Embolia Flashcards

(52 cards)

1
Q

Em que percentagem dos casos de TVP ocorre TEP?

A

Em 50% dos casos

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2
Q

Qual é a mortalidade aos 90 dias de uma TEP?

A

Cerca de 20%, devido a complicações tardias (hipertensão pulmonar, recorrência, IC direita, complicações hemorrágicas).

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3
Q

Qual é o espetro clínico da TEP?

A

Vai de assintomática até morte súbita.

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4
Q

Quais são os três fatores da Tríade de Virchow?

A

Estase, hipercoagulabilidade e lesão endotelial.

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5
Q

Quais são as trombofilias hereditárias associadas a TEP?

A

Fator V de Leiden, mutação da protrombina, deficiência de proteína C, proteína S e antitrombina.

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6
Q

Quais são as causas adquiridas de trombofilia?

A

Cancro, cateter venoso central, cirurgia (especialmente ortopédica), trauma, gravidez, contracetivos orais, terapêutica hormonal e obesidade.

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7
Q

Qual é o percurso típico do trombo até ao pulmão?

A

Veia cava → aurícula direita → ventrículo direito → artéria pulmonar → TEP.

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8
Q

Que alteração ventilatória ocorre na TEP?

A

Aumento do espaço morto fisiológico: área ventilada mas não perfundida.

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9
Q

Que tipo de distúrbio gasométrico provoca a TEP?

A

Hipoxemia arterial com gradiente A–a aumentado.

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10
Q

O que pode causar a hipoxemia na TEP?

A

Mismatch V/Q e vasoconstrição pulmonar reflexa - sangue desviado para outros vasos.

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11
Q

Que consequência cardiovascular pode ocorrer em TEP grave?

A

Hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca direita com aumento de BNP.

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12
Q

Quais são os sintomas que devem levantar suspeita de TEP?

A

Dispneia, dor torácica, fadiga, tosse, tonturas, febre, hemoptises, diaforese (aumento transpiração). - subito

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13
Q

Que fatores de risco clínicos devem aumentar a suspeita de TEP?

A

Cirurgia recente, neoplasia ativa, TEP/TVP prévio, síncope, hemoptises, fatores da Tríade de Virchow.

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14
Q

Quantos dos pacientes suspeitos acabam por ter TEP confirmada?

A

Apenas 1 em cada 20.

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15
Q

Para que serve o Score de Wells?

A

Para estimar a probabilidade clínica de TEP/TVP.

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16
Q

O que fazer se o Score de Wells for <4?

A

Fazer D-Dímeros (probabilidade baixa a moderada).

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17
Q

O que fazer se o Score de Wells for >4?

A

Fazer exame de imagem direto (probabilidade alta).

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18
Q

O que são os D-Dímeros?

A

Produtos de degradação da fibrina pela plasmina — indicam formação e lise de trombos.

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19
Q

Qual é o papel atual dos D-Dímeros no diagnóstico de TEP?

A

Servem como teste de exclusão (alto valor preditivo negativo).
- positivo não nos diz nada

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20
Q

Porque os D-dimeros não confirmam o diagnóstico de TEP?

A

Porque podem estar elevados noutras situações (ex: repouso prolongado, infeções, pós-operatório).

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21
Q

Qual é o exame “gold standard” para diagnóstico de TEP?

A

Angio-TC pulmonar com contraste.

22
Q

Quando se usa angiografia pulmonar por cateter na TEP?

A

Se o angio-TC for insatisfatório ou se for necessária intervenção por cateter.

23
Q

Que risco tem o contraste da Angio-TC?

A

Lesão renal aguda.
- usar cintigrafia nestes casos

24
Q

O ecocardiograma é útil no diagnóstico direto de TEP?

A

Não, mas ajuda na estratificação de risco e exclusão de diagnósticos diferenciais (EAM, tamponamento, dissecção aórtica).

25
Que tipo de choque pode ocorrer em TEP?
Choque obstrutivo.
26
Qual é o papel da troponina I/T?
Avalia isquemia e disfunção miocárdica.
27
E o papel do ProBNP?
Avalia distensão do ventrículo direito e risco de insuficiência cardíaca direita.
28
Para que serve o PESI Score?
Para estratificar risco e orientar tratamento de TEP.
29
Quais são os critérios do PESI Score?
Idade >80 neoplasia IC/DPOC FC >110 PAS <100 mmHg SatO₂ <90%.
30
Que utilidade principal tem o PESI Score?
Identificar doentes de baixo risco (PESI 0) que podem ter alta segura de TEP.
31
Que percentagem dos casos de TEP são de alto risco?
Cerca de 5%.
32
Como se manifesta o TEP de alto risco?
Choque, hipotensão, hipoperfusão de órgãos, podendo evoluir para paragem cardíaca.
33
Qual é o tratamento de escolha TEP alto risco?
Trombólise com alteplase ou tenecteplase.
34
Quais são as contraindicações absolutas à trombólise na TEP?
Metástases cerebrais, hemorragia ativa, cirurgia recente.
35
O que fazer se houver contraindicação absoluta à trombólise mas o doente estiver em risco de vida?
Considerar trombectomia mecânica (contraindicação torna-se relativa).
36
Que terapêuticas de suporte podem ser necessárias na TEP?
Inotrópicos e ECMO em disfunção cardíaca grave.
37
Como se classifica o TEP intermédio?
Casos com disfunção cardíaca mas sem hipotensão.
38
Que exames ajudam na estratificação do risco intermédio de TEP?
Ecocardiograma, Troponina e ProBNP.
39
Qual é a conduta se houver complicações cardíacas na TEP?
Trombólise.
40
Qual é a conduta se não houver complicações cardíacas na TEP?
Heparina (baixo peso molecular). - demora 5 dias a fazer efeito
41
Quais são os riscos de usarmos trombólise em TEP intermédio?
Reduz 3% a evolução para choque, mas aumenta 9% as hemorragias major.
42
Quais são os critérios de TEP de baixo risco?
PESI 0, estabilidade hemodinâmica, sem necessidade de oxigénio ou medicação IV.
43
Qual é o tratamento de escolha na TEP baixo risco?
Anticoagulantes orais (NOACs). - efeito na hora
44
Quais as vantagens dos NOACs na TEP?
Maior estabilidade e segurança, inclusive em doença renal crónica leve.
45
Que alternativas usar em grávidas na TEP?
Heparina de baixo peso molecular.
46
Que alternativas usar se houver contraindicação a NOACs na TEP?
Varfarina ou heparina.
47
O que deve ser considerado quando não se identifica causa de TEP?
Procurar neoplasia oculta (5,2% dos casos revelam cancro posteriormente).
48
É necessário alterar a frequência dos exames de rastreio na TEP?
Não, apenas investigação dirigida pela história clínica.
49
Qual é a duração mínima universal do tratamento anticoagulante na TEP?
3 meses.
50
Quando suspender o tratamento após 3 meses na TEP?
Se o evento foi provocado e resolvido (ex: cirurgia, trauma).
51
Quando prolongar o tratamento para 6 meses na TEP?
Se TEP foi grande, bilateral ou com disfunção ventricular.
52
Quando indicar anticoagulação prolongada na TEP?
Em TEP idiopático, sem causa identificável, especialmente em homens (anticoagulação indefinida).