Competências Flashcards

(117 cards)

1
Q

Se eventualmente for constatado que os delitos foram praticados no exercício da função de parlamentar e em razão dela, o Deputado Federal deve ser investigado, processado e julgado perante o Supremo Tribunal Federal.

A

CERTO

O Deputado Federal é autoridade com foro por prerrogativa de função no STF, nos termos do art. 53, §1º, da CF/88: “Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal”.
Conforme reiteradas decisões do Supremo, o foro de função é aplicável desde a investigação embrionária (Inq 4621).
Convém relembrar ainda que na Ação Penal 937, por meio de questão de ordem, o STF delimitou a prerrogativa de foro aos crimes cometidos** no exercício da função e em razão dela. **

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2
Q

De acordo com a doutrina, a conexão tem como uma de suas modalidades a conexão intersubjetiva por reciprocidade, hipótese na qual as infrações são praticadas por diversas pessoas, umas contra as outras. O crime de rixa é um exemplo dessa modalidade de conexão, tendo em vista que os envolvidos, desafiante e desafiado, acabam sofrendo e provocando lesões corporais recíprocas.

A

ERRADO

O crime de rixa não pode ser um exemplo de conexão intersubjetiva por reciprocidade, pois a conexão exige, obrigatoriamente, a ocorrência de duas ou mais infrações. Na rixa, o crime é único.

Conexão intersubjetiva por reciprocidade: d**uas ou mais infrações penais cometidas por duas ou mais pessoas, umas contra as outras; **

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3
Q

O exercício da advocacia, enquanto suspensa a inscrição por determinação da Ordem dos Advogados do Brasil, é delito que atrai a competência da Justiça Federal.

A

CERTO

“Portanto, permanece inalterada a competência da Justiça Federal para processar e julgar infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesses da Ordem dos Advogados do Brasil, sobretudo quando tal delito estiver relacionado à
finalidade da OAB de promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil (Lei n. 8.906/94, art. 44, inciso II). Exemplificando, cuidando-se de exercício habitual da advocacia
em desacordo com determinação oriunda da OAB, no desempenho de sua função institucional de fiscalizar a profissão de advogado, não se pode afastar a competência da Justiça Federal para processar e julgar o delito do art. 205 do CP
” (LIMA, Renato Brasileiro)


3. Tendo sido **a suspensão da inscrição determinada pela autoridade competente, qual seja, no caso, a OAB, em processo administrativo, está configurado o crime do art. 205 **do Código Penal, qual seja, **“Exercer atividade, de que está impedido por decisão administrativa”. **
4. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo Federal, o Suscitante”

(STJ. CC 165.781/MG, Rel. Ministra LAURITA VAZ, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 14/10/2020, DJe 21/10/2020).

A questão difere daquela relativa a o inadimplemento de anuidade, na qual esta Corte tem entendido que se configura a contravenção penal do art. 47 do Decreto-Lei n. 3.688/1941.

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4
Q

A competência das Varas da Infância e da Juventude prevalece sobre a da Justiça Federal, ainda que se trate de ato infracional análogo a crime praticado em detrimento de bens, serviços e interesses da União.

A

CERTO

4,.”Ainda que a conduta praticada determine a competência da justiça federal, por caracterizar ofensa aos interesses da União, sendo o autor dos fatos inimputável não há que se falar em crime, mas, sim, ato infracional, afastando a aplicação do art. 109,
IV da Constituição Federal
” (CC 86.408/MA, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, TERCEIRA SEÇÃO, DJ de 17/09/2007).

  1. Hipótese em que foi instaurado inquérito policial para apurar ato infracional análogo ao crime de roubo circunstanciado, supostamente praticado por menores infratores em desfavor da Agência dos CORREIOS e dos clientes que se encontravam no
    local, o que afasta a competência da Justiça Federal.
  2. Conflito conhecido para declarar a competência do Juízo de Direito da Vara da Infância e Juventude de Poço Fundo - MG, o
    suscitado” (STJ. CC 145.166/MG, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 14/12/2016, DJe 01/02/2017)
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5
Q

O constrangimento ilegal à liberdade, cometido por força de decisão emanada de Delegado de Polícia Federal, poderá ser atacado via Habeas Corpus, a ser julgado pelo respectivo Tribunal Regional Federal.

A

ERRADO

“Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: **
(…)
VII - o
s habeas corpus, em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição**; (…)”.

“Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:
I - processar e julgar, originariamente:
a) os juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar e da Justiça do Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade, e os membros do Ministério Público da União, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral;
(…)
d) os habeas corpus, quando a autoridade coatora for juiz federal; (…)”.

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6
Q

A conexão e continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.

A

CERTO

Art. 79. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo:

I - no concurso entre a jurisdição comum e a militar;

II - no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.

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7
Q

Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, salvo se conhecido o lugar da infração.

A

ERRADO

Oquerelante poderá escolher o foro de domicílio e residência do réu, ainda que conhecido o lugar da infração.

Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.

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8
Q

O Superior Tribunal de Justiça cancelou o enunciado da Súmula 528 e estabeleceu que, no caso de remessa de drogas ao Brasil por via postal, com o conhecimento do endereço designado para a entrega, a competência para
processamento e julgamento deve ser fixada no juízo do local de destino.

A

CERTO

A fixação da competência no local de destino da droga, quando houver postagem do exterior para o Brasil com o conhecimento do endereço designado para a entrega, proporcionará eficiência da colheita de provas relativamente à autoria e, consequentemente, também viabilizará o exercício da defesa de forma mais ampla. Em suma, d**eve ser estabelecida a competência no Juízo do local de destino do entorpecente, **mediante flexibilização da Súmula n. 528/STJ, em favor da facilitação da fase investigativa, da busca da verdade e da duração razoável do processo. […] (CC n. 177.882/PR,
relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção,
julgado em 26/5/2021, DJe de 8/6/2021.)

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9
Q

Compete ao foro do local da agência sacada processar e julgar o crime de estelionato praticado mediante cheque sem provisão de fundos.

A

ERRADO

Compete ao **foro do domicílio da vítima **
processar e julgar o crime de estelionato mediante
cheque sem provisão de fundos.

CPP. Art. 70.

§ 4º Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código
Penal), quando praticados
mediante depósito,
mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou
com o pagamento frustrado ou
mediante transferência de valores,

a competência será definida pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela
prevenção.

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10
Q

Com relação ao conflito de jurisdição, de acordo com o CPP:

Há conflito de competência, e não de atribuição, sempre que a autoridade judiciária se pronuncia a respeito da controvérsia, acolhendo expressamente as manifestações do Ministério Público.

A

CERTO

Evidenciado que as autoridades judiciárias se pronunciaram a respeito da controvérsia, ainda que acolhendo as manifestações ministeriais, configura-se o conflito de competência.

Jurisprudência em Teses, STJ:** Há conflito de competência, e não de atribuição, sempre que a autoridade judiciária se pronuncia a respeito da controvérsia, acolhendo expressamente as manifestações do Ministério Público.**

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11
Q

Com relação ao conflito de jurisdição, de acordo com o CPP:

Não há conflito de competência se já existe sentença com trânsito em julgado, proferida por um dos juízos conflitantes.

A

CERTO

Seja qual for a espécie de conflito (positivo ou negativo), este poderá ser suscitado a qualquer momento, desde que antes do trânsito em julgado da sentença penal.

Súmula 59, STJ: Não há conflito de competência se já existe sentença com trânsito em julgado, proferida por um dos juízos conflitantes.

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12
Q

Com relação ao conflito de jurisdição, de acordo com o CPP:

As questões atinentes à competência resolver-se-ão só pela exceção própria.

A

ERRADO

Art. 113. As questões atinentes à competência resolver-se-ão não só pela exceção própria, como também pelo conflito positivo ou negativo de jurisdição.

O conflito positivo ocorre quando duas ou mais autoridades judiciárias afirmam sua competência para julgar determinado caso.
Por sua vez, o conflito negativo ocorre quando duas ou mais autoridades judiciárias negam sua competência para julgar o caso.

Trata-se de um procedimento incidente, resolvido à parte do feito principal, sendo desnecessária a intimação das partes, pois envolve apenas os juízos em conflito.

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13
Q

A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício pelo juiz;

A

ERRADO

A Súmula 33 STJ: “a incompetência relativa não pode ser declarada de ofício”,
não se aplica ao processo penal. No âmbito penal, há um tratamento diferenciado em relação à competência,
especialmente porque o foco está na proteção da legalidade e das garantias fundamentais. Ademais, tanto as nulidades absolutas quanto as relativas podem ser reconhecidas pelo juiz, ainda que de ofício, conforme a interpretação sistemática do art. 564 do CPP, que regula os casos de nulidade.

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14
Q

Compete à Justiça federal, em ambas as instâncias, o processo e o julgamento dos crimes contra a economia popular.

A

ERRADO

Compete à Justiça dos Estados, em ambas as instâncias, o processo e o julgamento dos crimes contra a
economia popular. (Súmula 498, STF)

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15
Q

Compete à justiça estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal.

A

CERTO

Compete à justiça estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal. (Súmula 209, STJ)

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16
Q

Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de falso testemunho cometido no processo trabalhista.

A

CERTO

Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de falso testemunho cometido no processo trabalhista.
(Súmula 165, STJ)

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17
Q

Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima.

A

CERTO

Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima. (Súmula 140, STJ)

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18
Q

A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o primeiro ato de execução.

A

ERRADO

Art. 70. A competência será, de regra,
determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou,
no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.

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19
Q

Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela conexão.

A

ERRADO

Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

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20
Q

O advogado tem direito de vista aos autos do IP, salvo nos casos de decretação de sigilo.

A

Súmula Vinculante nº 14 - STF:
É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.

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21
Q
A
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22
Q

Segundo o STF, a competência do juiz das garantias cessa com o recebimento da denúncia.

A

ERRADO!

Segundo o STF, a competência do juiz das garantias cessa com o OFERECIMENTO da denúncia.

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23
Q

Nos tradicionais golpes do PIX, a competência é sempre do local de onde a conta destino for registrada.

A

ERRADO

Art. 70, § 4º- Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940
(Código Penal), quando praticados MEDIANTE DEPÓSITO, mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou MEDIANTE TRANSFERÊNCIA DE VALORES, a competência será definida pelo local do DOMICÍLIO DA VÌTIMA, e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela PREVENÇÃO.

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24
Q

Nos crimes de ação penal pública, quando não é conhecido o local da infração, a competência será a do domicílio da vítima.

A

ERRADO

Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo
DOMICÍLIO OU RESIDÊNCIA DO RÉU.

§ 1ºSe o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á pela prevenção.
§ 2º Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, será competente o
juiz que primeiro tomar conhecimento do fato.

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25
De quem é a competência para processar e julgar os membros do Conselho Nacional de Justiça por crime Comum?
A competência será referente a função exercida anteriormente. Como as hipóteses de foro por prerrogativa de função devem ser interpretadas de maneira restritiva, ressalvados os integrantes dos Conselhos que tenham foro por prerrogativa de função previsto na Constituição Federal (v.g., Juiz Estadual perante o respectivo Tribunal de Justiça; Desembargador de Tribunal de Justiça perante o STJ), os demais integrantes que não o tenham– advogados indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados pela Câmara dos deputados e pelo Senado Federal deverão ser processados e julgados na 1ª instância.
26
No tocante à determinação da competência para processar e julgar os feitos no processo penal, é correto afirmar que nos casos de exclusiva ação privada, poderá o querelante preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
CERTO! Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
27
A competência será firmada pela continência, entre outras hipóteses, quando a prova de uma infração, cometida por dolo eventual ou por qualquer de suas circunstâncias elementares, influir na prova de outra infração.
ERRADO Art. 76. A competência será determinada pela conexão: I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras; II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas; III - QUANDO A PROVA DE UMA INFRAÇÂO OU DE QUALQUER DE SUAS CIRCUNSTÂNCIAS ELEMENTARES INFLUIR NA PROVA DE OUTRA INFRAÇÂO.
28
A competência será firmada pela conexão, entre outras hipóteses, quando três ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.
ERRADO Continência, quando duas ou mais pessoas... Art. 77. A competência será determinada pela CONTINÊNCIA quando: I - DUAS OU MAIS PESSOAS FOREM ACUSADAS PELA MESMA INFRAÇÃO; II - no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1o, 53, segunda parte, e 54 do Código Penal
29
Nos casos de conexão, no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores, haverá unidade de processo e julgamento;
ERRADO Art. 79. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, SALVO: I- no concurso entre a jurisdição comum e a militar; II- no concurso entre a jurisdição comum e a DO JUÍZO DE MENORES. § 1º Cessará, em qualquer caso, a unidade do processo, se, em relação a algum corréu, sobrevier o caso previsto no art. 152. § 2º A unidade do processo não importará a do julgamento, se houver corréu foragido que não possa ser julgado à revelia, ou ocorrer a hipótese do art. 461
30
A competência delimita o poder jurisdicional e será firmada, dentre outras formas, nos crimes praticados fora do território brasileiro, territorialmente, pelo local em que o acusado ingressar no território brasileiro vindo do país estrangeiro.
ERRADO Art. 88. No processo por crimes praticados fora do território brasileiro, será competente o juízo da CAPITAL do Estado onde houver POR ÚLTIMO RESIDIDO O ACUSADO. Se este nunca tiver residido no Brasil, será competente o juízo da Capital da República.
31
Contravenções penais devem ser julgadas pela justiça estadual, mesmo que atinjam interesse da União.
CERTO Art. 109 da CF. Aos juízes federais compete processar e julgar: IV- os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, EXCLUÍDAS AS CONTRAVENÇÕES e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral Súmula 38 do STJ: Compete à Justiça Estadual Comum, na vigência da Constituição de 1988, o processo por contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades.
32
À justiça estadual competem o processamento e o julgamento do crime de violação de direito autoral, ainda que cometido em caráter transnacional.
ERRADO De acordo com o entendimento jurisprudencial, compete à Justiça Federal processar e julgar o crime de violação de direito autoral de caráter transnacional. “O Brasil assinou diversos tratados internacionais comprometendo-se a proteger os direitos autorais. Assim, quando o crime de violação de direito autoral for praticado com transnacionalidade, a competência para seu julgamento será da Justiça Federal, nos termos do art. 109, V, da Constituição Federal de 1988: Esse entendimento foi reforçado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 702.362/RS, em que o Plenário reconheceu a repercussão geral da matéria (Tema 580) e fixou que a competência para julgar crimes de violação de direito autoral com transnacionalidade é da Justiça Federal.
33
O Juízo Federal competente para processar e julgar acusado de crime de uso de passaporte falso é o do lugar onde o delito se consumou.
CERTO Súmula 200 do STJ: O Juízo Federal competente para processar e julgar acusado de crime de uso de passaporte falso é o do lugar onde o delito se consumou. Súmula 546 do STJ: A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão expedidor. Ou seja, acaso o documento seja apresentado perante órgão, entidade ou agente federal: competência da Justiça Federal; se o documento é apresentado perante órgão, entidade ou agente estadual, municipal ou particular: competência da Justiça Estadual, mesmo que o documento seja expedido por órgão federal.
34
No caso de não haver promotor de justiça com lotação para atuar em determinada comarca, deve o juiz, primeiramente, solicitar designação de um ao procurador-geral de justiça e, caso não tenha sucesso, deve nomear um bacharel em direito para atuar como promotor ad hoc.
Não é permitido ao juiz nomear um bacharel em direito como promotor ad hoc. A designação de promotores é competência exclusiva do Procurador-Geral de Justiça, e em caso de ausência, deve-se aguardar a designação formal.
35
A competência do juiz das garantias abrange todas as infrações penais, exceto as contravenções penais, e cessa com o oferecimento da denúncia ou queixa.
ERRADO. O Juiz das Garantias atua sim até o OFERECIMENTO da Denúncia ou queixa. Exceções que não se aplicam o juiz das garantias. 1)Infrações de menor potencial ofensivo. 2)Violência doméstica e familiar. 3)Crime doloso contra a vida. 4) Competência originária com foro em tribunal.
36
Compete ao juiz das garantias assegurar ao investigado e ao seu defensor o acesso a todos os elementos informativos e provas produzidas na investigação criminal, salvo quanto às diligências em andamento.
CERTO
37
Os autos que compõem as matérias de competência do juiz das garantias ficarão acautelados na secretaria desse juízo, à disposição das partes, e não serão apensados aos autos do processo enviados ao juiz da instrução e julgamento, ressalvados os documentos relativos às provas irrepetíveis, medidas de obtenção de provas ou antecipação de provas.
ERRADO. Os autos serão remetidos ao juiz da instrução. Não há falar em necessariamente audiência pública e oral. O Juiz das garantias pode decidir sem audiência inclusive.
38
O juiz que, na fase de investigação, praticar qualquer ato incluído nas competências do juiz de garantias ficará impedido de funcionar no processo.
ERRADO Não fica impedido.
39
Os autos que compõem as matérias de competência do juiz das garantias ficarão acautelados na secretaria desse juízo, à disposição do Ministério Público e da defesa, e não serão apensados aos autos do processo enviados ao juiz da instrução e julgamento, ressalvados os documentos relativos às provas irrepetíveis, medidas de obtenção de provas ou de antecipação de provas, que deverão ser remetidos para apensamento em apartado.
ERRADO Ao julgar o mérito das ADIS 6298, 6299, 6300, 6305 entendeu o STF: Por unanimidade, declarar a inconstitucionalidade, com redução de texto, dos §§ 3º e 4º do art. 3º-C do CPP, incluídos pela Lei nº 13.964/2019, e atribuir interpretação conforme para entender que os autos que compõem as matérias de competência do juiz das garantias serão remetidos ao juiz da instrução e julgamento;
40
Além da vítima ou de seu representante legal, a autoridade judicial competente também poderá submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, caso verifique patente ilegalidade ou teratologia no ato do arquivamento
CERTO Esse é o entendimento do STF. Se o juiz entender que a manifestação de arquivamento foi correta, ele não precisa proferir decisão homologatória. Basta se manter inerte
41
Preso condenado pela justiça federal e cumprindo pena em estabelecimento penal sujeito à administração estadual deve observância a execução penal do Juízo Federal.
ERRADO Súmula 192, STJ: Compete ao juízo das execuções penais do Estado a execução das penas impostas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos a administração estadual.
42
Compete à justiça federal processar e julgar o crime de redução à condição análoga à de escravo.
CERTO Tanto o STF quanto o STJ são unânimes quanto à competência da Justiça Federal para julgá-lo, isso porque tal crime tem como bem tutelado a organização do trabalho. Art. 109, VI da CF: Aos juízes federais compete processar e julgar: crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. "Esta Corte já pacificou o entendimento de que compete à Justiça Federal processar e julgar os autores do delito previsto no art. 149 do Código Penal, haja vista a violação aos direitos humanos e à organização do trabalho. 5. No caso, os demais crimes, por conexão fática e probatória, também ficam sob a jurisdição federal." Súmula 122
43
O réu poderá suscitar a incompetência penal por prevenção até a prolação da sentença, desde que comprove ter sofrido prejuízo, sob pena de preclusão.
ERRADO Súmula 706 STF - É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção. A incompetência penal por prevenção deve ser alegada na primeira oportunidade de se manifestar, não dependendo de prejuízo da parte, sob pena de preclusão, uma vez que é relativa. Como é relativa, a matéria ficara preclusa, não podendo ser alegada posteriormente, com a consequente prorrogação da competência do juízo, aplicando-se subsidiariamente o CPC. 4. Prevenção é hipótese de fixação de competência relativa, motivo pelo qual admite sua prorrogação, conforme se depreende da interpretação conferida a. Pleito de redistribuição após à ciência da distribuição do feito e ao proferimento da decisão ora agravada. Preclusão e, consequente, prorrogação configurada. Precedentes.
44
Após a conclusão de seus trabalhos, as comissões parlamentares de inquérito (CPI) têm competência para, se for o caso, promover a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
ERRADO As CPIs possuem poder investigatório, como previsto no Art. 58, § 3º da Constituição Federal. No entanto, elas não têm competência para promover a responsabilidade civil ou criminal diretamente. Elas podem enviar os resultados para o Ministério Público, que decidirá sobre a ação penal. Portanto, a CPI pode investigar, mas a responsabilidade criminal ou civil é tratada por órgãos judiciais competentes, como o Ministério Público ou o Poder Judiciário.
45
O termo circunstanciado pode ser realizado por bombeiro militar, desde que lei estadual especifique tal atribuição e que o procedimento seja homologado pela autoridade policial.
ERRADO Não Exclusividade da Lavratura de TCO pela Autoridade Policial (ADI 3954/2021): O STF decidiu que a lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) não é um ato exclusivo da autoridade policial, pois o TCO não é considerado um procedimento investigativo. Dado que os juizados especiais são de competência concorrente, os estados membros podem conferir a diversas autoridades a prerrogativa de lavrar TCOs. Natureza do Termo Circunstanciado (ADI 3.807/2020): O STF afirmou que o TCO é uma mera peça informativa destinada a constatar a ocorrência de crimes de menor potencial ofensivo, não constituindo um procedimento investigativo. Por isso, a lavratura do TCO pelo órgão judiciário não infringe os parágrafos 1º e 4º do Art. 144 da Constituição Federal e não compromete a imparcialidade do juiz. Constitucionalidade da Lavratura do TCO por Diversas Autoridades: As decisões do STF nas ADIs 3954 e 3.807 reafirmam que a lavratura do TCO pode ser atribuída a diferentes autoridades, como a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e até o órgão judiciário, sem ofensa à Constituição, considerando-se a natureza não investigativa e informativa do TCO.
46
A coação à liberdade de locomoção será ilegal quando quem a ordenar não tiver competência para fazê-lo.
CERTO Art. 648. A coação considerar-se-á ilegal: I - quando não houver justa causa; II - quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei; III - quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo; IV - quando houver cessado o motivo que autorizou a coação; V - quando não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a lei a autoriza; VI - quando o processo for manifestamente nulo; VII - quando extinta a punibilidade.
47
Em relação à reprodução simulada dos fatos, é possível que se proceda à reprodução simulada dos fatos em qualquer fase da persecução penal.
A reprodução simulada dos fatos (CPP, art. 7º) poderá ser realizada t**anto na fase de investigação policial quanto na fase judicial** (sob a determinação do juiz competente), naquela hipótese, a autoridade policial poderá providenciá-la ex officio, independentemente de requerimento ou determinação de quem quer que seja (STF, HC 98.660-SP). Art. 7º Para verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado modo, a autoridade policial **poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública. **
48
A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se iniciar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o primeiro ato de execução.
ERRADO De acordo com o caput do artigo 70 do CPP, a competência **será, de regra, determinada pelo lugar em que se iniciar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. ** Art. 70. A competência será, de regra, determinada **pelo lugar em que se consumar a infração**, ou, no caso de tentativa, **pelo lugar em que for praticado o último ato de execução**.
49
Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o primeiro ato de execução.
ERRADO Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, **a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução**. Art. 70, § 1o Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
50
Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado.
CERTO Art. 70, § 2o Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado.
51
Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á no local em que praticada iniciada a prática delitiva.
ERRADO Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção. Art. 70, § 3o **Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.**
52
Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á no local em que praticada iniciada a prática delitiva.
ERRADO Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção. Art. 71. Tratando-se de i**nfração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.**
53
No caso de ação penal privada subsidiária da pública, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
ERRADO Trata-se de critério especial de definição de competência, **aplicável na ação penal exclusivamente privada e, no máximo, na ação penal privada personalíssima**, não incidindo, desse modo, na ação penal privada subsidiária da pública, nem tampouco na ação penal pública incondicionada ou condicionada. Art. 73. **Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração. **
54
Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, será competente o juiz que primeiro tomar conhecimento do fato.
CERTO Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, e não for conhecido o lugar da consumação do delito, será competente o juiz que primeiro tomar conhecimento do fato. Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu. [...] § 2º **Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, será competente o juiz que primeiro tomar conhecimento do fato.**
55
O prefeito de Montes Claros/MG foi denunciado pelo Ministério Público Estadual pela prática de crime comum relacionado ao cargo de prefeito de ação penal pública incondicionada. No caso citado, a competência originária para julgamento do caso é do Superior Tribunal de Justiça.
ERRADO A competência para julgamento de prefeitos está prevista no artigo 29, X, da CF. Art. 29, CF, X - **julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; ** Súmula nº 702, STF: **“A competência do tribunal de justiça para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de competência da justiça comum estadual**; nos demais casos, a competência originária caberá ao respectivo tribunal de segundo grau. Caso se tratasse de um crime de competência da Justiça Federal, o julgamento seria realizado pelo Tribunal Regional Federal respectivo.
56
O desembargador Paulo, empossado no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, foi denunciado pela prática de violência doméstica contra sua esposa, fato ocorrido após sua posse no cargo de desembargador. Diante disso, o MP ofereceu denúncia contra Paulo, requerendo sua responsabilização penal pelo crime. Assim, Paulo deverá ser processado e julgado perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, por meio de seu órgão especial.
ERRADO **O Superior Tribunal de Justiça é o tribunal competente para processar e julgar desembargadores, independentemente de os fatos imputados terem relação com o exercício do cargo.** STJ. Corte Especial. Inq 1.447-DF, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado em 2/10/2024 (Info 830). Mesmo que o crime cometido pelo Desembargador não esteja relacionado com as suas funções, ele será julgado pelo STJ se a remessa para a 1ª instância significar que o réu seria julgado por um juiz de primeiro grau vinculado ao mesmo tribunal que o Desembargador. A manutenção do julgamento no STJ tem por objetivo preservar a isenção (imparcialidade e independência) do órgão julgador. STJ. Corte Especial. QO na APn 878-DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 21/11/2018 (Info 639). Relembre-se que o mesmo entendimento acima vale para Conselheiros do TCE As mesmas garantias e prerrogativas outorgadas aos Desembargadores dos Tribunais de Justiça devem ser estendidas aos Conselheiros estaduais e distritais, no que se inclui o reconhecimento do foro por prerrogativa de função durante o exercício do cargo, haja, ou não, relação de causalidade entre a infração penal e o cargo. STJ. Corte Especial. AgRg na Rcl 42.804/DF, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 16/8/2023 (Info 783).
57
Caso a Polícia Rodoviária Federal, durante revista realizada em veículo, apreenda Carteira Nacional de Habilitação falsificada, a competência para julgamento do processo criminal pelo falso caberá à Justiça Federal.
ERRADO No caso de apreensão da CNH em revista pela Polícia Rodoviária Federal, não há que se falar em uso de documento falso (art. 304 do Código Penal), **já que o agente não apresentou voluntariamente o documento aos agentes federais, não atraindo, portanto, a competência da Justiça Federal.** Nesse caso, restaria evidenciado o **crime de falsificação de documento público (art. 297 do Código Penal), a ser julgado pela Justiça Estadual. ** Se o condutor do veículo não fez uso da carteira nacional de habilitação falsificada, que veio a ser apreendida quando da revista realizada por integrante da Polícia Rodoviária Federal, a competência para processar e julgar a ação penal relativamente ao crime do art. 297 do Código Penal é da Justiça estadual.
58
Compete à Justiça Estadual apreciar pedido de medida protetiva de urgência decorrente de crime de ameaça contra mulher, ainda que iniciado no estrangeiro com resultado no Brasil e cometido por meio de rede social de grande alcance;
ERRADO **“compete à Justiça Federal apreciar pedido de medida protetiva de urgência decorrente de crime de ameaça contra mulher, iniciado no estrangeiro com resultado no Brasil e cometido por meio de rede social de grande alcance**”
59
No procedimento de homologação de sentença estrangeira, o Superior Tribunal de Justiça realiza, em regra, um novo julgamento de mérito do caso.
ERRADO A competência do STJ está restrita à análise dos requisitos da homologação da sentença estrangeira, na forma do art. 963 do Código de Processo Civil. **A homologação de sentença estrangeira representa o reconhecimento pelo Poder Judiciário local de decisão proferida por Tribunal estrangeiro, cumpridos os requisitos legais, não se tratando, portanto, de um novo julgamento do caso**. Realiza-se, portanto, uma **análise de aspectos formais, e não de mérito**, da sentença estrangeira.
60
Compete à Justiça federal processar e julgar causa quando não se verifica, da atuação de indiciado que se autodeclara quilombola, disputa alguma por terra quilombola ou interesse da comunidade na ação delituosa.
ERRADO **Compete à Justiça estadual processar e julgar causa quando não se verifica, da atuação de indiciado que se autodeclara quilombola, disputa alguma por terra quilombola ou interesse da comunidade na ação delituosa**. Justiça Estadual. CC 192.658-RO, Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 10/5/2023, DJe16/5/2023. (Info 777) O fato de o investigado se autodeclarar quilombola, **por si só, não atrai a competência da Justiça Federal,** isso porque não há nos autos elementos que evidenciem que os crimes ambientais perpetrados foram em detrimento do interesse direto e específico da União, de suas entidades autárquicas ou de empresas públicas federais. Assim, se não se verifica lesão a bens, serviços ou interesses da União ou de seus entes, afasta-se a competência da Justiça Federal. Nesse sentido, "o mero fato de índio figurar como autor do delito ambiental, sem nenhuma conotação especial, não enseja o deslocamento da causa para a Justiça Federal, conforme enunciado da Súmula n° 140/STJ" (CC 93.120/AM, rel. Ministro Jorge Mussi, Terceira Seção, julgado em 9/6/2010, DJe 17/6/2010). Súmula 140 - STJ: "compete à justiça comum estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima" (Terceira Seção, DJe 24/5/1995).
61
Não há nulidade quando a investigação tem início perante uma autoridade policial e, posteriormente, há redistribuição do feito a outro órgão jurisdicional em razão da incompetência. Todavia, declinada a competência do feito para a justiça estadual, não cabe à Polícia Federal prosseguir nas investigações.
Declinada a competência do feito para a Justiça estadual, não cabe à Polícia Federal prosseguir nas investigações. STJ. 6ª Turma. HC 772.142-PE, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 23/3/2023 (Info 773).
62
Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela conexão.
ERRADO CPP: Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.
63
A precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma circunscrição judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente.
CERTO Art. 75 A precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma circunscrição judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente.
64
Verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda que no processo da sua competência própria venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que desclassifique a infração para outra que não se inclua na sua competência, continuará competente em relação aos demais processos.
CERTO Art. 81. Verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda que no processo da sua competência própria venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que desclassifique a infração para outra que não se inclua na sua competência, continuará competente em relação aos demais processos.
65
O juiz competente providenciará o imediato registro do mandado de prisão em banco de dados mantido pelo Conselho Nacional de Justiça para essa finalidade.
CERTO Art. 289-A. O juiz competente providenciará o imediato registro do mandado de prisão em banco de dados mantido pelo Conselho Nacional de Justiça para essa finalidade.
66
O fato de a Polícia Federal estar autorizada a investigar, excepcionalmente, um delito interestadual, por si só atrai a competência da Justiça Federal para processar e julgar o futuro processo criminal.
ERRADO **O fato da Polícia Federal investigar determinados atos delituosos não atrai, por si só, a competência da Justiça Federal para processar e julgar o futuro e eventual processo-crime**. Nesse sentido: "Nos termos do artigo 144, § 1º, da Constituição Federal e do artigo 1º da Lei 10.446/2002, **as atribuições da Polícia Federal não se confundem com as hipóteses de competência criminal da Justiça Federal, sendo certo que as primeiras são bem mais amplas do que as últimas**." (STJ; RHC 88.187/TO, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, DJe 19/12/2018); "**Excepcionalmente, possui a Polícia Federal atribuição para apurar infrações penais cujo processamento e julgamento não são da competência da Justiça Federal** (CF, art. 144, § 1º, inciso I, parte final), hipótese em que devem ser observados os requisitos da Lei nº 10.446/2002." (STJ; RHC 66.008/BA, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, DJe 24/2/2016).
67
Nos casos de delitos praticados em detrimento da Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos, a competência será federal quando o crime for perpetrado contra banco postal e houver ocasionado prejuízo unicamente a bens jurídicos privados.
ERRADO "STJ firmou o entendimento de que, nos casos de delitos praticados em detrimento da Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos EBCT,** a competência será ESTADUAL quando o crime for perpetrado contra banco postal (situação assemelhada a de agência franqueada) e houver ocasionado efetivo prejuízo unicamente a bens jurídicos privados.** Por outro lado, incidirá o art. 109, IV, da Constituição Federal, nos casos em que a ofensa for direta à EBCT, ou seja, ao **serviço-fim dos correios (os serviços postais) ou quando houver prejuízo ao patrimônio dos correios, atraindo, assim, a competência federal”** (STJ; CC 174.265/ES, Rel. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 25/11/2020, DJe 27/11/2020).
68
É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso aos elementos da prova que já documentados em procedimentos investigatório realizados por órgão competente da polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.
CERTO Súmula Vinculante nº 14: **É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso aos elementos da prova que já documentados em procedimentos investigatório realizados por órgão competente da polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa**.
69
A fixação da competência da Justiça Federal para o julgamento do crime de racismo mediante divulgação de conteúdo em rede social não exige a demonstração da natureza aberta do perfil que realizou a postagem.
ERRADO A fixação da competência da Justiça Federal para o julgamento do crime de racismo mediante divulgação de conteúdo em rede social **exige a demonstração da natureza aberta do perfil que realizou a postagem, a fim de possibilitar a verificação da potencialidade de atingimento de pessoas para além do território nacional.** STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 717.984 SC, Rel. Min. Otávio de Almeida Toledo (Desembargador convocado do TJSP), julgado em 2/9/2024 (Info 832).
70
Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar desembargadores, mesmo que os fatos imputados não tenham relação com o exercício do cargo, para garantir a imparcialidade.
CERTO Compete ao** Superior Tribunal de Justiça processar e julgar desembargadores, mesmo que os fatos imputados não tenham relação com o exercício do cargo, para garantir a imparcialidade.** STJ. Corte Especial. Inq 1.447-DF, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado em 2/10/2024 (Info 830).
71
# Acerca das nulidades: A suspeição do juiz é causa de nulidade relativa.
ERRADO A suspeição é causa de nulidade absoluta, pois este instituto gera a parcialidade subjetiva do magistrado, evidenciando que ele não é isento para julgar. Art. 564. A nulidade ocorrerá nos seguintes casos: I – **por incompetência, suspeição ou suborno do juiz;**
72
Não havendo manifestação judicial no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a autoridade competente requisitará às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem imediatamente os meios técnicos adequados – como sinais, informações e outros – que permitam a localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso, com imediata comunicação ao juiz.
ERRADO A ausência de manifestação judicial deve ocorrer no prazo de 12 (doze) horas. Segundo o artigo 13-B, § 4º, do Código de Processo Penal: § 4º. **Não havendo manifestação judicial no prazo de 12 (doze) horas, a autoridade competente requisitará às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações e/ou telemática ** que disponibilizem imediatamente os meios técnicos adequados – como sinais, informações e outros – que permitam a localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso,** com imediata comunicação ao juiz. **
73
Conforme o STJ, compete ao juízo estadual processar e julgar crime de estelionato contra fundo estrangeiro no qual os atos desenvolvidos foram praticados em território nacional, ainda que diversos o domicílio de sócio lesado.
CERTO **Compete ao juízo estadual processar e julgar crime de estelionato contra fundo estrangeiro no qual os atos desenvolvidos foram praticados em território nacional, ainda que diverso o domicílio de sócio lesado. ** STJ. 3ª Seção. AgRg no CC 192.274-RJ, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 8/3/2023 (Info 775).
74
Compete à Justiça Militar Federal, processar e julgar civil denunciado pelos crimes de falsificação e de uso de documento falso quando se tratar de falsificação da Caderneta de Inscrição e Registro (CIR) ou de Carteira de Habilitação de Arrais Amador (CHA), quando expedidas pela Marinha do Brasil
ERRADO Conforme a SV 36, compete a justiça federal comum julgar tais delitos, e não a Justiça Militar Federal. Súmula vinculante 36-STF: **Compete à Justiça Federal comum processar e julgar civil denunciado pelos crimes de falsificação e de uso de documento falso quando se tratar de falsificação da Caderneta de Inscrição e Registro (CIR) ou de Carteira de Habilitação de Amador (CHA), ainda que expedidas pela Marinha do Brasil. ** E por que a competência é da Justiça Federal comum? Porque o crime foi cometido contra um serviço fiscalizado pela Marinha, que é um órgão da União. Logo, amolda-se na hipótese prevista no art. 109, IV, da CF/88: Art. 109. **Aos juízes federais compete processar e julgar: ** IV — os crimes políticos e as infrações penais praticadas **em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas**, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;
75
Compete à Justiça Estadual o julgamento dos crimes de contrabando e de descaminho, quando inexistentes indícios de transnacionalidade na conduta,
ERRADO **Compete à Justiça Federal o julgamento dos crimes de contrabando e de descaminho, ainda que inexistentes indícios de transnacionalidade na conduta**. STJ. 3ª Seção. CC 160748-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 26/09/2018 (Info 635) Sobre o tema é importante destacar a sumula 151 do STJ : Súmula 151-STJ: **A competência para o processo e julgamento por crime de contrabando ou descaminho define-se pela prevenção do juízo federal do lugar da apreensão dos bens.** OBS: atenção ao recente julgado: Caso a apreensão de produtos contrabandeados ou que foram objeto de descaminho por pessoas físicas domiciliadas em local certo, em contexto de remessa postal ou de serviço de transporte assemelhado, ocorra em local que não tem relação com o momento da internalização dos produtos ou com as atividades habituais do acusado, a tramitação do feito pode ocorrer no seu domicílio.
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Compete à Justiça federal processar e julgar crime de estelionato praticado mediante falsificação das guias de recolhimento das contribuições previdenciárias.
ERRADO Súmula 107-STJ: **Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime de estelionato praticado mediante falsificação das guias de recolhimento das contribuições previdenciárias, quando não ocorrente lesão à autarquia federal **
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Os crimes relacionados com pirâmide financeira envolvendo criptomoedas são, em princípio, de competência da Justiça Federal.
ERRADO **Ausentes os elementos que revelem ter havido evasão de divisas ou lavagem de dinheiro em detrimento de interesses da União, compete à Justiça Estadual processar e julgar crimes relacionados a pirâmide financeira em investimento de grupo em criptomoeda.** A captação de recursos decorrente de “pirâmide financeira” **não se enquadra no conceito de atividade financeira**, razão pela qual o deslocamento do feito para a Justiça Federal se justifica **apenas se demonstrada a prática de evasão de divisas ou de lavagem de dinheiro em detrimento de bens e serviços ou interesse da União. ** STJ. 3ª Seção. CC 170392-SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 10/06/2020 (Info 673)
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compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de competência federal e estadual, independentemente da conexão probatória.
CERTO Sumula 122, STJ:** Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78, II, "a", do Código de Processo Penal**.” (TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 01/12/1994, DJ 07/12/1994, p. 33970) Art. 78, II, "a", do Código de Processo Penal Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras: Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria: a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave;
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A competência da Justiça Estadual para julgar crimes ambientais é atraída quando a conduta envolve espécies constantes na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, configurando interesse da União.
ERRADO A competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais é atraída quando a conduta envolve espécies constantes na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, configurando interesse da União. (AgRg no CC 208.449-SC, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 11/12/2024.)
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Compete à Justiça Federal processar e julgar o crime de discriminação contra pessoa com deficiência, previsto no art. 88 da Lei n. 13.146/2015, quando praticado mediante publicação de conteúdo em rede social aberta, em face da presunção de transnacionalidade do delito.
CERTO Compete à Justiça Federal processar e julgar o crime de discriminação contra pessoa com deficiência, previsto no art. 88 da Lei n. 13.146/2015, **quando praticado mediante publicação de conteúdo em rede social aberta, em face da presunção de transnacionalidade do delito**. (CC 205.569-SP, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 13/11/2024, DJe 19/11/2024.)
83
A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o primeiro ato de execução.
ERRADO Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
84
Compete à Justiça Federal processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima.
ERRADO Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima. (Súmula 140, STJ)
85
Viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados.
ERRADO Súmula 704 (STF): **Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados.**
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Quanto à competência, a conexão e a continência entre infrações penais têm como efeito o simultaneus processus e a prorrogatio fori. São exceções legais e obrigatórias à regra da unidade de processo, e tal efeito cessará quando houver número excessivo de acusados, para não lhes prolongar a prisão provisória.
ERRADO Art. 80. SERÁ FACULTATIVA a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo excessivo número de acusados e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.
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No tocante à competência no processo penal, o Código de Processo Penal estabelece que, quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pelo domicílio ou residência do réu.
ERRADO Art. 70 (…) § 3° Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela PREVENÇÃO.
88
Nos termos do Código de Processo Penal, é correto afirmar que a competência será, na hipótese de infração permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, firmada pelo lugar do último ato de execução.
ERRADO Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela PREVENÇÃO.
89
No tocante à determinação da competência para processar e julgar os feitos no processo penal, é correto afirmar que nos casos de exclusiva ação privada, poderá o querelante preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
CERTO Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
90
Nos termos do CPP, a precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma circunscrição judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente.
CERTO Art. 75. A precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma circunscrição judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente.
91
No dia 22 de março de 2025, Ana Clara foi presa ao tentar utilizar um documento de identidade falso para abrir uma conta bancária em uma agência em Brasília. A fraude foi descoberta quando os funcionários do banco notaram inconsistências nas informações apresentadas. Ana agora enfrenta acusações de uso de documento falso e falsificação de identidade, podendo ser penalizada com prisão e multas. Sobre o tema, analise: A competência para processo e julgamento do crime de uso de documento falso é firmada em razão da qualificação do órgão expedidor.
ERRADO Súmula 546-STJ: **A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão expedidor. **
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No dia 5 de maio de 2025, a Polícia Federal prendeu Carlos Mendes após descobrir que ele estava compartilhando material pornográfico envolvendo crianças em um grupo online. A investigação revelou que Carlos também havia adquirido e armazenado diversos vídeos e imagens ilícitas em seu computador. Ele agora enfrenta sérias acusações de disponibilizar e adquirir material pornográfico envolvendo menores, podendo enfrentar penas severas de acordo com a legislação brasileira. Sobre o tema competência, julgue a assertiva: Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241-A e 241-B da Lei nº 8.069/1990) quando praticados por meio da rede mundial de computadores.
ERRADO Compete à JUSTIÇA FEDERAL julgar os crimes dos arts. 241, 241-A e 241-B do ECA, SE A CONDUTA DE DISPONIBILIZAR OU ADQUIRIR MATERIAL PORNOGRÁFICO ENVOLVENDO CRIANÇA OU ADOLESCENTE TIVER SIDO PRATICADA PELA INTERNET E FOR ACESSÍVEL TRANSNACIONALMENTE. Redação anterior da tese do Tema 393: **Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico envolvendo criança ou adolescente (arts. 241, 241-A e 241-B da Lei nº 8.069/1990) quando praticados por meio da rede mundial de computadores.** STF. Plenário. RE 628624/MG, Rel. orig. Min. Marco Aurélio, Red. p/ o acórdão Min. Edson Fachin, julgado em 28 e 29/10/2015 (Repercussão Geral – Tema 393) (Info 805). Redação atual, modificada em embargos de declaração: Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes consistentes em disponibilizar ou adquirir material pornográfico, acessível transnacionalmente, envolvendo criança ou adolescente, quando praticados por meio da rede mundial de computadores (arts. 241, 241-A e 241-B da Lei nº 8.069/1990). STF. Plenário. RE 628624 ED, Rel. Edson Fachin, julgado em 18/08/2020 (Repercussão Geral – Tema 393) (Info 990 – clipping).
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Em 10 de junho de 2025, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra uma organização criminosa que operava um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas. Investidores foram lesados em milhões de reais sob a promessa de altos retornos, que nunca se concretizaram. O líder do esquema, Gustavo Lima, e seus principais colaboradores foram presos, acusados de crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Sobre o tema, analise: Os crimes relacionados com pirâmide financeira envolvendo criptomoedas são de competência da Justiça Federal.
ERRADO **Os crimes relacionados com pirâmide financeira envolvendo criptomoedas são, em princípio, de competência da Justiça Estadual**. Ausentes os elementos que revelem ter havido evasão de divisas ou lavagem de dinheiro em detrimento de interesses da União, compete à Justiça Estadual processar e julgar crimes relacionados a pirâmide financeira em investimento de grupo em criptomoeda. A captação de recursos decorrente de “pirâmide financeira” não se enquadra no conceito de atividade financeira, razão pela qual o deslocamento do feito para a Justiça Federal se justifica apenas se demonstrada a prática de evasão de divisas ou de lavagem de dinheiro em detrimento de bens e serviços ou interesse da União. STJ. 3ª Seção. CC 170392-SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 10/06/2020 (Info 673).
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Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal compete à Justiça Eleitoral julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhe forem conexos.
CERTO **Quando estivermos diante de crimes eleitorais e crimes de ordem comum, conexos ao primeiro, todos serão concentrados com a finalidade de serem processados e julgados pela Justiça Eleitoral**, que é a prevalente nessa situação peculiar. A assertiva traduz o cerne do julgado em tela: STF – Tribunal Pleno – Relator Ministro Marco Aurélio - INQ 4435/DF AgR-quarto – Julgado em 14/03/2019.
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A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, quando houver o concurso entre a jurisdição comum e a militar, e separação dos processos, se for entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.
ERRADO A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, SALVO quando houver o concurso entre a jurisdição comum e a militar, e se for entre a jurisdição comum e a do juízo de menores. Art. 79, CPP - A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo: I - no concurso entre a **jurisdição comum e a militar**; II - no concurso entre a** jurisdição comum e a do juízo de menores**.
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Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
CERTO Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.
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A competência para julgar o crime de uso de passaporte falso é do juízo federal do local da apresentação do documento.
CERTO Súmula 200 STJ: "**O Juízo Federal competente para processar e julgar acusado de crime de uso de passaporte falso é o do lugar onde o delito se consumou.**"
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Compete a Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima, salvo em caso de genocídio praticado contra grupo indígena, situação a qual a competência seria transportada para a Justiça Federal.
CERTO A primeira parte da assertiva traduz o disposto na súmula 140 do STJ: “Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que o indígena figure como autor ou vítima.” Já a segunda parte da assertiva demanda a leitura do artigo 109, XI, da Constituição da República em conjunto com a Lei do Genocídio: “Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: (...) XI - a disputa sobre direitos indígenas” Isso se dá porque a prática de genocídio contra grupo indígena teria o condão de atingir potencialmente a própria existência de uma determinada etnia indígena
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A distribuição antecedente do inquérito policial firma a competência de juízo mediante prevenção, independentemente de outras competências funcionais que sejam em lei estabelecidas.
ERRADO Embora a lei ainda preveja a prevenção firmando competência de juízo, mesmo que em relação a ato anterior ao oferecimento da acusação (na investigação, portanto), a instituição do juiz das garantias (e suas competências funcionais) impede que isso aconteça. Significa dizer: o juiz das garantidas a que foi distribuído o inquérito não ficará prevento para os demais atos da persecução penal quando em fase de processo (após o oferecimento da denúncia). Art. 83. **Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa **(arts. 70, § 3o, 71, 72, § 2o, e 78, II, c).
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A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão do órgão expeditor do referido documento.
ERRADO Conforme a súmula 546 do STJ, a competência do referido crime é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público.
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Compete ao Juízo da Vara de Execuções Penais federal a execução das penas impostas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, quando estes estejam recolhidos a estabelecimentos sujeitos à administração estadual.
ERRADO A A Súmula 192 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabelece que compete ao Juízo das Execuções Penais do estado a execução das penas impostas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos à administração estadual. Em outras palavras, se um condenado pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral estiver cumprindo pena em um presídio estadual, a execução da pena (como progressão de regime, saidinhas temporárias, etc.) será realizada pelo juízo estadual competente.
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A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão expedidor.
CERTO Súmula 546-STJ: **A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão expedidor.**
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A competência será da Justiça Federal em caso de crime praticado contra os direitos indígenas coletivamente considerados, desde que o delito tenha ocorrido em território indígena demarcado.
ERRADO Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: ... XI - a disputa sobre direitos indígenas. Art. 231. **São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. ** Se o delito estiver relacionado com os direitos coletivos previstos no art. 231 da CF/88, a competência será da Justiça Federal. Em caso negativo, segue-se a regra geral e a competência será da Justiça Estadual. O STJ decidiu: **O que importa para configurar a violação dos direitos indígenas e, por conseguinte, atrair a competência da Justiça Federal para o processamento do feito, é o impacto negativo da atuação dos acusados nas tradições, modo de viver e terras que os indígenas habitam e utilizam, sendo despiciendo discutir se ocorreu ou não a efetiva demarcação da terra como território indígena.** STJ. 3ª Seção. AgRg no CC 175.037/AM, Rel. Min. Jesuíno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), julgado em 26/10/2022 (Info Especial 10).
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Sobre a conexão e continência, nos casos de concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a competência do lugar da infração penal a qual for cominada a pena mais grave e, todavia, se as penas forem de igual gravidade, prevalecerá a competência do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações.
CERTO Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras: I – ... Il - no concurso de jurisdições da mesma categoria: a) **preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave**; b) **prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade**; ...
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A prerrogativa de foro para julgamento de crimes praticados no cargo e em razão das funções não subsiste após o afastamento do cargo, ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados depois de cessado seu exercício.
ERRADO A assertiva diz a julgado paradigmático proferido pelo STF, no âmbito do HC n° 232.627/DF (Relator Ministro Gilmar Mendes – Informativo de 18/03/2025). A Suprema Corte fixou posição mais abrangente sobre a competência dos tribunais para julgar o**s crimes funcionais praticados por autoridades com prerrogativa de foro (“foro privilegiado”), no sentido de mantê-la mesmo após o término do exercício das respectivas funções**. Aprimorou-se a orientação vigente com o intuito de assegurar a imparcialidade, a independência do julgamento e inibir os deslocamentos que resultam em lentidão, ineficiência e até mesmo prescrição das ações penais. O ordenamento jurídico prevê o foro especial por prerrogativa de função (CF/1988, art. 102, I, “b”) para proteger o exercício de cargos ou funções estatais de alta relevância constitucional contra ameaças do próprio acusado, manter a estabilidade das instituições democráticas, preservar o funcionamento do Estado e assegurar um julgamento menos suscetível a influências externas. Essa prerrogativa assegura que determinadas autoridades sejam julgadas por órgãos colegiados de maior hierarquia do Poder Judiciário. Portanto, **o foro especial não constitui um privilégio pessoal, mas uma garantia para o adequado exercício das funções públicas. **
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O critério para definição da competência no crime de uso de documento falso leva em consideração o órgão que expediu o documento, independentemente de onde tenha sido apresentado.
ERRADO No crime de uso de documento falso, a competência não é definida pelo órgão expedidor, mas sim pela entidade ou órgão perante o qual o documento foi apresentado.
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Se um indivíduo apresenta uma carteira nacional de habilitação falsa em uma blitz da polícia rodoviária federal, a competência é da justiça estadual, pois se trata de documento emitido por órgão estadual de trânsito.
ERRADO Se o documento falso (CNH) é apresentado à Polícia Rodoviária Federal, a competência será da Justiça Federal, pois o órgão integra o sistema de segurança pública federal.
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O crime de falso testemunho praticado em processo perante a Justiça do Trabalho deve ser julgado pela justiça estadual, em razão da natureza do direito material em discussão.
ERRADO O falso testemunho cometido perante a Justiça do Trabalho é da competência da Justiça Federal, pois se trata de ramo do Judiciário Federal.
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Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra funcionário público federal, desde que guardem relação com o exercício da função desempenhada.
CERTO O entendimento consolidado é que a competência da Justiça Federal abrange os crimes praticados contra funcionário público federal, desde que relacionados ao exercício de sua função. A competência decorre do interesse da União, nos termos da Constituição Federal e da jurisprudência do STJ.
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Se um documento público falso é apresentado perante a polícia militar, a competência será da justiça federal, por se tratar de crime cometido contra a fé pública.
ERRADO A apresentação de documento falso perante a Polícia Militar atrai a competência da Justiça Estadual, e não da Federal, pois se trata de órgão estadual.
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Compete ao STJ processar e julgar, originariamente, desembargadores dos tribunais de justiça dos estados por eventual prática de crimes comuns.
CERTO “Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: a)** nos crimes comuns**, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes e nos de responsabilidade, **os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal**, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais." O STJ reafirma essa competência, inclusive para delitos dissociados das funções judicantes, conforme o Informativo STJ 830: “Compete ao STJ processar e julgar desembargadores, mesmo que os fatos não tenham relação com o exercício do cargo, para garantir a imparcialidade.” Doutrina: Guilherme de Souza Nucci (Manual de Processo Penal) enfatiza a finalidade de assegurar independência e imparcialidade nas ações penais envolvendo autoridades do Judiciário. CRIMES imputados a Desembargadores - ATÉ MESMO OS ELEITORAIS - não apenas os que tenham relação com o exercício do cargo. STJ. APn 878/DF QO, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 21/11/2018.
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O Superior Tribunal de Justiça tem competência Jurisdicional em relação às decisões das Turmas Recursais dos Juizados Especiais Criminais, consideradas, assim, como Tribunais de segundo grau.
ERRADO O Superior Tribunal de Justiça (STJ) não tem competência para julgar recursos contra decisões das Turmas Recursais dos Juizados Especiais, pois estas são consideradas tribunais de segundo grau no contexto dos Juizados Especiais.
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Diante da pluralidade de vítimas do crime de estelionato, quando praticado mediante depósito, mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a competência firmar-se-á pela prevenção.
CERTO A assertiva está de acordo com a literalidade do §4º do art. 70 do CPP. Vejamos: Art. 70, §4º Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), **quando praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a competência será definida pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela prevenção. **
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A Justiça Federal é competente para processar e julgar crimes afetos à Justiça Estadual, nos casos em que as investigações tiveram início na Polícia Federal.
ERRADO A atuação da Polícia Federal na investigação não implica o deslocamento automático da competência para a Justiça Federal. O fato de as investigações terem início na Polícia Federal não tem o condão, por si só, de firmar a competência da Justiça Federal para o processamento e julgamento de crimes afetos à Justiça Estadual. **A competência jurisdicional é definida pela natureza dos crimes imputados na denúncia, e não pelo órgão policial que conduziu as apurações. ** STJ. 6ª Turma. RHC 205.658-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 7/10/2025 (Info 30 - Edição Extraordinária).