No que se refere aos princípios aplicáveis ao direito penal, à aplicação da lei penal, bem como a
ilicitude e culpabilidade, julgue o item seguinte.
O erro de proibição indireto consiste em um descriminante putativo por erro de proibição, a
exemplo da situação em que o agente sabe que a conduta é típica, mas supõe estar presente, em
sua ação, uma norma permissiva.
Acerca de coação e obediência hierárquica, assinale a opção correta. A coação à prática de crime
doloso pode tanto excluir a culpabilidade do agente quanto servir para agravar a pena do coator.
Acerca da ilicitude e da culpabilidade no direito penal, julgue o item que se segue.
Na teoria normativa pura da culpabilidade, surgida com o finalismo penal de Hans Welzel, o dolo é
considerado natural e integra o fato típico, enquanto a consciência da ilicitude permanece na
culpabilidade
Acerca da ilicitude e da culpabilidade no direito penal, julgue o item que se segue.
Gunther Jakobs propôs um conceito funcional de culpabilidade, segundo o qual esta é fundada em
necessidades reais ou supostas de prevenção, e não em um juízo de reprovabilidade.
Segundo o Código Penal, é excludente de ilicitude estado de necessidade
No que diz respeito ao direito penal, julgue o item a seguir.
Caracteriza erro de proibição direto o fato de o agente supor ser lícita uma conduta que é proibida
no ordenamento jurídico; diferentemente do delito putativo, que é caracterizado pelo fato de o
agente praticar uma conduta que acredita ser proibida, mas que, na verdade, é um indiferente
penal.
Considerando as disposições do Código Penal, assinale a opção correta. O exercício legal de direito
afasta a ilicitude da conduta e o excesso é punível se doloso ou culposo.
A respeito dos erros no direito penal, julgue o item a seguir. Considere, a propósito, que a sigla CP,
quando empregada, refere-se ao Código Penal.
O CP adota a teoria limitada da culpabilidade, a qual distingue entre o erro incidente sobre os
pressupostos fáticos de uma causa de justificação do erro incidente sobre os limites da norma
permissiva.
A respeito do excludente de ilicitude, assinale a opção correta. O erro quanto à pessoa contra quem
o crime foi praticado não isenta de pena o agente da conduta criminosa, embora se desconsiderem,
nesse caso, as qualidades da vítima.
Considera-se causa excludente da culpabilidade inexigibilidade de conduta diversa.
Considerando aspectos diversos do direito penal, assinale a opção correta. A inexigibilidade de
conduta diversa exclui a culpabilidade, pois haverá um fato típico e ilícito, mas que não merece ser
punido, por não ser exigível do autor, naquelas circunstâncias, outro comportamento
Pode excluir a imputabilidade penal a embriaguez acidental causada por substância análoga ao
álcool.
De acordo com o CP (Código Penal), a embriaguez completa e fortuita é causa de isenção de pena.
Todo indivíduo age numa circunstância determinada e com um âmbito de autodeterminação
também determinado. A sociedade nunca tem a possibilidade de brindar a todos os homens com
as mesmas oportunidades. Em consequência, há sujeitos que têm um menor âmbito de
autodeterminação, condicionado desta maneira por causas sociais. Assim, ao considerar que essas
pessoas que têm um menor âmbito de autodeterminação tendem ao crime por carências sociais;
a reprovação pela prática da infração penal deve ser dirigida conjuntamente ao Estado e ao agente,
se verificada, no caso concreto, tal desigualdade de oportunidade de vida.
O texto precedente apresenta a ideia central da teoria denominada coculpabilidade.
Com base na análise da culpabilidade, assinale a opção correta.
Incorre em erro de validade o agente que pratica um fato proibido, supondo acreditar que o STF
tenha declarado a inconstitucionalidade de uma lei penal incriminadora.
Com base nos conceitos de tipicidade, ilicitude e culpabilidade, assinale a opção correta. O agente
que ultrapassar os limites de uma causa justificante, por acreditar que agia conforme o direito,
incorre em erro de proibição, que constitui uma causa exculpante, se escusável.
A potencial consciência de ilicitude é elemento da culpabilidade.
Durante uma confraternização familiar, Lucas, de 56 anos de idade, após comer uma sobremesa,
começou, inesperadamente, a ficar impaciente e a ameaçar de morte sua irmã, Lívia. Com medo,
esta acionou a polícia, que prendeu Lucas e o conduziu à delegacia de polícia, onde a vítima o
representou pelo crime de ameaça, com incidência da Lei n.º 11.340/2006. Devidamente
processado, constatou-se que o réu, no momento dos fatos, pela primeira vez na vida, tivera
hiperglicemia, que lhe causara confusão mental e lhe diminuíra a capacidade de entendimento.
Devido a esse episódio, Lucas descobriu ser diabético. Todas essas circunstâncias restaram
devidamente provadas no bojo dos autos.
Nessa situação hipotética, de acordo com o Código Penal, na sentença penal de Lucas, o juiz
deve condenar o réu, aplicando-lhe pena diminuída, em razão dos efeitos análogos à embriaguez
acidental.
Foi atribuída a um cidadão a autoria de um homicídio, não se encontrando o agente acobertado
por nenhuma justificativa.
Nessa situação hipotética, conforme a teoria da culpabilidade adotada pelo ordenamento jurídico
penal brasileiro, o fato será culpável se o agente, ao tempo do crime, fosse imputável, detivesse
potencial consciência da ilicitude e não lhe fosse exigido outro comportamento.
Considerando que um cidadão penalmente imputável tenha praticado um crime sob coação
irresistível de terceiro, julgue o item subsequente, à luz do entendimento doutrinário quanto ao
fato típico e seus elementos, à culpabilidade e suas respectivas causas excludentes.
Caso se trate de coação moral irresistível, a culpabilidade do cidadão coagido será excluída.
A compreensão do erro das discriminantes putativas — com previsão em dispositivo do Código
Penal — sobre os pressupostos fáticos da causa de justificação como erro de tipo decorre da teoria
limitada da culpabilidade.
Para determinada teoria, criticada por não conseguir explicar a culpa inconsciente, a culpabilidade
deve abordar os elementos subjetivos dolo e culpa, sendo a imputabilidade pressuposto para sua
análise. Nessa perspectiva, a culpabilidade retira o seu fundamento do aspecto psicológico do
agente. Nesse sentido, é a relação subjetiva entre o fato e o seu autor que toma relevância, pois a
culpabilidade reside nela.
O texto precedente refere-se à teoria causal naturalista ou psicológica.
Acerca da estrutura analítica do crime, julgue o item a seguir.
O erro de proibição em crime culposo só é admissível nos crimes praticados com culpa consciente,
pois deriva da valoração equivocada da ação negligente quando o agente, em razão de
circunstâncias especiais, acredita ser lícita a sua ação descuidada.
Coação moral irresistível é causa de exclusão da culpabilidade.