A incapacidade laborativa corresponde à mera existência de uma doença diagnosticada. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
A incapacidade não se confunde com a doença. O perito avalia se o agravo compromete o desempenho funcional do segurado em suas atividades habituais, o que exige correlação clínica, funcional e laboral.
A incapacidade laborativa é definida como a impossibilidade do segurado exercer suas atividades habituais ou qualquer outra compatível com sua condição física, intelectual e profissional. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
Essa definição é base da perícia médica previdenciária e considera a repercussão funcional sobre o trabalho, podendo ser temporária ou permanente.
A incapacidade pode ser classificada em parcial ou total, temporária ou permanente, e uniprofissional ou multiprofissional. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
Essa classificação orienta o tipo de benefício, o prazo e o prognóstico funcional.
A simples presença de um diagnóstico confirmado é suficiente para o reconhecimento do direito ao benefício. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
O diagnóstico é apenas o ponto de partida; o reconhecimento do direito depende da demonstração de incapacidade funcional relacionada à atividade profissional.
A análise da capacidade laborativa requer apenas conhecimento médico sobre a doença. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
O perito deve compreender também as exigências da função e o impacto das limitações funcionais sobre o desempenho ocupacional.
Na prática pericial, o perito médico deve basear seu laudo exclusivamente em impressões pessoais. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
O laudo deve apoiar-se em conhecimento técnico e fundamentação legal, conforme as normas do INSS e os princípios da perícia médica oficial.
O primeiro passo da avaliação pericial é confirmar o diagnóstico clínico com base em documentos médicos e exames complementares. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
A identificação do agravo é o ponto inicial da tríade pericial: doença, incapacidade funcional e vínculo com a atividade laboral.
A mera presença de doença implica automaticamente em incapacidade para o trabalho. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
Muitas doenças permitem controle e desempenho normal das funções laborais; o que importa é a repercussão funcional sobre o trabalho.
O diabetes mellitus é uma condição que pode causar limitações funcionais relevantes, afetando a vida pessoal e profissional do indivíduo. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O diabetes, especialmente quando descompensado, gera complicações micro e macrovasculares, neurológicas e renais que impactam diretamente na capacidade laborativa.
As complicações crônicas do diabetes, como neuropatia e retinopatia diabética, costumam ser os principais motivos de afastamento laboral. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
São manifestações irreversíveis que comprometem sensibilidade, visão e mobilidade, exigindo afastamentos recorrentes e, em casos graves, aposentadoria.
A úlcera de pé diabético é uma complicação leve, que raramente interfere na capacidade para o trabalho. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
O pé diabético é uma condição grave e frequentemente incapacitante, associada a alto risco de infecção, amputação e afastamentos longos (60 a 120 dias).
A incapacidade decorrente do diabetes depende do controle metabólico e da presença de complicações. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O perito deve avaliar o grau de descompensação e o impacto funcional sobre o trabalho, e não o diagnóstico isolado.
O hipotireoidismo, quando compensado com reposição hormonal, normalmente não gera incapacidade laborativa. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
É de bom prognóstico e controle simples; apenas quadros descompensados com sintomas marcantes justificam afastamento.
Todo caso de hipotireoidismo deve resultar em afastamento previdenciário. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
Casos leves e bem controlados não justificam afastamento; o perito deve considerar o impacto clínico sobre o desempenho laboral.
O hipotireoidismo pode gerar incapacidade temporária quando há sintomas exuberantes ou sinais de mixedema. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O mixedema é forma grave da doença, com risco metabólico e cardiovascular, justificando afastamento de 30 a 60 dias conforme a gravidade.
A principal complicação do hipotireoidismo é a síndrome nefrótica associada. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
A complicação mais grave é o mixedema, uma emergência metabólica rara associada à descompensação prolongada e risco vital.
O mixedema é uma condição de emergência médica que justifica afastamento temporário até estabilização clínica. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
Representa comprometimento global do metabolismo, com risco de insuficiência cardíaca e respiratória.
O hipertireoidismo raramente interfere na capacidade de trabalho. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
Pode causar tremores, fadiga, ansiedade, insônia e arritmias, sintomas que comprometem funções que exigem precisão e resistência física.
O hipertireoidismo pode gerar incapacidade laboral temporária até estabilização clínica. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
Durante a fase de descompensação há alterações metabólicas que inviabilizam o desempenho laboral normal.
A crise tireotóxica (tempestade tireoidiana) é uma condição branda e de evolução rápida. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
É uma emergência médica grave e potencialmente fatal, associada à incapacidade total temporária até controle do quadro.
A Doença de Graves é a principal causa de hipertireoidismo e pode cursar com arritmias cardíacas e oftalmopatia. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O perito deve valorizar especialmente casos com manifestações oculares ou sintomas cardiovasculares importantes.
Atividades que exigem concentração, memória e raciocínio rápido são mais suscetíveis a limitações em portadores de hipertireoidismo. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O estado hipermetabólico e a irritabilidade prejudicam desempenho cognitivo e psicomotor.
O hipertireoidismo leve, em tratamento adequado, é incapacitante. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
Casos controlados não causam limitação funcional significativa; a incapacidade ocorre apenas em quadros descompensados.
Casos avançados de hipertireoidismo com arritmias graves e oftalmopatia importante podem exigir afastamento prolongado. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
A intensidade dos sintomas e o risco de complicações sistêmicas justificam prazos maiores de recuperação, de até 180 dias.