Os princípios do contraditório e da ampla defesa asseguram o direito de o acusado ser ouvido e de apresentar provas, bem como o direito de acesso aos elementos que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão competente, digam respeito ao exercício do direito de defesa.
CERTO
Os princípios do contraditório e da ampla defesa, garantidos no art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal, asseguram que:
“aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.”
Isso inclui:
O direito de ser ouvido;
O direito de apresentar provas;
O direito de ter acesso aos elementos de prova já documentados, sobretudo aqueles que digam respeito ao exercício da defesa.
Esse entendimento foi reforçado pelo STF, especialmente no julgamento do HC 122.136/SP, quando se firmou que não se pode negar à defesa o acesso aos elementos de prova já documentados pela acusação, ainda que na fase investigatória, sob pena de violação do contraditório e da ampla defesa.
Devido à incumbência do Ministério Público de impulsionar a persecução penal, não cabe a ele recorrer em favor do réu.
ERRADO
Excepcionalmente o Ministério Público pode recorrer em favor do réu caso perceba que houve erro judiciário, buscando a justa aplicação da lei, conforme o princípio da indisponibilidade da ação penal.
Pelo princípio da indivisibilidade da ação penal de iniciativa privada, a renúncia tácita ou o perdão tácito será extensivo a todos os possíveis autores; todavia, não produzirá efeito para aquele que manifestar recusa.
ERRADO.
O Perdão é bilateral, porém a renúncia é unilateral, não precisa de aceitação.
A diretriz segundo a qual ninguém pode ser punido criminalmente antes do trânsito em julgado da decisão condenatória retrata o princípio do contraditório.
ERRADO.
Princípio da presunção de inocência.
CF/88
Art. 5º, LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.
Finda a instrução processual penal, após a observância de todas as garantias constitucionais e legais, o juiz condenou o réu pela prática do crime, contrariando as manifestações do Ministério Público e da defesa técnica, que postularam a absolvição do réu. O Juiz pode está correto condenar o réu nessa situação?
CERTO. O juiz pode condenar.
O julgador, por força do princípio da correlação, deve se vincular aos fatos narrados na denúncia, mas não precisa se comprometer com a fundamentação invocada pelas partes. O juiz deve analisar o mérito da causa, “sem que lhe seja imposto o papel de mero homologador do que lhe foi proposto pelo Parquet”.
A submissão do magistrado à manifestação do MP, sob o pretexto de supostamente concretizar o princípio acusatório, implicaria, na verdade, a sua subversão, “solapando, além da independência funcional da magistratura, duas das basilares características da jurisdição: a indeclinabilidade e a indelegabilidade”.
REsp 2.022.413.
O princípio da lealdade processual é inaplicável no processo penal, por incompatibilidade com o princípio nemo tenetur se detegere.
ERRADA.
Se aplica o princípio da lealdade processual por exemplo, no crime de fraude processual.
O princípio da proibição da produção de provas contra si próprio impede a aplicação de sanção administrativa ao investigado que se recusa a se submeter a procedimento que pode, em tese, incriminá-lo.
ERRADO.
NÃO IMPEDE a aplicação de sanções administrativas, ex.: Multa se não soprar o bafômetro.
O princípio da iniciativa das partes não impede o magistrado de reconhecer, de ofício, circunstâncias que interfiram na quantidade de pena aplicada.
CERTO
O princípio da ampla defesa engloba o direito à autodefesa do acusado, o que lhe assegura capacidade postulatória no âmbito do processo penal, sem prejuízo do direito à constituição de defensor técnico.
ERRADO.
O Princípio da Ampla defesa não lhe assegura capacidade postulatória. Só o advogado, no caso a defesa técnica que possui.
O princípio do duplo grau de jurisdição tem previsão expressa na Convenção Americana sobre Direitos Humanos,
promulgada pelo Decreto nº 678, de 06/11/1992, contudo não possui previsão expressa na Constituição da República de 1988.
CERTO
Durante a investigação criminal, a defesa técnica é imprescindível, em razão da observância dos princípios do
contraditório e ampla defesa do acusado
ERRADO
Não há obrigação de defesa no inquérito, por ser meramente administrativo, não incidindo contraditório e ampla defesa.
A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.
CERTO!
CPP Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação
analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.
O princípio da nacionalidade, como regra geral, é utilizado para a aplicação da lei processual penal no espaço.
ERRADO
Princípio da (absoluta) Territorialidade
De acordo com o Código de Processo Penal, é facultada ao Ministério Público a desistência da ação penal na hipótese de convencimento da inexistência de razões para a condenação do réu.
ERRADO.
Em função do princípio da indisponibilidade/ indesistibilidade.
Em todos os casos não terá efeito a confissão feita pelo investigado fora do interrogatório.
ERRADO
STJ–Teses fixadas em 2024:
I- A confissão extrajudicial somente será admissível no processo judicial se feita formalmente de
maneira documentada dentro de um estabelecimento estatal público e oficial. Tais garantias não podem ser renunciadas pelo interrogado e se alguma delas não for cumprida a prova inadmissível. A inadmissibilidade permanece mesmo que a acusação tente introduzir a confissão extrajudicial no processo por outros meios de prova, como por exemplo o testemunho do policial que acolheu.
II- A confissão extrajudicial admissível pode servir apenas como meio de obtenção de provas
indicando à polícia ou ao Ministério Público possíveis fontes de provas na investigação, mas não pode
embasar a sentença condenatória.
III- A confissão judicial, em princípio, é lícita. Todavia, para a condenação apenas será considerada a
confissão que encontre algum sustento nas demais provas, à luz do artigo 197 do CPP
Se um membro do Ministério Público, substituir ocasionalmente seu colega na lotação deste,
devido a férias do segundo, o primeiro poderá pedir a
absolvição de um réu em ação penal com denúncia que
o anterior oferecera, ainda que este houvesse deixado claro seu entendimento pela condenação.
CERTO
§1º do artigo 127 da Constituição Federal.
O membro do Ministério Público atua com independência funcional. Isso significa que, mesmo
quando substituindo outro promotor, ele pode formar
sua própria convicção sobre o caso, ainda que divirja do entendimento do colega que originalmente apresentou
a denúncia.
O Ministério Público tem como princípio a busca pela justiça, podendo, em qualquer momento do processo, inclusive nas alegações finais, requerer a absolvição do
réu, se entender que os fatos ou as provas não sustentam a acusação inicial.
A parte não será prejudicada pela interposição de um recurso por outro exceto se houver erro grosseiro ou extrapolação de prazo.
CERTO
Art. 579. Salvo a hipótese de má-fé, a parte não será prejudicada pela interposição de um recurso por outro.
Parágrafo único. Se o juiz, desde logo, reconhecer a impropriedade do recurso
interposto pela parte, mandará processá-lo de acordo com o rito do recurso cabível.
Princípio da Fungibilidade: art. 579 – exceções: erro grosseiro, extrapolação de prazo.
Diante do princípio da obrigatoriedade, o integrante do Ministério Público é obrigado a interpor recurso contra sentença penal absolutória.
ERRADO.
Não pode desistir do recurso. Mas não é obrigado a interpor.
Art. 576. O Ministério Público não poderá desistir de recurso que haja interposto.
Caso a parte interponha o recurso errado, por mero equívoco e de boa-fé, dentro do prazo para o recurso correto, o juiz o receberá e mandará processá-lo pelo rito do recurso cabível.
Caso a parte interponha o recurso errado, por mero equívoco e de boa-fé, dentro do prazo para o recurso correto, o juiz o receberá e mandará processá-lo pelo rito do recurso cabível.
Princípio que diz que para cada situação em regra só cabe um tipo de recurso.
UNIRRECORRIBILIDADE, UNICIDADE OU SINGULARIDADE
Exceções: interposição de embargos
infringentes e de nulidade para a parte não unanime da decisão, simultaneamente com recursos extraordinário (RE ou RESP) para a parte unânime
Tendo em vista o princípio da ampla defesa, é plenamente admissível recurso da parte, ainda que não tenha interesse na reforma ou na modificação da decisão.
ERRADO
Acerca da aplicação da lei processual penal no tempo, o art. 2º do Código Processual Penal adotou o sistema de isolamento dos atos processuais.
CERTO
Esse é o sistema adotado pelo artigo 2º do CPP. Cada ato processual é regulado pela lei vigente no momento de sua prática. Dessa forma, a** lei nova aplica-se aos atos realizados após sua entrada em vigor, sem prejudicar a validade dos atos já realizados sob a lei anterior.**
Outros sistemas não aplicados no Direito processual brasileiro:
O sistema de unidade processual não é aplicável ao direito processual penal brasileiro. Esse conceito
poderia ser entendido como a ideia de que o processo é regido por uma única norma do início ao fim, o que não ocorre na aplicação da lei processual penal, pois a lei nova incide imediatamente sobre os atos processuais futuros, respeitando os já realizados.
No sistema das fases processuasis implica a divisão do processo em diferentes fases, cada uma regida por normas próprias. No entanto, a aplicação da lei processual penal no tempo não se pauta por fases, mas sim pelo princípio do isolamento dos atos
processuais, que se aplica a cada ato processual individualmente.
É causa extintiva da punibilidade, relacionada ao princípio da oportunidade que norteia a ação penal privada.
ERRADO
A perempção não está relacionada ao princípio da oportunidade, mas ao princípio da disponibilidade, que rege as ações penais privadas. O princípio da oportunidade aplica-se ao momento prévio ao oferecimento da queixa-crime,
permitindo ao ofendido optar por ingressar ou não com a ação penal, são exemplos a renúncia e a decadência.
Já o princípio da disponibilidade permite ao querelante desistir da ação após iniciada, seja por manifestação expressa, seja por negligência, como ocorre na perempção.
Doutrinariamente, os sistemas processuais são divididos em sistema inquisitivo, acusatório e misto. Acerca das características dos sistemas processuais, no sistema inquisitivo o juiz exerce o papel de investigar, acusar e julgar.
CERTO
“Típico dos sistemas ditatoriais, tem como característica principal o fato de as funções de acusar, defender e julgar encontrarem-se
concentradas em uma única pessoa, que assume assim as vestes de um juiz acusador, chamado de juiz inquisidor.
Essa concentração de poderes nas mãos do juiz compromete, invariavelmente, sua impar cialidade. Afinal, o juiz que atua como
acusador fica ligado psicologicamente ao resultado da demanda, perdendo a objetividade e a imparcialidade no julgamento. Nesse sistema, não há falar em contraditório, o qual nem sequer seria concebível em virtude da falta de contraposição entre acusação e
defesa. Ademais, geralmente o acusado permanecia encarcerado preventivamente, sendo mantido incomunicável.
No sistema inquisitivo, não existe a obrigatoriedade de que haja uma acusação realizada por órgão público ou pelo ofendido, sendo lícito ao juiz desencadear o processo criminal ex officio. Na mesma linha, o juiz inquisidor é dotado de ampla iniciativa
probatória, tendo liberdade para determinar de ofício a colheita de provas, seja no curso das investigações, seja no curso do pro
cesso penal, independentemente de sua proposição pela acusação ou pelo acusado.