Trauma Flashcards

(102 cards)

1
Q

Parâmetros utilizado do RTS (revises trauma score)

A

Glasgow
PAS
FR

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Q

Parâmetros shock índex

A

> 1.3 = ptm

Fc / pas

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Q

ABC score

A

Pas < 90
Fc > 120
Fast +
Ou trauma abdominal penetrante

Positivo > 2

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4
Q

Tipos de choque hemorrágico
Grau I - parâmetros

A

Perda até 750ml ou até 15%
Fc < 100bpm
PAS normal
Pressão pulso (pas - pad): normal ou aumentada
FR 14-20
Débito urinário (ml/h): > 30
Status mental: normal ou discretamente ansioso
Terapia fluída inicial: cristalóides

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Q

Tipos de choque hemorrágico
Grau II - parâmetros

A

Perda 750-1500ml ou 15-30%
Fc 100-120bpm
PAS normal
Pressão de pulso: baixa
FR 20-30 irpm
Débito urinário: 20-30ml/h
Status mental: levemente ansioso
Terapia fluída inicial: cristalóides

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6
Q

Tipos de choque hemorrágico
Grau III
Parâmetros

A

Perda 1500-2000ml ou 30-40%
Fc 120-140bpm
PAS baixa
Pressão de pulso baixa
FR 30-40irpm
Débito urinário: 5-15ml/h
Status mental: ansioso/confuso
Terapia fluída inicial: cristalóide e hemoderivados

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7
Q

Tipos de choque hemorrágico
Grau IV
Parâmetros

A

> 2000ml ou >ht 40%
FC > 140 bpm
PAS baixa
Pressão de pulso: baixa
FR > 35 irpm
Débito urinária: < 5ml/h
Status mental: confuso/ letárgico
Terapia fluida inicial: cristalóides e hemoderivados

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8
Q

Indicações de via aérea definitiva

A

A: obstrução de via aérea; trauma maxilofacial; queimadura de face; sangramento de via aérea e tubo digestivo incoercível; lesões inalatorias;

B: apneia; insuf respiratória

C: hipoperfusao causando rnc e agitação

D: inconsciência e glasgow < 8

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9
Q

Trauma cervical com sintomas - hard signs -

A

Hemorragia incontrolável
Hematoma em expansão ou pulsátil
Hemoptise ou hematemese massiva
Choque
Insuficiência respiratória
Déficit neurológico compatível com isquemia cerebral, ausência de pulso
Ferida soprante

Vai pra cirurgia

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10
Q

Zona 1 no trauma cervical

A

Fúrcula esternal a cartilagem cricoide
É a transição cervicotoracica
Zona de difícil acesso, contendo ápices pulmonares, vasos da base, via aerea e trato digestivo
Seu acesso cirúrgico é desafiados. Às vezes faz toracotomia

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11
Q

Trauma cervical zona 2

A

Da cricoide ao ângulo da mandíbula
Zona cervical central: zona de mais fácil acesso, contendo vasos jugulares e carotideos, tireoide, traqueia, esôfago.
Sua exploração cirúrgica é relativamente mais fácil e uma cervicotomia ampla

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12
Q

Trauma cervical zona 3

A

Ângulo da mandíbula a base do cranio
Zona de difícil acesso, contendo vasos, glândulas, base da língua e região mandibular
Para acesso precisamos associar uma mandibulectomia

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13
Q

soft signs trauma cervical

A

Hemorragia pequena
Hematoma não expansível/pulsatil
Hemoptise ou hematemese pequena
Hipotensão responsivo a volume
Enfisema subcutânea
Disfonia
Disfagia
Saída de salivia

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14
Q

Trauma de esôfago

A

Quadro clínico: disfagia, sialorreia, saliva pelo ferimento
Se assintomático: 98% não tem lesão
Se alto risco: eda é o melhor exame

Se lesão positiva = cx precoce

Cx
- < 24h: debridamento + limpeza com SF + ráfia primária da lesão + interposição retalho muscular (evitar fístula T.E) + drenagem. Considerar tubo T

  • > 24h: esofagostomia + gastrostomia + drenagem
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15
Q

Classificação do tce

A

Leve 13-15
Moderado 9-12
Grave 3-8

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16
Q

Indicação de traqueostomia no trauma

A

Trauma de laringe: rouquidão + dor na região cervical + enfisema subcutâneo

Crianças < 8/12 anos

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17
Q

Diamante letal

A

Acidose + hipotermia + coagulopatia + hipocalcemia

A perda de sangue leva a hipotermia e coagulopatia, o estado de hipoperfusao é choque por sua vez leva acidose láctica, que piora o débito cardíaco, que piora a coagulopatia

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18
Q

Trauma região toracoabdominal

A

Limites
-superior: 4EIC (mamilo) e 7 EIC (ângulo da escapula)
-inferior: borda da última costela

Ferimentos no dorso/flancos: tc triplo contraste. Tratar conforme lesões encontradas

Ferimento penetrante + hemopneumotorax = toracoscopia

Ferimento penetrante + líquido livre abdominal (fast ou tc) = videolaparoscopia

Procurar lesão de diafragma
Se for a direita: conservador
Se for a esquerda: cirúrgico
Se diafragma lesão na toracosocpia: olha abdome

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19
Q

Choque neurogênico

A

Lesão das vias descendentes do sistema simpático da medula espinhal cervical ou torácica alta

Resulta da perda do tonus vasomotor e a perda da inervação simpática do coração

Caracterizado: hipotensão (vasodilatação dos vasos viscerais e extremidades inferiores) + bradicardia

Tratamento:
- infusão de líquidos
- uso de dva
- atropina: bradicardias com repercussões hemodinâmica significativas

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20
Q

Lesões risco iminente de morte no tórax

A
  • pneumotórax hipertensivo
  • hemotorax maciço
  • pneumotórax aberto
  • tamponamento cardíacos
  • lesão traqueobronquica central
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21
Q

Tratamento imediato do tamponamento cardíaco

A

Toracotomia anterolateral esquerda

Punção de marfan é medida heróica e ponte para toracotomia

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22
Q

Toracotomia de reanimação
Indicação e procedimento

A

Nível 1A: ferimento torácico + penetrante + paciente com sinais de vida

Abertura do pericárdio
Twist pulmonar
Clampeamento da aorta descendente
Massagem cardíaca intratoracics
Revisão de hemostasia
Medicações no ventrículo esquerdo

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23
Q

Indicações de Toracotomia de urgência no hemotorax

A

Drenagem imediata de 1500ml
Débito do dreno > 200ml/h em 2-4h
Necessidade continua de transfusões
Choque

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24
Q

Quadrilátero de Ziegler é suspeita de lesão no trauma penetrante

A

2 espaço intercostal
10 espaço intercostal
Linha paraesternal direita
Linha axilar anterior esquerda

Suspeita-se de tamponamento cardíaco

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25
Causas mortes imediatas
Rotura de aorta Contusão cardíaca Lesões penetrantes graves
26
Traumas torácicos e suas associações
Trauma de esterno: vírus ao cardíaca Trauma de costelas inferiores: órgãos intra abdominais Trauma de costelas superiores: contusão pulmonar e lesões de vasos (aorta) Trauma de escapula: trauma de vasos, pulmão e vias aéreas
27
Trauma pediátrico
*Epidemiologia - Principal causa de morde e morbidade na infância - Hipóxia e hipoventilacao são 5x mais comuns e é a causa mais comum de morte evitável após lesões em crianças - EUA: (>1 ano) FAF é a principal causa de morte em crianças e jovens adultos, seguido por colisões de veículos, mortes por afogamentos, incêndios residênciais, homicídios e quedas. - < 1 ano: homicídio é a principal causa - 60% que sofrem traumas multissistêmicos graves apresentam alterações residuais de personalidade um ano após a alta hospitalar, e 50% apresentam comprometimentos cognitivos e físicos. - quedas é o mais comum, porem raramente resulta em morte. - 80% dos ferimentos da infância poderiam ser previnidos com aplicação de estratégia de prevenção nos lares e comunidades * X-ABCDE - epiglote relativamente grande e flácida = lâmina reta - usar abaixador de língua e inserir guedel alinha à curva da orofaringe - tubo com cuff parece melhorar a precisão da capnografia, reduzir trocar de TET e melhorar a administração de pressão e VC. (pressão balonete < 20-25cmH20) - diâmetro do tubo: diâmetro da narina externa ou da ponta do dedo indicador - pré oxigenação: atropina 0,1-0,5mg/kg (< 1 ano) - sedação: etomidato 0,1-0,3mg/kg ou midazolan 0,1mg/kg - paralisia: succinilcolina ou vecurônio ou rocurônio - < 12 anos: não faz crico cirurgica. Máximo crico por punção, sabendo que ocorrerá hipercapnia progressiva. - bolsa-máscara pediátrica é para crianças < 30kgs (reduz barotrauma) - taquicardia e má perfusão são os melhores sinais para reconhecimento precoce da hipovolemia e necessidade de ressucitação - Peso estimado: 2 x idade (em anos) + 10 - Volume sg circulante total: 80ml/kg (<1 ano), 70ml/kg (>3anos) - PAS mínima = 70 + 2 x idade (em anos) - Acesso venoso: AVP fossa antecubital ou safena, 2a opcao intraósseo (tíbia anteromedial ou fêmur distal) - Acesso intraósseo nao pode ser feito em membro com suspeita de fratura ou houve falha de intraósseo prévio - Expansão com cristalóide: 10ml/kg - Hemotransfusão (CH ou sg total): 10ml/kg - Ressucitação balanceada: bolus inicial de cristalóide 20ml/kg + hemoderivado 10-20ml/kg + PFC/Plaq 10-20ml/kg - Principal mecanismo de morte é hipóxia (cursando com acidose respiratória). Logo, se fizer bicarbonato, vai tender a piorar a hipercapnia pelo aumento da afinidade da carboxihemoglobina - diurese: 2ml/kg (<1 ano), 1-1,5ml/kg (>1a-adolescência), >0,5ml/kg (adolescentes) > guia a ressucitação - Lesão de risco imediato mais comum em crianças = pneumotórax hipertensivo (estruturar mediastinais muito móveis) - Marcas no ombro ou de cinto abdominal ou fx lombar ou liquido intraperitoneal ou taquicardia persistente = suspeita de lesão abdominal - Bebês que estão muito chorosos e distensão abdominal (superior) = sonda orogástrica faz parte da ressucitação - crianças sofrem lesão medular sem anormalidades radiográficas com mais frequência que adultos - Fx de ossos longos e até pelve não geram tanto choque hemorrágico como adultos, deve-se suspeita de sangramento abdominal (mais comum) * Resposta a resposição - Respondedores precoces: resolver com SF - Respondedores: respondeu com SF e CH (parou de sangrar) - Respondedores transitórios: houve resposta inicial com SF e CH (ainda está sangrando) - Não respondedores: não respondeu a CH e SF > faz PTM * V-score (resposta verbal do glasgow) - 5: sorriso social, corrige e segue - 4: chora, mas consolável - 3: Persistentemente irritável - 2: inquieto agitado - 1: nenhum * Maus tratos infantis - tem taxa de mortalidade 6x maior que as lesões não intencionais - discrepância entre histórico e grau de lesão física - intervalo longo entre momento da lesão e atendimento médico * Queimaduras: <14 anos: 3SCQxPeso de RL em 16h). Tem que associar glicose Crianças tendem a ter queimaduras mais profundas Lembrar dos curativos com placas impregnadas com prata
28
Trauma geriátrico
Baixa energia e grandes lesões Alta de chance de não retornar s vida anterior após uma internação
29
Trauma gestante
Colocar a paciente em decúbito lateral esquerdo Mobilizar útero manualmente Coxim entre prancha e maca dle Primeira alteração de choque é alteração no bcf Transamim evitar Evitar vasopressores Cardiotocografia contínua (pelos menos 6h em acidentes automobilítiscos) e consulta com especialista Exames conforme suspeição, independente do feto Dreno de torax acima 1/2 espaços intercostais Contraindicacaina hipotensão permissiva
30
Critérios de internação para queimaduras
Queimadura 1 grau: eritema, sem bolhas. São dolorosas. Resolve em 7 dias 2 grau superficial: eritema com retorno capilar (no leito da bolha quando rompe), flictemas. Reepiteliza em 14 dias. 2 grau profundo: bolhas se rompem, eritema dem retorno capilar/superfície branca; superfície úmida ou cerea. Cicatriza (não pode ser chamado de reepitelizacao) em 21 dias. 3 grau: carapaça preta-marrom ou branca, seca. Vasos trombose dos. Ausência de bolhas. Tecido de granulação. Nao reepiteliza. Cicatrizes permanentes Critérios de internação - 3 grau: qualquer área - 2 grau: na criança > 10% | no adulto > 20% - 1 grau: > 75% - queimaduras importante da face, mãos e pés - queimaduras região perineal e genital - queimaduras circunferências de extremidades (tto escaratomia) - queimaduras elétricas (pedir ecg e u1) - queimaduras químicas - queimaduras de vias aéreas
31
Definição de grande queimado
- queimaduras de espessura parcial (1 e 2 graus) maior que 25% e/ou - queimadura de espessura total (3 grau) maior que 10% e/ou - queimadura de períneo - outros: lesão inalatória / politrauma / choque / tce / insufiencia renal, cardíaca ou hepática / coagulopatia / tep / iam / quadro infecciosos / síndrome de compartimento / doenças consumptivas
32
Superfície corporal queimada de períneo, palma, genitália, planta dos pés
1 %
33
Epidemiologia FAB
Fígado 40% Delgado 30% Diafragma 20% Colon 15%
34
Epidemiologia FAF
Delgado 50% Colon 40% Fígado 30% Vascular 25%
35
Indicações de laparotomia da fab
Instável Eviscerado Peritonite Empalhamento Sangramento persistente
36
Zonas do retroperitonio e indicações no trauma penetrante
Zona 1: zona central > aorta, cava, duodeno, pâncreas, origem dos ramos viscerais Zona 2: direita e esquerda. Rins, a drenais, ureteres, cólon direito ou esquerdo, vasos renais Zona 3: pelve, reto, vasos ilíacos e seus ramos, bexiga No trauma penetrante os hematomas de retroperitonio devem ser explorados independente da zona. ** zona 2: >> rins: explora de sg ativo >> colon: precisa rodar e excluir lesão >> ureter: se lesão for próxima pode ser conservador (angiotc) No traumas contusos: Zona 1 > explorar pelo risco de lesão vascular grave ou lesão pancreatoduodenal Zona 2 > explorar apenas os hematomas com sinais de complicação (expansão, pulsátil, falha terapêutica inicial) Zona 3 > não explorar, seguir manejo dos paciente com trauma de pelve
37
Classificação AAST para lesões esplênicas
Grau I: hematoma subcapsular < 10% da superfície ou laceração capsular < 1cm de profundidade Grau II: hematoma subcapsular 10-50% da superfície ou laceração 1-3cm de profundidade sem envolvimento trabecular Grau III: hematoma subcapsular > 50% da superfície ou hematoma intraparenquimatoso > 5cm ou laceração > 3cm de profundidade Grau IV: laceração envolvendo vasos segmentares ou hilares com devascularizacao de 25% do baço Grau V: baço completamente estilhaçado ou desvascularização completa
38
Trauma hepático
Grau 1: Hematoma subcapsular < 10% da área de superfícies ou laceração ruputa capsular <1cm de profundidade no parênquima Grau 2: hematoma subcapsular 10 a 50% da área de superfícies. Intraparenquimatoso, < 2 cm de diâmetro. Laceração 1 a 3cm de profundidade no parênquima e <10cm de extensão. Grau 3: hematoma subcapsular > que 50% da área de superfície ou em expansão. Ruptura capsular ou hematoma parenquimatoso. Hematoma intraparenquimatoso >2cm ou em expansão. Laceração > 3cm de profundidade Grau 4: dilaceração do parênquima envolvendo 25-75% do lobo hepático ou 1-3segmentos de Coinaudou mesmo lobo. Grau 5: dilaceração do parênquima > 75% do lobo hepático ou > 3 segmentos de coinaud do mesmo lobo. Lesoes de veias justahepáticas ou veias hepáticas / veia cava retrohepática Grau 6: avulsão hepática
39
Trauma esplênico
Grau III + IV + V e estável faz arteriografia com embolização Grau I e II: se blush ou pseudoaneurisma que arteriografia
40
Trauma de reto intraperitoneal
Manejo de trauma do tgi Lesões pequenas faz rafia em 2 planos Lesões maiores pode fazer ráfia, mas com drenagem local, colostomia em alça antes e lavagem do coto distal
41
Trauma de reto extraperitoneal
Considerar acesso perineal/retal ou não acessar, apenas drenar e realizar ostomia e lavagem
42
Conduta trauma vesical intra e extraperitoneal
Extraperitoneal: svd Intraperitoneal: cirurgia
43
Manobras de mattox e cattel-braasch
Manobras de rotação e deslocamento de vísceras para acesso cirúrgico ao retroperitonio Mattox: acessar as zonas I e II à E Cattel-braasch: acessar a zona II à D
44
Trauma de pelve
Suspeita: lençol nos trocanteres maiores/ fixação externa Maior parte do sangramento é venoso (plexo pressacral/paravesical) Manobra de lelly: Palpa sínfise púbica > deslocamento antero-posterior palpando espinhas > deslocamento supero-inferior palpando espinhas Classificação young and burgess - Compressão antero-posterior: abre a sínfise - Compressão lateral: abre a para mediano - Vertical Shear Reanimação - compressão externa pélvica (1A) - as cintas comerciais são superiores para controle hemorrágico (1C) - as cintas não devem ultrapassar 24h (1B) - toracotomia com clampeamento de aorta in extremis: em paciente com PCR no centro do trauma (<10 min) e não se prolongando > 15 min Instável - para a sociedade: PAS < 90 + FC 120 bpm + evidência de vasoconstrição (TEC >3s, frio, RNC, taquipneia e palidez) - PTM + tamponamento pélvico extraperitoneal + fixação externa + REBOA + arteriografia Estável > TC - se trauma moderado, pelve instável, blush > fixação externa + arteriografia - se trauma leve: tno Avaliar LE: fast + / empalamento / evisceração/ achados na tc
45
Trauma pelviperineal complexo
Fratura de pelve e comunicação da fratura com o meio externo (genital/retal/cutanea) Na emergência: estabilizar, compressa, Não explorar, exames (TC, UCM, restoscopia) TTO beaseado é o controle hemorrágico: reanimação volêmica, estabilização pélvica, identificação da fonte, controle venoso-arterial do sangramento * reanimação volêmica: PTM, transamin 1g APH, Hb alvo 7-9, T 36-37, Ph > 7,1, normocalcemia * Fixação ortopédica - interno: se não houver contaminação grosseira na fratura - externa: contaminação fecal ou extensa perda de partes moles *Identifacação da fonte: lesão intra abdominal é 30% (bexiga ou uretra) * Controle de sangramento - Packing + plus: tamponamento fica pouco eficaz, tem que associar a embolização - REBOA * Controle da infecção: - Atbterapia + dT - desbridamento amplo, curativo a vacuo e depois retalho miocutâneo - SVD: lesão de uretra posterior fechada é a mais comum. - Colostomia (40%) em 48h: indicado na zona 1 com perda extensa de partes moles Leva pro cc: limpeza + hemostasia o debridamento precoce Não é o momento de fechar primário Avaliar cistostomia se não possível passagem de svd Avaliar colostomia em alça se lesão perianal/anal (esfíncter deficiente). Lesão de uretra: - tentar inicialmente sondagem uretral ou cistostomia, com uso de cistoscópio antes da cirurgia e repara primário tardio se falha endoscópica - em penetrantes: tentar reparo primário Lesão uretral+retal - 50% das lesões é no colo vesical - nao adianta alinhamento endoscópico - tto é anastomose colouretral ou reparo com alinhamento uretral ou fechamento do colo e cistostomia - pelo risco de fístula, pode fazer nefrostomia Lesão vesical - intraperitoneal: rafia aberta e sondagem por 5-7 dias - extraperitoneal: sondagem por 2-3 semanas, salvo haja acometimento do trígono ou colo vesical
46
Trauma de laringe
Fratura palpável + rouquidão + enfisema de subcutâneo + estridor laríngeo Tem que garantir via aérea. É contra indicação RELATIVA para cricotireoidostomia. Indicação de traqueostomia de emergência
47
Manejo de HIC (soft pack)
HIC é pic > 22mmHg Pressão de perfusão cerebral: 60-70mmHg Tríade de cushing: hipertensão, bradicardia, depressão resp Herniacao transtentorial lateral (uncal): anisocoria ipsilateral a lesão Como avaliar não invasivo: - bainha nervo óptico > 6mm - tc com desvio de linha média e alagamento das cisternas da base - Doppler transcraniano: índice de pulsatilidade alto Manejo - cabeça centrada, posição neutra, elevada 30-45 - normo capnia, controle glicêmico, evitar febre, spo2 > 94, sódio limite superior - ppc alvo 60-70mmHg - se não resolver com as medidas acima, sedação profunda (rass -5) e solução hipertonica (1a linha) - considerar passagem de cateter de derivação ventricular externa - próximas linhas: hipotermia terapêutica, coma barbitúrico, considerar craniectomia descompressiva de resgate
48
Níveis motores
C1-2: flexão do pescoço C3: flexão lateral do pescoço C4: elevação do ombro C5: flexores do cotovelo (bíceps braquial) C6: extensores do punho (extensor radial longo e curto do carpo) C7: extensores do cotovelo (tríceps) C8: flexores dos dedos médio T1: abdutores dos dedos mínimos L2: flexores do quadril (iliopsoas) L3: extensores do joelho L4: dorsiflexao do tornozelo (tibial anterior) L5:extensores longos dos dedos do pé (extensor longo do hálux S1: flexores plantares do tornozelo (tríceps sural)
49
Níveis sensitivos
C5: borda lateral da fossa antecubital C6: dedo polegar, face lateral do braço C7: dedo médio C8: dedo mínimo, face medial do braço T1: borda ulnar da fossa antecubital T2: ápice da axila T3: terceiro espaço intercostal T4: mamilos ((4EI)) T5: Entre T4/T5 T6: nível do processo xifoide : : T10: umbigo T12: ponto médio lig inguinal (púbis) L2: terço médio anterior da coxa L3: côndilo femoral interno L4: mal solo interno L5: dorso do pé ao nível do 3 art. metatarsofalangeana S1: calcaneo S2: fossa poplitea S3: tuberisidade isquiática S4-5: área perineal
50
Classificacao trauma de colon
Grau 1: Hematoma ou contusão sem desvascularização. Laceração de espessura parcial (sem perfurar totalmente a parede do colon) Grau 2: Laceração < 50% da circunferência colônica (de espessura total ou não, mas sem envolver mais da metade do diâmetro Grau 3: Laceração > 50% da circunferência colônica (perfuração ampla, mas sem desvascularização siginificativa) Grau 4: Transecção completa do cólon ou de vascularização segmentar acentuada (comprometendo a irrigação) Grau 5: Desvascularização extensa ou envolvendo todo o segmento colonico acometido
51
Trauma pancreatico
Grau 1: Contusão menor sem lesão ductal ou laceração superficial Grau 2: Contusão maior sem lesão ductal e laceração maior sem lesão ductal ou perda tecidual Grau 3: transsecção distal ou parenquimatosa com lesão ductal Grau 4: transsecção proximal (à direita da vms) ou lesão parenquimatosa envolvendo papila Grau 5: destruição maciça da cabeça do pâncreas Tto Grau i e ii: TNO. Se operar por outro motivo, hemostasia local e drenagem do leito Grau iii: pancreatectomia distal (lateral a VMS) Grau IV/V: pancreatectomiaduodenotomia, exclusão pilorica, drenagem, e reop em 2 tempos
52
trauma duodeno
grau 1: hematoma envolvendo apenas uma pequena porção ou laceração de espessura parcial sem perfuração grau 2: hematoma envolvendo mais de uma porção ou laceração < 50% da circunferência grau 3: laceração 50-75% em D2 ou 50-100% em D1, D3 e D4 grau 4: laceração > 75% em D2 ou acometendo ampola ou ducto biliar distal Grau 5: laceração e descontinuidade do aparato duodenopancreatico ou desvascularização
53
Manobra de pringle estruturas e se eficiente
clampeia o ligamento hepatoduodenal (coledocodo, a. hepatica, veia porta) se mantiver sangramento, deve ser de veias hepaticas ou veias retrocava. dai a conduta pode ser clampeamento aorta, shunt aorta-caval, endoprotese
54
quando vacinar na esplenectomia
eletivo: 14 dias antes urgencias: 14 dias depois encapsulardo: meningo, pneumococo, haemophylus influenzae tipo B
55
sinal do destot
hematoma perineal/pelvico/escrotal pode considerar arteriografia
56
ROMAN Preditores de dificuldade de ventilação
R - radiação e restrição: rt cabeça e pescoço / restrição pulmonar (asma, dpoc, EAP, sara) O - obstrução/obesidade/ saos M - mask seal/ mallampati/ male A - age: > 55 anos N - no teeth. Os dentes permitem melhor acoplamento da máscara com a região malar
57
Lemon Preditor de via aérea difícil
L - look externally - ectoscopia/deformidade grosseiras E - evaluate 3-3-2 - avalia o tamanho da mandíbula, a distância de 3 dedos de abertura entre os dentes , a distância de 3 dedos no espaço submandibular, e de 2 dedos entre o hioide e cartilagem tireoide M - mallampati O - obstruction - hematomas / massas / lesões de vias aéreas / N - neck mobility- tentar sniffing position
58
indicacoes de craniectomia descompressiva no epidural
- > 30mm - Glasgow < 9 - DLM > 5mm (desvio Linha média) - deficits
59
indicacoes de craniectomia descompressiva no SUBDURAL
> 1cm DLM > 5mm Glasgow < 8
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indicacoes de craniectomia descompressiva no intraparenquimatoso
efeito massa deficit neurologico lesão > 50 cm³
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soft pack do tce
PAS 100/110 T >36 Glicose 80-180 Sato2 > 95% PaO2 > 100 Plaq > 75mil Na 135 - 145 PCo2 35-45 Cabeceira neutra, elevada e centrada 45º PICC < 15mmHg PPC > 60mmHg Analgesia e sedação rass 0 INR < 1,4 Hb > 7
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Classificação de Gustilo-Anderson
Tipo 1: fratura aberta com uma ferida < 1cm de comprimento e limpa Tipo 2: fratura aberta com laceração > 1cm de comprimento sem dores extensas de tecido macio, abas ou avulsões Tipo 3: fratura segmentar ferida com lesões extensas nos tecidos moles - a: cobertura adequada de tecidos - b: perda significativa de tecido mole com osso exposto que requer transferência de tecidos moles para obter cobertura - c: lesão vascular associada que requer preparo para a preservação de membros
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hemobilia e tríade de quincke
hemobilia: sangramento dentro do parenquima hepatico drenando pelo ductos biliares tríade de quincke - dor hcd - melena - icterícia
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trauma de uretra anterior
uretra peniana e bulbar queda a caveleiro uretrorragia e rua UCRM - avaliacao local de lesão e se completa contuso: cistostomia/realinhamento endoscopico penetrante: reparo primário no seguimento pode evoluir com estenose e tem que repetir a ucm - meato: meatotomia - peniana: enxerto de mucosa oral, retalho de pele (tecnicas substitutivas) - bulbar: Uretrotomia internar ( se < 1cm), anastomose termino terminal (2-3cm), enxertia mucosa oral
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trauma de uretra posterior
membranosa e prostatica fx de pelve - alta energia local mais comum: junção bulbomembranosa (uretra membranosa) urcm: padrão ouro tto: contuso > cistotomia / realinhamento endoscopico penetrante > reparo primário Seguimento: risco de estenose - anatomose com ou sem manobras de Webster
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trauma de bexiga%
hematúria macroscopica 95% associado a fx pelvica padrão ouro: UCM. quando disponivel cistoTC 85% dos casos extraperitoneais 15% tem associado com lesão uretral tto - extrap: SVD 20 a 24fr - intrap: cirurgia com rafia em 2 planos, drena, svd pelo menos 14 dias
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trauma renal
5% dos traumas G 1: subcapsualar G 2: < 1 cm G 3: > 1 cm G 4: pegar coletor G 5: shattering /avulsao QC: hematúria Se estável: TC TTO: - estável: observar e embolizacao se blush/pseudoaneurisma etc - instavel: cirurgia (G V, penetrantes, hematomas pulsateis) * Extravazamento de contraste via urinária: JJ + SVD Seguimento - urinoma: ATB, duplo J / nefrostomia
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trauma genital - tipos e tto
deslocamento testicular - reposicionamento manual ou orquidopexia hematocele - < 3x vol testicular: conservador - > 3x vol testicular: cirurgia para evitar orquiectomia Ruptura testicular - remover os coagulos, ressecar tubulos inviáveis, fechar albugínea
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classificação de lesão uretral na ucm
tipo 1: contusão com uretrorragia + ucm normal tipo 2: uretra alongada, porém sem extravazamento tipo 3: ruptura incompleta tipo 4: ruptura completa e afastamento < 2cm tipo 5: ruptura completa e afastamento > 2cm paciente com trauma penetrante: reparo primário trauma contuso + lesão parcial + estavel: svd com fio hidrofilico trauma contuso + lesão total + estavel: realinhamento primário endoscópico trauma contuso + lesão total + instavel: cistostomia + reconstrução definitiva em segundo tempo
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qual fratura de coluna cervical no trauma
C5 10% tem
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qual luxação de coluna é mais comum no trauma
C5 - C6
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Luxação atlanto occipital
morre na cena C1 -e atlas altissima energia
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fratura de jefferson
C1 fratura dos aneis nao causa compressão medular
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fratura de enforcado
fratura do processo posterior de C2
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fratura de chance
fratura do processo transverso acompanhado do sinal do cinto de segurança
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tratamento de trauma de colon
Grau I e Grau 2 (<50%): rafia primária, se estabilidade e boa condição local Grau III (<50%): segmentectomia + anastomose primária, se estavel e sem outras lesoes. Grau IV: segmentectomia + anatomose primário com ou sem proteção (derivação proximal) / ou / colostomia com encerramento de coto distal Grau V: ressecção extensa + colostomia para controle de contaminação + coto distal fechado ou exteriorizado
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técnica de vaughan
utilizada em trauma duodenal grave - duodeno raffia em 2 planos - exclusão pilorica (faz um gastroentero anastomose distal a lesão > tira a rafia do trânsito) em lesões < 2 cm: duodenorrafia
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Consenso europeu de hemorragia e coagulopatia no trauma
- Restrição cristaloide (1L) + nora no periférico precoce - Reanimação baseada no fibrinogenio e globulo vermelho ou plasma e CH (1:2) - meta de Hb > 7 - transamim empírico - calcio guiado (preferencia por cl de calcio) - fazer teg ou ttpa/rni, corrigindo fibrinogenio quando < 150 ou plaqueta < 50mil ou 100 mil no TCE/TRM * no APH: x-abcde com compressão/torniquete e scoop and run, sem certeza sobre o fluido * avaliação multiparamétrica: shock index, (>1,2), PP (<40mmHg), PoCUS, lactato, BE, coagulograma/VEG, TC corpo inteiro (inclusive no paciente instável) * hipotensao controlada: restrição cristalóide, PAM 50-60 (se neuro trauma PAM > 80 ou PAS >110), * metas: Hb 7-9, fibrinogenio > 150, plaq > 50mil (100 mil neuroT) * se uso de anticoagulantes: Complexo protrombinico 4 fatores, ou plasma se nao tiver * Em trauma, tempo é sangue
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Reversor de coagulopatia por medicação
Varfarina: - Complexo protrombínico (1a) > depleção principalmente do Fator VII - Plasma +/- Vit K 10mg IV Inibidor direto de trombina (dabigatrana) - Idarucizumab (1a) - nem tem no Br - Complexo protrombínico (2a) - hemodiálise (3a) Inibidor do fator Xa - Complexo protrombínico ou Andexanet HNF - protamina -
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Laparoscopia no trauma
Laparotomia não terapêutica (trauma contuso) - incidência de 30% - morbidade 20% - mortalidade 5% - obstrução 3% trauma penetrante - 41% morbidade - 60% não terapeutica - FAF 30% - FAB 16-61% Indicações - Trauma penetrante ferimento na transicao torocoabdominal - trauma contuso com liquido livre sem lesão víscera maciça - suspeita de violacao da cavidade peritoneal (USP) Tipos de laparoscopia - screening: indicacao para ver se houver penetração da cavidade abdominal - diagnóstica: faz o inventário da cavidade. evitar 45% de laparotomia em trauma contuso com liquido livre; evita 60% de LE nao terapeutica em ferimentos penetranges - terapêutica: sutura diafragmática é a sutura mais comumente realizada Na USP faz TC de abdome pre op, principalmente em traumas contusos e traumas penetrantes posterior, para avaliar lesões no retrop
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Consenso de Berlim - definição de politrauma
Todo trauma que carrega uma mortalidade > 30% Para dizer que há > 30% de mortalidade deve ter: - >= 2 lesões - AIS (Abbreviated Injury Scale) >=3 - >=1 critério de gravidade (idade > 70 anos, glasgow <=8, PAS < 90, BE -6, PTT >=40 ou INR > 1,4
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FAST PLUS e FAST- ABCDE
FAST P - sinfise pubica LUS - pulmao Publicação do JAMA 2018 como US sendo o 5 pilar ao exame físico, e cada letra você já pode usar o US - A: cervical US - B: LUNG US - C: ECHOCARDIO, vascular US, Abdominal US, soft tissue US - D: cranial US (bainha do nervo optico)
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Atendimento inicial - IMIST3 - AMBO
I - identificação M - mecanismo de trauma I - injuries (lesoes) e queixas S - sinais vitais T3 - (treatment and trends) tempo que demorou, qual tratamento ja fez e quem transportou esse paciente e como ele está, tendências A - alergias M - MUC B - background O -outras informações
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X-ABCDE ou X-CAB
X mecânico = compressão X fisiológico = medicamentos (CCP > 1500 UI EV - dose fixa, plasma). Ciraparantag reversor universal está em estudo. CAB - trabalhos evidenciaram a mortalidade aumenta quando em contexto de trauma no APH e no DE se intubar primeiro, sem reanimação. Dra Paula ferrada - It is time to reconsider the ABCs of trauma care - a pressão positiva pós intubação diminui o DC, visto redução de précarga e aumento pós carga. Além das questões das drogas de intubação da sequência rápida. * Via aérea fisiológica difícil (2015) - conceito de paciente que esta em extremis (chorado) e que está na sua reserva simpática no limite e ao intubá-lo, se coloca em risco sua fisiologia (risco pcr) - são os pacientes chamados HOp killers: hipotensos + hipoxêmicos + acidóticos - o tratamento é a sequência ressuscitativa de intubação: pre ox com masc / caf + volume (cristaloide e/ou sangue) + vasopressores (nora ou push dose de adrena 1:100). Não utilizar fentanil. Cetamina e/ou etomidato (pode até ser dose pela metade. Roncurônio -> oxigenação apneica (CN alto fluxo). IOT guiada por ePOCUS (se entrar no esofago, vc nao ventila) e sempre usando o bougie (kiwi grip) -
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PTM
definição: pacientes que precisarão de > 10 CH em 24h // > 4 CH em 1h // perda de maior que 50% em 3 horas // perda 1,5ml/kg/min em 20 minutos Indicações - muitas variáveis - Shock index > 1,2 - BE -12 (50% mortalidade) - Lactato > 13mmol (50% mortalidade) - PP <40mmHg - ABC score (PAS < 90, FC > 120, FAST +, trauma penetrante). 2 parãmetros - RABT score: trauma penetrante, FAST +, Shock Index > 1, fx pelvica. 2 parâmetros. score com maior área ROC - Trauma Associated Severe Hemorrhage (TASH) -> TASH score: sexo, Hb, BE, PAS, FC, FAST, FX pelve e fx de femur. Usado na alemanha para indicar PTM Lembrar que os Concentrados de Hemácia são pobre em 2,3-DPG (enzima tem o potencial de deslocar o equilíbrio da curva de dissociação da hemoglobina para a esquerda, facilitando a liberação de O2 em tecidos onde há baixa pressão do mesmo), além de ter citrato que é acido e anticoagulante Plasma: - tem pouco fibrinogenio - faz coagulopatia dilucional - faz TACO (sobrecarga volêmica) Protocolo HC - Retirou confundidores (analgesia e fez expansão com RL) - SI >1,2 + ABC score - 4CH 2 plasma 1 plaq (1 bolsa a cada 10kgs) + 1 crio (1 bolsa a cada 10kgs)
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Projeto ACERTO no trauma
ERAS/Acerto são diretrizes de cuidados perioperatórios para modulação do REMIT, intrevendo nas tres fases do ato cirurgico, visando a redução da morbidade e aceleração da recuperação pós operatória Feito inicialmente para pacientes estáveis e vítima de traumas penetrantes PRAP (programa de recuperação acelerada pós operatório) - preop: profilaxia antitetânica, transamim, TS/PAI, Atbprofilaxia - intraop: SNG e SVD após indução, normotermia (aquecimento com ar forçado), ISR e anestesia multimodal (lidocaína, ketamina), reposição volêmica guiada por metas), indicação seletiva de sondas e drenos, bloqueios de m. reto abdominal guiado por US com bupivocaína com vaso, profilaxia de nauseae e vomitos pre extubaçao (decadron, plasil e ondansetrona) - pos op: retirada imediata ou precoce de sondas e drenos, profilaxia nausea e vomitos, analgesia multimodal e poupadoras de opioide (dipirona, paracetamol, cetoprofeno, clonidina, lidocaína, repetir o bloqueio de bainha de reto, morfina), mobilização precoce, dieta liquida no D0, suspensão de fluidos, se tolerando dieta liquida oral, dieta sólida D1, tromboprofilaxia D1, fisioterapia respiratória e motora diária - alta hospitalar no D5: tolerância dieta sólida, eliminação de flatos, deambulação independente, dor controlada, ausência de sinais clínicos de complicações. Resultados: redução do tempo de internação, sem incremento no índice de complicações, reintervenções ou readmissão.
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Manejo G queimaduras
Q u e i m a d u r a s d e via aérea: A > VIA AEREA TIPOS DE QUEIMADURA: TIPO 1: edema de boca, faringe, glote, Q u e i m a d u r a s d e vibricia Por inalação de gas quente e Queimaduras d i r e t a Tipo 2: inalação de fumaça Queimaduras química Tipo 3: inalação de monóxido de carbono Hemacia prefere monóxido e ai não usa oxigênio Medidas: p e s s o a j á t e m 1° 100% 02 e m alto fluxo até que se prove ao contrário a lot precoce > para Tipo 1 0 2 1 0 0 % e m alto fluxo > m o n ó x i d o d e c a r b o n o Inalação com heparina > para fumaça e cianeto/ evita formação de fibrina nos alvéolos, quebra a fuligem B12 > hidroxicobalamina > é antídoto d o c i a n e t o Cianeto/ fumaça > lavado broncoaveolar Fazer broncoscopia precoce - C: circulação e perfusao Grandes queimados > grande inflamação e perda de volume, dilata mto Preciso repor v o l u m e P a r k l a n d e h c o i s a d e d i n o s s a u r o Não tem mais recomendação para reanimação do queimado, pois não considera comorbidades, idade etc, bem c o m o não considera c o m o a p e s s o a vai responder nas próximas 24h por sua h e m o d i n a m i c a A reposição é feita em alíquotas e ver c o m o r e s p o n d e > Se não está respondendo, você entra com noradrenalina precoce Na manutenção da reposição volemica é não passar 500 ml em 1 hora 1/3 área queimadax 10 e +100 (se maior que 80kg) ? Volume por hora > dose máxima infundada por hora d o paciente Restrição de cristaloide + nora precoce + manutenção baseada e m resposta individual clinica e de perfusao Qual parâmetro? Analise todos ao mesmo t e m p o C o m m a i s e v i d ê n c i a é d é b i t o urinário e u r e i a Outros : ht%, lactato e pocus Tipo se choque semelhante: pancreatite, grande queimado, sepse Indice de Ivy>falencia de reanimação com c r i s t s l o i d e Formula 6mlx kgx superfície de área w u e m a d a > que ai é plasma, nora essas coisas Ressuscitação enteral >> pacientes sem acesso ou em múltiplas vítimas, vai entrando hidratação Vo ou pro SNE E s c a r o t o m i a : > escara circunferencial (não é edema, consideraoc o u r o a c r o s t a m e s m o p a r a escara) isso é conduta de exceção
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Zona de Sauer-murdock
Zona delimitada pelas linhas hemiclaviculares, fúrcula esternal e rebordo costal inferior
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Explosão - tipos de lesão
1) Primária - Impacto na onda de choque no corpo - Ex: barotrauma pulmonar, ruptura membrana timpânica, ruptura do globo ocular, concussão cerebral, hemorragia ou perfuração intestinal 2) Secundária - Impacto de detritos da explosão no corpo - Ex: lesões penetrantes ou fechadas 3) Terciária - Impacto no corpo lançado pela explosão em superfícies ambientais ou fragmentos - Ex: Fraturas e amputações 4) Quaternária - Indepentende da 1a, 2a e 3x - Ex: queimaduras, inalação tóxica, lesão por esmagamento de aprisionamento sob escombros, agravamento de problemas de saúde 5) Quinária - Materiais tóxicos absorvidos pelo corpo a partir da explosão - Ex: febre, diaforese, Baixa PVC, edema tecidual
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Queimadura elétrica e complicações precoces
Mioglobinúria Sínd compartimental Arritimia cardíaca (12-24h) Necrose muscular
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Queimadura elétrica e complicações tardias
Catarata (bilateral, simétrica e progressão rápida semanas a anos após acidente) Atrofia óptica Paralisia de mm extraoculares Glaucoma secundário Neuropatia periférica crônica: parestesia, paresia ou dor neuropática Ossificação heterotópica Osteocrose nos pés e mãos
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Sinais de lesão contusa de aorta no raiox
- Alargamento no mediastino (em decúbito > 8cm; em vertical > 6cm) - Contorno anormal do arco aórtico - Derrame apical extrapleural (acima do apice do pulmão esquerdo) - Grande hemotorax esquerdo - Rebaixamento do bronquio esquerdo - Desvio da SNG para direita - Desvio da traqueia para direita - Rebaixamento do bronquio direito - Faixa paravertebral esquerda larga - Fx do primeiro e segundo arcos costais
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Classificação do trauma diafragmático
Grau 1: contusão Grau 2: laceração < 2cm Grau 3: laceração de 2 a 10 cm Grau 4: laceração > 10cm; perda de tecido < 25cm² Grau 5: laceração e perda de tecido > 25cm²
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Mecanismos das lesões
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ATLS 11 - x - Torniquete - indicação de via aérea definitiva - colar cervical - IOT
1) X - Exsanguinação - expor completamente área lesionada - compressão da área - se ferida profunda, packing - considerar aplicação de torniquete 1.1) Torniquete - sangramento nao controlado com compressão ou packing - sangramento arterial em jato - amputaçao total ou subtotal do membro - aplicar diretamente sobre a pele, 5 a 8 cm acima da lesão - não aplicar em articulação - se o sangramento nao cessar, aplicar outro torniquete 3-5cm acima do primeiro - os pulsos distais ao torniquete não devem ser palpáveis e o sangramento deve cessar - anotar horário de aplicacao em no prórprio torniquete. tempo ideal de até 2h 2) Colar cervical - deve ser colocado junto com headblock para suspeita de lesão - não é prioritário em relação as vias aéreas - movimentação em bloco e transporte com prancha rígida (para transportes curtos) - rolar o paciente em bloco e manter lateralizado é uma opcao se vomitos, grande quantidades de secreções em vias aéreas e aspirar vias aéreas - se paciente em insuf resp e adotar posição confortável, manter paciente nessa posição 3) Indicações de via aérea definitiva - apnéia ou redução do drive respiratório - oxigenação inadequada (após descartado pneumotórax) - glasgow 8 - grande superfície de área queimada > 40-50% - hematoma cervical expansivo - sangramento profuso de via aérea - trauma maxilofacial extenso sem possibilidade laringoscópica - lesão térmica de laringe 4) Intubação orotraqueal - todo sedativo tem potencial de agravar o estado hemodinâmico - VPP tende a reduzir o retorno venoso e agrave o quadro de choque - pacientes com oxigenação adequada através de uma via aérea pré hospitalar podem ter sua via aérea definitiva adiada até que as condições sejam ótimas - videolaringoscópico é o equipamento de escolha para laringoscopia, caso esteja disponível - fio guia ou introdutor de eschmann devem estar disponíveis e, idealmente, precisam ser utilizados - manobra de sellick deve ser evitada - pré oxigenar com ambu e máscara ou CNAF - deixar o paciente em proclive 20-30º - introduzir cateter oculos ou CNAF durante a intubação - extensão cervical pode ser considerada se a chance de lesão cervical é baixa - mesmo nos casos de lesão cervical suspeita, a prioridade é a via aérea - paciente agitados e intolerantes à pré O2 podem ser sedados - capnografia: sucesso de intubação caso haja curva de CO2 em ao menos 7 movimentos respiratórios
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ATLS 11 - fluxograma da via aérea - ISR - Drogas vaso ativas - Gestão do ventilador - via aérea cirúrgica
1) fluxograma da via aérea - preparaçao - ISR > sedativo + BNM -> 3 tentativas - Máscara laríngea ou AMBU -> 3 tentativas cada - via aérea cirúrgica 2) Sequência rápida intubação - só nao faz ISR, se em PCR - Ketamina (sedação) 0,5mg/kg - Ketamina (ISR) 0,5-2mg/kg - Etomidato 0,2-0,3mg/kg - FNT 0,5-1mcg/kg (paciente neurocrítico para evitar disautonomia do estímulo algico laringoscópico) - Rocurônio 0,6-1,2mg/kg (antídoto sugamadex) - Suxametônio 1mg/kg (piora hiperK) 3) Drogas vasoativas - Usado para minimizar efeitos das drogas da SRI ou em choque - Metaraminol 0,5-1mg bolus / 10mcg/kg - Fenilefrina 50mcg bolus / 1mcg/kg - Efedrina 6mg bolus / 0,5mcg/kg - Adrenalina 10-50mcg bolus / 1-5mcg/kg - Noradrenalina 0,1-1mcg/kg/min 4) Gestão do ventilador - conectar o mais breve possível - ventilação controlada a volme 6ml/kg / peep 5 / Fio2 100 / Fr 14 / Pco2 35-45mmHg 5) Via aérea cirúrgica - quando houver falha de intubação - hemorragia facial profusa - lesão determinada das vias aéreas superiores - trauma maxilo facial extenso - dema de glote
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ATLS 11 - drenagem torácica - abordagem conservadora do pneumotórax - nova definição de pneumotórax pequeno - pneumotorax hipertensivo tto - nova definição de hemotórax maciço ou hipertensivo - fraturas do arcabouço torácico - contusão pulmonar
1) Drenagem torácica fechada em selo d'agua - 5 EIC entre LAA e LAM - dreno 14 fr - gestante drena 1 a 2 EIC acima - na falta de dreno torácico usar TOT 2) TTo conservador pneumotórax - Indicadoo para pneumotórax pequeno e pneumotórax oculto nos pacientes assintomáticos, sem proposta de VM ou transporte aéreo subatmosférico, e sem hemotórax associado 3) Definição de pneumotórax pequeno - distância entre parênquima e arcabouço torácico de até 3,5cm (antes era entre 2-3cm) 4) Pneumotorax hipertensivo tto - Descompressão torácica digital no 5 EIC entre LAA e LAM (obesos) - Toracocentese de alívio: 5 ou no 2 EIC na linha hemiclavicular (gestantes) 5) Hemotórax maciço ou hipertensivo - sangue suficiente se acumula na cavidade pleural levando à hipotensão, em decorrência de efeitos combinados da hipovolemia e do comprometimento do retorno venoso - tto hemotórax maciço (tem hipotensão) é inicialmente drenar (dreno 24 fr) e depois considerar cirurgia - tto hemotórax sem hipotensão é drenar (dreno 14 fr), se alto débito de sangue na evolução, considera cirurgia 6) fraturas do arcabouço torácico - alta energia: esternos, escápula, 1 e 2 arcos - fraturas de costelas: a fixação de costelas pode ser benéficas 7) TTo Contusão pulmonar - Analgesia: paracetamol, aines, lidocaína IV, ketamina, evitar opioides, bloqueio de nervo intercostais - Evitar hiperhidratação - Suporte ventilatorio: FST resp, vni, iot
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ATLS 11 - Sinais e sintomas de hemorragia conforme perda volêmica - Shock índex - Acesso vascular adultos - Acesso vascular crianças - Reposição volêmica inicial em adultos - PTM - Hipotensão permissiva
1) Sinais e sintomas de hemorragia conforme perda volêmica -> Leve: resposta à ressucitação algo rápida e sustentada, base excess -2 a -6, FC e FR pode ser normal ou aumentada -> Moderada: FC > 100bpm, PAS normal ou diminuída PP diminuída, FR aumentada, nível de consciência diminuído, resposta à ressucitação transitória, base excess -6 a -10 -> Grave: FC > 120bpm, PAS < 90, PP diminuída, nívels de consciência muito diminuído, PTM, resposta à ressucitação mínima ou nenhuma, BE -10 ou menos 2) Shock índex - não indica PTM - <=0,7, normalidade - >=0,8, correlação com transfusão - >=1, correção com aumento de mortalidade 3) Acesso vascular adultos - via de escolha: 2 acessos periféricos de 16G ou 14G - caso acesso periférico esteja indisponível -> intraósseo até obtenção de acesso venoso central -- intraósseo adultos: úmero ou tíbia (médio distal ou médio proximal) 4) Acesso vascular crianças - Acesso periférico - Acesso intraósseo (fêmur distal ou tíbia anteromedial) - Acesso central femoral (nao indicado mais Jugulares) - Dissecção venosa 5) Reposição volêmica inicial em adultos - Sangue total (melhor opção) - CH, plaquetas, plasma - Se indisponível hemoderivados, cristalóides até a chegada do sangue (administrar o mínimo possível) 6) PTM - indicado para choque hemorrágico grave, não respondedores e respondedores transitórios, ABC score >=2 - estratégica hemostática 1:1:1 ou sangue total
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ATLS 11 - Alvo de PAS em TCE e TRM - Transamin (CRASH III) - Anticonvulsivante profilático - Profilaxia TVE no TCE
1) Alvo de PAS em TCE e TRM - TCE em > 15 anos = PAS >=100 - TRM em > 15 anos = PAM > 90 - TCE em < 15 anos = PAS > (70 + 2x idade) - TRM em < 15 anos = PAS > (70 + 2x idade) 2) Transamin - Indicado agora para TCE modereado ou grave (GCS <=12) ou TCE leve com sangramento ativo - tempo de evolução até 3horas do trauma - Realizado com 1g em 10 minutos e 1g em 8h 3) Anticonvulsivante profilático - Profilaxia se TCE grave <=8 ou ferimento penetrante do crânio - Profilaxia se TCE moderado associado a: depressão de crânio, HSD, contusão cortical, hematoma extradural ou epidural - Preferencia a levotiracetam e lacosamida (são opções à fosfofenitoína) 4) Profilaxia TVE no TCE - Iniciar tromboprofilaxia mecânica - Iniciar profilaxia química (enoxaparina) 24-48h pós TCE - TC seriada mostra estabilidade e não vai operar
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ATLS 11 - irrigação de queimaduras no APH - manejo de volume no APH - manejo das bolhas - tratamento do choque queimadura - Critérios de transferência dos queimados
1) Irricação de queimaduras no APH - devemos irrigar queimaduras por 20 minutos imediatamente com água corrente em até 3 horas do trauma - adotar medidas para prevenção de hipotermia - não usar gelo 2) Manejo de volume no APH e até o cálculo SCQ - < 5 anos: 125ml/h RL - 6 a 12 anos: 250ml/h RL - >=13 anos: 500mlh RL 3) Manejo das bolhas - Se for necessário as bolhas devem ser rompidas para avaliação da profundidade da queimadura 4) Tratamento de choque queimadura - Adultos (>=13anos): 2 x SCQ x Peso - Pediátricos (<13anos): 3 x SCQ x Peso - Parkland (trauma elétrico): 4 x SCQ x Peso - Taxa de infusão = volume encontrado / 16 h - O volume infundido deve ser ajustado conforme o débito urinário: adultos 30-50ml/h ou 0,5ml/kg/h, crianças 1ml/kg/h, elétrico 1-1,5ml/kg/h. Se baixo débito, aumenta 30% e vice-versa - conta o volume infundido no APH - evitar volume em bolus, exceto se hipotenso ou outros sinais de hipovolemia severa, pois extravaza muito para terceiro espaço 5) Critérios de transferência - Queimaduras de espessura total (3º) - Queimaduras paricais com >=10% SCQ - Queimaduras de 2 e 3 grau em face, mãos, genitália, pés, períneo ou articulações - Pacientes com comorbidades - Lesões traumáticas associadas - Dor de difícil controle (novidade) -Todos os pacientes com suspeita de lesão inalatória - Pediatricos (< 14 anos ou < 30kg): todos os casos pediátricos podem se beneficiar de encaminhamento devido a dor, curativos, reabilitação, suporte ao cuidador ou trauma não acidental - Todas as lesões químicas - Lesões de alta voltagem (> 1000v) - Lesão por raio
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