Doença Renal Flashcards

(27 cards)

1
Q

Qual aporte proteico em pacientes hospitalizados com Drc?

A

Irá/ drc agudizado / critico/ sem dialise 1.0-1.3

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2
Q

Qual exame pode detectar lesão renal antes da creatinina?

A

Cistatina C

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3
Q

Qual paciente hospitalizado deve obrigatoriamente ser rastreado para desnutrição segundo ESPEN?

A

Qualquer paciente com insuficiência renal aguda ou crônica agudizada, com ou sem diálise, especialmente se permanecer >48h em UTI

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4
Q

Quais padrões alimentares são recomendados como referência para pacientes renais?

A

Dieta DASH, Mediterrânea e Plant-based

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Q

Por que a dieta Plant-based é benéfica no paciente renal?

A

Reduz proteína animal e sódio, melhora vasodilatação das arteríolas renais e reduz progressão da lesão

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6
Q

Qual exame laboratorial é útil para monitorar estado nutricional em pacientes renais?

A

Pré-albumina

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7
Q

Qual a recomendação proteica para DRC estágios 3 e 4 (não dialíticos)?

A

Restrição de 0,55 a 0,6 g/kg/dia ou até 0,28 a 0,43 g/kg/dia se associado a cetoanálogos

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8
Q

O que deve ser considerado no uso de laticínios em dieta DASH para renais?

A

Avaliar risco de hiperfosfatemia, especialmente em fases mais avançadas da DRC

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9
Q

Qual a recomendação de ingestão energética em pacientes renais (sem desnutrição)?

A

Manter 30-35 kcal/kg/dia

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10
Q

Qual cuidado deve ser tomado na associação de cetoanálogos na DRC?

A

Garantir aporte energético suficiente para evitar catabolismo

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11
Q

Quais exames laboratoriais básicos sempre devem ser avaliados em pacientes renais em acompanhamento nutricional?

A

Ureia, creatinina, eletrólitos, fósforo, cálcio, albumina e pré-albumina

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12
Q

Qual vitamina lipossolúvel tem metabolismo alterado na DRC e deve ser monitorada para prevenção de doença óssea?

A

Vitamina D. A deficiência é frequente pela menor ativação renal da 25(OH)D em 1,25(OH)₂D

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13
Q

Por que a vitamina C deve ser usada com cautela em pacientes dialíticos?

A

Excesso pode causar oxalose, pois o rim não elimina oxalato adequadamente

Obs: Oxalose é uma doença metabólica rara, causada pelo acúmulo sistêmico de oxalato de cálcio nos tecidos. O oxalato se combina com cálcio e forma cristais insolúveis, que se depositam principalmente nos rins, mas também em ossos, coração, pele, retina e vasos sanguíneos.

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14
Q

Quais oligoelementos podem estar deficientes em pacientes em diálise crônica?

A

Zinco e selênio

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15
Q

Qual complicação metabólica mais grave da hiperfosfatemia em DRC?

A

Calcificação vascular, doença mineral óssea e maior risco cardiovascular

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16
Q

Qual é a diferença nutricional importante entre hemodiálise e diálise peritoneal?

A

Na peritoneal há maior perda de proteínas e absorção de glicose do dialisado

17
Q

Qual a ferramenta preferencial para definir a necessidade energética em pacientes renais hospitalizados?

A

Calorimetria indireta (CI) é padrão-ouro; quando não disponível, usar fórmulas preditivas com cautela.

18
Q

Qual deve ser a faixa calórica diária para pacientes com DRC hospitalizados sem doença crítica?

A

30–35 kcal/kg/dia, mantendo ingestão proteica reduzida (0,6–0,8 g/kg/dia).

19
Q

Na diálise peritoneal, como deve ser feita a prescrição energética?

A

30–35 kcal/kg/dia, contabilizando a glicose absorvida do dialisato (≈100–200 g/dia = 140–750 kcal/dia).

20
Q

Qual a importância de contabilizar substratos energéticos provenientes das soluções de diálise?

A

Citrato (3 kcal/g), glicose (3,4 kcal/g) e lactato (3,6 kcal/g) podem fornecer até >500 kcal/dia, devendo ser considerados no cálculo calórico.

21
Q

Qual a principal recomendação sobre carboidratos e lipídios na dieta de pacientes renais críticos?

A

Reduzir carboidratos e aumentar lipídios conforme tolerância e análise do quociente respiratório pela CI.

22
Q

Como manejar fósforo na dieta de pacientes com DRC e risco de hiperfosfatemia?

A

Preferir alimentos com menor relação fósforo/proteína (ex.: clara de ovo), evitar aditivos com fósforo inorgânico e ajustar ingesta.

23
Q

Qual o cuidado com o cálcio em pacientes com DRC?

A

Evitar excesso, pois há risco de hipercalcemia em pacientes com hiperparatireoidismo secundário.

24
Q

Quanto um paciente perde de aminoácidos por sessão de diálise?

A

HD convencional : Cerca de 6 a 12 g de aminoácidos por sessão
Diálise peritonial : 8 a 20 g de proteína/dia, incluindo até 5–15 g/dia de albumina.

25
Qual a recomendação das diretrizes nefrológicas (KDIGO e KDOQI) para ingestão de sódio em pacientes com doença renal crônica?
• Restringir especialmente hipertensos e proteinúricos : **ingestão de sódio< 2 g/dia ( aprox 5 g de sal de cozinha/dia.)** Fonte: KDIGO 2024 CKD Guideline; KDOQI Clinical Practice Guideline for Nutrition in CKD (2020).
26
Quais as metas protéicas de acordo com a categoria da DRC?
- **G1–G2:** Sem restrição → dieta da população geral. - **G3–G5 (não dialítico):** KDIGO recomenda 0,8 g/kg/dia; ESPEN permite 0,55–0,6 g/kg/dia (ou até 0,28–0,43 g/kg/dia com cetoanálogos). - **Dialítico (G5D):** HD/DP 1,0–1,2 g/kg/dia, podendo ser mais em DP ou CRRT. No KDIGO( G5D): Necessidade aumentada por perdas de aminoácidos. • Hemodiálise (HD): 1,0–1,2 g/kg/dia • Diálise peritoneal (DP): 1,0–1,2 g/kg/dia, podendo chegar a 1,5 g/kg/dia • ESPEN: Valores semelhantes — 1,0–1,2 g/kg/dia, até 1,5 g/kg/dia em DP, e 1,5–1,7 g/kg/dia em terapia contínua (CRRT). - **Crítico em CKRT:** até 1,7 g/kg/dia.
27
Os pacientes com **DRC + diabetes** têm recomendações específicas?
seguem a mesma lógica da gravidade da doença, presença de diálise e estado clínico da DRC sem diabetes (estável ou crítico).