Vitamina D Flashcards

(49 cards)

1
Q

Qual é a principal forma de obtenção de vitamina D no organismo humano?

A

A síntese cutânea a partir do 7-desidrocolesterol exposto à radiação UVB, responsável por ~80% da vitamina D disponível.

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2
Q

Quais são as duas principais isoformas da vitamina D e suas origens?

A

Colecalciferol (D3, origem animal e síntese cutânea) e ergocalciferol (D2, origem vegetal e fungos).

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3
Q

Qual é a forma de vitamina D utilizada como marcador laboratorial da reserva corporal?

A

25-hidroxivitamina D (calcidiol), dosada em exames séricos.

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4
Q

Qual é a forma biologicamente ativa da vitamina D?

A

1,25-diidroxivitamina D (calcitriol), resultante da segunda hidroxilação renal.

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5
Q

Qual é a principal função clássica da vitamina D?

A

Regular o metabolismo de cálcio e fósforo, promovendo mineralização óssea.

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6
Q

Cite três fontes alimentares relevantes de vitamina D.

A

Peixes de água fria (salmão, sardinha), gema de ovo e cogumelos.

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7
Q

Qual porcentagem aproximada da vitamina D vem da dieta?

A

Cerca de 20%, enquanto 80% vem da síntese cutânea.

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8
Q

Quais são os níveis séricos de 25(OH)D que definem deficiência?

A

Deficiência: <20 ng/mL; Deficiência grave: <12 ng/mL.

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9
Q

O que caracteriza a insuficiência de vitamina D segundo consensos?

A

Níveis entre 20–30 ng/mL em populações de risco.

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10
Q

Qual faixa é considerada adequada para população geral sem risco?

A

Acima de 20 ng/mL, até 60 ng/mL.

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11
Q

Qual faixa é considerada desejável em grupos de risco (ex: idosos, osteoporose)?

A

Entre 30–60 ng/mL.

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12
Q

Quais são exemplos de populações de risco para deficiência de vitamina D?

A

Idosos, obesos, pacientes pós-bariátrica, doenças inflamatórias intestinais, insuficiência renal ou hepática, gestantes, uso de anticonvulsivantes/antifúngicos.

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13
Q

Qual alteração metabólica em obesos contribui para níveis baixos de vitamina D além do sequestro pelo tecido adiposo?

A

Menor expressão da enzima hepática CYP2R1, reduzindo a primeira hidroxilação.

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14
Q

Qual é a recomendação da ABRAN (2020/2021) para níveis terapêuticos ideais?

A

Manter entre 40–60 ng/mL, em consonância com sociedades esportivas.

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15
Q

Como é feita a reposição em pacientes com deficiência grave (<20 ng/mL)?

A

50.000–100.000 UI por semana (ou ~7.000 UI/dia) por 6–8 semanas, seguida de manutenção.

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16
Q

Qual é a recomendação de manutenção após normalização dos níveis séricos?

A

1.000–2.000 UI/dia, reavaliando a cada 2–3 meses.

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17
Q

Por que se deve ter cautela com doses únicas muito altas (ex: 600.000 UI IM)?

A

Risco de hipervitaminose D, pois a resposta individual é imprevisível.

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18
Q

Quais são os sinais clínicos clássicos de deficiência de vitamina D?

A

Raquitismo, osteomalácia, osteopenia, maior risco de quedas e fraturas.

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19
Q

Além da saúde óssea, cite duas condições clínicas associadas à deficiência de vitamina D.

A

Sarcopenia e depressão.

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20
Q

Quais são os riscos da hipervitaminose D?

A

Hipercalcemia, náuseas, vômitos, nefrolitíase e calcificação de tecidos.

21
Q

Qual nível sérico aumenta risco de intoxicação por vitamina D?

A

Geralmente >150 ng/mL.

22
Q

Qual receptor medeia os efeitos da vitamina D em múltiplos tecidos?

A

Receptor de vitamina D (VDR), expresso em ossos, músculo, sistema imune, coração, cérebro e tecido adiposo.

23
Q

Como a deficiência de vitamina D influencia o risco cardiovascular?

A

Reduz óxido nítrico, aumenta estresse oxidativo e inflamação, elevando risco de aterosclerose e hipertensão.

24
Q

Níveis mais altos de vitamina D (>40 ng/mL) estão associados a que benefício oncológico em mulheres?

A

Redução de até 67% no risco de câncer de mama em comparação a <20 ng/mL.

25
Qual efeito da vitamina D sobre a imunidade?
Modula resposta imune inata e adaptativa, influenciando prevenção de infecções e doenças autoimunes.
26
Como a vitamina D atua na performance esportiva?
Melhora força muscular, reduz risco de lesões e favorece recuperação.
27
Qual é a relação entre vitamina D e diabetes?
Deficiência reduz expressão de GLUT-4 e prejudica função da célula beta pancreática.
28
Em pacientes pós-Covid, qual recomendação sobre vitamina D é destacada?
Usar como suporte nutricional pela modulação imune e risco de sarcopenia.
29
Em quais situações a dosagem de vitamina D está indicada?
Apenas em populações de risco, e não como rastreio universal.
30
Quais drogas podem aumentar risco de deficiência de vitamina D?
Anticonvulsivantes, antifúngicos, antirretrovirais, cetoconazol, isoniazida, orlistate, colestiramina.
31
Qual é a principal diferença entre D2 e D3 na suplementação?
D3 (colecalciferol) tem maior potência e eficácia em elevar níveis séricos que D2.
32
Por que gestantes têm maior necessidade de vitamina D?
Para prevenção de complicações ósseas e suporte ao desenvolvimento fetal saudável.
33
Qual é a recomendação europeia média de ingestão diária de vitamina D?
800–1600 UI/dia, podendo chegar a 4000 UI em algumas sociedades.
34
Qual é a recomendação americana para adultos saudáveis?
600–2000 UI/dia, podendo ser maior em atletas e usuários de medicamentos sequestrantes.
35
Em obesos, por que a dose de suplementação deve ser maior?
O tecido adiposo sequestra vitamina D e há redução enzimática da ativação.
36
Como o VDR (receptor da vitamina D) influencia no câncer?
Regula apoptose, angiogênese e proliferação celular, modulando risco tumoral.
37
Qual é a principal diferença entre reposição diária de vitamina D e megadose única?
Doses diárias (ex.: 1.000–2.000 UI/dia) são mais seguras e fisiológicas; megadoses únicas (ex.: 600.000 UI IM) têm resposta imprevisível e risco de hipervitaminose.
38
Em quanto tempo deve ser reavaliada a 25(OH)D após início da reposição?
Em 3 a 6 meses, dependendo da gravidade da deficiência e da dose prescrita.
39
Quais são os sinais precoces da hipervitaminose D?
Hipercalcemia, poliúria, polidipsia, náuseas, vômitos, confusão mental, arritmias e nefrolitíase.
40
Quais são as indicações clássicas de suplementação de vitamina D?
Raquitismo, osteomalácia, osteopenia, osteoporose e prevenção de fraturas.
41
Quais são as indicações ampliadas de suplementação de vitamina D segundo consensos recentes?
Sarcopenia, doenças autoimunes, insuficiência cardíaca, pacientes críticos, pós-Covid, depressão.
42
Qual é a recomendação brasileira atual (2024/25) sobre rastreamento da vitamina D?
Não realizar dosagem universal; medir apenas em grupos de risco (idosos, gestantes, bariátricos, doenças crônicas, uso de drogas interferentes).
43
Quais são as recomendações de vitamina D em lactentes e crianças?
Suplementação rotineira em lactentes (400 UI/dia nos primeiros 12 meses); em risco, pode ser maior, conforme diretrizes pediátricas.
44
Quais fatores reduzem a síntese cutânea de vitamina D?
Idade avançada, pele negra, uso excessivo de filtro solar, roupas que cobrem todo o corpo, vida indoor.
45
Em pacientes bariátricos, por que há risco aumentado de deficiência de vitamina D?
Pela má absorção intestinal, redução da superfície de absorção, alterações na solubilização de gorduras e uso frequente de polivitamínicos inadequados.
46
Qual é a recomendação prática para pacientes pós-bariátricos quanto à vitamina D?
Monitorar regularmente a 25(OH)D, iniciar suplementação preventiva e manter doses geralmente mais altas que na população geral.
47
Como a obesidade e a cirurgia bariátrica se relacionam no manejo da vitamina D?
Ambos aumentam risco de hipovitaminose D: obesidade sequestra vitamina D no tecido adiposo e bariátrica reduz absorção intestinal.
48
Em quais populações especiais o alvo sérico deve ser mais alto (≥30 ng/mL)?
Idosos, osteoporose, pós-bariátrica, gestantes, doenças inflamatórias intestinais, insuficiência renal ou hepática.
49
Em quais situações clínicas o uso de calcifediol é preferível ao colecalciferol na reposição de vitamina D?
Doença hepática → não depende da ativação no fígado. • Má absorção intestinal → doença inflamatória, síndrome do intestino curto, pós-bariátrica. • Obesidade → evita sequestro no tecido adiposo, resposta mais previsível. • Doença renal crônica (estágios 3–4) → no hiperparatireoidismo secundário. • Necessidade de resposta rápida → risco de fratura, sarcopenia grave, deficiência severa sintomática. ⚠️ Atenção: maior potência → monitorar cálcio e função renal.