença neurológica aguda.
95
Quais são os vetores da febre amarela no ciclo silvestre e no ciclo urbano?
Ciclo silvestre: Haemagogus e Sabethes Ciclo urbano: Aedes aegypti
96
Tratamento da febre amarela?
Apenas sintomático.
97
A febre amarela gera 3 períodos de sintomas clínicos quais são eles e o que ocorre em cada um deles?
Período de infecção: início súbito e sintomas inespecíficos (febre, calafrios, cefaleia, mialgias, náuseas, vômitos). Dura cerca de 3 dias. Período de remissão: declínio da temperatura e da intensidade dos sintomas, provocando uma sensação de melhora. Dura poucas horas até, no máximo, 2 dias. Período toxêmico: reaparece febre, diarreia e vômitos (aspecto de borra de café) =. Quadro de insuficiência hepatorrenal, com manifestações hemorrágicas, comprometimento sensório e evolução para coma e morte. Ocorre o final de Faget.
98
O sinal de Faget é característico da Febre Amarela, o que é o sinal de Faget?
É uma condição médica onde há uma dissociação incomum entre a febre e a frequência cardíaca, caracterizada por febre alta (hipertermia) acompanhada de pulso lento (bradicardia), em contraste com o que se espera (febre geralmente acelera o pulso).
99
Período de incubação da febre amarela?
3 a 6 dias, podendo estender até 15 dias
100
Diagnóstico da febre amarela?
ELISA (IgM), isolamento viral, RT-PCR, imuno-histoquímica.
101
Qual a diferença do ciclo intrínseco e ciclo extrínseco na febre amarela?
Compreende dois ciclos: um intrínseco, que ocorre nos hospedeiros, tanto no homem como nos PNH (macacos), e outro extrínseco, que ocorre nos vetores. - A viremia humana dura em torno de 7 dias, que se inicia entre 24 e 48 horas antes do aparecimento dos sintomas e se estende até 3 a 5 dias após o início da doença, período em que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. Nos PNH, a doença ocorre de forma similar ao homem, com período de transmissibilidade semelhante. - Nos mosquitos, o ciclo extrínseco se dá após o repasto no hospedeiro com sangue infectado. Na infecção dos vetores, o vírus migra para as glândulas salivares, onde se replica depois de 8 a 12 dias de incubação. A partir desse momento, a fêmea do mosquito é capaz de transmitir o vírus até o final de sua vida, que pode variar entre 6 e 8 semanas, aproximadamente.
102
Suscetibilidade e imunidade da febre amarela?
A suscetibilidade é universal e a infecção confere imunidade duradoura.
103
Fêmeas e machos transmitem o vírus da febre amarela, pois o repasto sanguíneo provê nutrientes essenciais para a maturação dos ovos e, consequentemente, a completude do ciclo gonotrófico. Certo ou errado?
Errado Não há transmissão de pessoa a pessoa. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. Apenas as fêmeas transmitem o vírus, pois o repasto sanguíneo provê nutrientes essenciais para a maturação dos ovos e, consequentemente, a completude do ciclo gonotrófico. Nos mosquitos, a transmissão também ocorre de forma vertical, na qual as fêmeas podem transferir o vírus para a sua prole, favorecendo a manutenção do vírus na natureza.
104
O período de transmissibilidade da febre amarela compreende dois ciclos: um intrínseco, que ocorre nos hospedeiros, tanto no homem como nos PNH (macacos), e outro extrínseco, que ocorre nos vetores. Certo ou errado?
Certo
105
A viremia humana da febre amarela dura em torno de ..........., que se inicia entre ............. antes do aparecimento dos sintomas e se estende até ............. após o início da doença, período em que o homem pode infectar os mosquitos transmissores.
7 dias 24 e 48 horas 3 a 5 dias
106
Os casos que apresentarem resultado reagente para febre amarela devem ser avaliados quanto à possiblidade de infecções recentes por outros Flavivirus, como dengue e Zika, devido à possibilidade de reação cruzada e/ou inespecífica, assim como no caso da vacinação recente contra a febre amarela. Certo ou errado?
Certo
107
O diagnóstico da febre amarela pode ser realizada pelo método de captura de anticorpos da classe IgM, pela técnica ELISA, a partir do 7° dia de início de sintomas (amostra conservada em freezer a -20oC). Certo ou errado?
Certo
108
Febre amarela: A detecção de antígeno viral (imuno-histoquímica) pode ser realizada em amostras de tecidos (principalmente do fígado e, adicionalmente, do baço, pulmão, rins, coração e cérebro, coletadas, preferencialmente, até 24 horas após óbito). Certo ou errado?
Certo As amostras devem ser conservadas em temperatura ambiente, em formalina tamponada a 10%. A pesquisa do antígeno viral deve ser acompanhada do exame histopatológico do fígado e de outros tecidos coletados, em que se espera a apresentação das lesões sugestivas de infecção recente por febre amarela, como a necrose médio-lobular ou médio-zonal e a presença de corpúsculos acidófilos de Councilman-Rocha Lima, no fígado.
109
Indivíduo não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado, que apresentou quadro infecioso febril agudo (geralmente até 7 dias), de início súbito, acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas, com exposição nos últimos 15 dias em área de risco e/ou em Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV) e/ou em locais com recente ocorrência de epizootia em PNH; e/ou de áreas recém-afetadas e suas proximidades pode ser considerado um caso humano confirmado. Certo ou errado?
Errado Essa é a definição de caso humano suspeito.
110
Febre amarela: Caso suspeito com diagnóstico laboratorial negativo, desde que comprovado que as amostras foram coletadas em tempo oportuno e em condições adequadas para a técnica laboratorial realizada; e/ou caso suspeito com diagnóstico confirmado de outra doença, pode ser considerado um caso humano descartado. Certo ou errado?
Certo
111
A febre amarela é de notificação compulsória e imediata, portanto, todo caso onfirmado deve ser prontamente comunicado por telefone, fax ou e-mail às autoridades, por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional. Certo ou errado?
Errado A doença é de notificação compulsória e imediata, portanto, todo caso SUSPEITO deve ser prontamente comunicado por telefone, fax ou e-mail às autoridades, por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional. A notificação deve ser registrada por meio do preenchimento da Ficha de Investigação da Febre Amarela, e inserida no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
112
Febre amarela? Definição de caso: primata não humano de qualquer espécie, encontrado morto (incluindo ossadas) ou doente, em qualquer local do território nacional. Certo ou errado?
Certo A notificação da morte de macacos deve servir como evento de alerta do risco de transmissão silvestre de febre amarela; após investigação, pode subsidiar planos de ações em áreas afetadas (com transmissão ativa) ou ampliadas (áreas próximas), para efeito da intensificação da vigilância e adoção, oportuna e adequada, das medidas de prevenção e controle. Toda morte de macaco e/ou epizootia suspeita deve ser notificada, utilizando-se a Ficha de Notificação/Investigação de Epizootia e, com base nas características levantadas a partir dos achados da investigação, as epizootias devem ter a classificação a seguir especificada.
113
A vacina febre amarela -VFA (atenuada) é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença. Certo ou errado?
Certo A vacina utilizada no Brasil é produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e consiste de vírus vivo atenuado da subcepa 17DD, cultivado em embrião de galinha. É um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 90 a 98% de proteção. Os anticorpos protetores aparecem entre o 7° e o ° dia após a aplicação da vacina, razão pela qual a vacinação deve ocorrer ao menos 10 dias antes de se ingressar em área de risco da doença.
114
É uma antropozoonose de elevada prevalência e expressiva morbimortalidade, também conhecida como tripanossomíase americana. Apresenta curso clínico bifásico, composto por uma fase aguda (clinicamente aparente ou não) e uma fase crônica. Que doença é essa?
Doença de chagas
115
A fase crônica da doença de chagas pode se manifestar de 4 formas, quais são elas?
1- Indeterminada 2- Cardíaca 3- Digestiva 4- Cardiodigestiva
116
A doença de chagas é causada por?
Um protozoário flagelado Trypanosoma cruzi.
117
Quais são os vetores da doença de chagas?
São insetos da subfamília Triatominae (Hemiptera, Reduviidae), conhecidos popularmente como barbeiro, chupão, procotó ou bicudo.
118
Sobre os vetores da Doença de Chagas: Tanto machos quanto fêmeas são ................, em todas as fases de seu desenvolvimento.
hematófagos
119
Sobre os vetores da Doença de Chagas: A oviposição ocorre entre ............. após a cópula; o número de ovos varia de acordo com a espécie e, principalmente, em função do estado nutricional da fêmea. Uma fêmea fecundada e alimentada pode realizar posturas por todo o seu período de vida adulta.
10 e 30 dias
120
Há transmissão transovariana do T. cruzi no vetor?
Não
121
Quais são as formas habituais de transmissão de T. cruzi para o homem? * São 7
1- Vetorial 2- Vertical 3- Por via oral 4- Transfusional (sangue contendo as formas tripomastigotas) 5- Por transplante de órgãos 6- Por acidentes laboratoriais 7- Outras formas de acidentes
122
Como ocorre a transmissão vetorial de T. cruzi para o homem?
Acontece pelo contato do homem suscetível com as excretas contaminadas dos triatomíneos que, ao picarem os vertebrados, costumam defecar após o repasto, eliminando formas infectantes do parasito, que penetram pelo orifício da picada, mucosas ou por solução de continuidade deixada pelo ato de coçar.
123
Períodos de incubação da Doença de Chagas de acordo com a forma de contaminação?
Transmissão vetorial: 4 a 15 dias. Transmissão oral: 3 a 22 dias. Transmissão transfusional: 30 a 40 dias ou mais. Transmissão por acidentes laboratoriais: até 20 dias após exposição.
124
Período de transmissibilidade da Doença de Chagas?
A maioria dos indivíduos com infecção por T. cruzi alberga durante toda a vida o parasito nos tecidos e órgãos e em algumas situações no sangue.
125
A manifestação mais característica é a febre constante, inicialmente elevada (38,5 a 39°C), podendo apresentar picos vespertinos ocasionais. As manifestações de síndrome febril podem persistir por até 12 semanas. Esta fase, mesmo não tratada nem diagnosticada, pode evoluir com desaparecimento espontâneo da febre e da maior parte das outras manifestações clínicas, evoluindo para a fase crônica. Em alguns casos, com quadro clínico mais grave, pode evoluir para óbito. Esses são sinais clínicos de qual doença?
Doença de Chagas
126
Sobre a Doença de Chagas: Sinais de porta de entrada, característicos da transmissão vetorial, como o sinal de .............. (edema bipalpebral unilateral por reação inflamatória à penetração do parasito, na conjuntiva e adjacências) ou o ....................... (lesões furunculoides, não supurativas, em membros, tronco e face, por reação inflamatória à penetração do parasito, que se mostram descamativas após duas ou 3 semanas) são menos frequentes.
Romaña chagoma de inoculação
127
A ................. da .............. tem parasitemia baixa e intermitente. Inicialmente é assintomática e sem sinais de comprometimento cardíaco e/ou digestivo, e pode apresentar-se com as formas elencadas a seguir: 1-? 2-? 3-? 4-?
forma crônica da Doença de Chagas 1- Forma indeterminada (sem sintomas) 2- Forma cardíaca 3- Forma digestiva 4- Forma associada ou mista (cardiodigestiva)
128
Diagnósticos da Doença de Chagas na fase aguda?
- Métodos parasitológicos diretos: 1- Pesquisa a fresco tripanossomatídeos 2- Métodos de concentração 3- Lâmina corada de gota espessa ou de esfregaço - Métodos sorológicos (não são os mais indicados na fase aguda, são comlementares) 1- Detecção de anticorpos anti-T. cruzi da classe IgG 2- Detecção de anticorpos anti-T. cruzi da classe IgM
129
Diagnósticos da Doença de Chagas na fase crônica?
Nessa fase, o diagnóstico é essencialmente sorológico e deve ser realizado utilizando-se um teste com elevada sensibilidade em conjunto com outro de alta especificidade: HAI, IFI, ELISA e quimioluminescência (CMIA). *A confirmação laboratorial de um caso de doença de Chagas na fase crônica ocorre quando há positividade em dois testes sorológicos de princípios distintos ou com diferentes preparações antigênicas.
130
Os métodos parasitológicos indiretos, como .................. e ................. podem ser usados em situações específicas, tais como em caso de resultados sorológicos inconclusivos ou para verificação de efeito terapêutico de fármacos tripanocidas.
hemocultura e xenodiagnóstico
131
Nos casos de resultados sorológicos inconclusivos ou verificação de efeito terapêutico na fase crônica da Doença de Chagas, pode-se utilizar o xenodiagnóstico, o que é isso?
Consiste na alimentação de ninfas do triatomíneo livre de infecção, com sangue do paciente suspeito.
132
Leishmaniose visceral, malária, dengue, febre tifoide, toxoplasmose, mononucleose infecciosa, esquistossomose aguda, infecção por coxsakievírus, sepse e doenças autoimunes. Também doenças que podem cursar com eventos íctero-hemorrágicos, como leptospirose, dengue, febre amarela e outras arboviroses, meningococcemia, sepse, hepatites virais, febre purpúrica brasileira, hantaviroses e rickettsioses. São diagnósticos diferenciais da?
Fase aguda da Doença de Chagas.
133
Outras condições, como acalasia primária idiopática, amiloidose, sarcoidose, neurofibrimatose, gastrenterite eosinofílica, coinfecção por Helicobacter pylori, refluxo e tumores devem ser consideradas conforme a síndrome clínica manifesta. Em caso de constipação, esta pode estar relacionada a malignidade, distúrbios metabólicos, amiloidose e esclerose sistêmica. São diagnósticos diferenciais da?
Fase crônica da Doença de Chagas na forma gastrointestinal.
134
Tratamento da Doença de Chagas?
O benznidazol é o fármaco de primeira escolha. O nifurtimox pode ser utilizado como alternativa em casos de intolerância ou que não respondam ao tratamento com benznidazol. * É indicado para todos os casos em fase aguda e de reativação da doença.
135
Monitoramento de cura da Doença de Chagas?
Em casos agudos, recomenda-se realizar exames sorológicos convencionais (IgG) anualmente, por 5 anos, devendo-se encerrar a pesquisa quando dois exames sucessivos forem não reagentes.
136
A ocorrência de casos suspeitos de Doença de Chagas requer imediata notificação para municípios e estados, em até ......... após a suspeição.
24 horas
137
A doença de chagas apresenta curso clínico trifásico, composto por uma fase aguda (clinicamente aparente ou não), uma fase crônica, e uma fase de recidiva. Certo ou errado?
Errado A doença apresenta curso clinico BIFÁSICO. É uma antropozoonose de elevada prevalência e expressiva morbimortalidade, também conhecida como tripanossomíase americana. Apresenta curso clínico bifásico, composto por uma fase aguda (clinicamente aparente ou não) e uma fase crônica, que pode se manifestar nas formas indeterminada, cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.
138
Os vetores da doença de chagas são insetos da subfamília Triatominae (Hemiptera, Reduviidae), conhecidos popularmente como barbeiro, chupão, procotó ou bicudo. Tanto os machos quanto as fêmeas são hematófagos, em todas as fases de seu desenvolvimento. Certo ou errado?
Certo A oviposição ocorre entre 10 e 30 dias após a cópula; o número de ovos varia de acordo com a espécie e, principalmente, em função do estado nutricional da fêmea. Uma fêmea fecundada e alimentada pode realizar posturas por todo o seu período de vida adulta. Não há transmissão transovariana do T. cruzi no vetor.
139
A transmissão da doença de chagas pode acontecer por via oral, quando há ingestão de alimentos contaminados acidentalmente, seja com triatomíneo ou por suas fezes infectadas, bem como pela secreção das glândulas anais de marsupiais infectados. Certo ou errado?
Certo Também pode ocorrer por meio da ingestão de carne crua ou mal cozida proveniente de animais de caça infectados. A infecção ocorre em espaços geográficos definidos, em um determinado tempo restrito, pela ingestão de fonte comum – sugerindo que a contaminação possa ter ocorrido quando há o encontro de vestígios ou o próprio vetor ou reservatório nas imediações da área de armazenamento, manipulação ou processamento da fonte alimentar. É o tipo de transmissão que geralmente está associada aos surtos da enfermidade, mas também pode ocorrer em casos isolados.
140
A suscetibilidade à infecção da doença de chagas é universal e os anticorpos produzidos em infecções anteriores são protetores. A pessoa pode manifestar ou não a doença sempre que for exposto ao T. cruzi. Certo ou errado?
Errado A suscetibilidade à infecção é universal e os anticorpos produzidos em infecções anteriores não são protetores. A pessoa pode manifestar ou não a doença sempre que for exposto ao T. cruzi. As lesões tardias já instaladas, a despeito da interrupção da evolução da infecção, não serão revertidas com o tratamento.
141
O exame parasitológico é o menos indicado na fase aguda da doença de chagas. Certo ou errado?
Errado O exame parasitológico é o mais indicado nesta fase. É definido pela presença de parasitos circulantes, demonstráveis no exame direto do sangue periférico. Incluem: pesquisa a fresco de tripanossomatídeos: execução rápida e simples, sendo mais sensível que o esfregaço corado. A situação ideal é a realização da coleta com paciente febril e dentro de 30 dias do início de sintomas.
142
Sobre a Doença de Chagas: Recomenda-se a realização simultânea de diferentes exames parasitológicos diretos (a partir de uma semana após exposição ao parasito, no caso de assintomáticos). Quando os resultados do exame a fresco e de concentração forem negativos na primeira coleta, devem ser realizadas novas coletas até a confirmação do caso e/ou desaparecimento dos sintomas da fase aguda, ou confirmação de outra hipótese diagnóstica. Certo ou errado?
Certo
143
Na fase crônica da doença de chagas, o diagnóstico é essencialmente sorológico e deve ser realizado utilizando-se um teste com elevada sensibilidade em conjunto com outro de alta especificidade: HAI, IFI, ELISA e quimioluminescência (CMIA). Certo ou errado?
Certo A confirmação laboratorial de um caso de doença de Chagas na fase crônica ocorre quando há positividade em dois testes sorológicos de princípios distintos ou com diferentes preparações antigênicas. Devido à parasitemia pouco evidente nesta fase, os métodos parasitológicos convencionais possuem baixa sensibilidade. Os métodos parasitológicos indiretos (hemocultura e xenodiagnóstico) podem ser usados em situações específicas, tais como em caso de resultados sorológicos inconclusivos ou para verificação de efeito terapêutico de fármacos tripanocidas.
144
Sobre a Doença de Chagas: O exame parasitológico do recém-nascido de mãe sororreagente deve ser realizado prioritariamente nos 60 primeiros dias de vida. Certo ou errado?
Errado O EXAME PARASITOLÓGICO DO RECÉM-NASCIDO DE MÃE SORORREAGENTE DEVE SER REALIZADO PRIORITARIAMENTE NOS 10 PRIMEIROS DIAS DE VIDA. Em casos nos quais a mãe tiver diagnóstico de DCA ou com coinfecção T. cruzi+HIV, recomenda-se a pesquisa exaustiva do parasito no recém-nascido até 2 meses de vida (exames parasitológicos diretos, xenodiagnóstico indireto/artificial e hemocultura). Os casos de recém-nascidos com exame parasitológico negativo e sem sintomatologia compatível com DCA devem ser acompanhados e retornar aos 9 meses, para realizarem dois testes sorológicos para pesquisa de anticorpos anti-T. cruzi da classe IgG. Antes desse período, o resultado poderá sofrer interferência da imunidade passiva (anticorpos maternos). Se ambas as sorologias forem negativas, descarta-se a possibilidade de transmissão vertical; caso haja discordância entre os resultados dos testes, um terceiro teste de princípio diferente deve ser realizado, tal como é preconizado para o diagnóstico da fase crônica.
145
O nifurtimox é o fármaco de primeira escolha para tratamento de doença de chagas. O benznidazol pode ser utilizado como alternativa em casos de intolerância ou que não respondam ao tratamento com nifurtimox. Certo ou errado?
Errado O BENZNIDAZOL É O FÁRMACO DE PRIMEIRA ESCOLHA. O NIFURTIMOX PODE SER UTILIZADO COMO ALTERNATIVA EM CASOS DE INTOLERÂNCIA OU QUE NÃO RESPONDAM AO TRATAMENTO COM BENZNIDAZOL. O tratamento etiológico tem como objetivos prevenir lesões orgânicas ou sua evolução, diminuir a possibilidade de transmissão por T. cruzi, com possibilidade de cura dependendo da faixa etária e fase clínica da doença. É indicado para todos os casos em fase aguda e de reativação da doença. Para as pessoas na fase crônica, a indicação do tratamento depende da forma clínica e deve ser avaliada caso a caso, tendo maior benefício naqueles na forma indeterminada, especialmente crianças, adolescentes e adultos até 50 anos de idade.
146
A ocorrência de casos suspeitos de doença de chagas requer imediata notificação para municípios e estados (até 24 horas após a suspeição). Certo ou errado?
Certo Os casos crônicos até o momento não devem ser notificados no Sinan nacionalmente, porém, perante a identificação de um caso crônico, está indicada a realização de investigação sorológica nos demais membros da família (pais, irmãos e filhos) e outras pessoas que convivem ou conviveram com o caso identificado no mesmo contexto epidemiológico.
147
Qual é o agente causador da febre maculosa?
Bactéria Rickettsia rickettsii * Gram-negativa, intracelular obrigatória
148
Vetores da febre maculosa?
No Brasil, os principais vetores e reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. sculptum (= A. cajennense), A. aureolatum e A. ovale. Entretanto, potencialmente, qualquer espécie de carrapato pode ser reservatório de riquétsias. Os equídeos, roedores como a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris), e marsupiais como o gambá (Didelphis sp) têm importante participação no ciclo de transmissão da febre maculosa.
149
Como ocorre a transmissão da febre maculosa?
Através da picada do carrapato infectado. Transmissão nos carrapatos: transovariana, transestadial e por meio da cópula.
150
Período de incubação da febre maculosa?
De 2 a 14 dias
151
Possui um curso clínico variável. Inicia-se com sintomas inespecíficos (febre, cefaleia, mialgia intensa, mal-estar generalizado, náuseas e vômitos), pode surgir o exantema máculo-papular e evoluir para manifestações renais, gastrointestinais, pulmonares, neurológicas e hemorrágicas. Se não tratada, a letalidade pode chegar a 80%. Que doença é essa?
Febre maculosa
152
Diagnóstico da febre maculosa?
Padrão-ouro: reação de imunofluorescência indireta (RIFI) Imuno-histoquímica, PCR, isolamento (necessita de biossegurança NB3).
153
Tratamento da febre maculosa?
Todos os casos suspeitos: doxiciclina Droga alternativa: cloranfenicol
154
Maior concentração de casos: Sudeste e Sul Acomete a população economicamente ativa (20-49 anos) e principalmente homens. Essas são características epidemiológicas de qual doença?
Febre maculosa
155
Prevenção e controle da febre maculosa?
- Ações educativas - Capacitações de profissionais da saúde - Leis voltadas para o controle de animais em área urbana
156
No Brasil, a febre maculosa brasileira causada por Rickettsia rickettsii é a riquetsiose mais prevalente e reconhecida. No entanto, recentemente novas riquetsioses também causadoras de quadros clínicos da “febre maculosa” têm sido confirmadas em diversas regiões do país. Certo ou errado?
Certo Desta forma, neste capítulo, a designação febre maculosa será dada a um grupo de doenças causadas por riquétsias transmitidas por carrapatos.
157
No Brasil, os principais vetores da febre maculosa e reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. sculptum (= A. cajennense), A. aureolatum e A. ovale. Entretanto, potencialmente, qualquer espécie de carrapato pode ser reservatório de riquétsias. Certo ou errado?
Certo No Brasil, os principais vetores e reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. sculptum (= A. cajennense), A. aureolatum e A. ovale. Entretanto, potencialmente, qualquer espécie de carrapato pode ser reservatório de riquétsias. Os equídeos, roedores como a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris), e marsupiais como o gambá (Didelphis sp) têm importante participação no ciclo de transmissão da febre maculosa e há estudos recentes sobre o envolvimento destes animais como amplificadores de riquétsias, assim como transportadores de carrapatos potencialmente infectados.
158
Nos humanos, a febre maculosa é adquirida pela picada de mosquito infectado com riquétsia, e a transmissão geralmente ocorre quando o artrópode permanece aderido ao hospedeiro. Certo ou errado?
Errado Nos humanos, a febre maculosa é adquirida pela picada do carrapato infectado com riquétsia, e a transmissão geralmente ocorre quando o artrópode permanece aderido ao hospedeiro. Nos carrapatos, a perpetuação das riquétsias é possibilitada por meio da transmissão vertical (transovariana), da transmissão estádio-estádio (transestadial) ou da transmissão através da cópula, além da possibilidade de alimentação simultânea de carrapatos infectados com não infectados em animais com suficiente riquetsemia. Os carrapatos permanecem infectados durante toda a vida, em geral de 18 a 36 meses.
159
Devido a sua baixa sensibilidade, a Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) é um método sorológico pouco utilizado para o diagnóstico das riquetsioses. Certo ou errado?
Errado O método supracitado é padrão-ouro. Reação de imunofluorescência indireta (RIFI) Método sorológico mais utilizado para o diagnóstico das riquetsioses (padrão ouro). Em geral, os anticorpos são detectados a partir do 7o até o 10o dia de doença. Os anticorpos IgM podem apresentar reação cruzada com outras doenças (dengue, leptospirose, entre outras) e, portanto, devem ser analisados com critério. Já os anticorpos IgG aparecem pouco tempo depois dos IgM e são os mais específicos e indicados para interpretação diagnóstica. O diagnóstico laboratorial por RIFI é estabelecido pelo aparecimento de anticorpos específicos, que aumentam em título com a evolução da doença, no soro de pacientes.
160
Apesar de serem achados incomuns, a anemia e a plaquetopenia auxiliam na suspeita diagnóstica de febre maculosa. Certo ou errado?
Errado A anemia e a plaquetopenia são achados comuns e auxiliam na suspeita diagnóstica. Os leucócitos podem apresentar desvio à esquerda.
161
Em geral, no tratamento da febre maculosa, quando a terapêutica apropriada é iniciada nos primeiros 5 dias da doença, a febre tende a desaparecer entre 24 e 72 horas após o início da terapia e a evolução tende a ser benigna. Certo ou errado?
Certo O sucesso do tratamento, com consequente redução da letalidade potencialmente associada à febre maculosa, está diretamente relacionado à precocidade de sua introdução e à especificidade do antimicrobiano prescrito. As evidências clínicas, microbiológicas e epidemiológicas estabelecem que a doxiciclina é o antimicrobiano de escolha para terapêutica de todos os casos suspeitos de infecção pela Rickettsia rickettsii e de outras riquetsioses, independentemente da faixa etária e da gravidade da doença. Na impossibilidade de utilização da doxiciclina, oral ou injetável, preconiza-se o cloranfenicol como droga alternativa. Em geral, quando a terapêutica apropriada é iniciada nos primeiros 5 dias da doença, a febre tende a desaparecer entre 24 e 72 horas após o início da terapia e a evolução tende a ser benigna. A terapêutica é empregada rotineiramente por um período de 7 dias, devendo ser mantida por 3 dias, após o término da febre.
162
Indivíduo que apresente febre de início súbito, cefaleia, mialgia e que tenha relatado história de picada de carrapatos e/ou contato com animais domésticos e/ou silvestres e/ou ter frequentado área sabidamente de transmissão de febre maculosa, nos últimos 15 dias, pode ser considerado um caso confirmado de febre maculosa. Certo ou errado?
Errado A assertiva usa a definição de caso suspeito e não caso confirmado. DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO * Indivíduo que apresente febre de início súbito, cefaleia, mialgia e que tenha relatado história de picada de carrapatos e/ou contato com animais domésticos e/ou silvestres e/ou ter frequentado área sabidamente de transmissão de febre maculosa, nos últimos 15 dias; * Indivíduo que apresente febre de início súbito, cefaleia e mialgia, seguidas de aparecimento de exantema máculo-papular, entre o 2o e o 5o dias de evolução, e/ou manifestações hemorrágicas.
163
Todo caso suspeito de febre maculosa requer notificação compulsória e investigação, por se tratar de doença grave. Um caso pode significar a existência de um surto, o que impõe a adoção imediata de medidas de controle. Certo ou errado?
Certo Todo caso suspeito de febre maculosa requer notificação compulsória e investigação, por se tratar de doença grave. Um caso pode significar a existência de um surto, o que impõe a adoção imediata de medidas de controle. A notificação da febre maculosa deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), através do preenchimento da Ficha de Investigação da Febre Maculosa.
164
A partir da suspeita de febre maculosa, a terapêutica com antibióticos deve ser iniciada imediatamente, não se devendo esperar a confirmação laboratorial do caso. Certo ou errado?
Certo A partir da suspeita de febre maculosa, a terapêutica com antibióticos deve ser iniciada imediatamente, não se devendo esperar a confirmação laboratorial do caso. Não é recomendada a antibioticoterapia profilática para indivíduos assintomáticos que tenham sido recentemente picados por carrapatos, uma vez que dados da literatura apontam que tal conduta poderia, dentre outras consequências, prolongar o período de incubação da doença. A doxiciclina na apresentação para uso endovenoso e do cloranfenicol na apresentação líquida, para uso oral, são disponibilizados exclusivamente pelo Ministério da Saúde.
165
Vetores detectados nas roupas devem ser coletados com o auxílio de pinça ou utilizando-se fita adesiva. Não esmagar o carrapato com as unhas, pois ele pode liberar as bactérias e infectar partes do corpo com lesões. Certo ou errado?
Certo Orientações para áreas de foco de febre maculosa * Nos locais com casos de febre maculosa, recomenda-se o uso de vestimentas que evitem o contato com os carrapatos. Recomenda-se que as vestimentas (inclusive calçados e meias) sejam de cor clara, a fim de facilitar a visualização do vetor. * Em áreas não urbanas, utilizar macacão de manga comprida, com elástico nos punhos e tornozelos, meias e botas de cano longo. A parte inferior do macacão deve ser inserida dentro das meias. Vedar as botas com fita adesiva de dupla face ou passar uma fita invertida na bota de tal forma que a parte aderente da fita fique virada para fora. * Em área urbana, utilizar camisa de manga comprida com punhos fechados. Calça com a parte inferior inserida dentro das meias e vedada com fita adesiva. Calçados fechados e de cor clara. * Repelentes podem ser aplicados à roupa e aos calçados. * Vetores detectados nas roupas devem ser coletados com o auxílio de pinça ou utilizando-se fita adesiva. * Não esmagar o carrapato com as unhas, pois ele pode liberar as bactérias e infectar partes do corpo com lesões. * Examinar o próprio corpo frequentemente, a fim de verificar a presença de carrapatos e retirá-los, preferencialmente, com o auxílio de pinça. Quanto mais rápido forem retirados, menor a chance de infecção. * Manter vidros e portas fechados em veículos de transporte na área de risco.
166
Quais as principais características do Clostridium botulinum?
Batonete, gram-positivo, anaeróbio estrito e flagelos peritríquios.
167
Quais os tipos de Clostridium botulinum que afetam os humanos?
A, B, E e F
168
Quais os tipos de Clostridium botulinum que afetam os animais?
C e D
169
A toxina do Clostridium botulinum é formada por 2 proteínas: fragmento A (cadeia .........) e fragmento B (cadeia ...........)
leve pesada
170
O ................................. ocorre através da ingestão de toxinas presentes em alimentos previamente contaminados. O .................................. ocorre através da ingestão de esporos de Clostridium botulinum por adultos com alteração na microbiota intestinal, acloridria e outras alterações ou por crianças de até 1 ano de idade (botulismo infantil - mel). O ..................................... ocorre pela contaminação de ferimentos com esporos do Clostridium botulinum que, em condições de anaerobiose, assume a forma vegetativa e produz toxina in vivo. Principais portas de entrada: úlceras crônicas, fissuras, esmagamentos de membros, ferimentos em áreas profundas, infecções dentárias, lesões produzidas por agulhas.
botulismo alimentar botulismo intestinal botulismo por ferimentos
171
Período de incubação do botulismo alimentar, intestinal e por ferimentos?
Botulismo alimentar: 2 horas a 10 dias (média de 12h-36h) Botulismo intestinal: desconhecido Botulismo por ferimentos: 4 a 21 dias (média 7 dias)
172
Os sintomas iniciais do botulismo alimentar podem ser gastrointestinais e/ou neurológicos, evoluindo para paralisia flácida motora ......................, associada a comprometimento autonômico disseminado. Há preservação da ..................... Nos animais ocorre paralisia flácida ................................, com sinais neurológicos e preservação da sensibilidade
descendente (primeiro nos músculos cranianos) consciência. ascendente simétrica (primeiro nas pernas)
173
Os sintomas do ...................... nas crianças, varia de quadros com constipação leve à síndrome de morte súbita.
botulismo intestinal
174
Os sintomas do ........................ são semelhantes ao do botulismo alimentar, entretanto os sinais gastrointestinais não são esperados.
botulismo por ferimentos
175
Prevenção e controle do botulismo?
- Tratamento térmico e armazenamento adequado dos alimentos. - Não ingestão de mel por crianças com menos de 1 anos de idade. - Suplementação mineral (fósforo) e vacinação dos bovinos.
176
Tratamento do botulismo?
Soro antitoxina botulínica e tratamento suporte.
177
Diagnóstico do botulismo?
Detecção da toxina botulínica por soroneutralização em camundongos.
178
O Clostridium botulinum bloqueia a liberação de?
Acetilcolina
179
O ........................ é um bastonete, gram-positivo, anaeróbio (relativa tolerância à presença de O2).
Clostridium perfringens
180
O Clostridium perfringens possui 5 tipos, quais são eles? Quais são patógenos humanos e quais são patógenos animais?
A, B , C, D e E Patógenos humanos: A, C e D Patógenos animais: B, C, D e E
181
Sobre os tipo de Clostridium perfringens (A, B, C, D e E) quais toxinas estão presentes em cada um deles?
A: Alfa-toxina e enterotoxina B: Alfa-toxina, Beta-toxina, Épsilon-toxina e enterotoxina. C: Alfa-toxina, Beta-toxina e enterotoxina D: Alfa-toxina, Épsilon-toxina e enterotoxina E: Alfa-toxina, Iota-toxina e enterotoxina
182
A transmissão de .......................... ocorre através do consumo de produtos cárneos contaminados com grande quantidade de esporos.
Clostridium perfringens (clostridiose alimentar)
183
Período de incubação do Clostridium perfringens?
8 a 12 horas
184
Os sintomas do ............................. são: dor abdominal, náusea e diarreia aguda. A doença dura normalmente 24 horas, entretanto sintomas menos graves podem persistir. Diarreia aguda é causada pela ......-toxina Enterite necrótica (doença pig-bel) é causada pela exotoxina ....... (cepas do tipo .......). É quase sempre fatal.
Clostridium perfringens (clostridiose alimentar) Alfa-toxina Beta (cepas do tipo C)
185
Diagnóstico do Clostridium perfringens (clostridiose alimentar)?
Seres humanos: demonstração de Clostridium perfringens em cultura semiquantitativa anaeróbica de alimentos ou fezes; PCR; ELISA. Animais: achados anatomopatológicos, isolamento e identificação do agente.
186
Prevenção e controle do Clostridium perfringens (clostridiose alimentar)?
Cocção e resfriamento adequado de alimentos. Vacinação (animais).
187
Existem sete tipos de Cl. botulinum: A, B, C, D, E, F e G. Eles são diferenciados basicamente pela antigenicidade da toxina. Os tipos A, B, E e F são os principais causadores de botulismo em animais (tipos C e D em humanos). Certo ou errado?
Errado O Clostridium botulinum é um bastonete Gram-positivo, anaeróbio estrito (0,3 a 0,7 x 3,4 a 7,5 μm) com flagelos peritríquios (flagelos distribuídos por toda a célula). Ele causa uma doença de origem alimentar denominada botulismo, uma intoxicação causada pela ingestão de neurotoxinas pré-formadas. O micro- organismo é encontrado por toda a natureza, incluindo solo, peixes, frutas e vegetais crus. Existem sete tipos de Cl. botulinum: A, B, C, D, E, F e G. Eles são diferenciados basicamente pela antigenicidade da toxina. Os tipos A, B, E e F são os principais causadores de botulismo humano (tipos C e D em animais). Oito neurotoxinas distintas sob o aspecto sorológico (BoNTA a BoNTG) foram identificadas e estão entre as toxinas mais potentes conhecidas pelo homem. A toxina e formada por duas proteínas, fragmento A (cadeia leve – LC, 50 kDa) e fragmento B (cadeia pesada – HC, 100 kDa), as quais são ligadas por uma ponte dissulfidica.
188
O Clostridium botulinum é um bastonete Gram-positivo, anaeróbio estrito, com flagelos peritríquios (flagelos distribuídos por toda a célula). O microorganismo e encontrado por toda a natureza, incluindo solo, peixes, frutas e vegetais cozidos. Certo ou errado?
Errado O Clostridium botulinum é um bastonete Gram-positivo, anaeróbio estrito (0,3 a 0,7 x 3,4 a 7,5 μm) com flagelos peritríquios (flagelos distribuídos por toda a célula). Ele causa uma doença de origem alimentar denominada botulismo, uma intoxicação causada pela ingestão de neurotoxinas pré-formadas. O microorganismo e encontrado por toda a natureza, incluindo solo, peixes, frutas e vegetais crus.
189
O botulismo está associado com alimentos enlatados de alta acidez (principalmente aqueles de produção caseira), vegetais, peixe e produtos de carne. Certo ou errado?
Errado O botulismo está associado com alimentos enlatados de BAIXA ACIDEZ.
190
O botulismo também está associado com mel, e, por isso, o mel não deve ser dado a crianças com menos de três ano de idade. Certo ou errado?
Errado O mel não deve ser dado a crianças com menos de um ano de idade.
191
Os alimentos mais comumente envolvidos em surtos de botulismo são: conservas vegetais, principalmente os industrializados; produtos cárneos cozidos, curados e defumados de forma artesanal (salsicha, presunto, carne frita conservada em gordura – “carne de lata”); pescados defumados, salgados e fermentados; queijos e pasta de queijos. Certo ou errado?
Errado Ocorre por ingestão de toxinas presentes em alimentos previamente contaminados, que foram produzidos ou conservados de maneira inadequada. Os alimentos mais comumente envolvidos são: * conservas vegetais, principalmente as artesanais (palmito, picles, pequi); * produtos cárneos cozidos, curados e defumados de forma artesanal (salsicha, presunto, carne frita conservada em gordura – “carne de lata”); * pescados defumados, salgados e fermentados; * queijos e pasta de queijos; * raramente, alimentos enlatados industrializados.
192
O botulismo por ferimentos é uma das formas mais comuns de botulismo. Ocasionado pela contaminação de ferimentos com C. botulinum, que, em condições de anaerobiose, assume a forma vegetativa e produz toxina in vivo. Certo ou errado?
Errado O botulismo por ferimentos é uma forma rara.
193
O botulismo alimentar possui um período de incubação que pode variar de duas horas a 10 dias, com média de 12 a 36 horas. Quanto maior a concentração de toxina no alimento ingerido, menor o período de incubação. Certo ou errado?
Certo
194
Em animais, o botulismo é endêmico em bovinos no Brasil, ocorre com relativa frequência em aves e esporadicamente em cães. Certo ou errado?
Certo
195
Em cães, bovinos e aves o quadro de botulismo é caracterizado por uma paralisia flácida ascendente simétrica. Certo ou errado?
Certo
196
O diagnóstico de clostridiose alimentar é baseado na detecção da toxina botulínica por soroneutralização em camundongos. Em humanos, cães e aves comumente utiliza-se o soro sanguíneo. Já em bovinos, devido à alta sensibilidade desta espécie às toxinas botulínicas, preconiza-se a utilização de conteúdo intestinal ou fragmentos do fígado. Certo ou errado?
Certo
197
Clostridium perfringens são bastonetes, anaeróbios, Gram-negativos, comensais do trato gastrointestinal de homens e animais. Apresentam ainda grande capacidade de formar esporos em condições adversas, permitindo sua manutenção no ambiente por longos períodos. Certo ou errado?
Errado Clostridium perfringenssão bastonetes, anaeróbios, GRAM-POSITIVOS, comensais do trato gastrointestinal de homens e animais. Apresentam ainda grande capacidade de formar esporos em condições adversas, permitindo sua manutenção no ambiente por longos períodos.
198
Existem cinco tipos (A a E) de Cl. perfringens, os quais são divididos de acordo com a presença das principais toxinas letais, das quais três são de origem plasmidial. Os tipos A, C e D de Cl. perfringens são patógenos humanos, enquanto os tipos B, C, D e E são patógenos animais. Certo ou errado?
Certo
199
C. perfringens é comumente isolado de alimentos, principalmente dos produtos cárneos derivados de bovinos e aves. Certo ou errado?
Certo O C. perfringens encontra-se amplamente distribuído no ambiente e com frequência é encontrado no intestino de humanos e animais. Os endosporos do micro-organismo persistem no solo, em sedimentos e em áreas sujeitas à poluição fecal humana e animal. C. perfringens é comumente isolado de alimentos, principalmente dos produtos cárneos derivados de bovinos e aves. No entanto, as cepas com o gene cpe são pouco frequentes nessas espécies, sendo que seus reservatórios ainda não estão bem estabelecidos.
200
A maioria dos surtos está associada a carnes e produtos cárneos derivados como tortas de carne, molhos com carne e até sopas. Em humanos, a infecção alimentar causada por C. perfringens ocorre devido ao consumo de produtos cárneos contaminados com grande quantidade da forma vegetativa de C. perfringens produtores de endotoxina. Certo ou errado?
Errado C. perfringens produtores de enterotoxina e não endotoxina.
201
A forma mais comum de toxinfecção por Cl. perfringens e caracterizada por cólicas abdominais intensas e diarreias que iniciam 8 a 12 horas após o consumo do alimento contendo grande quantidade do micro-organismo capaz de produzir as toxinas causadoras da enfermidade. Certo ou errado?
Certo
202
Na maioria das vezes, a causa da intoxicação por Cl. perfringens é o resultado da falta da temperatura em alimentos preparados. As carnes, os produtos cárneos e os molhos são os alimentos envolvidos com mais frequência. Certo ou errado?
Errado A causa da intoxicação por Cl. Perfringens é o resultado do abuso da temperatura em alimentos preparados.
203
Sobre Cl. perfringens: Em surtos alimentares, o diagnóstico presuntivo é dado pelas evidências clínicas e epidemiológicas. Certo ou errado?
Certo
204
Sobre Cl. perfringens: O controle desse micro-organismo é atingido sobretudo por meio da cocção e do resfriamento. Os resfriamentos rápidos de 55 para 15°C reduzem a possibilidade de germinação dos endosporos que possam ter sobrevivido. Pelo reaquecimento do alimento até 70 °C logo antes do consumo, e possível destruir qualquer célula vegetativa presente. Certo ou errado?
Certo
205
O tratamento de clostridium perfringens em humanos é baseado em terapia de suporte, porém a maioria dos casos é autolimitante. Em apresentações mais graves, torna-se essencial a manutenção da hidratação. Certo ou errado?
Certo
206
Em animais, as enterites por C. perfringens causam perdas consideráveis no rebanho, uma vez que o tratamento, na grande maioria dos casos, é impraticável. Certo ou errado?
Certo
207
A ......................... causadora da ................... é um bacilo gram-positivo, anaeróbio facultativo. Cresce em ampla faixa de temperatura (2,5°C a 44°C). Possui capacidade de formar biofilme e de se multiplicar em temperatura de refrigeração. É uma bactéria ubiquitária e pode causar uma taxa de mortalidade próxima dos 50%.
Listeria monocytogenes Listeriose
208
É transmitida para os animais pela via oral, através de silagem de baixa qualidade e pastagem contaminada e também na ordenha. Os seres humanos também adquirem a bactéria pela via oral, através de alimentos de origem animal e vegetal, pelo contato direto e pelo transplante de órgãos. Que doença é essa?
Listeriose
209
Período de incubação da listeriose?
3 a 90 dias (média de 3 a 4 semanas)
210
Bovinos, ovinos e caprinos: encefalite, aborto, septicemia, ceratoconjuntivite, mastite. Monogástricos: a doença é rara. Aves: septicemia e necrose do miocárdio. Seres humanos: doença leve, com sintomas semelhantes à gripe em indivíduos saudáveis e infecções graves com alta letalidade em indivíduos imunocomprometidos. Esses são sinais clínicos da?
Listeriose.
211
Diagnóstico da listeriose?
Isolamento bacteriano de material clínico, imuno-histoquímica e achados histológicos.
212
Tratamento da listeriose em humanos e animais?
Humanos: penicilina ou ampicilina juntas ou isoladas, com aminoglicosídeos. Animais: ampicilina e gentamicina.
213
Listeriolisina O, fosfolipase, p60 e internalina são fatores de virulência da?
Listeria monocytogenes
214
Prevenção e controle da listeriose?
- Manter o ambiente limpo na propriedade. - Elaboração de silagem de boa qualidade. - Medidas higiênicas na indústria.
215
Qual é o agente causador da toxoplasmose?
O protozoário Toxoplasma gondii, do filo Apicomplexa.
216
O .................... acomete todos os vertebrados de sangue quente e seu hospedeiro definitivo é o felino.
Toxoplasma gondii
217
A transmissão da toxoplasmose ocorre através da ingestão de ...................... contendo ..................... (água ou alimentos contaminados). Também pode ocorrer através da ingestão de ............ contendo .................. em carne crua ou mal cozida. E existe uma 3° forma de transmissão, qual é?
oocistos maduros esporozoítos cistos bradizoítos Congênita
218
Infecção congênita: aborto, nascimento de crianças com tétrade de Sabin, déficit intelectual, alterações oculares. Infecção aguda em adultos: alteração ganglionar, febre, leve resfriado ou adenopatia, e hepatoesplenomegalia. Indivíduos imunocomprometidos: encefalite e retinite. Esses são sinais clínicos da?
Toxoplasmose
219
Diagnóstico da toxoplasmose?
- Pesquisa de oocistos nas fezes de felídeos por método de centrífugo-flutuação. - Pesquisa direta ao T. gondii. - Provas sorológicas: hemaglutinação (HAI), imunofluorescência indireta, aglutinação por imunabsorção, ELISA.
220
Tratamento da toxoplasmose?
Sulfadiazina com a pirimetamina.
221
Prevenção e controle da toxoplasmose?
- Destruição de cistos da carne pelo cozimento ou congelamento. - Lavar as mãos após contato com fezes de felinos. - Limpar diariamente a caixa de areia dos felinos e dar o destino adequado. - Controle da população felina.
222
Listeria monocytogenes é um bacilo Gram-positivo, formador de esporo, aeróbio. Apresenta crescimento em ampla faixa de temperatura (2,5°C a 44°C), embora existam relatos da sua multiplicação a 0°C. Certo ou errado?
Errado Listeria monocytogenes não forma esporos. ETIOLOGIA LISTERIA MONOCYTOGENES É UM BACILO GRAM-POSITIVO, NÃO FORMADOR DE ESPORO, ANAERÓBIO FACULTATIVO. APRESENTA CRESCIMENTO EM AMPLA FAIXA DE TEMPERATURA (2,5°C A 44°C), EMBORA EXISTAM RELATOS DA SUA MULTIPLICAÇÃO A 0°C. O pH ótimo para multiplicação desta bactéria está entre seis e oito, porém ela pode crescer em uma faixa maior, entre cinco e nove.
223
Os animais têm uma função importante na cadeia epidemiológica da listeriose em humanos. Eles favorecem a manutenção do micro-organismo no ambiente, através da contaminação com fezes, da água, solo, vegetação, pastagem e de outros animais, que passam a amplificar a distribuição do micro-organismo. Certo ou errado?
Certo
224
Animais alimentados com silagem contaminada podem ser portadores do agente (L. monocytogenes) e disseminá-la no rebanho, através das fezes e no leite. Certo ou errado?
Certo
225
Para o homem, a via de transmissão, da L. monocytogenes, mais importante é através dos alimentos de origem animal e até mesmo de origem vegetal. O contato direto com animais enfermos, na maioria dos casos com bovinos, pode resultar em infecção cutânea em fazendeiros e veterinários que não têm uma proteção adequada. Certo ou errado?
Certo O contato direto com animais enfermos, na maioria dos casos com bovinos, pode resultar em infecção cutânea em fazendeiros e veterinários que não têm uma proteção adequada. Foram registrados também alguns surtos nosocomiais não associados a alimentos, a maior parte em berçários. Há relatos de infecção do neonato no canal do parto, onde pode existir a presença do micro-organismo na cérvix. Outra forma relatada foi através de transplante de órgãos.
226
A Listeria monocytogenes tem sido isolado de diversos alimentos em vários países do mundo, bem como no Brasil. A sua presença já foi relatada em leite cru e pasteurizado, queijos, carne bovina, suína, de aves, peixes, embutidos, carne moída de diferentes animais, produtos cárneos crus e termoprocessados, além de produtos de origem vegetal e refeições preparadas. Certo ou errado?
Certo
227
O período de incubação longo da listeriose é, em média, de 10 a 12 semanas, com uma variação de até 7 dias. As pessoas com maior risco de adquirir listeriose são gestantes, crianças e recém-nascidos, idosos e indivíduos imunossuprimidos. Certo ou errado?
Errado O PERÍODO DE INCUBAÇÃO DA LISTERIOSE É, EM MÉDIA, DE 3 A 4 SEMANAS, COM UMA VARIAÇÃO DE 3 A 90 DIAS. AS PESSOAS COM MAIOR RISCO DE ADQUIRIR LISTERIOSE SÃO GESTANTES, CRIANÇAS E RECÉM-NASCIDOS, IDOSOS E INDIVÍDUOS IMUNOSSUPRIMIDOS. Bloqueadores de receptores de Histamina (H2), antiácidos, laxantes e úlcera gástrica mostraram promover a doença, indicando que o ácido gástrico tem um efeito protetor contra a infecção. Outro fator importante é o ferro, que parece promover a virulência de L. monocytogenes. O intestino é o ponto de entrada de L.monocytogenes no organismo, através das células epiteliais do ápice das microvilosidades. Elas se difundem não só pelo interior dessas células, como também de uma célula para outra. Na fase seguinte, são ingeridas por macrófagos, porém não induzem uma resposta inflamatória significativa. Dentro dos macrófagos elas se encontram protegidas dos leucócitos polimorfonucleares.
228
O diagnóstico da listeriose, tanto para humanos quanto para os animais, é o isolamento bacteriano de material clínico (sangue, líquido cefalorraquidiano, líquido amniótico, fígado, baço, placenta e feto), imuno-histoquímica e achados histopatológicos. Certo ou errado?
Certo
229
Em animais o tratamento também consiste na utilização de antibióticos, sendo os mais utilizados as ampicilina e gentamicina, sendo as cefaloporinas não efetivas contra o agente. Certo ou errado?
Certo
230
Atualmente, a Instrução Normativa No 9, de 8 de abril de 2009, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), exige procedimentos de controle de Listeria monocytogenes em estabelecimentos que fabricam produtos de origem animal, prontos para o consumo, que apresentem as seguintes características físico-químicas: pH > 9.2 ou Atividade de Água > 0.44 ou concentração de cloreto de sódio <60 %. Certo ou errado?
Errado ATUALMENTE, A INSTRUÇÃO NORMATIVA No 9, DE 8 DE ABRIL DE 2009, DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO (MAPA), EXIGE PROCEDIMENTOS DE CONTROLE DE LISTERIA MONOCYTOGENES EM ESTABELECIMENTOS QUE FABRICAM PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL, PRONTOS PARA O CONSUMO, QUE APRESENTEM AS SEGUINTES CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS: PH > 4.4 OU ATIVIDADE DE ÁGUA > 0,.92 OU CONCENTRAÇÃO DE CLORETO DE SÓDIO < 10 %. Tais procedimentos incluem as Boas Práticas de Fabricação (BPF), Procedimentos Padrão de Higiene Operacional (PPHO) e Análise de Perigos e Pontos Críticos e Controle (APPCC).
231
Doença de Weil, síndrome de Weil, febre dos pântanos, febre dos arrozais, febre outonal, doença dos porqueiros e tifo canino são sinonímias da leptospirose. Certo ou errado?
Certo
232
233
A toxoplasmose ou popularmente conhecida como “Doença do Gato” é causada pelo protozoário do Filo Apicomplexa, chamado Toxoplasma gondii. Certo ou errado?
Certo
234
A toxoplasmose acomete todos os vertebrados de sangue quente (mamíferos e aves), e seus hospedeiros definitivos são os membros da família dos Canídeos. Certo ou errado?
Errado Esta enfermidade acomete todos os vertebrados de sangue quente (mamíferos e aves), e seus hospedeiros definitivos são os membros da família dos Felídeos. O ciclo biológico do Toxoplasma gondii ocorre em duas fases distintas do parasito. A fase assexuada do protozoário que ocorre nos linfonodos e tecidos dos hospedeiros intermediários, e a fase sexuada que ocorre no epitélio intestinal dos hospedeiros definitivos. Por este fato o T. gondii é considerado um parasito com ciclo heteroxeno, no qual os felídeos são considerados os hospedeiros definitivos ou completos e o homem e outros vertebrados homeotérmicos, os hospedeiros intermediários ou incompletos. Os hospedeiros suscetíveis (como o homem) podem adquirir o parasito através da ingestão de oocistos maduros contendo esporozoítos, que podem ser encontrados em água ou alimentos contaminados ou cistos contendo os bradizoítos em carne crua ou mal cozida
235
Os hospedeiros suscetíveis da toxoplasmose (como o homem) podem adquirir o parasito através da ingestão de bradizoítos maduros contendo esporozoítos, que podem ser encontrados em água ou alimentos contaminados ou cistos contendo os oocistos em carne crua ou mal cozida. Certo ou errado?
Errado Esta enfermidade acomete todos os vertebrados de sangue quente (mamíferos e aves), e seus hospedeiros definitivos são os membros da família dos Felídeos. O ciclo biológico do Toxoplasma gondii ocorre em duas fases distintas do parasito. A fase assexuada do protozoário que ocorre nos linfonodos e tecidos dos hospedeiros intermediários, e a fase sexuada que ocorre no epitélio intestinal dos hospedeiros definitivos. Por este fato o T. gondii é considerado um parasito com ciclo heteroxeno, no qual os felídeos são considerados os hospedeiros definitivos ou completos e o homem e outros vertebrados homeotérmicos, os hospedeiros intermediários ou incompletos. Os hospedeiros suscetíveis (como o homem) podem adquirir o parasito através da ingestão de oocistos maduros contendo esporozoítos, que podem ser encontrados em água ou alimentos contaminados ou cistos contendo os bradizoítos em carne crua ou mal cozida.
236
Os felinos infectam-se por ingestão dos bradizoítos (cistos) de tecidos de roedores ou de carne crua de outras espécies animais ou pela ingestão de oocistos esporulados ou por transmissão transplacentária. Certo ou errado?
Certo Os felinos infectam-se por ingestão dos bradizoítos (cistos) de tecidos de roedores ou de carne crua de outras espécies animais ou pela ingestão de oocistos esporulados ou por transmissão transplacentária. A chave da epidemiologia da toxoplasmose parece ser o gato de rua, pois são os únicos hospedeiros que apresentam a forma sexuada, e a areia e solo contaminados por fezes contendo oocistos, serem fontes duradouras de infecção. Além disso, soma-se o fato de que os felinos cobrem suas fezes, aumentando as condições de sobrevivência do oocisto. A presença dos oocistos no solo já foi relatada, sendo que as condições ideais para que ocorra a esporulação são de umidade, oxigenação e temperatura, podendo o oocisto permanecer infectante por até 18 meses.
237
A pesquisa direta do T. gondii pode ser feita a partir de diversos componentes orgânicos, como, sangue, líquido cefaloraquidiano, saliva, leite, escarro, medula óssea, cortes de placenta, além de conteúdos de infiltrados cutâneos, do baço, fígado, músculos e linfonodos. Certo e errado?
Certo A pesquisa de oocistos pode ser realizada nas fezes de felídeos por método de centrífugo-flutuação com solução de Sheather, no período de eliminação ativa do ciclo enteroepitelial, que dura uma a duas semanas. Porém, como a maioria dos gatos apresenta-se assintomática, durante este estágio, normalmente o exame fecal não é um bom método diagnóstico. A pesquisa direta do T. gondii pode ser feita a partir de diversos componentes orgânicos, como, sangue, líquido cefaloraquidiano, saliva, leite, escarro, medula óssea, cortes de placenta, além de conteúdos de infiltrados cutâneos, do baço, fígado, músculos e linfonodos. O material obtido pode ser utilizado para fazer diagnóstico por inoculação em camundongo ou histopatológico. A toxoplasmose é usualmente diagnosticada com base na detecção de anticorpos. Em infecções agudas os níveis de anticorpos IgG e IgM geralmente surgem dentro de uma a duas semanas de infecção. A presença de níveis elevados de anticorpos IgG específicos indica que a infecção ocorreu, mas não distingue infecção recente de uma infecção adquirida há muito tempo. Como auxiliar na determinação do tempo da infecção utiliza-se a detecção de anticorpos IgM específicos, mas estes podem persistir por meses ou até anos após a infecção aguda. A confirmação ou não da toxoplasmose só é aceita após o diagnóstico laboratorial baseado em testes imunológicos que indicam o título de anticorpos circulantes, a detecção das classes de anticorpos correspondentes a cada fase da doença, o isolamento do parasito, a PCR, a pesquisa de antígenos circulantes e a ultrassonografia.
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A presença de níveis elevados de anticorpos IgG específicos indica que a infecção por T. gondii ocorreu, e distingue infecção recente de uma infecção adquirida há muito tempo. Certo ou errado?
Errado A presença de níveis elevados de anticorpos IgG específicos indica que a infecção ocorreu, mas não distingue infecção recente de uma infecção adquirida há muito tempo. A pesquisa de oocistos pode ser realizada nas fezes de felídeos por método de centrífugo-flutuação com solução de Sheather, no período de eliminação ativa do ciclo enteroepitelial, que dura uma a duas semanas. Porém, como a maioria dos gatos apresenta-se assintomática, durante este estágio, normalmente o exame fecal não é um bom método diagnóstico. A pesquisa direta do T. gondii pode ser feita a partir de diversos componentes orgânicos, como, sangue, líquido cefaloraquidiano, saliva, leite, escarro, medula óssea, cortes de placenta, além de conteúdos de infiltrados cutâneos, do baço, fígado, músculos e linfonodos. O material obtido pode ser utilizado para fazer diagnóstico por inoculação em camundongo ou histopatológico. A toxoplasmose é usualmente diagnosticada com base na detecção de anticorpos. Em infecções agudas os níveis de anticorpos IgG e IgM geralmente surgem dentro de uma a duas semanas de infecção. A PRESENÇA DE NÍVEIS ELEVADOS DE ANTICORPOS IGG ESPECÍFICOS INDICA QUE A INFECÇÃO OCORREU, MAS NÃO DISTINGUE INFECÇÃO RECENTE DE UMA INFECÇÃO ADQUIRIDA HÁ MUITO TEMPO. Como auxiliar na determinação do tempo da infecção utiliza-se a detecção de anticorpos IgM específicos, mas estes podem persistir por meses ou até anos após a infecção aguda. A confirmação ou não da toxoplasmose só é aceita após o diagnóstico laboratorial baseado em testes imunológicos que indicam o título de anticorpos circulantes, a detecção das classes de anticorpos correspondentes a cada fase da doença, o isolamento do parasito, a PCR, a pesquisa de antígenos circulantes e a ultrassonografia.
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A confirmação ou não da toxoplasmose só é aceita após o diagnóstico laboratorial baseado em testes imunológicos que indicam o título de anticorpos circulantes, a detecção das classes de anticorpos correspondentes a cada fase da doença, o isolamento do parasito, a PCR, a pesquisa de antígenos circulantes e a ultrassonografia. Certo ou errado?
Certo A pesquisa de oocistos pode ser realizada nas fezes de felídeos por método de centrífugo-flutuação com solução de Sheather, no período de eliminação ativa do ciclo enteroepitelial, que dura uma a duas semanas. Porém, como a maioria dos gatos apresenta-se assintomática, durante este estágio, normalmente o exame fecal não é um bom método diagnóstico. A pesquisa direta do T. gondii pode ser feita a partir de diversos componentes orgânicos, como, sangue, líquido cefaloraquidiano, saliva, leite, escarro, medula óssea, cortes de placenta, além de conteúdos de infiltrados cutâneos, do baço, fígado, músculos e linfonodos. O material obtido pode ser utilizado para fazer diagnóstico por inoculação em camundongo ou histopatológico. A toxoplasmose é usualmente diagnosticada com base na detecção de anticorpos. Em infecções agudas os níveis de anticorpos IgG e IgM geralmente surgem dentro de uma a duas semanas de infecção. A presença de níveis elevados de anticorpos IgG específicos indica que a infecção ocorreu, mas não distingue infecção recente de uma infecção adquirida há muito tempo. Como auxiliar na determinação do tempo da infecção utiliza-se a detecção de anticorpos IgM específicos, mas estes podem persistir por meses ou até anos após a infecção aguda. A confirmação ou não da toxoplasmose só é aceita após o diagnóstico laboratorial baseado em testes imunológicos que indicam o título de anticorpos circulantes, a detecção das classes de anticorpos correspondentes a cada fase da doença, o isolamento do parasito, a PCR, a pesquisa de antígenos circulantes e a ultrassonografia.
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O tratamento mais utilizado para toxoplasmose é a associação de sulfadiazina com a pirimetamina, mas estão disponíveis outras sulfonamidas (sulfamerazina, sulfametazina e sulfapirazina), além de clindamicina, dapsona e atovaquona, tanto para o tratamento de humanos como animais. Certo ou errado?
Certo O tratamento mais utilizado é a associação de sulfadiazina com a pirimetamina, mas estão disponíveis outras sulfonamidas (sulfamerazina, sulfametazina e sulfapirazina), além de clindamicina, dapsona e atovaquona, tanto para o tratamento de humanos como animais. Devido aos resultados falso-negativos dos métodos de diagnóstico fetal, todas as crianças nascidas de mães com toxoplasmose aguda devem ser submetidas a exames sorológicos e clínicos para a detecção de possível infecção e sequelas. Após a confirmação do diagnóstico materno e/ou neonatal, o tratamento deve ser instituído o mais precocemente possível.
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Uma das formas de reduzir a infecção humana pelo T. gondii é destruir os cistos da carne cozinhando-a até uma temperatura de 67°C por 20 minutos, com garantia de que o calor penetre igualmente no alimento. O congelamento não pode ser considerado um meio de destruição dos cistos. Certo ou errado?
Errado Para a população humana, a infecção por T. gondii é relacionada com o consumo de carne mal cozida contaminada com cistos deste parasito, por ingestão de alimentos ou água contaminados com oocistos provenientes de fezes de felídeos, infecção congênita e provavelmente por infecção transmamária. Uma das formas de reduzir a infecção humana pelo T. gondii é destruir os cistos da carne cozinhando-a até uma temperatura de 67°C por 20 minutos, com garantia de que o calor penetre igualmente no alimento. O congelamento à -13°C por 18 a 24hs, pode ser considerado um meio de destruição dos cistos.
242
As mulheres grávidas soronegativas para T. gondii não devem manter contato direto com fezes de gatos, solo ou ingerir carne mal passada. Certo ou errado?
Certo As mulheres grávidas soronegativas para T. gondii não devem manter contato direto com fezes de gatos, solo ou ingerir carne mal passada. Devem beber água tratada, e fazer sorologia antes da gravidez, e pelo menos trimestralmente durante a gestação. Pacientes imunodeprimidos com sorologia negativa também devem fazer exames periódicos diagnosticando a infecção logo no início.
243
Nas Américas, a Leishmania (Leishmania infantum) é a espécie mais comumente envolvida na transmissão da leishmaniose tegumentar americana (LTA). Certo ou errado?
Errado Nas Américas, a Leishmania (Leishmania infantum) é a espécie mais comumente envolvida na transmissão da leishmaniose visceral (LV).
244
Os camelídeos podem ser acometidos pelo Mormo. Certo ou errado?
Certo “É uma enfermidade que acomete, primariamente, equídeos. Pode, entretanto, acometer outros mamíferos domésticos, tais como caprinos, camelídeos, caninos e outros carnívoros, mesmo selvagens. Estes últimos contraem a doença por ingestão de carcaças contaminadas.”
245
A eliminação da Listeria monocytogenes nas fezes ocorre em pouco tempo após o consumo de silagem contaminada. A eliminação pode ocorrer no mesmo dia ou um dia após o consumo, indicando que não há infecção. Porém, alguns animais passaram a eliminar o agente dois a quatro dias após o consumo do alimento contaminado e este resultado indica que houve infecção. Certo ou errado?
Certo Bovinos raramente se tornam portadores do agente por longo período e com eliminação diária. Salienta-se que também foram observados animais eliminando L. monocytogenes nas fezes, não estando a silagem contaminada”.
246
A niclosamida ou a clorossalicilamida é indicada para o tratamento da teníase. Certo ou errado?
Certo O tratamento da teníase poderá ser feito através das drogas: mebendazol, niclosamida ou clorossalicilamida, praziquantel, albendazol. Com relação à cisticercose, há pouco mais de uma década e meia, a terapêutica medicamentosa da neurocisticercose era restrita ao tratamento sintomático.”
247
Durante a gravidez, a Listeriose é frequentemente observada no terceiro trimestre. Entretanto pode se manifestar em qualquer estágio da gestação. Certo ou errado?
Certo “Em pessoas sadias, a infecção por L. monocytogenes pode ser assintomática ou causar uma doença leve, com sintomas semelhantes a uma gripe, com ou sem febre. Ao contrário, em pessoas imunocomprometidas (pacientes com câncer, AIDS, diabéticos, receptores de transplante de órgãos e pessoas que se submetem à hemodiálise), bem como em mulheres grávidas, recém-nascidos e idosos, o agente pode causar infecções graves, com elevadas taxas de letalidade. Clinicamente a doença pode se manifestar como septicemia, infecção do sistema nervoso central, gastrintestinal, focal, neonatal, placentária e endocardite. Durante a gravidez, a infecção é frequentemente observada no terceiro trimestre. Entretanto pode se manifestar em qualquer estágio da gestação. L. monocytogenes tem predileção pela placenta, onde frequentemente não é alcançada pelo sistema imunológico. Os sinais de infecção intrauterina são diarreia, náusea, dor nas costas, dor abdominal e sangramento vaginal. A única prova diagnóstica costuma ser o hemocultivo positivo. Em alguns casos, a infecção pode ser mais grave, resultando em septicemia e meningite, ou então, precipitar o trabalho de parto resultando em feto morto ou prematuro infectado (p.ex. granulomatose infantil séptica). A infecção quase sempre envolve placenta e membranas fetais. Nas infecções do neonato, a doença é geralmente diagnosticada uma a duas semanas pós-parto. O modo de transmissão provavelmente é o canal do parto ou infecção nosocomial”.
248
Em relação à Leishmaniose Visceral, define-se como área para investigação com fins de vigilância aquela que, a partir do primeiro caso canino (suspeito ou confirmado), estiver circunscrita em um raio de no mínimo 100 (cem) cães a serem examinados. Certo ou errado?
Certo “Na suspeita clínica de cão, delimitar a área para investigação do foco. Define-se como área para investigação aquela que, a partir do primeiro caso canino (suspeito ou confirmado), estiver circunscrita em um raio de no mínimo 100 (cem) cães a serem examinados. Nessa área, deverá ser desencadeada a busca ativa de cães sintomáticos, visando à coleta de amostras para exame parasitológico e identificação da espécie de Leishmania. Uma vez confirmada a L. infantum, coletar material sorológico em todos os cães da área, a fim de avaliar a prevalência canina e iniciar as demais medidas”.
249
As provas sorológicas não são indicadas para seguimento do paciente sob tratamento para Leishmaniose Visceral. Certo ou errado?
Certo Lembrem que títulos variáveis dos exames sorológicos podem persistir positivos por longo período, mesmo após o tratamento.
250
A confirmação laboratorial da doença causada pelo C. perfringens se dá pela demonstração do micro-organismp em cultura semiquantitativa aeróbica de alimentos ou fezes de pacientes, se possível associada à genotipagem por Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para detecção do gene cpe, responsável pela codificação da enterotoxina. Certo ou errado?
Errado Cultura semiquantitativa anaeróbica!
251
Em relação à Leishmaniose Tegumentar, a infecção e a doença conferem imunidade permanente ao paciente. Certo ou errado?
Errado A suscetibilidade é universal. A infecção e a doença não conferem imunidade ao paciente.
252
Os tipos B e D de C. perfringens possuem a β-toxina de origem plasmidial. Certo ou errado?
Errado Os tipos B e D compartilham, além da alfa-toxina (que está presente nos 5 tipos de C. perfringens), a ε-toxina.
253
A infecção congênita pela toxoplasmose ocorre quando a mulher adquire a primoinfecção pelo T. gondii durante a gestação e, quanto mais tardia isso ocorre mais severos serão os sinais clínicos. Certo ou errado?
Errado Quanto mais precoce, mais severo. “A infecção congênita ocorre quando a mulher adquire a primoinfecção pelo T. gondii durante a gestação e, quanto mais precoce isso ocorre mais severos serão os sinais clínicos”.
254
A vacina contra febre amarela é um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 90 a 98% de proteção. Em relação ao esquema vacina, julgue a alternativa: Pessoas a partir de 9 (nove) meses a 59 anos de idade: Administrar duas doses com intervalo de 30 dias. Certo ou errado?
Errado Deve-se administrar uma dose única. “Pessoas a partir de 9 (nove) meses a 59 anos de idade: Administrar 1 (uma) dose única. Volume da Dose e Via de Administração: 0,5 mL, via subcutânea”.
255
A vacina contra febre amarela é um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 90 a 98% de proteção. Em relação ao esquema vacina, julgue a alternativa: A vacina é indicada para residentes das áreas com recomendação para vacinação (ACRV) e viajantes que irão se deslocar para estas áreas. Certo ou errado?
Certo
256
A vacina contra febre amarela é um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 90 a 98% de proteção. Em relação ao esquema vacina, julgue a alternativa: As ACRV são todos os estados das regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste; estados do Maranhão e Bahia; alguns municípios dos estados do Piauí; Município de Canindé de São Francisco no estado de Sergipe e o Município de Delmiro Gouveia no estado de Alagoas. Certo ou errado?
Certo
257
A vacina contra febre amarela é um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 90 a 98% de proteção. Em relação ao esquema vacina, julgue a alternativa: Indicada para todos os povos indígenas, a partir de 9 (nove) meses de vida a 59 anos de idade, independente da Área com Recomendação para Vacinação (ACRV). Certo ou errado?
Certo
258
A vacina contra febre amarela é um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 90 a 98% de proteção. Em relação ao esquema vacina, julgue a alternativa: No Brasil é exigido o CIVP para entrada de estrangeiros no país, e recomenda-se a vacinação contra a febre amarela pelo menos dez dias antes da viagem, bem como atualização da situação vacinal. Certo ou errado?
Errado Errado. No Brasil, não é exigido o CIVP para entrada, no entanto recomenda-se a vacinação. “Estrangeiros que irão visitar o Brasil: No Brasil não é exigido o CIVP para entrada de estrangeiros no país, no entanto recomenda-se a vacinação contra a febre amarela pelo menos dez dias antes da viagem, bem como atualização da situação vacinal. É recomendado que o viajante siga as orientações do calendário de vacinação do pais de origem ou residência, previamente a chegada ao Brasil”.
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Em relação ao teste laboratorial imunológico por Testes Rápidos Imunocromatográficos para Leishmaniose Visceral, caso o paciente seja diagnosticado reagente, não há necessidade de realizar outro teste (imunológico ou parasitológico) para a confirmação. Certo ou errado?
Certo
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O inquérito sorológico amostral, com fins de monitoramento, para leishmaniose visceral deve ser realizado nos locais em que Lu. longipalpis ou Lu. cruzi forem detectados, mas onde não tenha sido confirmada a transmissão da LV humana ou canina, com a finalidade de verificar a ausência de enzootia. O inquérito poderá ser realizado em todo o município ou em parte dele, dependendo do seu tamanho e da distribuição do vetor. Certo ou errado?
Certo