O que significa DPOC?
Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica.
Qual é a definição de DPOC segundo GOLD 2023?
Doença heterogénea com sintomas respiratórios crónicos (dispneia, tosse, expetoração) devido a alteração das vias aéreas (bronquite/bronquiolite) e/ou alvéolos (enfisema), com obstrução persistente e progressiva.
Quais são os principais sintomas da DPOC?
Dispneia, tosse e expetoração crónica.
Quais são as principais alterações anatómicas na DPOC?
Doença das pequenas vias aéreas e destruição parenquimatosa (enfisema) - inflamação crónica - leva a desordem sistémica.
Que características clínicas definem a DPOC?
Sintomas persistentes, exacerbações frequentes, comorbilidades e limitação progressiva ao esforço.
A DPOC é prevenível e tratável?
Sim, é comum, prevenível e tratável, embora frequentemente subdiagnosticada.
Porque se considera a DPOC uma doença sistémica?
Porque causa manifestações extrapulmonares como perda muscular, inflamação sistémica e alterações metabólicas.
Porque a definição de DPOC é considerada imprecisa?
Porque engloba fenótipos diferentes (bronquite, enfisema, bronquiolite), dificultando diagnóstico precoce e tratamento personalizado.
Qual a posição da DPOC entre as doenças respiratórias mais prevalentes?
É a segunda doença respiratória mais prevalente (a seguir à asma).
Que fatores influenciam o desenvolvimento da DPOC?
Fatores genéticos - Défice de α1-antitripsina
Fatores ambientais - Tabagismo, infeções broncopulmonares crónicas, exposição infantil ao fumo e infeções in útero.
Tempo - A função respiratória atinge o pico aos 25 anos e depois declina 20–30 mL/ano; nos DPOC fumadores, a perda é muito maior.
O que acontece se um doente com DPOC deixar de fumar?
A taxa de declínio do FEV1 normaliza, mas não recupera o dano já existente.
Quais são os 3 critérios obrigatórios para diagnóstico de DPOC?
1️⃣ Sintomas crónicos (dispneia, tosse, expetoração)
2️⃣ História de exposição/fatores de risco
3️⃣ Obstrução confirmada: FEV1/FVC pós-broncodilatador <0,7 (<70%)
Quais os principais sintomas relatados na história clínica na DPOC?
Dispneia, tosse, expetoração, pieira, fadiga, infeções respiratórias frequentes, anorexia e perda de peso.
A presença de sintomas intermitentes favorece DPOC ou asma?
Favorece asma.
Que comorbilidades são frequentes na DPOC?
O que deve ser sempre avaliado na história clínica na DPOC?
Impacto funcional (trabalho, família, vida social) e história tabágica ou ocupacional.
O exame físico é útil para diagnóstico precoce na DPOC?
Não, tem baixa sensibilidade e especificidade.
serve é para verificar a deterioração (Diminuição de sons respiratórios, pieira difusa, sinais de hiperinsuflação (tórax em barril).
Qual é o exame de eleição para diagnóstico de DPOC?
Espirometria pós-broncodilatador.
Qual o critério diagnóstico de obstrução?
FEV1/FVC < 0,70 após broncodilatador (salbutamol 400 µg).
Como se classifica a gravidade pela GOLD (FEV1 pós-BD)?
GOLD 1: ≥80%
GOLD 2: 50–79%
GOLD 3: 30–49%
GOLD 4: <30%
Que escalas avaliam sintomas e risco de exacerbações na DPOC?
Escala mMRC (dispneia 0-4) e CAT (sintomas 0-40 - >10).
O que define o grupo GOLD A, B ou E?
A: poucos sintomas e poucas exacerbações
B: mais sintomas, mas poucas exacerbações
E: exacerbações frequentes ou graves
Que exames complementares ajudam no diagnóstico e prognóstico na DPOC?
Radiografia (excluir outras patologias)
TC torácica (enfisema, bronquiectasias)
Volumes pulmonares
Oximetria / gasimetria - função respiratoria (insuficiencia respiratória)
PCR e eosinófilos periféricos (biomarcadores)
Teste da marcha dos 6 minutos (atividade física e dessaturação) - capacidade do doente
O que fazer se o doente dessaturar no teste de marcha na DPOC?
Prescrever oxigenoterapia.