Qual é a principal forma de obtenção de vitamina D no organismo humano?
A síntese cutânea a partir do 7-desidrocolesterol exposto à radiação UVB, responsável por ~80% da vitamina D disponível.
Quais são as duas principais isoformas da vitamina D e suas origens?
Colecalciferol (D3, origem animal e síntese cutânea) e ergocalciferol (D2, origem vegetal e fungos).
Qual é a forma de vitamina D utilizada como marcador laboratorial da reserva corporal?
25-hidroxivitamina D (calcidiol), dosada em exames séricos.
Qual é a forma biologicamente ativa da vitamina D?
1,25-diidroxivitamina D (calcitriol), resultante da segunda hidroxilação renal.
Qual é a principal função clássica da vitamina D?
Regular o metabolismo de cálcio e fósforo, promovendo mineralização óssea.
Cite três fontes alimentares relevantes de vitamina D.
Peixes de água fria (salmão, sardinha), gema de ovo e cogumelos.
Qual porcentagem aproximada da vitamina D vem da dieta?
Cerca de 20%, enquanto 80% vem da síntese cutânea.
Quais são os níveis séricos de 25(OH)D que definem deficiência?
Deficiência: <20 ng/mL; Deficiência grave: <12 ng/mL.
O que caracteriza a insuficiência de vitamina D segundo consensos?
Níveis entre 20–30 ng/mL em populações de risco.
Qual faixa é considerada adequada para população geral sem risco?
Acima de 20 ng/mL, até 60 ng/mL.
Qual faixa é considerada desejável em grupos de risco (ex: idosos, osteoporose)?
Entre 30–60 ng/mL.
Quais são exemplos de populações de risco para deficiência de vitamina D?
Idosos, obesos, pacientes pós-bariátrica, doenças inflamatórias intestinais, insuficiência renal ou hepática, gestantes, uso de anticonvulsivantes/antifúngicos.
Qual alteração metabólica em obesos contribui para níveis baixos de vitamina D além do sequestro pelo tecido adiposo?
Menor expressão da enzima hepática CYP2R1, reduzindo a primeira hidroxilação.
Qual é a recomendação da ABRAN (2020/2021) para níveis terapêuticos ideais?
Manter entre 40–60 ng/mL, em consonância com sociedades esportivas.
Como é feita a reposição em pacientes com deficiência grave (<20 ng/mL)?
50.000–100.000 UI por semana (ou ~7.000 UI/dia) por 6–8 semanas, seguida de manutenção.
Qual é a recomendação de manutenção após normalização dos níveis séricos?
1.000–2.000 UI/dia, reavaliando a cada 2–3 meses.
Por que se deve ter cautela com doses únicas muito altas (ex: 600.000 UI IM)?
Risco de hipervitaminose D, pois a resposta individual é imprevisível.
Quais são os sinais clínicos clássicos de deficiência de vitamina D?
Raquitismo, osteomalácia, osteopenia, maior risco de quedas e fraturas.
Além da saúde óssea, cite duas condições clínicas associadas à deficiência de vitamina D.
Sarcopenia e depressão.
Quais são os riscos da hipervitaminose D?
Hipercalcemia, náuseas, vômitos, nefrolitíase e calcificação de tecidos.
Qual nível sérico aumenta risco de intoxicação por vitamina D?
Geralmente >150 ng/mL.
Qual receptor medeia os efeitos da vitamina D em múltiplos tecidos?
Receptor de vitamina D (VDR), expresso em ossos, músculo, sistema imune, coração, cérebro e tecido adiposo.
Como a deficiência de vitamina D influencia o risco cardiovascular?
Reduz óxido nítrico, aumenta estresse oxidativo e inflamação, elevando risco de aterosclerose e hipertensão.
Níveis mais altos de vitamina D (>40 ng/mL) estão associados a que benefício oncológico em mulheres?
Redução de até 67% no risco de câncer de mama em comparação a <20 ng/mL.