HEPATO Flashcards

(26 cards)

1
Q

contraindicações clássicas ao transplante hepático

A

Neoplasia extra-hepática ativa

Infeção sistémica não controlada

Doença cardíaca ou pulmonar grave irreversível

Falência multiorgânica sem reversibilidade

Abuso ativo de álcool ou drogas (ou abstinência < 6 meses — em geral)

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2
Q

HEP B CRONICA CONTRA INDICA TX HEPATICO?

A

NAO! Hoje é indicação comum de transplante, e o doente é tratado no pós-operatório com antivirais (ex: entecavir, tenofovir) + imunoglobulina anti-HBs.

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3
Q

a obstrução do fluxo de saída venosa hepática, ou seja, bloqueio das veias hepáticas (ou da veia cava inferior adjacente), que impede o sangue de drenar do fígado.

A

síndrome de Budd–Chiari

sangue chega pelo sistema porta → tenta sair pelas veias hepáticas → encontra uma “represa” → o fígado congestiona → hipertensão portal → necrose e fibrose centrolobular.

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4
Q

PRINCIPAL CAUSA DE SD BUDD CHIARI

A

Mais de 75% dos casos têm doença trombótica ou estado de hipercoagulabilidade por trás.
As causas dividem-se entre primárias (trombose intrínseca) e secundárias (compressão extrínseca):

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5
Q

Principais causas primárias DE BUDD CHIARI

A

Síndromes mieloproliferativas (principalmente mutação JAK2 V617F – policitemia vera)

Trombofilias hereditárias (ex: défice de proteína C, S, antitrombina III)

Uso de contraceptivos orais / gravidez

Neoplasias hematológicas (leucemias, linfomas)

Doença de Behçet

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6
Q

CAUSAS SECUNDARIAS DE BUDD CHIARI

A

Causas secundárias (compressão):

Tumores (ex: carcinoma hepatocelular, sarcoma, metástases)

Membranas ou estenoses da veia cava inferior (mais comuns em Ásia)

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7
Q

A SD DE BUDD CHIARI PODE SE MANIFESTAR DE FORMAS DIFERENTES DEPENDENDO SE A OCLUSÃO É AGUDDA OU CRONICA - V OU F

A

V
Aguda Horas a dias Dor súbita no QSD + hepatomegalia dolorosa + ascite + icterícia + sinais de congestão
Subaguda/crónica Semanas a meses Ascite progressiva, hepatomegalia, esplenomegalia, varizes, insuficiência hepática gradual
Fulminante (raro) Súbita Insuficiência hepática maciça, encefalopatia e morte

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8
Q

DX DE SINDROME DE BUDD CHIARI

A

ecografia Doppler hepática, que mostra:

Ausência ou inversão do fluxo venoso hepático

Confirmatório:

Angio-TC ou RM (demonstra obstrução e colaterais)

Biópsia hepática: congestão centrolobular, necrose e fibrose (“fígado em noz-moscada”)

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9
Q

LEMBRAR QUE BUDD CHIARI AFETA AS VEIAS HEPÁTICAS OU CAVA INFERIOR E NÃO A VEIA PORTA. V OU F

A

V

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10
Q

BUDD CHIARI PODE SER ELEGIVEL A TX HEPATICO?

A

SIM

Sem tratamento → mortalidade > 90% em 3 anos

Com anticoagulação precoce + TIPS → sobrevida de 10 anos em até 80% dos casos

Transplante → excelente prognóstico se sem recidiva trombótica

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11
Q

Qual é a causa mais comum da síndrome de Budd–Chiari?

A

Resposta: Estados de hipercoagulabilidade, especialmente síndromes mieloproliferativas (ex: mutação JAK2 na policitemia vera).

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12
Q

TRIADE CLASSICA NO BUDD CHIARI

A

Dor no hipocôndrio direito

  1. Hepatomegalia dolorosa
  2. Ascite
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13
Q

Como diferenciar Budd–Chiari de trombose da veia porta?

A

Na Budd–Chiari há hepatomegalia e ascite rica em proteínas;
na trombose da veia porta há esplenomegalia e colaterais portais, mas sem hepatomegalia dolorosa.

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14
Q

Como diferenciar Budd–Chiari de insuficiência cardíaca direita?

A

Budd–Chiari: sem turgência jugular nem edemas periféricos marcados no início;
ascite com proteínas elevadas e sem congestão sistêmica.

IC direita: há turgência jugular, edema de membros inferiores e congestão sistêmica.

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15
Q

DOENÇAS QUE CURSAM COM PROTEINA ASCITICA ALTA

A

(IC direita, Budd–Chiari – gasa >1,1
Carcinomatose, Tuberculose – gasa <1,1

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16
Q

DOENÇAS QUE CURSAM COM PROTEINA ASCITICA BAIXA

A

(Cirrose, Nefrótica)
GASA > 1,1 g/dL, mas proteína total < 2,5 g/dL.

17
Q

disfunção neurológica reversível causada pelo acúmulo de amónia e outras toxinas produzidas no intestino e não metabolizadas pelo fígado.

A

ENCEFALOPATIA HEPATICA

18
Q

TTO ENCEFALOPATIA COM ATB- QUAL USAR

19
Q

PODE USAR RINGER LACTATO NA ENCEFALOPATIA.?

A

NAAAAOOOO - contém lactato, que o fígado disfuncional não metaboliza bem, podendo agravar acidose e encefalopatia.

Não administrar lactato de Ringer, benzodiazepinas, fármacos sedativos ou excesso proteico durante fase aguda.

20
Q

favorecem a entrada da amonia no SNC

A

alcalose metabolica e hipocalemia

21
Q

AMONIA ATRAVESSA A BARREIRA HEMATO ENCEFALICA?

A

SIM - é convertida em glutamina nos astrócitos e provoca edema cerebral e alt na neuro transmissao

22
Q

Qual o sinal físico mais característico da encefalopatia hepática?”

23
Q

classificação de West Haven na encefalopatia

A

West Haven (I a IV): usada para graduação clínica (I = mínima, IV = coma).

24
Q

“Qual o fármaco de primeira linha na encefalopatia hepática?” → .

25
“Qual é a conduta definitiva na encefalopatia hepática crónica refratária ao tratamento médico?”
Transplante hepático.
26
manifestações clínicas são inespecíficas (ex. cansaço, perda de peso, dor abdominal, artralgias, hepatoesplenomegalia), pelo que é necessário manter elevado nível de suspeição. De notar que > 50% dos doentes tem outra doença autoimune (ex. tiroidite de Hashimoto). PENSAR EM
HEPATITE AI