Cite as cefaleias primárias.
Cite as cefaleias secundárias.
Qual a cefaleia mais comum?
Cefaleia tensional (seguida pela migrânea).
Qual a cefaleia que mais leva o paciente a procurar o médico?
Migrânea (enxaqueca).
Migrânea: como são os ataques? É uni/bilateral? E seu caráter?
- É frequentemente, mas não sempre unilateral e tende a ser pulsátil.
Migrânea: quais os sintomas concomitantes?
Náusea, vômito, fotofobia ou fonofobia durante os ataques.
Migrânea: cite fatores desencadeantes?
Stress, menstruação, alteração visual, mudança de temperatura, nitratos, vinho, alimentos, alteração do sono e aspartame.
Migrânea: qual a causa?
Genética.
Migrânea: cite os critérios diagnósticos (ABCDE).
O que é a aura?
É a presença de sinais e sintomas neurológicos focais, como escotomas cintilantes, escurecimento da visão, dormência ou parestesia perioral e, raramente, hemiparesia, vertigem, zumbido e diplopia.
Quanto tempo dura a aura?
Fenômeno autolimitado < 60min (antecede enxaqueca e pode se estender um pouco).
Onde pode estar presente a aura?
Pode estar presente 20% dos casos de migrânea – não é a mais comum e é um fator de risco para doença cerebrovascular.
- E há a enxaqueca sem aura.
Migrânea: tratamento agudo? Cite tb as CI das drogas.
OBJETIVO: tratar a crise.
1) Paciente que chega com dor leve a moderada:
a) Analgésicos simples/AINH.
- Será CI em: cefaleia crônica (que geralmente é causada pela própria analgesia – cefaleia crônica diária por analgesia).
2) Paciente com dor estabelecida, que já tomou analgésico em casa e não melhorou:
a) Ergotamina. CI: pacientes com doença vascular periférica.
b) Triptanos. CI: doença coronariana.
3) Paciente com dor extrema ou refratária aos medicamentos acima:
a) Neurolépticos.
- Efeitos adversos: reações extrapiramidais, sonolência e hipotensão postural.
Migrânea: tratamento profilático? Cite as drogas.
Objetivo é evitar crises de enxaqueca. Indicado se tem ≥ 3 a 4 crises/mês.
Cefaleia tensional: caraterísticas da dor?
Dor em pressão ou aperto de predomínio posterior ou frontal. Piora ao final do dia, sem limitação das atividades (não é tão intensa quanto à enxaqueca), leve a moderada intensidade.
- Fotofobia ou náusea podem ocorrer.
Cefaleia tensional: tratamento agudo e profilático?
- Profilático (se cefaleia ≥ 15 dias/mês.): antidepressivos tricíclicos = amitriptilina, nortriptilina.
Qual a cefaleia mais comum do grupo “cefaleia autonômica trigeminal”?
Cefaleia em salvas (cluster).
Cefaleia em salvas (cluster) - Trigeminal: é mais frequente em quem? Qual o principal fator precipitante?
- Fator precipitante: álcool.
Cefaleia em salvas (cluster) - Trigeminal: frequência e duração das crises?
1 a cada 2 dias até 8/dia. Crises de 15 a 180 minutos (dura mais que as outras trigeminais).
Cefaleia em salvas (cluster) - Trigeminal: característica da dor?
Dor lancinante, em facada, “insuportável”, região periorbitária. Além de sintomas autonômicos (está nas outras trigeminais também) = lacrimejamento, hiperemia, edema ocular e coriza -> são unilaterais.
Cefaleia em salvas (cluster) - Trigeminal: tratamento agudo? Alternativa se refratariedade?
Oxigênio a 100%, através de máscara com reservatório ofertando 5-12L/min, por 15 minutos.
- Alternativa se refratariedade ao O2: sumatriptano injetável ou nasal.
Cefaleia em salvas (cluster) - Trigeminal: droga para fazer transição do tratamento agudo para profilático?
Corticoide.
Cefaleia em salvas (cluster) - Trigeminal: drogas p/ tratamento profilático?
Verapamil (escolha), topiramato, ácido valproico, gabapentina, lítio.
Cefaleia em salvas (cluster) - Trigeminal: comente sobre o Mnemônico – CLUSTER SALVAS.
C: conjuntiva vermelha. | L: lacrimejamento, rinorreia/congestão nasal. | U: unilateral. | S: sexo masculino como o mais acometido. | T: terapia com o2 a 100%, 7 L/min, por 15min, na emergência. | E: ergotamina na emergência. | R: repetidas vezes ao dia. | S: sempre na mesma hora do dia. | A: álcool como desencadeantes ou que piora o processo. | L: lítio. | V: verapamil. | A: ácido valproico.