Definição bronquiolite viral aguda
Doença inflamatória inespecífica causada por vírus que afeta as via aéreas de pequeno calibre. Geralmente, manifesta-se como o primeiro episódio de sibilância em lactentes menores de 12 mese.
Como é feita a transmissão do VSR e sua medida de precaução hospitalar
A transmissão do VSR ocorre por gotículas ou fômites com os sintomas iniciando-se em 3 a 4 dias após o contato.
Sua forma de precaução no hospital: Precaução de contato !
Fatores que fazem a geração de catarro em excesso nas vias aéreas na BVA
Fatores de risco para BVA grave
Quadro clínico para lembrar de BVA
Obs: Se houver febre alta, é interessante investigar OMA e Pneumonia
Sinais de hiperinsuflação encontrados na radiografia de tórax na BVA
Obs: Não tem consolidações !
Indicações de internação hospitalar de BVA
“Pista” para diagnóstico diferencial de Coqueluche
Evolução subaguda com acessos de tosse (repercussões hemodinâmicas) com guincho inspiratório + linfocitose
“Pista” para diagnóstico diferencial de Pneumonia típica
Febre + Tosse + Taquipneia. Ausculta TENDE a ser localizada, RX com consolidação
“Pista” para diagnóstico diferencial de Pneumonia afebril do lactente
Paciente em torno dos 2 meses de vida + afebril + taquipneia + crepitações difusas + RX com infiltrado intersticial + eosinofilia + história de conjutivite
“Pista” para diagnóstico diferencial de Crupe
Descrição de estridor inspiratório + tosse metálica
“Pista” para diagnóstico diferencial de Miocardite viral
Evolução semelhante à BVA + sinais de insuficiência cardíaca
“Pista” para diagnóstico diferencial de Asma
Episódios recorrentes + Melhora com SABA ou ICS + Atopia prévia e história familiar
O QUE FAZER na BVA
Amamentar (se tolerar)
Hidratar (EV ou por SNG)
Suporte O2, preferencialmente com:
- Cânula nasal de alto fluxo (CANF)
- CPAP e BIPAP (primeira opção depois do CANF)
e alvo de 90 - 92%
O QUE TENTAR na BVA
B2 - Agonista
Solução salina hipertônica inalatória em crianças internadas
Ribavirina
O QUE NÃO FAZER na BVA
Corticoide sistêmica
Fisioterapia respiratória em casos sem complicações
Adrenalina
Antibióticos (sem sinais de infecção bacteriana)
Características da Cânula Nasal de Alto Fluxo
Indicações de IOT
Principal etiologia da Bronquiolite Obliterante
Adenovírus
Indicações para vacina Abrysvo
Gestantes a partir de 24 semanas (PNI a partir de 28 semanas) ; Idosos a partir de 60 anos; 18 e 59 anos com alto fator de risco para desfechos graves de VSR
Sazonalidade do VSR por região brasileira
Norte: fevereiro a junho
Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste: março a julho
Sul: abril a agosto
Indicações para Palivizumabe
Obs: É administrado como profilaxia 15mg/kg IM 1x ao mês, por no máximo 5 doses
Indicações para Nirsevimabe (mais moderno !)
Ideal: Todos os lactentes com até 8 meses que a mãe não recebeu a vacina Abrysvo.
PNI: Prematuros no primeiro ano ou crianças com comorbidades até os 24 meses. (IG < 32 semanas)
Obs: Comorbidades podem incluir Síndrome de Down, fibrose cística, doença pulmonar crônica, cardiopatia congênita significativa, imunocomprometidos, anomalias congênitas significativas nas vias aéreas e doenças neuromusculares.
Obs2: Administração é IM, dose única.
Características da Máscara Não-reinalante (MNRI) no contexto de tratamento para BAV
Essa é ótima para cenários de emergência onde o paciente TEM DRIVE RESPIRATÓRIO. Oferta uma FiO2 próxima de 100%, mas depende do paciente “puxar” o ar, ou seja, não oferece pressão positiva. Geralmente, só vamos manter a MNRI no atendimento inicial, e depois escalonamos o suporte de acordo com o que o paciente precisa! Lembre-se que hiperóxia também faz mal;