Esofago Flashcards

(159 cards)

1
Q

Esofago: Quais são os dois principais subtipos histológicos do câncer de esôfago?

A

Carcinoma espinocelular (ESCC) e adenocarcinoma (AC).

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2
Q

Esofago: Qual a localização típica do ESCC?

A

Terço médio e superior do esôfago.

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3
Q

Esofago: Qual a localização típica do adenocarcinoma esofágico?

A

Terço distal do esôfago e junção esofagogástrica (GEJ).

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4
Q

Esofago: Quais fatores de risco estão associados ao carcinoma espinocelular esofágico (ESCC)?

A

Tabagismo, etilismo, HPV, doenças esofágicas como acalasia e síndrome de Plummer-Vinson.

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5
Q

Esofago: Quais os principais fatores de risco para adenocarcinoma esofágico?

A

Doença do refluxo gastroesofágico, esôfago de Barrett, obesidade, dieta ocidental e sexo masculino.

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6
Q

Esofago: Qual o principal sintoma do câncer de esôfago?

A

Disfagia progressiva, inicialmente para sólidos e depois para líquidos.

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7
Q

Esofago: Qual o exame padrão para diagnóstico e biópsia do câncer de esôfago?

A

Endoscopia digestiva alta com biópsia.

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8
Q

Esofago: Quais exames são usados para estadiamento local?

A

Endoscopia com ultrassonografia (EUS), PET-CT e tomografia de tórax/abdome/pelve.

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9
Q

Esofago: Em quais casos a laparoscopia diagnóstica está indicada?

A

GEJ e gástricos T2 ou mais, para detecção de metástases peritoneais ocultas.

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10
Q

Esofago: Qual o tratamento para tumores T1a (limitados à mucosa)?

A

Ressecção endoscópica (EMR ou ESD).

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11
Q

Esofago: Qual o tratamento padrão para tumores T1b ou mais profundos?

A

Cirurgia com linfadenectomia; ou CRT se irresecável.

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12
Q

Esofago: Qual o tratamento padrão para ESCC localmente avançado?

A

Quimiorradioterapia neoadjuvante (CRT) seguida de cirurgia.

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13
Q

Esofago: Qual o benefício do estudo CROSS no câncer de esôfago?

A

Demonstrou ganho de sobrevida com CRT neoadjuvante (carboplatina/paclitaxel + RT) antes da cirurgia.

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14
Q

Esofago: Quando está indicado o uso de nivolumabe adjuvante?

A

Em pacientes com doença residual após CRT e cirurgia (CheckMate 577).

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15
Q

Esofago: Qual o tratamento padrão de 1ª linha para ESCC metastático?

A

Quimioimunoterapia: 5-FU + cisplatina + pembrolizumabe (KEYNOTE-590) ou com nivolumabe (CheckMate 648).

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16
Q

Esofago: Qual o papel do CPS no uso de imunoterapia no câncer de esôfago?

A

CPS ≥ 10 está associado a maior benefício com pembrolizumabe; FDA aprovou independente do CPS.

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17
Q

Esofago: O que demonstrou o estudo CheckMate 648?

A

Ganho de sobrevida com nivolumabe + quimioterapia ou nivolumabe + ipilimumabe em ESCC.

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18
Q

Diferenças: Qual a principal diferença histológica entre câncer de esôfago e estômago?

A

Esôfago tem mais carcinoma escamoso (terço médio/superior), estômago tem adenocarcinoma predominante.

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19
Q

Diferenças: Onde está localizado o adenocarcinoma de junção esofagogástrica (GEJ)?

A

Na transição entre esôfago distal e estômago proximal — classificado por Siewert.

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20
Q

Diferenças: Qual a classificação de Siewert para GEJ?

A

Tipo I (esôfago distal), II (junção verdadeira), III (subcardial gástrico).

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21
Q

Diferenças: Quais fatores de risco predominam no câncer de esôfago?

A

Tabagismo, etilismo, HPV (para espinocelular) e refluxo/Barrett (para adenocarcinoma).

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22
Q

Diferenças: Quais são os fatores de risco predominantes no câncer gástrico?

A

Infecção por H. pylori, dieta rica em sal e nitratos, tabagismo, predisposição genética.

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23
Q

Diferenças: Qual o principal sintoma do câncer de esôfago?

A

Disfagia progressiva.

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24
Q

Diferenças: Quais os sintomas comuns do câncer gástrico?

A

Desconforto epigástrico, plenitude pós-prandial, perda de peso, náuseas, anemia.

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25
Diferenças: Quais exames são utilizados no estadiamento do câncer gástrico?
Endoscopia, tomografia contrastada, EUS, laparoscopia diagnóstica (obrigatória se ≥T2).
26
Diferenças: Qual a importância da laparoscopia diagnóstica no câncer gástrico?
Detecta metástases peritoneais ocultas em pacientes com T2 ou mais.
27
Diferenças: Qual é o tratamento padrão para câncer de esôfago localmente avançado?
Quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia (estudo CROSS).
28
Diferenças: Qual o tratamento padrão para câncer gástrico localmente avançado?
QT perioperatória (FLOT) ou QT neoadjuvante seguida de gastrectomia + D2.
29
Diferenças: Quando é indicada a quimiorradioterapia adjuvante no câncer gástrico?
Em casos de ressecção R1 ou quando linfadenectomia foi inadequada (
30
Diferenças: Qual é o tratamento de primeira linha para adenocarcinoma gástrico HER2+?
QT (FOLFOX ou CAPOX) + trastuzumabe (ToGA).
31
Diferenças: Qual imunoterapia pode ser usada no câncer gástrico avançado?
Nivolumabe em CPS ≥5 (CheckMate 649), ou pembrolizumabe (CPS ≥1 nos EUA).
32
Qual estudo estabeleceu a CRT seguida de cirurgia como padrão para câncer de esôfago localmente avançado?
CROSS – CRT (Carboplatina + Paclitaxel + 41,4Gy) seguida de cirurgia, melhorou OS e taxa de R0, especialmente no SCC.
33
Qual estudo demonstrou superioridade do FLOT sobre ECF no câncer de OGJ?
FLOT4-AIO – OS 50 meses vs 35 meses. FLOT melhorou taxa de R0 e resposta patológica, tornando-se padrão no perioperatório.
34
Qual estudo comparou CRT CROSS vs Perioperatório ECF/FLOT no adenocarcinoma de esôfago?
Neo-AEGIS – CRT teve maior resposta patológica, mas OS similar; maioria dos pacientes no braço QT recebeu ECF (85%), não FLOT.
35
Qual estudo confirmou superioridade do FLOT sobre CRT CROSS no adenocarcinoma de esôfago?
ESOPEC – OS mediana 66 meses (FLOT) vs 37 meses (CRT). HR 0,70. Novo padrão para adenocarcinoma localmente avançado.
36
Qual estudo avaliou se adicionar CRT pré-operatória ao FLOT melhora resultados?
TOPGEAR – CRT aumentou resposta patológica (CR 17% vs 8%), mas não melhorou OS. CRT + FLOT não é padrão.
37
Qual estudo trouxe nivolumabe adjuvante após CROSS para pacientes com doença residual?
CheckMate-577 – DFS 22,4 vs 11 meses. HR 0,69. Nivolumabe adjuvante indicado após CROSS + cirurgia com doença residual, independente de PD-L1.
38
Qual estudo histórico estabeleceu CRT definitivo como padrão no SCC?
RTOG 85-01 – CRT definitivo (Cisplatina + 5FU + RT) superior a RT isolada na OS. Primeiro estudo grande validando CRT definitivo no SCC.
39
Qual estudo moderno validou CRT definitivo com RT contemporânea no SCC?
JCOG 0909 – OS 3 anos de 47,8%. Valida CRT definitivo usando RT moderna, com bom controle local e segurança.
40
Qual estudo avaliou Tislelizumabe + QT no SCC metastático?
RATIONALE-306 – OS 17,2 vs 10,6 meses. HR 0,66. Benefício robusto em PD-L1 TAP ≥5%. Aprovado EMA.
41
Qual estudo demonstrou benefício de Toripalimabe + QT no SCC (China)?
JUPITER-06 – OS HR 0,58, PFS HR 0,58. Benefício robusto na população chinesa. Não validado fora da China.
42
Qual estudo avaliou Camrelizumabe + QT no SCC (China)?
ESCORT-1st – OS HR 0,70. Melhora significativa de OS e PFS na população chinesa. Não tem aprovação global.
43
Qual estudo avaliou Pembrolizumabe + QT no esôfago e OGJ?
KEYNOTE-590 – Maior benefício no SCC PD-L1 CPS ≥10 (HR 0,57). OS geral também melhorou (HR 0,73).
44
Qual estudo avaliou Nivolumabe + QT e Nivo + Ipi no SCC metastático?
CheckMate-648 – Nivo + QT HR 0,54 (PD-L1 TPS ≥1%). Nivo + Ipi também útil, mas com maior risco de progressão precoce.
45
Qual estudo validou Nivolumabe na segunda linha do SCC metastático?
ATTRACTION-3 – OS 10,9 vs 8,4 meses. HR 0,77. Benefício consistente, independente de PD-L1.
46
Qual estudo avaliou Tislelizumabe na segunda linha do SCC metastático?
RATIONALE-302 – OS global 8,6 vs 6,3 meses; na população ocidental 11,2 vs 6,3 meses. HR 0,55. Melhor que QT padrão.
47
Qual estudo avaliou Pembrolizumabe na segunda linha?
KEYNOTE-181 – Benefício apenas no SCC CPS ≥10 (OS 9,3 vs 6,7 meses). Sem benefício no adenocarcinoma.
48
Quando se indica CRT definitivo ao invés de cirurgia no SCC?
Quando o tumor é cervical (para evitar laringectomia) ou o paciente não é candidato à cirurgia. CRT com vigilância ativa e cirurgia de resgate se necessário.
49
Por que o FLOT se tornou o novo padrão no adenocarcinoma localmente avançado?
Porque o ESOPEC demonstrou superioridade clara em OS (66 vs 37 meses) comparado ao CRT CROSS, além de menor toxicidade cirúrgica.
50
O que fazer se após CROSS + cirurgia houver doença residual (ypT1 ou ypN+)?
Indicar adjuvância com nivolumabe por 1 ano, conforme CheckMate-577. Aumenta DFS de 11 para 22,4 meses.
51
Por que CRT não é superior a FLOT mesmo com melhor resposta patológica no TOPGEAR?
Porque a melhora de resposta patológica não se traduziu em ganho de sobrevida global. OS foi semelhante.
52
Quais os principais biomarcadores no câncer de esôfago?
HER2 (no adenocarcinoma), PD-L1 (SCC e AC), e MSI/dMMR (raro, mas relevante no AC).
53
Como avaliar PD-L1 na prática?
SCC: Pode ser TPS (tumor proportion score) ou CPS (combined positive score). AC segue CPS como no gástrico.
54
Qual cut-off de PD-L1 para uso de pembrolizumabe no SCC?
CPS ≥10, segundo KEYNOTE-590 e KEYNOTE-181.
55
Qual cut-off de PD-L1 para uso de tislelizumabe no SCC?
TAP score ≥5% na primeira linha (RATIONALE-306) e ≥10% em alguns estudos.
56
Qual cut-off de PD-L1 para uso de nivolumabe no SCC?
TPS ≥1% na CheckMate-648. Porém, também aprovado independentemente de PD-L1 em alguns contextos.
57
Existe indicação de imunoterapia adjuvante no adenocarcinoma?
Sim. Nivolumabe adjuvante após CROSS + cirurgia com doença residual (CheckMate-577), tanto para SCC quanto AC.
58
Em quais situações devemos realizar laparoscopia diagnóstica no estadiamento?
No adenocarcinoma OGJ T3/T4 com suspeita de invasão de cárdia, para excluir carcinomatose oculta.
59
Quando preferir CRT definitivo em vez de CRT + cirurgia no SCC?
Tumores cervicais, pacientes não candidatos à cirurgia ou que recusam cirurgia.
60
Quais são os riscos de doses de RT acima de 55Gy no esôfago?
Aumenta risco de complicações cirúrgicas graves, especialmente fístula e mortalidade pós-operatória.
61
Qual regime de CRT definitivo é frequentemente usado atualmente?
Carboplatina + Paclitaxel + 50,4Gy (CROSS modificado) pela melhor tolerabilidade.
62
Qual a função da PET-CT no estadiamento?
Detectar metástases ocultas antes da cirurgia e avaliar resposta metabólica ao tratamento.
63
Quando evitar stent esofágico?
Em pacientes que vão para tratamento curativo (CRT ou cirurgia). Stent piora prognóstico e risco de complicações.
64
Qual o impacto da desnutrição no câncer de esôfago?
Aumenta risco cirúrgico, piora tolerância ao tratamento e reduz sobrevida. Suporte nutricional é essencial.
65
O que diferencia a cirurgia de Ivor Lewis da McKeown?
Ivor Lewis: anastomose no tórax (tumores distais). McKeown: anastomose cervical (tumores mais altos).
66
Qual o papel da cirurgia minimamente invasiva (MIO) no câncer de esôfago?
Menor morbidade, melhor recuperação e possível melhor sobrevida em comparação com cirurgia aberta em centros experientes.
67
Por que a CROSS permanece válida para SCC, mesmo com o avanço do FLOT no AC?
Porque SCC responde melhor à CRT. Estudos como ESOPEC foram feitos apenas em adenocarcinoma.
68
Após CRT CROSS, se houver resposta clínica completa, pode-se evitar cirurgia?
Não no adenocarcinoma. No SCC é possível, mas sob vigilância rigorosa, pois há risco de recidiva local.
69
Quais os principais fatores de risco para SCC de esôfago?
Tabagismo, etilismo, consumo de bebidas muito quentes, deficiências nutricionais e, em alguns países, betel e nitrosaminas.
70
Quais os principais fatores de risco para adenocarcinoma de esôfago?
DRGE crônica, esôfago de Barrett, obesidade, dieta rica em gordura e baixa prevalência de H. pylori.
71
Qual racional da adoção da imunoterapia na doença metastática do SCC?
SCC tem alta imunogenicidade. PD-L1 alto é frequente e há maior infiltração linfocitária, tornando IO muito eficaz.
72
Qual biomarcador é obrigatório avaliar no adenocarcinoma de esôfago e OGJ metastático?
HER2. Se positivo, indicar trastuzumabe + quimioterapia na primeira linha.
73
Quando testar MSI/dMMR no câncer de esôfago?
Sempre que possível no adenocarcinoma avançado. Se MSI-H ou dMMR, indicar imunoterapia pura (anti-PD-1) na linha avançada.
74
Quais testes moleculares são mandatórios no adenocarcinoma OGJ metastático?
HER2, PD-L1 (CPS), MSI/dMMR.
75
Qual principal complicação aguda da CRT no esôfago?
Esofagite grau 2-3, disfagia intensa, odinofagia e perda ponderal.
76
E complicações tardias da CRT?
Estenose esofágica, fístula traqueoesofágica, pneumonite, pericardite e fibrose pulmonar.
77
Como manejar disfagia no metastático?
Se paliativo: stent endoscópico, RT paliativa (20-30Gy) ou QT se resposta rápida.
78
Quando é contraindicado o uso de stent esofágico?
Em pacientes que irão para tratamento curativo (CRT, cirurgia ou CROSS).
79
Como manejar fístula pós-CRT?
Suporte nutricional, antibióticos, drenagem se necessário e, às vezes, stent paliativo.
80
Existe protocolo de imagem periódico após tratamento curativo?
Não. A ESMO recomenda seguimento clínico e exames apenas se sintomático.
81
Qual frequência de seguimento após cirurgia curativa?
Consultas a cada 3-6 meses nos primeiros 2 anos, depois anualmente até 5 anos.
82
PET-CT ou endoscopia fazem parte do seguimento de rotina?
Não. Só se houver sintomas sugestivos de recidiva.
83
Qual principal padrão de recidiva no câncer de esôfago?
Recidiva metastática sistêmica. Recidiva local isolada é menos frequente.
84
Como tratar carcinoma neuroendócrino esofágico?
Quimioterapia tipo pulmão de pequenas células: platina + etoposídeo.
85
Qual a conduta em linfoma primário de esôfago?
QT + imunoterapia (R-CHOP), similar a linfoma gástrico ou mediastinal.
86
Como se trata um GIST esofágico?
Cirurgia + Imatinibe se KIT/PDGFRA mutado.
87
Melanoma primário de esôfago existe?
Sim, mas é extremamente raro. Conduta como melanoma cutâneo metastático.
88
Quando priorizar CRT definitivo no SCC?
Tumores cervicais, pacientes inoperáveis ou que recusam cirurgia. CRT com vigilância ativa e cirurgia de resgate se necessário.
89
Se após CROSS + cirurgia houver recidiva local isolada, o que fazer?
Avaliar cirurgia de resgate, reirradiação (com muita cautela) ou QT sistêmica.
90
Como tratar paciente idoso frágil com doença localmente avançada?
Pode optar por QT isolada, CRT com dose reduzida ou cuidados paliativos precoces.
91
Como decidir entre CROSS e FLOT no borderline?
Se AC, FLOT tem melhor OS (ESOPEC). Se SCC, CROSS permanece padrão. No AC com contraindicação ao FLOT, CRT é alternativa.
92
Qual a vantagem da radioterapia IMRT no câncer de esôfago?
Reduz dose em pulmão e coração, menos pneumonite e menos toxicidade cardíaca.
93
O que é VMAT na radioterapia?
Volumetric Modulated Arc Therapy – técnica avançada de IMRT, entrega dose com maior precisão e em menos tempo.
94
Cirurgia robótica tem benefício no câncer de esôfago?
Sim! Menor morbidade, menos complicações respiratórias, melhor recuperação e, em alguns estudos, até melhor OS.
95
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96
Qual estudo estabeleceu a CRT seguida de cirurgia como padrão para câncer de esôfago localmente avançado?
CROSS – CRT (Carboplatina + Paclitaxel + 41,4Gy) seguida de cirurgia, melhorou OS e taxa de R0, especialmente no SCC.
97
Qual estudo demonstrou superioridade do FLOT sobre ECF no câncer de OGJ?
FLOT4-AIO – OS 50 meses vs 35 meses. FLOT melhorou taxa de R0 e resposta patológica, tornando-se padrão no perioperatório.
98
Qual estudo comparou CRT CROSS vs Perioperatório ECF/FLOT no adenocarcinoma de esôfago?
Neo-AEGIS – CRT teve maior resposta patológica, mas OS similar; maioria dos pacientes no braço QT recebeu ECF (85%), não FLOT.
99
Qual estudo confirmou superioridade do FLOT sobre CRT CROSS no adenocarcinoma de esôfago?
ESOPEC – OS mediana 66 meses (FLOT) vs 37 meses (CRT). HR 0,70. Novo padrão para adenocarcinoma localmente avançado.
100
Qual estudo avaliou se adicionar CRT pré-operatória ao FLOT melhora resultados?
TOPGEAR – CRT aumentou resposta patológica (CR 17% vs 8%), mas não melhorou OS. CRT + FLOT não é padrão.
101
Qual estudo trouxe nivolumabe adjuvante após CROSS para pacientes com doença residual?
CheckMate-577 – DFS 22,4 vs 11 meses. HR 0,69. Nivolumabe adjuvante indicado após CROSS + cirurgia com doença residual, independente de PD-L1.
102
Qual estudo histórico estabeleceu CRT definitivo como padrão no SCC?
RTOG 85-01 – CRT definitivo (Cisplatina + 5FU + RT) superior a RT isolada na OS. Primeiro estudo grande validando CRT definitivo no SCC.
103
Qual estudo moderno validou CRT definitivo com RT contemporânea no SCC?
JCOG 0909 – OS 3 anos de 47,8%. Valida CRT definitivo usando RT moderna, com bom controle local e segurança.
104
Qual estudo avaliou Tislelizumabe + QT no SCC metastático?
RATIONALE-306 – OS 17,2 vs 10,6 meses. HR 0,66. Benefício robusto em PD-L1 TAP ≥5%. Aprovado EMA.
105
Qual estudo demonstrou benefício de Toripalimabe + QT no SCC (China)?
JUPITER-06 – OS HR 0,58, PFS HR 0,58. Benefício robusto na população chinesa. Não validado fora da China.
106
Qual estudo avaliou Camrelizumabe + QT no SCC (China)?
ESCORT-1st – OS HR 0,70. Melhora significativa de OS e PFS na população chinesa. Não tem aprovação global.
107
Qual estudo avaliou Pembrolizumabe + QT no esôfago e OGJ?
KEYNOTE-590 – Maior benefício no SCC PD-L1 CPS ≥10 (HR 0,57). OS geral também melhorou (HR 0,73).
108
Qual estudo avaliou Nivolumabe + QT e Nivo + Ipi no SCC metastático?
CheckMate-648 – Nivo + QT HR 0,54 (PD-L1 TPS ≥1%). Nivo + Ipi também útil, mas com maior risco de progressão precoce.
109
Qual estudo validou Nivolumabe na segunda linha do SCC metastático?
ATTRACTION-3 – OS 10,9 vs 8,4 meses. HR 0,77. Benefício consistente, independente de PD-L1.
110
Qual estudo avaliou Tislelizumabe na segunda linha do SCC metastático?
RATIONALE-302 – OS global 8,6 vs 6,3 meses; na população ocidental 11,2 vs 6,3 meses. HR 0,55. Melhor que QT padrão.
111
Qual estudo avaliou Pembrolizumabe na segunda linha?
KEYNOTE-181 – Benefício apenas no SCC CPS ≥10 (OS 9,3 vs 6,7 meses). Sem benefício no adenocarcinoma.
112
Quando se indica CRT definitivo ao invés de cirurgia no SCC?
Quando o tumor é cervical (para evitar laringectomia) ou o paciente não é candidato à cirurgia. CRT com vigilância ativa e cirurgia de resgate se necessário.
113
Por que o FLOT se tornou o novo padrão no adenocarcinoma localmente avançado?
Porque o ESOPEC demonstrou superioridade clara em OS (66 vs 37 meses) comparado ao CRT CROSS, além de menor toxicidade cirúrgica.
114
O que fazer se após CROSS + cirurgia houver doença residual (ypT1 ou ypN+)?
Indicar adjuvância com nivolumabe por 1 ano, conforme CheckMate-577. Aumenta DFS de 11 para 22,4 meses.
115
Por que CRT não é superior a FLOT mesmo com melhor resposta patológica no TOPGEAR?
Porque a melhora de resposta patológica não se traduziu em ganho de sobrevida global. OS foi semelhante.
116
Quais os principais biomarcadores no câncer de esôfago?
HER2 (no adenocarcinoma), PD-L1 (SCC e AC), e MSI/dMMR (raro, mas relevante no AC).
117
Como avaliar PD-L1 na prática?
SCC: Pode ser TPS (tumor proportion score) ou CPS (combined positive score). AC segue CPS como no gástrico.
118
Qual cut-off de PD-L1 para uso de pembrolizumabe no SCC?
CPS ≥10, segundo KEYNOTE-590 e KEYNOTE-181.
119
Qual cut-off de PD-L1 para uso de tislelizumabe no SCC?
TAP score ≥5% na primeira linha (RATIONALE-306) e ≥10% em alguns estudos.
120
Qual cut-off de PD-L1 para uso de nivolumabe no SCC?
TPS ≥1% na CheckMate-648. Porém, também aprovado independentemente de PD-L1 em alguns contextos.
121
Existe indicação de imunoterapia adjuvante no adenocarcinoma?
Sim. Nivolumabe adjuvante após CROSS + cirurgia com doença residual (CheckMate-577), tanto para SCC quanto AC.
122
Em quais situações devemos realizar laparoscopia diagnóstica no estadiamento?
No adenocarcinoma OGJ T3/T4 com suspeita de invasão de cárdia, para excluir carcinomatose oculta.
123
Quando preferir CRT definitivo em vez de CRT + cirurgia no SCC?
Tumores cervicais, pacientes não candidatos à cirurgia ou que recusam cirurgia.
124
Quais são os riscos de doses de RT acima de 55Gy no esôfago?
Aumenta risco de complicações cirúrgicas graves, especialmente fístula e mortalidade pós-operatória.
125
Qual regime de CRT definitivo é frequentemente usado atualmente?
Carboplatina + Paclitaxel + 50,4Gy (CROSS modificado) pela melhor tolerabilidade.
126
Qual a função da PET-CT no estadiamento?
Detectar metástases ocultas antes da cirurgia e avaliar resposta metabólica ao tratamento.
127
Quando evitar stent esofágico?
Em pacientes que vão para tratamento curativo (CRT ou cirurgia). Stent piora prognóstico e risco de complicações.
128
Qual o impacto da desnutrição no câncer de esôfago?
Aumenta risco cirúrgico, piora tolerância ao tratamento e reduz sobrevida. Suporte nutricional é essencial.
129
O que diferencia a cirurgia de Ivor Lewis da McKeown?
Ivor Lewis: anastomose no tórax (tumores distais). McKeown: anastomose cervical (tumores mais altos).
130
Qual o papel da cirurgia minimamente invasiva (MIO) no câncer de esôfago?
Menor morbidade, melhor recuperação e possível melhor sobrevida em comparação com cirurgia aberta em centros experientes.
131
Por que a CROSS permanece válida para SCC, mesmo com o avanço do FLOT no AC?
Porque SCC responde melhor à CRT. Estudos como ESOPEC foram feitos apenas em adenocarcinoma.
132
Após CRT CROSS, se houver resposta clínica completa, pode-se evitar cirurgia?
Não no adenocarcinoma. No SCC é possível, mas sob vigilância rigorosa, pois há risco de recidiva local.
133
Quais os principais fatores de risco para SCC de esôfago?
Tabagismo, etilismo, consumo de bebidas muito quentes, deficiências nutricionais e, em alguns países, betel e nitrosaminas.
134
Quais os principais fatores de risco para adenocarcinoma de esôfago?
DRGE crônica, esôfago de Barrett, obesidade, dieta rica em gordura e baixa prevalência de H. pylori.
135
Qual racional da adoção da imunoterapia na doença metastática do SCC?
SCC tem alta imunogenicidade. PD-L1 alto é frequente e há maior infiltração linfocitária, tornando IO muito eficaz.
136
Qual biomarcador é obrigatório avaliar no adenocarcinoma de esôfago e OGJ metastático?
HER2. Se positivo, indicar trastuzumabe + quimioterapia na primeira linha.
137
Quando testar MSI/dMMR no câncer de esôfago?
Sempre que possível no adenocarcinoma avançado. Se MSI-H ou dMMR, indicar imunoterapia pura (anti-PD-1) na linha avançada.
138
Existe papel de CLDN18.2 ou FGFR2b no esôfago?
Ainda não. Estudos estão em andamento, mas já são relevantes para OGJ e gástrico.
139
Quais testes moleculares são mandatórios no adenocarcinoma OGJ metastático?
HER2, PD-L1 (CPS), MSI/dMMR.
140
Qual principal complicação aguda da CRT no esôfago?
Esofagite grau 2-3, disfagia intensa, odinofagia e perda ponderal.
141
E complicações tardias da CRT?
Estenose esofágica, fístula traqueoesofágica, pneumonite, pericardite e fibrose pulmonar.
142
Como manejar disfagia no metastático?
Se paliativo: stent endoscópico, RT paliativa (20-30Gy) ou QT se resposta rápida.
143
Quando é contraindicado o uso de stent esofágico?
Em pacientes que irão para tratamento curativo (CRT, cirurgia ou CROSS).
144
Como manejar fístula pós-CRT?
Suporte nutricional, antibióticos, drenagem se necessário e, às vezes, stent paliativo.
145
Existe protocolo de imagem periódico após tratamento curativo?
Não. A ESMO recomenda seguimento clínico e exames apenas se sintomático.
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Qual frequência de seguimento após cirurgia curativa?
Consultas a cada 3-6 meses nos primeiros 2 anos, depois anualmente até 5 anos.
147
PET-CT ou endoscopia fazem parte do seguimento de rotina?
Não. Só se houver sintomas sugestivos de recidiva.
148
Qual principal padrão de recidiva no câncer de esôfago?
Recidiva metastática sistêmica. Recidiva local isolada é menos frequente.
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Como tratar carcinoma neuroendócrino esofágico?
Quimioterapia tipo pulmão de pequenas células: platina + etoposídeo.
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Qual a conduta em linfoma primário de esôfago?
QT + imunoterapia (R-CHOP), similar a linfoma gástrico ou mediastinal.
151
Como se trata um GIST esofágico?
Cirurgia + Imatinibe se KIT/PDGFRA mutado.
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Melanoma primário de esôfago existe?
Sim, mas é extremamente raro. Conduta como melanoma cutâneo metastático.
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Quando priorizar CRT definitivo no SCC?
Tumores cervicais, pacientes inoperáveis ou que recusam cirurgia. CRT com vigilância ativa e cirurgia de resgate se necessário.
154
Se após CROSS + cirurgia houver recidiva local isolada, o que fazer?
Avaliar cirurgia de resgate, reirradiação (com muita cautela) ou QT sistêmica.
155
Como tratar paciente idoso frágil com doença localmente avançada?
Pode optar por QT isolada, CRT com dose reduzida ou cuidados paliativos precoces.
156
Como decidir entre CROSS e FLOT no borderline?
Se AC, FLOT tem melhor OS (ESOPEC). Se SCC, CROSS permanece padrão. No AC com contraindicação ao FLOT, CRT é alternativa.
157
Qual a vantagem da radioterapia IMRT no câncer de esôfago?
Reduz dose em pulmão e coração, menos pneumonite e menos toxicidade cardíaca.
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O que é VMAT na radioterapia?
Volumetric Modulated Arc Therapy – técnica avançada de IMRT, entrega dose com maior precisão e em menos tempo.
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Cirurgia robótica tem benefício no câncer de esôfago?
Sim! Menor morbidade, menos complicações respiratórias, melhor recuperação e, em alguns estudos, até melhor OS.