Qual aporte proteico em pacientes hospitalizados com Drc?
Irá/ drc agudizado / critico/ sem dialise 1.0-1.3
Qual exame pode detectar lesão renal antes da creatinina?
Cistatina C
Qual paciente hospitalizado deve obrigatoriamente ser rastreado para desnutrição segundo ESPEN?
Qualquer paciente com insuficiência renal aguda ou crônica agudizada, com ou sem diálise, especialmente se permanecer >48h em UTI
Quais padrões alimentares são recomendados como referência para pacientes renais?
Dieta DASH, Mediterrânea e Plant-based
Por que a dieta Plant-based é benéfica no paciente renal?
Reduz proteína animal e sódio, melhora vasodilatação das arteríolas renais e reduz progressão da lesão
Qual exame laboratorial é útil para monitorar estado nutricional em pacientes renais?
Pré-albumina
Qual a recomendação proteica para DRC estágios 3 e 4 (não dialíticos)?
Restrição de 0,55 a 0,6 g/kg/dia ou até 0,28 a 0,43 g/kg/dia se associado a cetoanálogos
O que deve ser considerado no uso de laticínios em dieta DASH para renais?
Avaliar risco de hiperfosfatemia, especialmente em fases mais avançadas da DRC
Qual a recomendação de ingestão energética em pacientes renais (sem desnutrição)?
Manter 30-35 kcal/kg/dia
Qual cuidado deve ser tomado na associação de cetoanálogos na DRC?
Garantir aporte energético suficiente para evitar catabolismo
Quais exames laboratoriais básicos sempre devem ser avaliados em pacientes renais em acompanhamento nutricional?
Ureia, creatinina, eletrólitos, fósforo, cálcio, albumina e pré-albumina
Qual vitamina lipossolúvel tem metabolismo alterado na DRC e deve ser monitorada para prevenção de doença óssea?
Vitamina D. A deficiência é frequente pela menor ativação renal da 25(OH)D em 1,25(OH)₂D
Por que a vitamina C deve ser usada com cautela em pacientes dialíticos?
Excesso pode causar oxalose, pois o rim não elimina oxalato adequadamente
Obs: Oxalose é uma doença metabólica rara, causada pelo acúmulo sistêmico de oxalato de cálcio nos tecidos. O oxalato se combina com cálcio e forma cristais insolúveis, que se depositam principalmente nos rins, mas também em ossos, coração, pele, retina e vasos sanguíneos.
Quais oligoelementos podem estar deficientes em pacientes em diálise crônica?
Zinco e selênio
Qual complicação metabólica mais grave da hiperfosfatemia em DRC?
Calcificação vascular, doença mineral óssea e maior risco cardiovascular
Qual é a diferença nutricional importante entre hemodiálise e diálise peritoneal?
Na peritoneal há maior perda de proteínas e absorção de glicose do dialisado
Qual a ferramenta preferencial para definir a necessidade energética em pacientes renais hospitalizados?
Calorimetria indireta (CI) é padrão-ouro; quando não disponível, usar fórmulas preditivas com cautela.
Qual deve ser a faixa calórica diária para pacientes com DRC hospitalizados sem doença crítica?
30–35 kcal/kg/dia, mantendo ingestão proteica reduzida (0,6–0,8 g/kg/dia).
Na diálise peritoneal, como deve ser feita a prescrição energética?
30–35 kcal/kg/dia, contabilizando a glicose absorvida do dialisato (≈100–200 g/dia = 140–750 kcal/dia).
Qual a importância de contabilizar substratos energéticos provenientes das soluções de diálise?
Citrato (3 kcal/g), glicose (3,4 kcal/g) e lactato (3,6 kcal/g) podem fornecer até >500 kcal/dia, devendo ser considerados no cálculo calórico.
Qual a principal recomendação sobre carboidratos e lipídios na dieta de pacientes renais críticos?
Reduzir carboidratos e aumentar lipídios conforme tolerância e análise do quociente respiratório pela CI.
Como manejar fósforo na dieta de pacientes com DRC e risco de hiperfosfatemia?
Preferir alimentos com menor relação fósforo/proteína (ex.: clara de ovo), evitar aditivos com fósforo inorgânico e ajustar ingesta.
Qual o cuidado com o cálcio em pacientes com DRC?
Evitar excesso, pois há risco de hipercalcemia em pacientes com hiperparatireoidismo secundário.
Quanto um paciente perde de aminoácidos por sessão de diálise?
HD convencional : Cerca de 6 a 12 g de aminoácidos por sessão
Diálise peritonial : 8 a 20 g de proteína/dia, incluindo até 5–15 g/dia de albumina.