O que é bronquiolite viral aguda?
É o primeiro episódio de sibilância em lactentes menores de 1 ano (Europa) ou 2 anos (EUA), causado por infecção viral.
Qual é a principal causa de internação em lactentes até 6 meses?
Bronquiolite viral aguda.
Quais vírus são mais associados à bronquiolite?
Principal: Vírus Sincicial Respiratório (VSR); outros: rinovírus, parainfluenza, metapneumovírus, adenovírus, coronavírus, influenza, bocavírus.
Como ocorre a transmissão do VSR?
Inalação de gotículas, contato com secreções respiratórias ou superfícies contaminadas.
Qual o tropismo do VSR?
Epitélio respiratório, principalmente bronquíolos.
Qual a fisiopatologia da bronquiolite?
Necrose celular, inflamação, edema de submucosa, muco abundante → obstrução parcial (hiperinsuflação) ou total (atelectasia).
Quais são os principais fatores de risco para bronquiolite grave?
Prematuridade, baixo peso, idade <12 semanas, cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica, imunodeficiência, desnutrição, doença neurológica, tabagismo passivo, aglomeração, creches.
Qual a evolução clínica típica da bronquiolite?
IVAS inicial → piora entre 3º-6º dia com tosse, sibilos e desconforto respiratório → melhora após 10-12 dias (tosse pode persistir semanas).
Quais sinais clínicos sugerem gravidade na bronquiolite?
FR >70, SatO2 <90-92%, apneia, gemência, retrações importantes, recusa alimentar, letargia, toxemia.
Como é feito o diagnóstico da bronquiolite?
Clínico. Exames apenas em casos graves, imunodeprimidos ou complicações.
Quais achados radiológicos são típicos na bronquiolite?
Hiperinsuflação, retificação de arcos costais e diafragma, hipertransparência pulmonar, atelectasia.
Qual é o tratamento da bronquiolite?
Suporte: hidratação, lavagem nasal com SF, antitérmicos, oxigenoterapia se SatO2 <90-92%.
Quais medicamentos não são recomendados na bronquiolite?
Corticoides, broncodilatadores, antibióticos (exceto infecção secundária), antivirais, fisioterapia respiratória de rotina.
Quando hospitalizar um paciente com bronquiolite?
Se grave, <3 meses, grupo de risco, apneia, hipoxemia, dificuldade alimentar ou condição social desfavorável.
Qual medida específica pode prevenir bronquiolite grave?
Palivizumabe (anticorpo monoclonal anti-VSR), 15 mg/kg IM mensal por 5 doses, em grupos de risco.
Quais são os grupos elegíveis para palivizumabe?
RN <29 sem IG até 12m; RN 29-31 sem IG com DBP até 6m; cardiopatia congênita até 2a; pneumopatia grave até 2a.
Quais complicações podem surgir da bronquiolite?
Insuficiência respiratória, atelectasia, pneumonia bacteriana, otite média aguda, hiper-reatividade brônquica, bronquiolite obliterante.
O que caracteriza a coqueluche?
Infecção respiratória aguda por Bordetella pertussis, de evolução em surtos, com tosse paroxística (“tosse comprida”).
Qual é o agente etiológico da coqueluche?
Bordetella pertussis (cocobacilo Gram-negativo).
Como ocorre a transmissão da coqueluche?
Por aerossóis; incubação de 5-10 dias; transmissão alta na fase catarral.
Qual é a fisiopatologia da coqueluche?
Adesinas → adesão aos cílios; toxinas → paralisam cílios, destroem epitélio, leucocitose + linfocitose.
Quais são os fatores de risco para formas graves da coqueluche?
Lactentes <6m (sobretudo <3m), hiperleucocitose, hipertensão pulmonar, prematuridade, doenças crônicas.
Quais são as três fases clínicas da coqueluche?
Catarral (IVAS leve), Paroxística (crises de tosse + guincho inspiratório), Convalescença (tosse residual até 3 meses).
Quais são as “palavras-chave” da coqueluche?
Paroxismos de tosse seca seguidos de guincho inspiratório e cianose.