O que é Doença Renal Crônica (DRC)?
Perda progressiva e irreversível da função renal por >3 meses, com TFG < 60 mL/min/1,73m² ou alterações estruturais renais persistentes.
Quais são os critérios diagnósticos de DRC?
1) TFG < 60 mL/min/1,73m² por >3 meses; 2) Alterações estruturais persistentes (transplante renal prévio, anormalidades anatômicas/histológicas, distúrbios eletrolíticos, proteinúria ou albuminúria ≥30 mg/24h).
Como é feita a classificação da DRC por TFG?
Estágio I ≥90 (normal), II 60-89 (leve), IIIa 45-59 (leve a moderada), IIIb 30-44 (moderada a grave), IV 15-29 (grave), V <15 (falência renal).
Como é feita a classificação da DRC por albuminúria?
A1 <30 mg/24h (normal), A2 30-300 mg/24h (moderada), A3 >300 mg/24h (grave).
Qual a prevalência de DRC na população geral?
Aproximadamente 10% da população ocidental; aumenta com a idade (30% em maiores de 65 anos).
Quais são as principais causas de DRC no Brasil?
Hipertensão arterial (34%), diabetes mellitus (31%), glomerulonefrite crônica (9%), doença renal policística (4%).
Quais são os fatores de risco modificáveis para DRC?
DM, hipertensão arterial, obesidade, DCV, drogas nefrotóxicas, lesão renal aguda.
Qual o principal fator associado à progressão da DRC?
Proteinúria.
Quais achados ultrassonográficos sugerem DRC?
Rins reduzidos (<8-9 cm), aumento da ecogenicidade, redução da espessura cortical.
Quais doenças cursam com rins aumentados em DRC?
DM, HIV, doenças granulomatosas, anemia falciforme, amiloidose, DRPAD.
Quais são as principais etiologias da DRC?
Hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, glomerulonefrite crônica e doença renal policística autossômica dominante.
Quais características da nefropatia hipertensiva?
Longo tempo de HAS (>10 anos), difícil controle pressórico, rins reduzidos, proteinúria ausente ou subnefrótica.
Quais características da nefropatia diabética?
Hiperfiltração glomerular inicial, albuminúria precoce, evolução para proteinúria nefrótica, retinopatia diabética associada.
Quais características da doença renal policística autossômica dominante (DRPAD)?
História familiar, rins aumentados com múltiplos cistos, manifestações extra-renais: cistos hepáticos, aneurismas intracranianos, prolapso mitral.
Quais são as primeiras complicações da DRC?
Anemia e hipertensão.
Qual a fisiopatologia da anemia na DRC?
Deficiência relativa de eritropoetina e deficiência de ferro.
Por que pacientes com DRC têm maior risco de sangramento?
Devido à disfunção plaquetária qualitativa causada pela uremia (não redução no número de plaquetas).
O que é a doença mineral e óssea da DRC?
Alteração no metabolismo de fósforo, cálcio, vitamina D e PTH, levando a osteodistrofia renal e calcificações vasculares.
O que é síndrome urêmica?
Conjunto de manifestações clínicas devido ao acúmulo de toxinas urêmicas (ureia, fósforo, PTH, etc.), com sintomas neurológicos, náuseas, vômitos, fadiga.
O que é pericardite urêmica?
Inflamação do pericárdio em pacientes com uremia, causando dor torácica, atrito pericárdico e alterações no ECG.
Qual a principal causa de morte em pacientes com DRC?
Doença cardiovascular.
Quais são as medidas não farmacológicas no tratamento da DRC?
Restrição de sódio (<2g/dia), proteína (<0,8g/kg/dia), cessar tabagismo, perda de peso, exercícios, evitar drogas nefrotóxicas.
Qual o alvo pressórico no tratamento da DRC?
PAS < 120 mmHg (se tolerado).
Quais classes de anti-hipertensivos são preferidas na DRC?
Inibidores da ECA (iECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA).