Qual o teste mais simples para iniciar a suspeita de sarcopenia em idosos?
Força de preensão palmar (handgrip). Corte: < 27 kg em homens, < 16 kg em mulheres.
O que caracteriza “sarcopenia provável”?
Baixa força muscular (handgrip baixo ou teste da cadeira > 15 s).
Como confirmar sarcopenia após suspeita clínica?
Documentar baixa massa muscular (DXA, BIA, ou circunferência de panturrilha).
Qual critério define sarcopenia grave?
Baixo desempenho físico, especialmente velocidade de marcha < 0,8 m/s em 4 metros.
Quais são os valores de referência de massa muscular por DXA?
Homens < 7,0 kg/m²; Mulheres < 5,5 kg/m² (IMMEA).
Por que a velocidade da marcha é tão usada na geriatria?
Porque reflete função global: força, equilíbrio, risco de queda e sobrevida.
Qual a diferença entre fragilidade e sarcopenia?
Fragilidade é síndrome clínica de vulnerabilidade; sarcopenia é perda de massa/força muscular ligada à idade.
O que diferencia sarcopenia de caquexia?
Caquexia ocorre em doenças crônicas graves (ex.: câncer), com perda de peso involuntária mesmo com oferta calórica adequada.
O que é obesidade sarcopênica?
Quando o idoso apresenta excesso de gordura corporal associado a baixa massa muscular, aumentando risco de quedas e mortalidade.
Qual é a base do tratamento da sarcopenia?
Exercício resistido supervisionado + dieta adequada em energia e proteínas.
Qual a recomendação proteica prática para idosos com sarcopenia?
1,0–1,2 g/kg/dia (podendo chegar a 1,5 g/kg/d em doença aguda ou fragilidade).
Qual micronutriente é fundamental para função muscular além da proteína?
Vitamina D, pois baixa dosagem aumenta risco de quedas e sarcopenia.
Quais suplementos têm maior evidência no idoso com sarcopenia?
Proteína (whey), leucina/HMB, vitamina D, e eventualmente creatina (se função renal adequada).
Qual IMC é considerado aceitável em idosos?
IMC entre 23 e 29 kg/m² é geralmente associado a menor mortalidade.
Qual exame simples pode indicar risco nutricional em idosos institucionalizados?
Circunferência da panturrilha (≤ 33 cm em mulheres, ≤ 34 cm em homens).
Quais sinais clínicos simples sugerem risco nutricional?
Perda de peso involuntária, fraqueza, marcha lenta, quedas frequentes.
Por que a deficiência de vitamina B12 é comum em idosos?
Hipocloridria e uso crônico de antiácidos/IBP reduzem absorção da vitamina.
Qual exame é mais confiável para investigar deficiência de B12 em idosos?
Ácido metilmalônico sérico (mais sensível que apenas a dosagem sérica de B12).
Qual a conduta em idosos com deficiência de B12 sintomática?
Reposição parenteral (intramuscular) para garantir absorção.
Qual a relação entre vitamina D e quedas em idosos?
Deficiência aumenta risco de quedas e fraturas; suplementação com cálcio reduz fraturas em institucionalizados.
Por que megadoses únicas de vitamina D devem ser evitadas em idosos?
Aumentam risco de quedas e fraturas.
Quais minerais têm papel relevante na função neuromuscular e óssea em idosos?
Magnésio e zinco (baixa ingestão é comum nessa faixa etária).
O ferro deve ser reposto rotineiramente em idosos?
Não. Só quando há deficiência documentada e após investigar sangramento oculto.
Qual o principal objetivo da dieta em idosos com diabetes?
Evitar hipoglicemia e perda de massa muscular, com metas individualizadas.