Na avaliação da incapacidade laboral em perícias ortopédicas, os exames de imagem em geral superam a avaliação clínica. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
Na perícia médica previdenciária, a avaliação da incapacidade laboral baseia-se no binômio estado clínico x profissiografia, sendo o exame clínico soberano. Os exames de imagem são complementares e devem ser interpretados em correlação com os achados clínicos e funcionais, não os superando de forma isolada.
A majoração de 25% no valor da aposentadoria por incapacidade permanente será concedida quando comprovada a necessidade permanente de assistência de outra pessoa, em hipóteses previstas no Anexo I do Decreto nº 3.048/1999. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O acréscimo de 25% (auxílio-acompanhante) é devido exclusivamente quando demonstrada a necessidade permanente de assistência de terceiros, nas hipóteses taxativamente previstas no Anexo I do Decreto nº 3.048/1999, não se confundindo com renda familiar, inflação ou mera gravidade da doença.
Um trabalhador auxiliar de pedreiro na construção civil (CNAE 4120) com diagnóstico de dermatite de contato alérgica (CID L23) relacionada ao uso de cimento possui nexo técnico epidemiológico previdenciário (NTEP), por haver associação estatística entre CNAE e CID. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
A dermatite de contato alérgica relacionada ao cimento possui enquadramento como nexo técnico profissional/do trabalho, por constar nas listas do Anexo II do Decreto nº 3.048/1999 (Lista B – agentes e doenças relacionadas ao trabalho). Nesses casos, o nexo decorre do agente etiológico específico, e não de presunção estatística do NTEP.
Segundo as Portarias Conjuntas MPS/INSS nº 59 e 60/2025, o benefício por incapacidade temporária concedido por análise documental (Atestmed) possui prazo máximo de 60 dias, e período excepcional de aplicação de 120 dias . Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
As Portarias Conjuntas MPS/INSS nº 59 e 60/2025 ampliaram, de forma excepcional e transitória, o prazo máximo do auxílio por incapacidade temporária concedido por análise documental de 30 para 60 dias, com vigência limitada a 120 dias. Ainda que concedidos de forma não consecutiva, a soma dos períodos no intervalo de 120 dias não pode ultrapassar 60 dias. Benefícios superiores a esse prazo exigem realização de perícia médica, por telemedicina ou presencial, conforme autorizado pelo art. 66 da MP nº 1.303/2025.
A Perícia Conectada dispensa a digitalização de exames complementares no sistema do INSS. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
Ocorre exatamente o oposto. A Perícia Conectada exige a digitalização e anexação dos exames e documentos médicos no sistema, pois a avaliação depende da análise remota da documentação apresentada.
O maior ganho do Programa de Reabilitação Profissional é o resgate da autoestima, dignidade e reinserção social do segurado. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O Programa de Reabilitação Profissional tem como finalidade central a reinserção social e laboral do segurado, promovendo autonomia, dignidade e autoestima. A redução de custos ou de benefícios ativos é consequência indireta, não sendo o objetivo principal do programa.
A manobra que consiste na oposição das mãos pela região do dorso, forçando a flexão do punho por cerca de 60 segundos corresponde ao Teste de Phalen. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O Teste de Phalen é realizado com a flexão máxima dos punhos, mantendo-se o dorso das mãos em contato por aproximadamente 60 segundos. O aparecimento de parestesias no território do nervo mediano sugere síndrome do túnel do carpo. Diferencia-se do Phalen invertido (extensão dos punhos), do Tinel (percussão do nervo), do Cozen (epicondilite lateral) e do Finkelstein (tenossinovite de De Quervain).
A Data de Início da Incapacidade (DII) corresponde ao momento em que as manifestações da doença ou seu agravamento impediram o desempenho da atividade habitual. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
A DII é fixada no momento em que a doença ou o agravamento do quadro passa a gerar repercussão funcional incapacitante, impedindo o desempenho da atividade habitual. Não se confunde com a DID (início da doença), com a data do primeiro relatório médico, nem com a definição de necessidade de reabilitação profissional.
O auxílio-acidente exige nexo causal entre o acidente de qualquer natureza ou acidente/doença ocupacional e a sequela definitiva que reduza a capacidade para o trabalho habitual. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O auxílio-acidente (espécie B94) pressupõe: (1) ocorrência de acidente de qualquer natureza ou doença/acidente do trabalho, (2) existência de sequela definitiva, e (3) redução permanente da capacidade para a atividade habitual, com nexo causal comprovado. Não depende de incapacidade total, não é benefício substitutivo de renda e não se limita às hipóteses exaustivas do Anexo III do Decreto nº 3.048/1999, que é apenas exemplificativo. Também não é devido sem sequela ou sem redução funcional.
O auxílio-acidente pode ser mantido mesmo com o recebimento de salário ou de outro benefício previdenciário, exceto aposentadoria. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O auxílio-acidente tem natureza indenizatória e pode ser acumulado com salário e com outros benefícios previdenciários. A regra geral é a não manutenção/vedação de acumulação com aposentadoria, conforme as normas aplicáveis ao benefício.
Não terá direito ao auxílio-acidente o segurado que apresente dano anatômico ou funcional sem repercussão na capacidade para o trabalho habitual. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
Para existir direito ao auxílio-acidente, é indispensável sequela definitiva com redução permanente da capacidade para o trabalho habitual. Dano anatômico/funcional sem repercussão laboral não preenche o requisito legal.
A mudança de função decorrente de readaptação profissional preventiva promovida pela empresa gera, por si só, direito ao auxílio-acidente. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
Readaptação preventiva, isoladamente, não basta. O auxílio-acidente exige sequela consolidada e redução permanente da capacidade para a atividade habitual, com repercussão laboral demonstrável.
Faz jus ao auxílio acidente a perda da audição, em qualquer grau que resultar, comprovadamente, na redução ou perda da capacidade para o trabalho que o segurado habitualmente exercia, independentemente do fator gerador. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
A frase é falsa porque o auxílio-acidente exige, além da repercussão na capacidade para o trabalho habitual, relação com o fator gerador juridicamente enquadrável (acidente de qualquer natureza ou acidente/doença relacionada ao trabalho, conforme o caso e o nexo reconhecido). Assim, a expressão “independentemente do fator gerador” torna a assertiva incorreta.
Um dos critérios de elegibilidade para encaminhamento à Reabilitação Profissional é a incapacidade total ou parcial permanente para a atividade habitual, com potencial laborativo residual. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O encaminhamento à Reabilitação Profissional ocorre quando há incapacidade definitiva (total ou parcial) para a atividade habitual e capacidade residual para readaptação, não dependendo de escolaridade elevada ou curso superior.
A atuação do Perito Médico Federal e das carreiras antecessoras foi operacionalizada por meio do PRISMA, sistema que armazenava integralmente os laudos periciais e permitia acesso digital completo ao histórico médico-pericial do segurado. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
O PRISMA não armazenava integralmente os laudos médico-periciais nem permitia acesso digital completo ao histórico pericial. Tratava-se de sistema voltado principalmente ao registro administrativo e operacional, com limitações significativas quanto à guarda e consulta de documentos periciais completos.
O SABI funcionava exclusivamente como sistema de transcrição de formulários em papel, não possuindo integração com bases de dados nem funcionalidades próprias de análise pericial. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
O SABI não se limitava à mera transcrição de formulários em papel. Embora tenha coexistido com procedimentos físicos, possuía funcionalidades próprias, integração com bases administrativas e papel relevante na operacionalização das atividades periciais à época, não sendo correto reduzi-lo a simples digitalização ou transcrição.
Os sistemas WEB, como o SIBE, somente passaram a existir a partir do ano de 2020, inexistindo anteriormente qualquer plataforma pericial baseada em tecnologia web. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
Sistemas baseados em tecnologia WEB, como o SIBE, já existiam antes de 2020, ainda que com funcionalidades mais limitadas. A afirmação de que tais sistemas só surgiram após 2020 é historicamente incorreta.
Os sistemas digitais integrados atualmente utilizados dificultam a atuação remota do Perito Médico Federal, exigindo obrigatoriamente a presença física para a realização e registro dos atos periciais. Verdadeiro ou Falso?
Falso.
Os sistemas digitais integrados facilitam a atuação remota do Perito Médico Federal, permitindo realização, registro e gestão de atos periciais à distância, inclusive em modalidades como teleperícia e perícia conectada. A exigência de presença física não decorre da arquitetura desses sistemas.
Sempre que possível, a Reabilitação Profissional deve ser realizada na localidade do domicílio do beneficiário. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
A Reabilitação Profissional deve observar o princípio da acessibilidade, priorizando, sempre que viável, a realização das atividades na localidade do domicílio do beneficiário, de modo a favorecer adesão, continuidade do processo e efetiva reinserção social e laboral. A atuação é multiprofissional, não restrita a médicos peritos.
Em caso de fraturas, o tempo de incapacidade laboral geralmente depende do tipo/classificação da fratura, do local anatômico, da técnica de tratamento utilizada e se a fratura é fechada ou exposta. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O tempo de incapacidade em fraturas é influenciado por múltiplos fatores clínicos e biomecânicos, incluindo classificação da fratura, segmento acometido, abordagem terapêutica (conservadora ou cirúrgica) e gravidade, como fraturas expostas.
No âmbito da atuação recursal do Perito Médico Federal, o parecer pericial deve se limitar ao objeto do recurso, prevalecendo a solicitação do CRPS em caso de divergência com o segurado. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
Na atuação recursal, o PMF deve respeitar estritamente o objeto do recurso, conforme delimitado pelo CRPS. Não cabe ampliar o escopo da análise, emitir parecer inconclusivo ou conceder diretamente benefício. O parecer deve ser técnico, objetivo e conclusivo, nos limites do pedido recursal.
Um guarda de empresa de vigilância com transtorno de ansiedade incapaz por 90 dias pode ter o benefício caracterizado como acidentário com base na Lista C do Decreto nº 3.048/1999, aplicando-se o nexo técnico epidemiológico previdenciário (NTEP). Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
A Lista C do Decreto nº 3.048/1999 fundamenta o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), baseado em associação estatística entre CNAE e CID. Assim, preenchidos os critérios, o benefício pode ser enquadrado como acidentário independentemente de CAT ou nexo individual, salvo prova em contrário.
Documentação médica ou odontológica com CID e assinatura do emissor não constitui motivo para impossibilidade de concessão do benefício pelo Atestmed. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
No Atestmed, a presença de CID e assinatura atende a requisitos essenciais. Motivos de indeferimento incluem documentação ilegível, sem CID, sem data ou sem identificação do emissor. Portanto, documentação com CID e assinatura não impede a concessão do benefício.
Documentação médica ou odontológica ilegível, sem CID, sem data ou sem identificação do emissor constitui motivo para impossibilidade de concessão do benefício pelo Atestmed. Verdadeiro ou Falso?
Verdadeiro.
O Atestmed exige documentação legível, com CID, data de emissão e identificação do profissional emissor. A ausência de qualquer desses elementos inviabiliza a análise documental e impede a concessão do benefício por essa via.