Informativos 857 Flashcards

(38 cards)

1
Q

O crime de injúria praticado pela internet por mensagens privadas consuma-se no local de envio da mensagem. CERTO ou ERRADO?

A

ERRADO. Consuma-se no local em que a vítima tomou conhecimento do conteúdo ofensivo. (STJ, CC 184.269-PB, 3ª Seção, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 09/02/2022, Info 857).

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2
Q

De acordo com o STJ, a fixação de alimentos definitivos retroage à data da citação válida. CERTO ou ERRADO?

A

CERTO. A fixação de alimentos definitivos retroage à data da citação, conforme entendimento consolidado no STJ. (Info 857).

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3
Q

Segundo o STJ, a revisão criminal pode ser utilizada para corrigir dosimetria da pena ainda que não haja manifesta ilegalidade. CERTO ou ERRADO?

A

ERRADO. A revisão criminal não pode ser sucedâneo recursal para rediscutir dosimetria da pena, salvo em caso de flagrante ilegalidade. (Info 857).

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4
Q

A inversão do ônus da prova no processo civil pode ser determinada de ofício pelo juiz, desde que fundamentada. CERTO ou ERRADO?

A

CERTO. A inversão pode ser determinada de ofício, desde que haja fundamentação adequada. (Info 857).

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5
Q

O STJ entende que a execução trabalhista pode ser processada em juízo universal de recuperação judicial. CERTO ou ERRADO?

A

CERTO. A competência para atos de constrição e alienação de bens de empresa em recuperação judicial é do juízo universal, inclusive em execuções trabalhistas. (Info 857).

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6
Q

É possível a aplicação do princípio da insignificância em casos de descaminho mesmo quando o valor do tributo iludido ultrapassa o limite de R$ 20.000,00. CERTO ou ERRADO?

A

ERRADO. O STJ entende que, se o valor do tributo iludido superar R$ 20.000,00 (parâmetro da Portaria MF 75/2012), não se aplica o princípio da insignificância. (Info 857).

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7
Q

A prisão preventiva pode ser mantida com fundamento apenas na gravidade abstrata do crime. CERTO ou ERRADO?

A

ERRADO. O STJ reafirma que a prisão preventiva exige fundamentação concreta, não bastando a gravidade abstrata do delito. (Info 857).

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8
Q

A usucapião extraordinária exige prova do justo título e da boa-fé. CERTO ou ERRADO?

A

ERRADO. Na usucapião extraordinária não há exigência de justo título nem de boa-fé, apenas posse contínua e incontestada pelo prazo legal. (Info 857).

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9
Q

É cabível habeas corpus substitutivo de recurso próprio, como recurso ordinário constitucional. CERTO ou ERRADO?

A

ERRADO. O STJ mantém o entendimento de que não cabe habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário constitucional. (Info 857).

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10
Q

A Fazenda Pública pode pleitear, por ação rescisória, a revisão de decisão transitada em julgado que reconheceu direito a servidor, mesmo após o prazo de decadência do art. 975 do CPC. CERTO ou ERRADO?

A

ERRADO. O STJ afirma que a Fazenda Pública também está sujeita ao prazo decadencial de 2 anos para ajuizar ação rescisória. (Info 857).

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11
Q

É cabível a fixação de alimentos gravídicos mesmo após o nascimento com vida do nascituro. CERTO ou ERRADO?

A

CERTO. O STJ entendeu que a fixação de alimentos gravídicos é possível e pode se estender até a conversão em alimentos definitivos, mesmo após o nascimento. (Info 857).

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12
Q

Na execução fiscal, é possível redirecionar a cobrança para o sócio que se retirou da sociedade antes do fato gerador do tributo. CERTO ou ERRADO?

A

ERRADO. O redirecionamento da execução fiscal só é possível para o sócio que integrava a sociedade ao tempo do fato gerador e da dissolução irregular. (Info 857).

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13
Q

Na fixação da pena, a reincidência pode ser considerada como circunstância judicial negativa na primeira fase da dosimetria. CERTO ou ERRADO?

A

ERRADO. A reincidência deve ser considerada apenas na segunda fase da dosimetria, como agravante, não na primeira. (Info 857).

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14
Q

É admissível a aplicação da causa de aumento do art. 40, III, da Lei de Drogas, quando o crime é praticado nas imediações de estabelecimento de ensino desativado. CERTO ou ERRADO?

A

ERRADO. O STJ entende que a majorante só incide se o estabelecimento estiver em funcionamento. (Info 857).

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15
Q

É possível a majoração dos honorários advocatícios em sede recursal mesmo quando o recurso é parcialmente provido. CERTO ou ERRADO?

A

CERTO. O STJ admite a majoração de honorários também em caso de provimento parcial do recurso. (Info 857).

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16
Q

“1) A partir de qual marco legal tornou-se exigível a comunicação de transmissões não onerosas de domínio útil de terrenos da União sob pena de multa?”

A

A exigência de comunicação das transmissões não onerosas, sob pena de multa, passou a ser aplicada apenas com a alteração do § 4º do art. 3º do Decreto-Lei n. 2.398/1987, promovida pela Lei n. 14.474/2022[cite: 2421, 2422, 2461].

17
Q

2) Após a Lei n. 14.230/2021, quais são os dois requisitos essenciais para a configuração de um ato de improbidade administrativa?

A

Para a configuração do ato de improbidade, exige-se a presença de dolo específico do agente (obter proveito ou benefício indevido) e, no caso do art. [cite_start]10 da LIA, a comprovação de efetiva perda patrimonial[cite: 2479, 2480].

18
Q

3) É admitido o dano presumido (in re ipsa) para configurar improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário, conforme o art. 10 da LIA?

A

Não. [cite_start]A legislação passou a exigir a demonstração da prova efetiva da lesão ao erário, não se admitindo mais o chamado dano in re ipsa (presumido)[cite: 2487, 2488, 2491].

19
Q

4) Em casos de alienação fiduciária de bens móveis, é necessária a intimação prévia do devedor sobre a data do leilão extrajudicial?

A

Não, é desnecessária a prévia intimação do devedor da data da realização do leilão extrajudicial, pois o Decreto-lei n. [cite_start]911/1969 faculta ao credor a venda do bem a terceiros independentemente de leilão ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial[cite: 2507, 2508, 2517, 2518].

20
Q

[cite_start]”5) Quais são os requisitos para que uma cláusula contratual de não-concorrência seja considerada válida?”

A

A cláusula de não-concorrência é válida desde que seja limitada espacial e temporalmente, para proteger a concorrência sem restringir excessivamente a livre iniciativa[cite: 2549].

21
Q

[cite_start]”6) Qual é o tipo de invalidade de uma cláusula de não-concorrência que não possui limitação de tempo?”

A

A cláusula de não-concorrência sem limitação temporal é considerada anulável, e não nula, pois protege a ordem privada do contratante[cite: 2540, 2554, 2555, 2558].

22
Q

7) É aplicável a multa do art. [cite_start]1.021, § 4º, do CPC, em um agravo interposto contra decisão baseada em precedente qualificado do STJ ou STF, mesmo que o objetivo do recurso seja apenas exaurir a instância?

A

Sim, o agravo interposto contra decisão baseada em precedente qualificado do STJ ou do STF autoriza a aplicação da multa, mesmo que o objetivo seja exaurir a instância, configurando uma revisão do Tema Repetitivo 434/STJ[cite: 2571, 2572, 2631, 2632].

23
Q

8) Em que situações a multa do art. [cite_start]1.021, § 4º, do CPC, não é cabível ao se recorrer de decisão baseada em precedente qualificado?

A

A multa não é cabível quando (i) for alegada, de forma fundamentada, a distinção (distinguishing) ou a superação (overruling) do precedente, ou (ii) a decisão agravada estiver amparada em julgado de tribunal de segundo grau[cite: 2573, 2576, 2633].

24
Q

9) Em uma execução fiscal ajuizada com uma Certidão de Dívida Ativa (CDA) de outro contribuinte, a interrupção da prescrição retroage à data de propositura da ação?

A

Não. [cite_start]A interrupção da prescrição somente retroage à data da emenda da petição inicial com a juntada do documento correto, pois a ação original era inviável[cite: 2645, 2666, 2667, 2668].

25
10) A Súmula 392 do STJ, que permite a substituição da CDA, se aplica quando a execução fiscal é ajuizada com a CDA de um contribuinte totalmente distinto do executado?
Não. [cite_start]A Súmula 392 do STJ não se aplica nesse caso, pois não se trata de corrigir erro material ou formal na CDA, mas sim da juntada equivocada de um título executivo completamente alheio à parte executada[cite: 2654, 2655, 2658].
26
[cite_start]"1) Após o indeferimento da gratuidade de justiça se a parte interpõe agravo de instrumento e este é desprovido é necessária uma nova intimação para o pagamento das custas antes da extinção do processo?"
Não, é dispensável uma nova intimação. Considera-se que a parte, ao recorrer, assume o risco do desprovimento, e o prazo para o pagamento passa a fluir a partir da ciência da decisão do recurso, desde que a intimação original tenha advertido sobre as consequências do não pagamento.
27
2) É possível deferir a adjudicação de um bem em um processo de execução sem a sua prévia e formal penhora?
Não. A penhora é um ato processual prévio e necessário à adjudicação de bens. [cite_start]A sequência procedimental (penhora-avaliação-expropriação) não pode ser suprimida[cite: 308, 309, 312, 318].
28
3) A supressão da penhora antes da adjudicação de um bem constitui qual tipo de vício processual e por quê?
Constitui nulidade absoluta. [cite_start]A supressão da penhora viola a garantia fundamental do devido processo legal (art. 5º, LIV, da CF), e o prejuízo é presumido, dispensando a comprovação de dano efetivo[cite: 317, 323, 327, 328].
29
4) A aplicação cumulativa das majorantes de tráfico de drogas envolvendo adolescente (art. 40, VI) e prevalecendo-se de poder familiar (art. 40, II) configura 'bis in idem'?
Não. [cite_start]As majorantes possuem naturezas jurídicas distintas e não configuram 'bis in idem', pois uma se refere ao envolvimento de menor e a outra à violação do dever legal de proteção decorrente do poder familiar[cite: 336, 337, 345, 350].
30
5) A Defensoria Pública pode atuar como 'custos vulnerabilis' (guardiã dos vulneráveis) na execução penal de um apenado que já possui advogado constituído?
Sim. [cite_start]A Defensoria Pública pode atuar como 'custos vulnerabilis' para garantir a defesa dos direitos dos apenados, mesmo com a presença de advogado constituído, pois sua atuação é complementar e visa proteger um grupo socialmente vulnerável[cite: 366, 396, 397].
31
6) Para condenar alguém por tráfico internacional de munições, a procedência estrangeira dos artefatos e a confissão informal do réu são provas suficientes?
Não. A condenação exige prova segura de que o agente atuou na transposição das fronteiras do país. [cite_start]A origem estrangeira das munições e a confissão extrajudicial informal, não confirmada em juízo, não são suficientes para a condenação[cite: 407, 413, 417].
32
7) É possível aplicar o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), previsto no art. 28-A do Código de Processo Penal, no âmbito da Justiça Militar?
Sim. [cite_start]Conforme recente entendimento do STF e do STJ, é possível a aplicação do ANPP no âmbito da Justiça Militar, alterando a jurisprudência anterior que o vedava[cite: 424, 425, 441, 442].
33
8) É legal indeferir um pedido de isenção de IPI na compra de veículo por uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) pelo fato de ela receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC)?
Não, é ilegal. [cite_start]A vedação de acúmulo do BPC se refere a outros benefícios da seguridade social ou previdenciários, não se aplicando a benefícios fiscais como a isenção de IPI, que possuem requisitos distintos[cite: 453, 471, 475].
34
[cite_start]"9) Na recuperação judicial qual é o termo inicial para a contagem do prazo de um ano para pagamento dos créditos trabalhistas?"
O prazo de um ano para pagamento dos créditos trabalhistas deve ser contado a partir da data da concessão da recuperação judicial, e não da data do pedido[cite: 497, 509].
35
[cite_start]"10) Por que o prazo para pagamento de créditos trabalhistas na recuperação judicial se inicia com a concessão do plano e não com o pedido?"
Porque a concessão da recuperação judicial é o marco que confere eficácia à novação dos créditos (art. 59 da Lei 11.101/2005), e somente a partir da homologação judicial do plano é que o cumprimento das obrigações se torna exigível[cite: 509, 510, 512].
36
Estados estrangeiros possuem imunidade em qualquer situação?
Não. Por exemplo: Estados estrangeiros não possuem imunidade de jurisdição em atos ilícitos que violem direitos humanos (STJ, RO 109-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, 4ª Turma, Info 740).
37
O divórcio realizado no estrangeiro para valer no Brasil é após um ano da data da sentença?
Não. Conforme jurisprudência do STJ: Com a Emenda Constitucional 66/2010, que instituiu o divórcio direto, a homologação de sentença estrangeira de divórcio para alcançar eficácia plena e imediata não depende mais de decurso de prazo, seja de um ou três anos, bastando observar as condições gerais estabelecidas na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e no Regimento Interno do STJ. SEC 4.445/EX, 06/05/2015 (DJe 17/06/2015).
38
O compartilhamento direto de dados bancários por estado estrangeiro sempre viola a ordem pública brasileira?
Errado, conforme jurisprudência: Não viola a ordem pública brasileira o compartilhamento direto de dados bancários pelos órgãos investigativos, mesmo que, no Estado de origem, essas informações tenham sido obtidas sem prévia autorização judicial, se a reserva de jurisdição não é exigida pela legislação local. STJ. 5ª Turma. AREsp 701.833/SP, 04/05/2021 (Info 695).