O que é DRGE?
É o refluxo retrógrado de conteúdo gástrico e/ou duodenal para o esôfago, causando sintomas frequentes e/ou lesão na mucosa esofágica.
Quais são os sintomas típicos da DRGE?
Pirose (queimação retroesternal ascendente) e regurgitação.
Quais são os sintomas atípicos da DRGE?
Tosse seca, pigarro, rouquidão, asma, broncoespasmo, dor torácica não cardíaca, pneumonia.
Quais são os fatores de risco para DRGE (mnemônico OMEGA-T)?
Obesidade, Medicações (BCC, benzodiazepínicos, anticolinérgicos, AAS, teofilina, progesterona), Esclerodermia, Gastroparesia, Alargamento do hiato (hérnia hiatal tipo I), Tabagismo.
Como conduzir paciente jovem (<40 anos) sem sinais de alarme?
Tratamento empírico com IBP + medidas comportamentais (dieta, perda de peso, elevar cabeceira da cama).
Quais são os sinais de alarme na DRGE que exigem investigação com endoscopia?
Disfagia, odinofagia, impactação alimentar, emagrecimento, anemia, sangramento, vômitos recorrentes.
Qual é o exame inicial na investigação de DRGE?
Endoscopia digestiva alta (EDA) – não confirma refluxo, mas avalia mucosa e complicações (esofagite, Barrett, estenose).
Qual é o padrão-ouro no diagnóstico de DRGE?
pHmetria esofágica de 24 horas (detecta refluxo ácido pH<4).
Qual é o papel da manometria esofágica?
Não diagnostica DRGE; avalia motilidade esofágica e deve ser feita antes da cirurgia para descartar acalásia.
Quais são as principais complicações da DRGE?
Esofagite (20–25%), estenose péptica (até 5%), Esôfago de Barrett (10–15%).
O que é o Esôfago de Barrett?
Metaplasia intestinal do epitélio escamoso → epitélio colunar com células caliciformes, associada a risco de adenocarcinoma de esôfago distal.
Quais são os fatores de risco para Esôfago de Barrett?
Idade >50 anos, sexo masculino, raça branca, obesidade, tabagismo, sintomas crônicos (>5 anos).
Qual é a conduta para Barrett sem displasia?
IBP contínuo + vigilância endoscópica com biópsia a cada 3–5 anos.
Qual é a conduta no Barrett com displasia de baixo grau?
Dobrar dose do IBP e repetir endoscopia em 3–6 meses. Confirmada displasia → erradicação endoscópica com RFA (ablação por radiofrequência) ou acompanhamento semestral.
Qual é a conduta no Barrett com displasia de alto grau?
RFA (ablação endoscópica) ou esofagectomia distal (risco elevado de câncer).
Quando indicar cirurgia na DRGE?
Falha do tratamento clínico, desejo de suspender IBP, má adesão ou intolerância, sintomas respiratórios refratários, complicações graves (estenose, esofagite graus C/D), Barrett com sintomas refratários.
Quais são as técnicas de fundoplicatura?
O que é acalásia?
Doença da motilidade do esôfago → aperistalse e relaxamento incompleto do EEI, causando disfagia crônica, regurgitação e emagrecimento. Pode ser idiopática ou secundária à doença de Chagas.
Quais exames confirmam acalásia?
EDA (descarta câncer), manometria esofágica (padrão-ouro: aperistalse + ausência de relaxamento do EEI), esofagograma baritado (sinal do “bico de pássaro”).
Qual é o tratamento da acalásia?
O que é o divertículo de Zenker?
Herniação da mucosa e submucosa pela junção faringoesofágica, causando disfagia, halitose e regurgitação de alimentos não digeridos.
Quais são as esofagites não pépticas mais comuns?