Qual a diferença entre teníase e cisticercose?
A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium (suíno) e da Taenia saginata no intestino delgado do homem. O homem (hospedeiro definitivo) ingere as larvas da carne mal cozida)
A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos (enfermidade somática). Homem ingere os ovos da T. Solium
Quais as principais características da Taenia solium?
SUÍNO
- 3 a 5 m (é menor pq o suíno é menor)
Quais as principais características da Taenia saginata?
BOVINOS
- 5 a 8 m (é maior pq o bovino é maior)
Qual o período de incubação da teníase e da cisticercose?
Teníase: 3 meses
Cisticercose: 15 dias a anos
Quais são os sinais clínicos da neurocisticercose?
ESMeDiForSi
Quais são as complicações da teníase e da cisticercose?
Teníase: obstrução do apêndice, colédoco e ducto pancreático (*OACD)
Cisticercose: deficiência visual, loucura, epilepsia (DELEp)
Como é feito a confirmação do diagnóstico da neurocisticercose?
Estudos sorológicos do líquido cefalorraquiano (fixação do complemento, imunofluorescência e hemaglutinação)
Diagnóstico da cisticercose em animais?
ELISA e anatomopatológico
Tratamento da teníase e da cisticercose?
Teníase: mebendazol, niclosamida ou clorossalicilamida, praziquantel, albendazol.
Neurocisticercose: praziquantel e albendazol
Catarro de burro, lamparão, garrotilho atípico ou cancro nasal.
São sinônimos de?
Mormo
Qual o nome da bactéria causadora do mormo e quais são as suas características?
Burkolderia mallei
Bastonete, gram-negativa
Intracelular facultativa, imóvel (diferença da B. pseudomallei), aeróbia
Crescimento lento em meios de cultura
Quais as vias de infecção do mormo e qual é a mais comum?
Quais são as principais fontes de transmissão do mormo?
O mormo pode tem uma forma aguda, crônica ou cutânea. Qual é mais comum em equinos e qual é mais comum em muares e asininos?
Equinos (mais resistentes): forma crônica
Muares e asininos (mais susceptíveis): forma aguda
Sinais clínicos do mormo?
Lesões respiratórias, linfáticas e cutâneas
Forma aguda: febre, dispneia, tosse e secreção nasal catarro-purulenta, úlceras, aumento dos linfonodos.
Forma crônica: discreto catarro nasal (frequentemente unilateral), fraqueza e sinais de comprometimento dos pulmões e bronquíolos.
Forma cutânea: abscessos interligados pelos vasos linfáticos (‘‘rosário’’), claudicação (‘‘posição de bailarina’’), edema.
Seres humanos: inflamação dolorosa e aparecimento de vesículas, nódulos e úlceras no local da infecção, linfangite e linfadenopatia regional.
Período de incubação do mormo?
Animais: alguns dias até vários meses
Seres humanos: 1-14 dias
Prevenção e controle do mormo?
Não há vacina disponível
Sacrifício de animais infectados
Diagnóstico do mormo?
Triagem: ELISA e fixação do complemento (FC)
Complementar: Western Blotting, Maleinização intrapalpebral (equídeos < 6 meses) - procedimento básico para a erradicação do mormo.
Etiologia da Leishmaniose Visceral?
Protozoários do gênero Leishmania.
Mais comum nas Américas: Leishmania infantum
Sobre a Leishmaniose Visceral. Quem é o reservatório urbano e quem é o reservatório silvestre?
Urbano: cão (Canis familiares)
Silvestre: raposas (Dusicyon vetulus e Cerdocyon thous) e os marsupiais (Didelphis albiventris)
Quem são os vetores da Leishmaniose Visceral?
Flebotomíneos: Dípteros da família Psychodidae, Subfamília Phlebotominae.
Principais espécies: Lutzomyia longipalpis, Lutzomyia cruzi, Lutzomya migonei.
Nomes populares: mosquito-palha, tatuquira e birigui.
Atividade crepuscular e noturna.
Modo de transmissão da Leishmaniose Visceral?
Picada dos vetores infectados. Não ocorre transmissão de pessoa para pessoa.
Período de incubação da Leishmaniose Visceral no homem e no cão?
Homem: 10 dias a 24 meses (média: 2-6 meses)
Cão: 3 meses a vários anos (média: 3-7 meses)
Sinais clínicos da Leishmaniose Visceral no homem e no cão?
Homem: febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia, hepatoesplenomegalia e anemia, dentre outras.
Cão: febre irregular, apatia, emagrecimento, lesões de pele, conjuntivite, paresia do trem posterior, fezes sanguinolentas e onicogrifose.