Geriatria Flashcards

(66 cards)

1
Q

Qual o teste mais simples para iniciar a suspeita de sarcopenia em idosos?

A

Força de preensão palmar (handgrip). Corte: < 27 kg em homens, < 16 kg em mulheres.

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2
Q

O que caracteriza “sarcopenia provável”?

A

Baixa força muscular (handgrip baixo ou teste da cadeira > 15 s).

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3
Q

Como confirmar sarcopenia após suspeita clínica?

A

Documentar baixa massa muscular (DXA, BIA, ou circunferência de panturrilha).

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4
Q

Qual critério define sarcopenia grave?

A

Baixo desempenho físico, especialmente velocidade de marcha < 0,8 m/s em 4 metros.

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5
Q

Quais são os valores de referência de massa muscular por DXA?

A

Homens < 7,0 kg/m²; Mulheres < 5,5 kg/m² (IMMEA).

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6
Q

Por que a velocidade da marcha é tão usada na geriatria?

A

Porque reflete função global: força, equilíbrio, risco de queda e sobrevida.

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7
Q

Qual a diferença entre fragilidade e sarcopenia?

A

Fragilidade é síndrome clínica de vulnerabilidade; sarcopenia é perda de massa/força muscular ligada à idade.

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8
Q

O que diferencia sarcopenia de caquexia?

A

Caquexia ocorre em doenças crônicas graves (ex.: câncer), com perda de peso involuntária mesmo com oferta calórica adequada.

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9
Q

O que é obesidade sarcopênica?

A

Quando o idoso apresenta excesso de gordura corporal associado a baixa massa muscular, aumentando risco de quedas e mortalidade.

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10
Q

Qual é a base do tratamento da sarcopenia?

A

Exercício resistido supervisionado + dieta adequada em energia e proteínas.

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11
Q

Qual a recomendação proteica prática para idosos com sarcopenia?

A

1,0–1,2 g/kg/dia (podendo chegar a 1,5 g/kg/d em doença aguda ou fragilidade).

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12
Q

Qual micronutriente é fundamental para função muscular além da proteína?

A

Vitamina D, pois baixa dosagem aumenta risco de quedas e sarcopenia.

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13
Q

Quais suplementos têm maior evidência no idoso com sarcopenia?

A

Proteína (whey), leucina/HMB, vitamina D, e eventualmente creatina (se função renal adequada).

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14
Q

Qual IMC é considerado aceitável em idosos?

A

IMC entre 23 e 29 kg/m² é geralmente associado a menor mortalidade.

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15
Q

Qual exame simples pode indicar risco nutricional em idosos institucionalizados?

A

Circunferência da panturrilha (≤ 33 cm em mulheres, ≤ 34 cm em homens).

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16
Q

Quais sinais clínicos simples sugerem risco nutricional?

A

Perda de peso involuntária, fraqueza, marcha lenta, quedas frequentes.

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17
Q

Por que a deficiência de vitamina B12 é comum em idosos?

A

Hipocloridria e uso crônico de antiácidos/IBP reduzem absorção da vitamina.

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18
Q

Qual exame é mais confiável para investigar deficiência de B12 em idosos?

A

Ácido metilmalônico sérico (mais sensível que apenas a dosagem sérica de B12).

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19
Q

Qual a conduta em idosos com deficiência de B12 sintomática?

A

Reposição parenteral (intramuscular) para garantir absorção.

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20
Q

Qual a relação entre vitamina D e quedas em idosos?

A

Deficiência aumenta risco de quedas e fraturas; suplementação com cálcio reduz fraturas em institucionalizados.

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21
Q

Por que megadoses únicas de vitamina D devem ser evitadas em idosos?

A

Aumentam risco de quedas e fraturas.

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22
Q

Quais minerais têm papel relevante na função neuromuscular e óssea em idosos?

A

Magnésio e zinco (baixa ingestão é comum nessa faixa etária).

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23
Q

O ferro deve ser reposto rotineiramente em idosos?

A

Não. Só quando há deficiência documentada e após investigar sangramento oculto.

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24
Q

Qual o principal objetivo da dieta em idosos com diabetes?

A

Evitar hipoglicemia e perda de massa muscular, com metas individualizadas.

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25
Qual cuidado com dieta em idosos com doença renal crônica?
Ajustar proteína, sódio, fósforo e potássio conforme estágio da doença.
26
Como a nutrição ajuda na prevenção de quedas?
Proteína e energia adequadas, vitamina D e cálcio, hidratação e correção de B12.
27
Quais desafios nutricionais são comuns em demência?
Disfagia, perda de apetite, confusão e dificuldade em se alimentar sozinho.
28
Por que idosos institucionalizados têm maior risco de desnutrição?
Menor autonomia, polifarmácia, dietas padronizadas e menos exposição solar.
29
O que caracteriza a síndrome da fragilidade?
Perda de peso não intencional, fadiga, força reduzida, marcha lenta e baixa atividade física.
30
Qual a conduta em relação à nutrição no fim da vida?
Priorizar conforto e qualidade de vida. Suporte artificial raramente traz benefício clínico.
31
Qual é o nutriente mais importante na prevenção de osteoporose em idosos?
Cálcio, em conjunto com vitamina D e atividade física.
32
Qual a relação entre microbiota intestinal e músculo no envelhecimento?
Alterações da microbiota podem influenciar sarcopenia, mas a relação causal ainda não está totalmente estabelecida.
33
Por que a ingestão de líquidos deve ser monitorada em idosos?
Risco aumentado de desidratação (menor sede, diuréticos) e também risco de hiponatremia em excesso de água.
34
Qual a meta calórica aproximada para manutenção do idoso frágil?
Em torno de 30 kcal/kg/dia, ajustando conforme estado clínico.
35
Qual o papel da vitamina K em idosos?
Atua na coagulação e saúde óssea, mas atenção à interação com anticoagulantes.
36
Por que o álcool tem maior impacto negativo em idosos?
Maior sensibilidade, risco de quedas, interação com fármacos e declínio cognitivo.
37
O que diferencia o envelhecimento normal da sarcopenia clínica?
No envelhecimento normal há perda leve e progressiva de força; na sarcopenia há perda acelerada, com repercussão funcional e risco aumentado de mortalidade.
38
Qual teste prático no consultório pode avaliar risco de queda além da marcha?
Timed Up and Go (TUG): > 20 segundos = risco aumentado.
39
Qual é a importância clínica de manter massa muscular em idosos?
Está diretamente associada a maior sobrevida em estudos comunitários, hospitalares e oncológicos.
40
O que é mais temido pelos idosos: morte ou perda da autonomia?
Muitos temem mais a perda da autonomia; a sarcopenia é uma das principais causas dessa dependência.
41
Qual ponto de corte de IMC indica risco nutricional em idosos?
IMC < 22 kg/m² já indica risco de desnutrição em idosos, diferentemente dos adultos jovens.
42
Qual é o instrumento mais usado de triagem nutricional em geriatria?
Mini Nutritional Assessment (MNA), que avalia ingestão, perda de peso, IMC, mobilidade e doenças agudas.
43
O que avalia o questionário SARC-F?
Força, subir escadas, levantar de cadeira, caminhada e quedas. Pontuação ≥ 4 sugere risco de sarcopenia.
44
O que é osteossarcopenia?
Associação de osteoporose e sarcopenia, aumentando risco de quedas, fraturas e mortalidade.
45
Quando indicar nutrição enteral ou parenteral em idosos no fim da vida?
Não deve ser indicada rotineiramente, pois não melhora sobrevida nem qualidade de vida. A prioridade é conforto.
46
Por que a polifarmácia aumenta risco nutricional em idosos?
Interfere na absorção e metabolismo de micronutrientes (ex.: IBP e metformina → B12; diuréticos → magnésio e zinco).
47
Qual é a principal causa de constipação em idosos e como manejar?
Dieta pobre em fibras + baixa ingestão de líquidos + sedentarismo. Conduta: fibras, líquidos e estímulo à mobilidade.
48
Qual micronutriente deve sempre ser checado em idosos com anemia e declínio cognitivo?
Vitamina B12, pois sua deficiência é muito prevalente e sintomática.
49
Quais são os efeitos da vitamina E em idosos saudáveis?
Não há benefício comprovado na prevenção de doenças crônicas; suplementação rotineira não é recomendada.
50
Quais fatores sociais aumentam risco de desnutrição em idosos?
Isolamento, baixa renda, institucionalização, dificuldade de acesso a alimentos frescos.
51
Qual teste funcional simples é um forte preditor de mortalidade em idosos?
Velocidade de marcha < 0,8 m/s.
52
Quais sinais precoces de desnutrição no idoso podem aparecer antes da perda de peso?
Perda de apetite, fadiga, força reduzida, marcha lenta.
53
Qual é a abordagem dietética básica para constipação crônica em idosos?
Ingestão de 20–30 g de fibras/dia, líquidos adequados e, se necessário, fibras solúveis suplementares.
54
O que a banca já cobrou sobre antioxidantes em idosos?
Uso rotineiro de antioxidantes não previne câncer ou doenças crônicas e não deve ser indicado.
55
Qual é a mensagem central das questões de geriatria na prova da ABRAN?
O foco não é em “super suplementos”, mas em diagnóstico precoce de sarcopenia, prevenção de fragilidade, nutrição equilibrada, exercício físico e individualização do cuidado.
56
Qual a interpretação de sobrepeso em idosos no contexto de mortalidade?
Diferente dos adultos jovens, em idosos o sobrepeso leve pode estar associado a menor mortalidade (efeito do “paradoxo da obesidade”).
57
O que significa Protein Energy Wasting (PEW) em idosos?
Estado de perda de massa muscular e reserva energética comum em doença renal crônica avançada, associado a maior mortalidade.
58
Qual o risco do jejum intermitente em idosos frágeis?
Pode precipitar hipoglicemia, desidratação e perda muscular. Deve ser avaliado caso a caso, não é indicado de rotina.
59
Por que o consumo de álcool aumenta risco de quedas e demência em idosos?
Porque há maior sensibilidade ao etanol, interação com fármacos e maior vulnerabilidade neurológica.
60
Qual o risco do uso indiscriminado de suplementos de cálcio em idosos?
Maior risco de litíase renal e possível aumento de eventos cardiovasculares.
61
Quais critérios diagnósticos de desnutrição (GLIM) podem ser aplicados a idosos?
Critérios fenotípicos (baixo IMC, perda de peso, baixa massa muscular) + critérios etiológicos (baixa ingestão/absorção ou inflamação).
62
Qual o impacto da sarcopenia em idosos hospitalizados?
Aumenta tempo de internação, risco de complicações, mortalidade e custos em saúde.
63
Por que albumina sérica isolada não é um bom marcador de estado nutricional em idosos?
Porque cai em inflamação, doença aguda ou crônica, não refletindo ingestão real de nutrientes.
64
O que é insegurança alimentar e qual sua importância em geriatria?
Dificuldade ou incerteza de acesso a alimentos adequados. Em idosos, aumenta risco de desnutrição e mortalidade.
65
Qual a diferença entre envelhecimento normal e patológico em termos de função muscular?
No envelhecimento normal há perda lenta e gradual de força; no patológico (sarcopenia), a perda é acelerada, com impacto funcional e maior risco de mortalidade.
66
O par de biomarcadores musculares que tipicamente se altera com treino resistido é:
Miostatina ↓ e folistatina ↑ 🔹 Miostatina (↓): • Proteína que inibe crescimento muscular. • Com o treino resistido, seus níveis caem → menos bloqueio da hipertrofia. 🔹 Folistatina (↑): • Antagoniza a miostatina. • Com o exercício, aumenta → favorece síntese proteica e hipertrofia.