UTI Flashcards

(51 cards)

1
Q

Critérios de Berlim na Sara

A

Aparecimento súbito até 7 dias
Rx com infiltrado bilateral
Relação pao2/fio2
- <300: leve
- <200: moderado
- <100: grave

Origem: insufiencia respiratória não claramente explicada por icc ou sobrecarga volemica

  • ESCIM 2023: sugeriu retirar a necessidade de peep como critério diagnóstico e sugeriu CNAF como primeira opção em IRpA hipoxemica
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2
Q

Parâmetros ventilação protetora

A

Volume corrente 4-6ml/kg peso ideal
Pressão de platô < 30cmH2O
Driving pressure (PPlat- PEEP) < 15cmH20
Peep conforme tabela
FR < 35irpm
Hipercapnia permissiva (tolerar acidose respiratória de ph > 7,15, para manter ventilação protetora)

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3
Q

Indicação de prona

A

PaO2/fio2 < 150 com mais de 12 horas de ventilação otimizada

Prona por pelo menos 16h/dia

A prona diminui mortalidade e tempo de ventilacao

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4
Q

Indicação de bloqueador neuromuscular

A

Somente se assincronias incorrigíveis e mantém incapacidade de manter ventilacao protetora

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5
Q

Parâmetros que controlam oxigenação e pco2, respectivamente

A

Po2: fio2 e peep
Pco2: VC e FR

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6
Q

DOPES
O que é

A

Displacement: deslocamento do tubo ou mesmo seletividade

Obstruction: presença de secreção, rolha, kinking do tubo

Pneumotórax

Equipment: checar os cabos e conexões do aparelho

Stacked breaths (auto-peep): checar se o paciente não está apresentando hiperinsuflacao

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7
Q

DOTTS
o que é

A

Disconnect: desconecte o paciente da VM

Oxygen: garante oxigenação e ventilação via ambu

Tube position/funcition: cheque o posicionamento, tracione se necessário

Tweak the vent: ajuste a ventilação

Ultrassom: pocus (pneumotórax, pneumonia, deslocamento do tubo), raiox

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8
Q

Assincronias e tratamento

A

Disparo ineficaz: aumentar a sensibilidade do aparelho

Autodisparo: reduzir a sensibilidade do aparelho

Auto-peep: aumentar o tempo expiratório

Duplo disparo: aumentar o tempo inspiratório

Disparo reverso: aumentar o tempo inspiratório

Vazamento do sistema: revisão e trocar do circuito

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9
Q

Pneumonia associado a VM
- Critérios obrigatórios
- Medidas de prevenção

A

Iot há mais de 48h + infiltrado novo

Medidas de prevenção
- higiene oral
- despertar
- diminuir sedação e tempo de vm

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10
Q

PAVM
- agentes
- tratamento

A
  • staphylococcus aureus
  • pseudomonas
  • outros bacilos gram negativos (kpc, acineto)

*tto
- sempre cobrir pseudomonas: pipetazo, ceftazidime/cefepime/cefuderocol, aztreonam, cipro e levo, carbapenemicos, polimixinas, aminoglicosideos

Ceftriaxona e clavulin n cobre pseudomonas

  • avaliar resistência a stafilo resistentes a oxacilina: mais de 5 dias de internação, quadro grave/choque, em diálise -> vancomicina, teicoplamina, linezolida
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11
Q

Classificacao ASA

A

ASA I: saudável, nao fumante, não estilista ou com uso esporádico de álcool

ASA II: tabagista, gravidez, etilista social, imc 30-40, dm e has controlados, doença pulmonar leve

ASA III: dm ou has não compensada, dpoc, imc > 40, ait ou dac/stent há > 3 meses

ASA IV: iam, AVC, ait ou presença de dac/stent < 3 meses, drc naonsubmetidoa diálise programada

ASA V: ruptura de aneurisma de aorta torácico ou abd, trauma grave, hemorragia intracraniana com efeito de massa, disfunção de múltiplos órgãos/sistema

ASA VI: paciente com morte cerebral declarada, cujos órgãos estão sendo removidos para fins de doação

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12
Q

Não são fatores de risco para complicações pulmonares no pré op

A

Dm
Asma bem controlada
Imunossupressão
Obesidade

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13
Q

Quanto tempo de anticoagulação para risco de tev em cirurgias ortopédicas e gerais

A

Cirurgia em geral: 7-10 dias ou enquanto houver risco

Cirurgias oncológicas com intuito curativo: 4 semanas

Artroplastia de joelho: pelo menos 10 a 14 dias, sugere-se extensão por 4-5semanas

Artroplastia de quadril: 4-5semanas

Contra indicações absolutas: - hipersensibilidade aos anticoagulantes
- Trombocitopenia induzida por heparinas < 100 dias
- sangramento ativo (incluso do AVCh 2-4dias)
- bloqueio espinal ou coleta liquor < 2 horas

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14
Q

Tipos de infarto

A

Tipo 1: aterotrombose, ou seja, instabilidade de placa com necrose miocárdica do território irrigado pelo vaso acometido

Tipo2: situações de desbalanceado oferta-demanda (anemia, taquicardia, sepse)

Tipo 3: morre súbita de ordem presumidamente cardíaca

Tipo4: relacionado a procedimento coronariano percutâneo

Tipo5: relacionado a revasc miocárdica cirúrgica

Dx do tipo 4
- elevação de troponina acima de 5x o valor do p99 nos pacientes com valores nasais normais ou
- elevação > 20% quando a troponina era elevada já

Fluxo coronariano
- timi 0: sem fluxo
- timi 1: fluxo lento e sem preenchimento completo da circulação terminal
- timi 2: fluxo lento, mas que preenche toda circulação terminal
- timi 3: fluxo normal com irritação distal completa

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15
Q

Medicações para suspensão no pré op

A

AAS e clopidogrel: 5 dias (pode manter se alto risco cx e baixo risco de sg)

Liraglutida/victoza: 3 dias antes

Semaglutida/ozempic: 21 dias

iSGLT2 (dapaglifozina): 3-4 dias

DDP4 (“tinas): não precisa suspender

Varfarina: 5 dias (operar se inr <1,5) e fazer ponte com heparina

HNF: 4-6h

HBP: 12h

Dabigatrana: 1-2dias. Se clearance < 50, 3-5dias

Aines: 1-3dias

Anti diabéticos: suspender no dia da cirurgia. Clorpropramida: 2 dias. Metformina: 1-2dias.

Estrogenios: 4 semanas

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16
Q

Infeccao de corrente sanguinea relacionada a cateter
_ etiologias
_ clinica
_manejo

A

etiologias
- colonizacao da pele ou das maos dos profisisonais que manejam o catetre (principais s. aureus, s. coagulases negativos)
- contaminacao intraluminal:
- disseminacao hematogenica
- contaminacao da infusao da droga

60% das infeccoes de corrente sanguinea não tem inflamação local, porém quando ocorre apresenta alta especificidade (94-99%)

clinica: febre, calafrio, confusao mental, sinais flogisticos no local de insercao de dipositivo

Não há recomendacao para coleta periodica de culturas em dispositivos centrais

Agentes isolados em culturas que são obrigatórios a remoção: S. aureus, P. aeruginosa, candida spp e mycobacteria spp., bacilos gram negativos resistentes

remoção de cateter + 14 dias de atb

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17
Q

FR para ESBL

A
  • gastrosotomia
  • transplantados
  • drc
  • atb últimos 30 dias

EBSL TTO: imipenem 500mg 6/6h, meropenem 1g 8/8h, ertapenem 1g 24/24h

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18
Q

candida score

A

Candida score(probabilidade de infecção invasiva por cândida)
- sepse 2pts
- NPT 1pt
- Colonização multifocal por cândida 1 pt
- cx previa

diferencia aqueles pacientes que se beneficiariam do tratamento antifúngico precoce com equinocandinas (pontuação > 3pts)

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19
Q

qual a medida de prevencao que mais reduziu infeccao de corrente sanguinea

A

antissepsia no momento da puncao (visto que é o momento de ruptura da barreita epitelial)

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20
Q

Ervas no pre operatório

A

Alho: inibe função plaquetária de forma dose-dependente. Suspensão 7 dias

Ginko biloba: efeito anticoag e complicações relacionadas ao sg como hifema. 36h antes

Ginseng: reduz glicemia, disfunção plaq e aumenta TTPA e tempo de coagulacao. Suspensão 7 dias

Kava: agonista GABA. Suspender 24h

Erva de São João: inib recap 5-HT, dopamina e noradrenalina e ainda indução citocromo p 450, reduzindo efeito AINES. Suspender 5 dias

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21
Q

indicaçoes de revascularização pre op

A

assintomáticos
- anatomia coronariana favorável com baixo risco de complicação e alto risco de sucesso, principalmente nas lesões de tronco de coronaria esquerda
- pacientes com risco elevado de desfecho desfavorável, caso submetido a abordagem cirúrgica, estimado por um risco de mortalidade > 5% de causa cardíaca
- doença triarterial complexa em pacientes bons candidatos a revasculizacao cirúrgica

22
Q

JEJUM PRE OP

A

liquidos claros: 2horas
leite materno: 4horas
formula infantil e leite nao humano: 6h
alimentos frios, gordurosos, carner: 6h (podendo ser prolongado até 8h)

23
Q

sindrome da infusão do propofol

A

doses altas > 4mg/kg

hiperlipidemia + rabdomiolise + disfunção de multiplos órgãos

24
Q

principais papers em uti

A

ARMA: 6ml/kg e Pplatô < 30 é superior a 12ml/kg e Pplatô < 50. Para corrigir hipercapnia aumentar vol-minuto (VC x FR) e tolerar acidose respiratória leve

PROSEVA: prona em SARA P/F < 150 por 16h diminui mortalidade

ROSE: BNM rotineiro não diminui mortalidade e aumenta complicações. Só faz bloqueio se arritmias incontroláveis

EARLY GOAL (+ Process, Promise e Arise): tratamento guiado por metas (de PVC e Saturação venosa central) não diminui mortalidade e aumanta intervenções

SSC: culturas, atb em 1h se choque septico (3h se sepse), 25-30ml/kg em 3h (após fluidorresponsividade + fluidotolerância), noradrenalina se necessário para PAM > 65

VASST: evidência fraca de vasopressina no choque septico apos noradrelina

ABC trial: depertar diario + teste de respiração espontânea > diminui tempo de ventilação mecânica e mortalidade

NICE-SUGAR: controle intensivo de glicemica capilar em pacientes hiperglicêmicos aumenta mortalidade. Alvo ideal 140-180mg/dL. Insulina em BIC

STARRT: é seguro dialisar somente se urgência (não se guiar por Cr)

25
NVPO (nausea e vômitos no pós operatório) - FR - profilaxia
FR: sexo feminino, nao tabagista, jovens, tempo prolongado de anestesia, uso de anestesicos inalatorios (sevoflurano, isoflurano, halotano, enflurano) e NO Profilaxias: bloqueios regionais, anestesia venosa total, evitar opioides, hidratação no pós op, medidas ñao farmacológicas
26
escore de apfel
sexo feminino 1pt nao tabagismo 1pt historia de NVPO ou cinetose 1pt opioides pos op 1pt 3/4pts = risco elevado tto: ondansetrona
27
Infecção de corrente sanguínea e a relacionada ao cateter - critérios - patógenos - tto
ICS: presença de novos sinais inflamatórias e infecciosos após pelo menos 48h da inserção do cateter, na ausência de outros sítios infecciosos. Apesar da definição, o tempo médio é de 6 dias. Critérios: 1) agente: 1 par de hemocultura do sangue ou da ponta de cateter e 2 pares de hemoculturas perifericas, do mesmo agente etiológico 2) tempo: crescimento na cultura pelo menos 2 horas antes no cateter em relação a periférica 3) quantidade: 3x mais UFC no cateter Cateteres - curta permanência: shilley e swan ganz - longa permanência: permcath (hemodiálise), port-o-cath (químio), e picc (centrais de inserção periférica) Cateteres tunelizados (permcath e port-o-cath) são chamados assim por apresentarem um túnel subcutâneo antes de acessar a veia e um cuff na sua formação proximal, o qual gera fibrose. Isso cria uma barreira mecânica que limita a entrada da flora bacteriana na pele e ao longo da porção externa do cateter. Tunelite: hipertermia do óstio por mais de 2cm em direção ao túnel Infecção do óstio: hiperemia do óstio até 2cm do túnel Patógenos mais comuns - G+: estafilococos coagulase negativos , S. Aureus e Enterococcus. O s. Lugdunensis é o único estafilococo coagulase negativo com virulência semelhante à do s. Aureus, sendo tbm considerado um patógeno causador de infecção e não de contaminação da amostra - G neg: enterobactérias (klebsiella pneumoniae, e. Coli) e pseudomonas - fundos: cândidas spp * S. Aureus: risco de infecção metastática (endoftalmite, osteomielite, endocardite, artrite séptica, espondilodiscite, abscesso renais e esplênicos) Clínica: febre/calafrios, sinais de infecção local do cateter (normalmente não está presente), piora laboratorial, instabilidade, hipotermia, acidemia. Tto 1) retirada do cateter - curta permanência sempre - longa permanência, se: — sepse, sinais de instabilidade — infecção metastatica — embolizacoes — tunelite — prótese valvares ou ortopédicas — imunossuprimidos, neutropenicos, transplantados — persistência dos sintomas 48/72h após atb — s. Aureus, s. Lugdunensis, pseudomonas aeroginosa, cândidas, micobacterias, germes multiR 2) atbterapia empírica - cobertura G+ e G- - lockterapia + heparina : longa permanência - guiar para cultura após resultado - se fungo: anidulo, caspo - duração: 14 dias da primeira cultura negativa 3) culturas - coletar antes de iniciar atb emp - repetir se Cândida, s. Aureus e s. Lugdunensis acada 24 / 48 / 72 até 2 hemoculturas negativas 4) infecções metastático - S. Aureus, S. Lugdunensis, enterococcus faecalis (só eco) e cândida - ecocardiograma: 5 a 7 dia da 1 cultura positiva. Deve ser confirmado com um transesofagico - fundo de olho
28
Medidas de conforto
Morfina - para dor não tem limite: ou vc faz até tirar a dor ou ate intoxicar - dispneia — dose máxima 20-30mg IV — teoricamente 5mg IV de 4/4h — inicia 1-2mg IV. Resposta em até 10 minutos. Média de ação em 7 minutos. Se sem resposta, replicar a cada 8 minutos até alvo desejado, respeitando máximo de 30mg/dia — ou seja, passou de 5mg nesse manejo, já pode considerar refratário a dispneia — ex: titulação 3 mg (replicou 3x 1mg a cada 7 minutos). Então pode deixar de horário 1,5mg de 4/4h, pq daqui 3-4h vai ter atingido 1 t1/2 vida e vc vai completar com 1,5mg (aproveita a meia vida da primeira titulação) * na geriatria existem fontes que deixa dose cheia titulada 3mg de 4/4h, por ex. — se quiser passar pra bic: a vantagem é que não tem pico (então poupa efeito adverso - náusea/vomitos/prurido/mioclonia/miose/constipacao/sedacao/bradipneia/ - mas tem menos cobertura de dor intensa) — cuidados paliativos: bomba empírica com 10mg IV ou 2mg de 4/4h Tramadol é um opioide fraco e sintético e tem seu efeito dual de IRSN e agonista u opioide, porém como é parcial não é potente - quando colocado junto com a morfina pode competir com ela - comparado com a morfina é cerca de 200x mais fraco (em relação a u agonismo) - a metadona também tem efeito de IRS O tapentadol: - Exerce ação analgésica central por meio de dois mecanismos: 1) agonista sobre os receptores opioides tipo µ (MOR), com afinidade igual ou maior que 10 vezes sobre os receptores KOR (receptor opioide kappa) e os DOR (receptor opioide delta); 2) ação inibitória sobre a recaptação da noradrenalina (IRN). - A afinidade MOR é considerada modesta quando comparada aos agonistas puros, como a morfina cuja afinidade é 50 vezes maioR. opioide forte e também tem efeito na IRN - Sua ação IRN aumenta a liberação de noradrenalina pelas vias descendentes de inibição da dor no corno dorsal da medula espinhal, permitindo que essa substância se acumule nas sinapses. A noradrenalina liga-se aos receptores alfa2-adrenérgicos inibitórios dos neurônios pré e pós-sinápticos, inibindo o potencial de ação por mecanismos idênticos aos MOR, bloqueando os canais de cálcio pré-sinápticos e ativando os canais de potássio pós-sinápticos, hiperpolarizando a membrana. Em modelos de dor visceral, neuropática e inflamatória, ambas de natureza aguda e crônica, relatou-se ação IRN dose-dependente - O tapentadol IR está disponível em comprimidos de 50, 75 e 100mg. A dose recomendada é a cada 4-6h. dor aguda após bunionectomia e cirurgia dentária, na dor lombar e na dor articular de joelho e quadril. - O tapentadol ER está disponível em comprimidos de 50, 100, 150, 200 e 250mg. O tapentadol ER se mostrou eficaz nas dores lombar crônica, fibromiálgica, neuropáticas e relacionadas à osteoartrite, dor óssea oncológica, hiperalgesia por sensibilidade central -está proscrito em pacientes com íleo paralítico, função pulmonar prejudicada ou em locais sem monitorização ou equipamentos de reanimação. pacientes obesos com síndrome da apneia obstrutiva do sono e que usaram iMao nos últimos 14 dias também não podem usar
29
Tipos de acidose tubular renal
defeitos na secreção de H+ e reabs de bic para definir qual tipo basta saber ph urinário e K séric o * tipo 1: Ph > 5,5 e hipoK * tipo 2: Ph < 5,5 e hipoK * tipo 4: Ph < 5,5 e hiperK ​ - tipo 1- renal distal classica: - - defeito na reabsorção de bicarbonato pelas cels intercaladas alfa. Geralmente, defeito é na bomba H+-atpase (memb apical) ou canal AE1(memb basolateral -> tranporta bicarbonato para circulação e cloreto intracel) - - é o único tipo de ATR associado à dificuldade de secretar prótons no lúmen tubular, estando associada com pH urinário > 5,5 - - há hipocalemia, possivelmente decorrente da elevação da aldosterona por uma perda urinária importante de sódio - - causas: Sjogren, LES, AR, transplantado renal, anfotericina B, litio, bifosfonados (ac zoledrônico) - - a acidose sistêmica crônica contribui para a reabsorção óssea (estímulo da atividade de osteoclastos) e o aumento da calciúria, o que favorece a formação de cálculos (nefrolitíase) e a ocorrência de nefrocalcinose (deposição de cálcio no parênquima renal) - - classicamente apresentam hipocitratúria, provavelmente secundária a uma absorção exagerada de citrato no túbulo proximal, já que o citrato se transforma em bicarbonato. Isso significa que o túbulo proximal reage à acidose sistêmica reabsorvendo mais citrato, e isso predispõe à formação de nefrolitíase - - Suspeita: acidose metabólica de ânion gap normal, com ânion gap urinário positivo, pH urinário > 5,5 e hipocalemia - -TTO: reposição de bicarbonato e potássio ​ - tipo 2: renal proximal: - - defeito na reabsorção de bicarbonato no túbulo proximal. - - pode se localizar no canal NHE3 (troca sódio por próton na membrana apical), na bomba H+-ATPase (membrana apical), na anidrase carbônica intracelular (II) ou no canal de transporte de bicarbonato na membrana basolateral. - - causas: S. Fanconi (comprometimento generalizado da reabsorção de solutos no túbulo proximal, levando à perda urinária de glicose, aminoácidos, fosfato e ácido úrico), Doença de Wilson (sobrecarga de Cu que pode levar a fanconi), deposição de cadeias leves (amiloidose, mieloma multiplo), intox por Cd e Pb, ac valproico, inib anidrase carbonica (acetazolamida) e tenofovir - - suspeita: acidose metabólica de ânion gap normal, com ânion gap urinário positivo, com pH urinário < 5,5 e hipocalemia - - urina acida pelo defeito na secreção de amônia no túbulo proximal para tamponar os prótons no lúmen tubular - - hipocalemia pode decorrer do aumento da secreção distal de potássio, diante do aporte maior de bicarbonato. - - TTO: reposicao VO de Bic e K ​ - Tipo 4: distal hipercalemica: -- há 3 populacoes de celulas nos ductos distais: principais (reabs Na e secret K), intercaladas alfa (secretam H e reabs bic) e intercaladas beta (secretam bic) - - defeito na função das células principais do ducto coletor. - - redução na reabsorção de sódio pelo ENaC, aumentando a carga da face luminal da membrana apical. Essa carga mais positiva inibe o fluxo de prótons e potássio para o lúmen tubular, causando hipercalemia e acidose metabólica - - causas: hipoaldosteronismo hiporreninêmico correlaciona-se à nefropatia diabética e à nefrite intersticial crônica; uropatia obstrutiva, ou seja, uma síndrome pós-renal, é causa importante na população idosa de ATR hipercalêmica; insuficiência adrenal primária, deve-se lembrar da insuficiência adrenal autoimune e das infecções da adrenal (paracoccidioidomicose, tuberculose); IECA, BRA, Espironolactona, amilorida, bactrim F, AINES, Inib calcineurina (tacrolimus e ciclosporina), heparina (inibe a zona glomerulosa adrenal) - - suspeita: cidose metabólica de ânion gap normal, com ânion gap urinário positivo e hipercalemia. O pH geralmente é < 5,5, mas pode ser alcalino na uropatia obstrutiva. - - TTO: reduzir os níveis de potássio, em primeiro lugar, pois isso tende a aumentar a produção de bicarbonato pelo túbulo proximal
30
Acidose de AG aumentado -GOLD MARK
G - glicols (etilenoglicol) O - oxoproline: derivado do uso crônico de paracetamol; L - Lactato elevado D - D-lactato, que é produzido na sind intestino curto M - metanol A - aspirina R - renal failure (DRC, rabdomiólise) K - Ketoacidose
31
Acidose metabolica com AG normal (acidose hipercloremica) - DURHAM
D - diarreia U - ureteral diversion (bexiga de bricker) R - renal tubular acidosis H - hiperalimentação (S. realimentação ou hiperhidratação SF) A - Addison e acetazolamida: insuf adrenal e inib da anidrase carbonica M - miscelânea -> anfotericina B 1) Acidose 2) metabolica ou resp 3) AG normal ou aumentado (>12) 4) AG urinário - mede-se Na, K e CL urinário - NH4+ (Amonio) é um cation nao mensurado importante que funciona como tampão, diminuindo acidez na urina (NH3 e H+) * Ânion gap urinário = Na+ + K+ – Cl– = AN – CN * ânion gap urinário = AN – (NH4+) - Não dá para medir o amônio (NH4+) diretamente, mas pelo ânion gap, é possível estimá-lo. NH4+ = 0 (normal) - Se o ânion gap urinário for positivo (Na+ + K+ > Cl–), o amônio urinário (NH4+) será baixo, o que indica uma falha no sistema-tampão dos rins, sugerindo acidose tubular renal. - Se o ânion gap urinário for negativo (Na+ + K+ < Cl–), o amônio urinário (NH4+) será alto, o que indica que os mecanismos renais de excreção de ácido estão funcionando, sugerindo que a causa da acidose metabólica não é renal.
32
Sedação - fisiologia - drogas
Atua em duas vias: 1) redução da atividade neuro excitatória: glutamatérgica com atividades em dois receptores pós sinápticos (AMP-C e NMDA) 2) aumento da atividade inibitória: ação agonista gabaérgico, ativação pós sináptica via receptores GABA-A e GABA-B A modulação ocorre no Sistema Reticular Ascendente Anterior (SARA), que possui: > canais de Cl (leva a hiperpolarização do neurônio pós sináptico -> aumenta atividade GABA) > canais de Ca (promove a adesão da vesículga glutamatérgica na fenda) > canais de Mg (inibe receptores NMDA, reduzindo atividade neuro excitatória) GABA-A puros: diazepam, midazolan, lorazepam GABA-B puros: baclofeno GABA-like: Etomidato Antagonista NMDA: quetamina GABA-A + A. NDMA + Bloq Ca -> propofol
33
Propofol
* Propofol - se liga ao receptor GABA, promovindo influxo de cl e hiperpolarização dos neuronios pós sinápticos - atividade anti-glutamatérgica por bloqueios de receptores NMDA e bloqueio de Ca - pode suprimir a atividade simpática, levando a vasodilatação e depressão miocárdica - reduz a resistência de via aérea (boa escolha para pacientes asmáticos) - possui ação anticonvulsivante (bom para neurocrítico) - lipofílico, leva a sedação rápida - T1/2: 30-60 min, se acumula em tecido gorduroso - dose para sedação 0,5 - 3mg/kg/h (evitar > 4) - Boa escolha para pacientes em broncoespasmo e mal epilépticos que estejam estáveis - não tem efeito analgésico - carga calórica excessiva (a emulsão contém aproximadamente 1,1kcal/mL) - pode alterar a urina para verde - EA: hipotensão, bradicardia, hipertrigliceridemia, pancreatite, rabdomiólise e sindrome da infusão do propofol
34
Síndrome da infusão do propofol
- fisiopatogenia desconhecida - doses altas > 4/5 mg/kg/h e em infusões prolongadas (>72h) - FR: jovens, doença crítica, ingestão elevada de gordura e baixa ingesta de carboidratos, erros inatos de oxidação mitocondrial de ácidos graxos e infusão concomitante de catecolaminas ou terapia com glicocorticoides - Quadro: acidose metabólica grave, hiperlipidemia, arritmias, PCR, bradicardia aguda refratária, rabdomiólise, hiperK, IRA, aumento de transaminases, febre. - Diagnóstico de exclusão: quando supeitar, deve ser interrompido sua infusão
35
Hiperlactatemia - tipos
tipo A: - mais comum - ocorre secundário a hipoperfusão tecidual, qual a aumento do metabolismo aeróbio decorrente da hipóxia Tipo B: - não tem comprometimento da oxigenação - convulsão - linfoma - adrenalina - metformina - salbutamol - linezolida - propofol - disfunção mitocondrial - deficiência de tiamina - doença hepática
36
Benzodiazepínicos
- Podem ser usados de forma contínua ou intermitente - Atravessão a BHE - Atuam em receptores GABA-A, aumentando a velocidade de abertura dos canais de Cl - Latência longa: > 1 minuto - Cura duração - T1/2 3-11 horas - Possui metabólito ativo. Pode acumular - Metabolização hepática e excreção renal - Não tem efeito analgésico - EA: depressão cardiorresp, delirium e tolerância
37
Quetamina / C(K)etamina
- antagonista de NMDA - sedação dissociativa - estimula liberação de catecolaminas (aumeta FC, contratilidade cardíaca, fluxo sg cerebral) - ação broncodilatora - ótima droga em pacientes instáveis e sépticos - pode aumentar consumo de O2 miocárdico, não indicado em SCA - latência curta: < 1 minuto - cura duração: 30-60 minutos. Mas tem metabólitos que podem causar efeitos - dose analgesica (bic): 0,1mg/kg/h - dose alucinativa 0,2mg - 2mg/kg/h - dose sedativa 2mg/kg/h - T1/2: 2 horas - Possui efeito analgésico (droga poupadora de opioide) - EA: taquicardia, hipertensão, sintomas psicoativos
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Sedação mínina, moderada (consciente), profunda e anestesia geral
Sedação mínima = ansiólise - monitoramento: oximetria de pulso + observação clínica - manejo: manter vias aéreas abertas naturalmente; posicionamento adequado - intervenção: uso mínimo de dispositivos de manejo das vias aéreas; prontidão para intervir SOS Sedação moderada (consciente) - Oximetria, capnografia, sinais vitais - Manter a permeabilidade das vias aéreas com elevação da cabeça, chin-linft SOS - Intervenção: administração de O2 suplementar, uso de cânulas nasais ou máscaras faciais para suporte ventilatório Sedação profunda - capnografia contínua, oximetria, sinais vitias rigorosos - dispositivos supra-glóticos (máscara laríngea) preparados e disponíveis - manobras para abrir vias aéreas(jaw-thrust), uso de dispositivos supragloticos SOS Anestesia geral - capnografia, ecg, oximetria, PA nao invasiva ou PAI - IOT - Preparação de manejo de complicações graves, com todos os equipamentos de reanimação disponíveis e pessoal treinado em suporte avançado
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PFC - componentes - CI
Componentes: - albumina - fatores de coagulação - imunoglobulinas Dose: 10-15ml/kg Indicações - correção de fatores de coagulação - disfunção hepática com hemorragia - CIVD com hemorragia - reversão dos antag Vit K - tratamento do angioedema hereditário Contra indicação absoluta - intolerância a plasma e seus componentes - deficiência congenita de IgA na presença de anticorpos anti-IgA Contra indicações relativas - EAP - ICC
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Qual anestésico local sofre metabolização plasmática?
Todos os AL tipo éster (Procaína, cocaína, tetracaína, benzocaína) Os AL tipo éster também produzem o metabólito PABA (ácido para-aminobenzoico) que pode cursar com alergias
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dose padrão fentanil
20-50mcg/h 10 mcg fentanil = 1 mg morfina ev = 1mg de morfina vo
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dose padrão midazolan
0,02-0,2 mg/kg/h
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Protocolo Morte encefálica
Indicações: coma nao perceptivo, ausência de reatividade supraespinal e apneia persistente Para abrir protocolo ME precisa 1) lesão encefálica conhecida irreversível e compatível com ME demonstrada por angiografia cerebral, EEG, doppler transcrianiano ou cintilografia SPECT cerebral 2) ausência de fatores confundidores tratáveis (sedação, hipotermia, DHE) 3) tratamento e observação hospitalar > 6h 4) T > 35, SO2 > 94%, PAS > 100 / PAM > 65 Como fazer os exames do protocolo: 2 exames clínicos por médicos capacitados com > 1h diferença entre eles > testar: reflexo fotomotor, córneo palpebral, óculo-cefálico, vestíbulo-calórico, tosse > prova da apneia: ausencia de movimentos respiratórios por 10 minutos com uma PaCO2 > 55 Em geral, faz corticoide ev para melhor efetividade do tx pulmonar e reduz disfunção hepática após tx, e trata insuficiencia adrenal. tbm faz levotiroxina ev para tx cardíaco
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Reflexo fotomotor e consesual - qual nervo
Aferência: optico NC II Eferência: oculo motor NC III
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Reflexo da tosse - qual nervo
NC X - vago
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Reflexo oculo-cefálico - nervo
Olhar fixo - olhos de boneca aferência NC VIII (vestibulo coclear)
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Reflexo corneo-palpebral - nervo
Não pisca o olho Aferencia da cornea - NC V (trigêmeo) Eferência para piscar (M. orbicular do olho) - NC VII (Facial)
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Reflexo vestíbulo calórico - nervo
Agua fria no ouvido e o olho desvia ipsilateral Aferência vestíbulo coclear
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Contra indicação de prona
queimadura em face e regiao ventral do corpo instabilidade de coluna cervical hipertensão intracraniana arritmias graves ou hipotensão severa esternotomia recente fx pelvicas peritoneostomia cateter dialise e dreno de torax nao contraindica
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Contra indicação absolutas a doação de orgãos
Sepse incontrolável Neoplasia maliga nao tratada ou suspeita Comprometimento hemodinâmico severo e prolongado HIV com progressão Doenças virais ativas (hepatite) Uso de drogas ilíicitas recentes Internação prolongada em uti (>10dias)
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brain trauma foundation - indicação para monitorização da pic
1) glasgow de 8 ou < e TC crânio anormal 2) Tc crânio normal + qualquer critério a seguir: >= 40 anos, PAS < 90 ou postura patológica