Diversos Flashcards

(23 cards)

1
Q

Quais são as principais mioscinas e suas funções?

A
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Q

Quais as indicações de avaliação pre exercicio, segundo a SBC, conforme a idade?

A
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3
Q

O que é estroboloma?

A

O estroboloma é a parte da microbiota intestinal que controla o metabolismo dos estrogênios via enzima β-glucuronidase.
Ele pode regular a carga hormonal estrogênica sistêmica, influenciando risco de doenças hormonio-dependentes (câncer de mama, endométrio, endometriose, miomas), além de atuar em saúde óssea, cardiovascular e metabólica.

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4
Q

Quais as propriedades da berberina?

A
  1. Ativação da AMPK semelhante à metformina.
    1. Modulação da microbiota intestinal → atua ajustando a composição bacteriana, reduzindo disbiose e endotoxemia metabólica.
    2. Ação anti-inflamatória e antioxidante → comprovada em modelos de resistência insulínica, síndrome metabólica e esteatose hepática.
    3. Melhora do perfil lipídico / inibe PCSK9 → reduz LDL-colesterol, triglicérides e tem efeito hipolipemiante adicional por modular PCSK9 (semelhante a estatinas/alirocumabe).
    4. Outros efeitos:
      • Inibe diferenciação de adipócitos (ação antiadipogênica).
      • Promove autofagia.
      • Melhora sensibilidade à insulina (reduz HOMA-IR, glicemia de jejum, HbA1c).
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5
Q

Qual micronutriente pode estar associado a broncodisplasia e retinopatia da prematuridade, quando deficientes em bebes prematuros?

A

Selenio

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6
Q

Qual é o papel da N-acetilcisteína (NAC) nos transtornos mentais?

A
  • A NAC é precursora da glutationa.
  • Atua na redução do estresse oxidativo e na modulação glutamatérgica.
  • Evidências mostram benefícios como adjuvante em depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia.
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7
Q

Qual a evidência do uso de Lactobacillus helveticus e Bifidobacterium longum nos transtornos mentais?

A

• L. helveticus associado a B. longum melhora sintomas de ansiedade e depressão leve (psicobióticos).

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8
Q

Quais são as recomendações das diretrizes ADA 2023, KDIGO 2022 e Diretriz Brasileira de Diabetes 2023 sobre o uso de metformina e iSGLT2 em doença renal crônica?

A
  • Metformina deve ser descontinuada se TFGe < 30 mL/min.
  • iSGLT2 (ex.: empagliflozina) devem ser mantidos até TFGe ≥ 20 mL/min pelos benefícios cardiorrenais.
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9
Q

Quais são as recomendações das diretrizes sobre suspensão de estatinas em caso de elevação da CPK?

A

Suspender imediatamente a estatina se CPK > 10x LSN, com ou sem sintomas.
Se CPK 3–10x com sintomas → avaliar caso a caso, podendo reduzir dose ou trocar fármaco.
Uso contínuo é mandatário em prevenção cardiovascular, não devendo ser interrompido apenas por alcance da meta ou por ajuste alimentar.

📖 Fonte: AHA/ACC 2018; ESC/EAS 2019; Diretriz Brasileira de Dislipidemia 2023 (SBC/ABRAN/SBEM).

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10
Q

Quais são os pilares do diagnóstico e tratamento da esofagite eosinofílica (EoE) segundo as diretrizes atuais (AGA 2023, ESPGHAN 2022, ABRAN/BRASPEN), incluindo critérios diagnósticos, dieta, farmacoterapia e cuidados nutricionais?

A

- O diagnóstico de EoE não pode ser firmado apenas clinicamente → exige endoscopia com biópsia (> 15 eosinófilos/campo de grande aumento).
- A dieta de eliminação 6-FED é estratégia padrão, com reintrodução sequencial monitorada por endoscopia.
🍎 6-FED (Six Food Elimination Diet): excluir leite, trigo, ovo, soja, nozes/amendoim e frutos do mar.
• Após melhora clínica e histológica, fazer reintrodução sequencial com controle endoscópico para identificar gatilhos.
❌ Aporte calórico-proteico : Calorias: adequação ao estado nutricional, com atenção em crianças para crescimento.
• Proteínas: 1–1,2 g/kg/dia em adultos; 1,2–1,5 g/kg/dia em crianças/adolescentes.
Suplementação com fórmulas elementares pode ser necessária em casos graves.
- Risco de deficiências (cálcio, vitamina D, ferro, zinco, proteínas). A suplementação individualizada se houver risco de carência.
- IBP e corticoide tópico (ex.: budesonida deglutida) são terapias farmacológicas de primeira linha.
- Biológicos (dupilumabe) são indicados em casos refratários

Fonte: Guidelines - AGA 2023, ESPGHAN/ESPGHAN 2022, ABRAN/BRASPEN

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11
Q

Quais são as diferenças principais entre fibras musculares tipo I e tipo II e suas implicações clínicas e nutricionais segundo consensos internacionais (ESPEN, ASPEN, ESPGHAN)?

A

Tipo I (oxidativas lentas): contração lenta, resistentes à fadiga, ricas em mitocôndrias e mioglobina, coloração vermelha, metabolismo oxidativo usando ácidos graxos e glicose; função em postura e endurance; preservação em doença crítica com suporte proteico e mobilização ; exigem energia e micronutrientes como ferro e vitamina B12.
Tipo II (rápidas): contração veloz, fadiga precoce; subtipos IIa (oxidativo-glicolíticas) e IIx/IIb (glicolíticas rápidas); coloração clara, menor densidade mitocondrial, metabolismo glicolítico; função em esforços explosivos e força; mais vulneráveis à atrofia ; preservação com proteína elevada (1,2–2 g/kg/dia) e leucina.
Contextos clínicos: pacientes críticos perdem rápido fibras tipo II (fraqueza adquirida na UTI); crianças desnutridas preservam tipo I mas têm déficit de tipo II, com atraso motor.
Esporte: tipo I essenciais em resistência (energia contínua), tipo II predominam em força e potência (suporte proteico + treino resistido).
Síntese: equilíbrio depende de energia, proteína, micronutrientes e mobilização precoce para evitar sarcopenia e perda funcional.

Fonte: ESPEN Guidelines on Clinical Nutrition in Critical Illness (2021); ASPEN Clinical Guidelines for Nutrition in Critical Illness (2020); ESPGHAN Pediatric Nutrition Recommendations (2018).

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12
Q

Qual o papel ativo do tecido adiposo na caquexia segundo ESPEN, ASPEN e ESPGHAN?

A

• Ativo na perda de peso: lipólise exacerbada (ATGL, HSL) → ↑ ácidos graxos livres.
• Browning patológico: induzido por IL-6 e PTHrP → termogênese UCP1 → gasto energético ↑.
• Inflamação: secreção de adipocinas (leptina, resistina, adiponectina alterada) em sinergia com IL-1, IL-6, TNF-α → acelera perda de gordura e músculo.
• Pediatria: também envolve tecido adiposo; ESPGHAN enfatiza nutrição precoce para prevenir desnutrição e impacto no crescimento.

Fonte: ESPEN Cancer Cachexia Guidelines (2021); ASPEN Oncology Nutrition (2020); ESPGHAN Pediatric Nutrition Recommendations (2018).

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13
Q

O processo de lipólise aumentada e browning do tecido adiposo ocorre apenas na caquexia?

A

❌ Não.
• Fisiológico: exercício intenso, frio e jejum → lipólise e browning benéfico.
• Patológico: sepse, doenças crônicas (DPOC, IC, DRC), hipertireoidismo → também ativam lipólise.
• Caquexia: diferencial é a persistência e intensidade, com ação de IL-6, TNF-α, PTHrP tumoral, levando a lipólise exacerbada, browning patológico, gasto energético ↑ e inflamação sistêmica, que amplificam a perda muscular.

Fonte: ESPEN Guidelines on Cancer Cachexia (2021); ASPEN Clinical Nutrition in Oncology (2020); ESPGHAN Pediatric Nutrition Recommendations (2018).

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14
Q

Como interpretar VCO2 alto e QR alto?

A

🔥Acidose metabólica, hiperventilação, hipermetabolismo, excesso de carboidratos

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15
Q

Como interpretar VCO2 baixo e QR baixo?

A

❄️
Alcalose, hipometabolismo, fome, cetose, hipoventilaçao, underfeeding, oxidação de etanol

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16
Q

Relembre os estudos envolvendo os análogos do GLP1/GIP

17
Q

Relembre as dietas com restrição de carboidratos e seus valores de ingestão

18
Q

Qual é o padrão laboratorial típico da anemia de doença crônica e qual o papel da hepcidina nesse processo?

A

📌 Anemia de doença crônica
• Microcítica ou normocítica
• Ferro sérico: normal ou baixo
• Ferritina: normal/alta (fase aguda)
• Saturação de transferrina: baixa
• Hepcidina: elevada

🧬 Hepcidina
• Produzida pelo fígado sob estímulo de citocinas inflamatórias (ex.: IL-6)
• Bloqueia a ferroportina → impede saída de ferro dos macrófagos e enterócitos
• Causa sequestro de ferro e redução da absorção/liberação plasmática
• Resultado: ferro circulante baixo mesmo com estoques adequados

19
Q

Qual a relação entre suplementação crônica de zinco em excesso e deficiência de cobre? Quais as consequências clínicas?

A

📌 Mecanismo:
• Excesso de zinco ↑ metalotioneína no enterócito.
• Metalotioneína tem alta afinidade pelo cobre → aprisiona-o no enterócito.
• O cobre complexado é eliminado na descamação intestinal.
➡️ Resultado: deficiência funcional de cobre, mesmo com ingestão normal.

📌 Consequências clínicas:
• Anemia microcítica ou normocítica (sem cobre, ferro não é mobilizado).
• Neutropenia.
• Neuropatia periférica sensitivo-motora, semelhante à deficiência de B12.
• Alopecia e fragilidade capilar.

20
Q

Revise os valores diagnosticos da DM

21
Q

Como deve ser calculada a oferta calórico-proteica no paciente obeso crítico, segundo ASPEN/ESPEN?

A

• Calorias
• 11–14 kcal/kg/dia de peso corporal real → IMC 30–50
• 22–25 kcal/kg/dia de peso corporal ideal → IMC > 50

•	Proteínas
•	2,0 g/kg/dia de peso corporal ideal → IMC 30–40
•	2,5 g/kg/dia de peso corporal ideal → IMC ≥ 40

•	Observações adicionais
•	Sempre que possível, usar calorimetria indireta
•	Avaliar balanço nitrogenado/massa magra
•	Alternativa: 1,3 g/kg/dia de proteína pelo peso ajustado

📌 Fonte: ASPEN / ESPEN – terapia nutricional no obeso crítico

22
Q

Como ocorre a distribuição e a utilização do glicogênio nas fibras musculares durante o exercício de alta intensidade?

A
  • Intramiofibrilar: energia rápida para contração. (84% nas fibras II)
  • Intermiofibrilar: suporte mitocondrial. (77% nas fibras I)
  • Subsarcolemal: transporte de íons/glicose.
23
Q

🔎 Quais são os critérios diagnósticos para caquexia cardíaca?